Entretenimento
Nobat lança “Antes de Kiev”, canção que espelha a tensão da guerra na véspera de um fim de relação
Publicado
2 meses atrásem

Já está no ar “Antes de Kiev”, o novo single do cantor e compositor mineiro Nobat, que marca hoje seu retorno definitivo após três anos sem lançamentos. A faixa, que chega às plataformas digitais neste 1º de dezembro de 2025, abre o caminho para Movimento, projeto tridisciplinar que se desdobra em álbum, livro e filme previstos para 2026 e 2027.
Composta por Nobat e o cineasta Tiago Tereza em 2022, “Antes de Kiev” nasceu em meio às notícias que anunciavam a invasão da Ucrânia pelas tropas russas. Naquele momento, enquanto o mundo observava o cerco à capital ucraniana, o artista vivia também o limiar do fim de um relacionamento longo. “A tensão que antecede uma guerra — o silêncio que precede a primeira explosão — me lembrou a angústia o que eu sentia na véspera do fim da minha relação afetiva. A véspera as vezes é mais tensa que o próprio fim”, conta.
Logo no primeiro verso — “Antes de Kiev / que era aqui” —, Nobat faz um jogo de palavras que transforma o distante em próximo, o geopolítico em emocional, brincando com o mesmo efeito produzido pela canção “Haiti”, de Caetano Veloso e Gilberto Gil (“O Haiti é aqui”). Através dessa menção, o artista cria um espelho entre tempos e territórios, traduzindo o caos global em linguagem afetiva. O artista ainda cita, no encerramento da canção, um dos versos de “Um girassol da cor do seu cabelo”, clássico do compositor mineiro Lô Borges.
Produzida por Brandu, “Antes de Kiev” foi realizada entre 2023 e 2025 em três etapas. A primeira parte das gravações aconteceu em Belo Horizonte, no estúdio casa12; depois, a canção ganhou corpo no sítio da família de Nobat situado aos pés da Serra da Moeda, em Brumadinho (MG); e a finalização se deu em Vitória (ES), onde o artista vive atualmente, com gravações vocais, mixagem e masterização assinadas por Dan Abranches, no Estúdio Selva.REC.
Musicalmente, “Antes de Kiev” é uma obra de fusão e contrastes. O arranjo parte de violões e guitarras que gradualmente se expande com camadas eletrônicas, synths, beats e uma orquestração densa, que confere à faixa uma dimensão cinematográfica e contemporânea. A instrumentação inclui ainda baixo, synth bass, bateria rufada em referência à marcha militar e o uso de samples. O resultado é uma canção de múltiplas camadas estéticas e emocionais, que transita entre o lirismo mineiro do Clube da Esquina, o pop atmosférico contemporâneo de The Weeknd e uma textura orquestral de grande impacto, mantendo como eixo central a tensão íntima que antecede o colapso.
Com dez anos de carreira, Nobat construiu uma obra de travessia entre linguagens. É cantor, compositor e também produtor cultural, com colaborações em cinema, artes visuais e projetos musicais de diferentes vertentes. Já trabalhou e gravou com nomes como Elza Soares, BNegão, Marina Sena, Curumim, Giovanni Cidreira, Sérgio Pererê, entre muitos outros. Nascido em Minas Gerais e atualmente radicado em Vitória (ES), o artista se afirma como uma das vozes mais inquietas e poéticas da música brasileira contemporânea.
Mais do que uma canção, “Antes de Kiev” é a porta de entrada para um universo narrativo maior. O projeto Movimento nasce de um período de transformações profundas na vida do artista — um tempo de ruptura, reinvenção e explosão criativa que transbordou da música para a escrita e o cinema. “O disco, o livro e o filme são como três dimensões de uma mesma emoção. Cada um respira de um jeito, mas todos nascem do mesmo corpo”, explica Nobat.
Com o novo single, Nobat abre uma nova trilha dentro de sua contribuição à música brasileira contemporânea — unindo som, palavra e imagem em uma mesma corrente criativa. Um retorno à altura de um artista que busca, mais do que compor, criar mundos.
Você pode Gostar
Entretenimento
Exposição “Arte em todos os sentidos” no MAES entre fevereiro e abril
Publicado
4 minutos atrásem
4 de fevereiro de 2026
Entre fevereiro e abril, o Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (MAES), no Centro de Vitória, abre suas salas para uma exposição que propõe ao público um encontro ampliado com a produção artística moderna e contemporânea brasileira a partir de um recorte singular: o olhar construído ao longo de décadas por um colecionador privado. A mostra Arte em Todos os Sentidos apresenta 41 obras de 36 artistas capixabas e nacionais, reunidas a partir de um acervo particular que, pela primeira vez, passa a ser compartilhado de forma sistemática com o grande público.
A exposição integra o projeto Acervo RDA – Preservação e Difusão do Acervo Ronaldo Domingues de Almeida na Midiateca Capixaba, iniciativa voltada à preservação, organização e disponibilização pública de um conjunto expressivo de obras de arte. O projeto foi contemplado no Edital nº 18/2024 da Secretaria da Cultura do Espírito Santo e conta com recursos do Funcultura e da Política Nacional Aldir Blanc, do Ministério da Cultura, articulando ações de difusão cultural, memória e acesso democrático à arte.

O recorte apresentado no MAES evidencia a diversidade de linguagens, suportes e gerações que atravessam a coleção. Pinturas, gravuras, desenhos, fotografias e esculturas compõem um percurso que permite observar aproximações e contrastes entre diferentes momentos da arte brasileira, sem a pretensão de estabelecer uma narrativa linear ou cronológica. A exposição propõe, antes, uma leitura aberta, em que obras e artistas se colocam em relação a partir da experiência sensível do visitante.
A curadoria parte da compreensão de que uma coleção privada, quando exposta publicamente, deixa de operar apenas como expressão de um gosto individual e passa a atuar como dispositivo cultural. Nesse deslocamento, o acervo assume caráter público e contribui para a construção de repertórios compartilhados, ampliando o debate sobre memória, território e produção artística.

Um dos eixos centrais da mostra é a convivência entre artistas amplamente reconhecidos no cenário nacional e nomes fundamentais da produção capixaba. No caso dos artistas do Espírito Santo, a seleção privilegia obras que revelam facetas menos evidentes de suas trajetórias. Já a presença de artistas de outros estados — alguns deles raramente exibidos em Vitória — amplia o campo de referências e insere a produção local em diálogo com contextos mais amplos da arte brasileira.
O título Arte em Todos os Sentidos nasce a partir de uma obra de Paulo Bruscky, integrante do acervo, e funciona como chave conceitual da exposição. A escolha aponta para a ideia de arte como experiência que ultrapassa o campo visual, envolvendo comunicação, percepção e reflexão.
A abertura do acervo ao público é resultado de um processo de amadurecimento do próprio colecionador, Ronaldo Domingues de Almeida, que atua como curador adjunto da exposição. Em seu depoimento, ele destaca que a coleção não foi pensada como projeto desde o início, mas se constituiu de maneira espontânea, a partir do convívio cotidiano com a arte e das relações estabelecidas com artistas ao longo do tempo.
“Nunca planejei formar um acervo ou me tornar colecionador. Queria apenas conviver com arte no meu espaço cotidiano. Foi pelas pessoas — amigos, artistas, visitas — que me vi reconhecido como colecionador, antes mesmo de assumir essa condição para mim”, afirma.

Segundo Almeida, o crescimento do acervo esteve sempre ligado à experiência proporcionada por cada obra, combinando interesse estético, reflexão e uma dimensão afetiva que orientou suas escolhas. Com o passar dos anos, no entanto, a permanência das obras restrita ao espaço privado passou a ser questionada.
“Com o tempo, a pergunta tornou-se inevitável: qual o sentido de manter tantas obras restritas a poucos? Dessa inquietação nasceu a vontade de partilhar, de transformar o privado em público”, relata.
Esse desejo de compartilhamento se concretiza agora em duas frentes complementares: a exposição física no MAES e a digitalização das obras para inserção na Midiateca Capixaba. Para o colecionador, mesmo em um contexto em que a obra de arte circula como mercadoria, ela preserva uma dimensão simbólica que exige circulação, encontro e fruição coletiva para cumprir plenamente sua função social.
O acervo de Ronaldo Domingues de Almeida reúne centenas de obras de aproximadamente 100 artistas, entre modernos e contemporâneos, com forte presença de artistas capixabas. Integram esse conjunto nomes históricos como Homero Massena, Levino Fânzeres e Álvaro Conde, além de artistas contemporâneos como Hilal Sami Hilal, Andreia Falqueto, Júlio Tigre, Sandro Novaes, Claudia Colares, Orlando de Faria Rosa, Lando, Didico e Rick Rodrigues. O diálogo com a produção nacional se estabelece por meio de obras de artistas como Amilcar de Castro, Tomie Ohtake, Cildo Meireles, Alex Vallauri, Sante Scaldaferri e Antônio Poteiro.
Ao apresentar um fragmento desse acervo ao público, Arte em Todos os Sentidos convida o visitante a refletir sobre o papel das coleções privadas na construção da história da arte e sobre a importância de transformar patrimônios individuais em bens culturais compartilhados.
Entretenimento
Sambão do Povo: o palco do carnaval que nasceu da força popular
Publicado
55 minutos atrásem
4 de fevereiro de 2026
Principal símbolo do Carnaval de Vitória, o Sambão do Povo só existe graças à mobilização direta da comunidade carnavalesca da capital capixaba. Oficialmente chamado de Complexo Cultural Walmor Miranda, em homenagem a um dos mais tradicionais reis momo do Espírito Santo, o espaço é conhecido popularmente por um nome que reflete sua origem: Sambão do Povo.
O espaço que receberá nesta sexta (6) e sábado o desfile 2026 do grupo especial, é parte fundamental da história deste que virou o terceiro mais importante evento de carnaval do país.
Localizado no bairro Mário Cypreste, na região da Grande Santo Antônio, em Vitória, o sambódromo capixaba foi inspirado na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. O projeto foi apresentado por Sinval Siri, então secretário municipal de Turismo, durante a gestão do ex-prefeito de Vitória, Hermes Laranja, como alternativa definitiva para sediar os desfiles das escolas de samba da capital.
Comunidade garantiu a construção do Sambão do Povo
A previsão inicial era que o Sambão do Povo fosse concluído ainda em 1986, após o sucesso do desfile realizado na Avenida Nossa Senhora da Penha, uma das principais vias de Vitória. No entanto, atrasos na obra colocaram em risco a realização do Carnaval de Vitória de 1987.

Diante da possibilidade de a capital ficar sem desfile, sambistas, moradores e lideranças comunitárias se uniram em um grande mutirão popular. Liderado por Sinval Siri, o esforço coletivo permitiu que o Sambão do Povo fosse construído em menos de 120 dias, um feito histórico para a cultura do Espírito Santo. A inauguração oficial ocorreu em 27 de fevereiro de 1987.
Interrupção dos desfiles e retomada do Carnaval em Vitória
O Sambão do Povo foi palco dos desfiles do Carnaval de Vitória até 1992. Naquele ano, diversas escolas de samba decidiram não desfilar em protesto contra a falta de apoio financeiro da Prefeitura de Vitória e da iniciativa privada, responsáveis pelo custeio das agremiações.
Além disso, o sambódromo enfrentava problemas estruturais, incluindo a demolição de parte da arquibancada para a construção de uma quadra que nunca foi executada. Com isso, os desfiles no Sambão do Povo foram interrompidos até 2001.

Mesmo fora do sambódromo, o Carnaval não deixou de acontecer na capital. Em 1998, os desfiles voltaram às ruas de Vitória, com apresentações na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro, em formato de exibição, sem competição.
Após reformas estruturais, já na gestão do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (2001–2004), o desfile das escolas de samba retornou definitivamente ao Sambão do Povo, onde permanece até hoje como o principal palco do Carnaval do Espírito Santo e um dos maiores símbolos da cultura popular de Vitória.
Entretenimento
Emerson Xumbrega é o intérprete mais antigo em exercício no Carnaval de Vitória
Publicado
12 horas atrásem
3 de fevereiro de 2026
Numa festa que celebra tradição, ritmo e juventude, há uma figura que tem atravessado gerações com a mesma energia de sempre: Emerson Magno Santana Ribeiro, o Emerson Xumbrega, intérprete oficial e presidente da Escola de Samba Independente de Boa Vista, atual campeã do Carnaval de Vitória. Aos 48 anos, e com 24 anos de avenida, ele é hoje considerado o intérprete de samba-enredo mais antigo ainda em atividade no Carnaval capixaba, mantendo o fôlego e a voz que fazem o público levantar no Sambão do Povo ano após ano.
Xumbrega, como é carinhosamente chamado, começou sua ligação com a Boa Vista ainda na infância e, segundo registros, assumiu o microfone oficial no carro de som da escola em 2002, um papel que mantém há mais de duas décadas. Desde então, ele se tornou uma referência não só pelo timbre marcante, mas também pela capacidade de conduzir multidões pelo samba-enredo como poucos conseguiram em meio século de Carnaval.
DA RESISTÊNCIA À LENDA VIVA DO SAMBA CAPIXABA
A Independente de Boa Vista, com sede em Cariacica, é tradicional no grupo especial do Carnaval de Vitória desde os anos 1980, conquistando seu primeiro título em 2010 e acumulando várias coroas, incluindo a mais recente em 2025.
Neste ano, a escola disputa novamente o título com o enredo “João do Congo — A Voz Que Dança Nas Folhas da Resistência”, um tributo à herança cultural afro-capixaba que tem sido um dos temas mais comentados nas rodas de samba e comunidades. A escolha reforça o caráter de resistência cultural, exatamente o espírito que Xumbrega encarna como intérprete veterano.
Além de sua função no carro de som, Emerson Xumbrega também é compositor, cantor solo e protagonista de uma carreira que ultrapassa o circuito carnavalesco. Ele lançou CDs e um DVD comemorativo de seus 15 anos de samba, com participações especiais e misturando samba de raiz, pagode e influências locais, um trabalho apoiado pela Lei Rubem Braga de incentivo à cultura.
Sua trajetória inclui ainda turnês fora do Espírito Santo, levando a estética e o repertório capixaba para plateias em São Paulo e Belo Horizonte, ampliando a presença do samba de Vitória além das fronteiras estaduais.
O CARNAVAL, A HISTÓRIA E O FATOR HUMANO
Enquanto muitos intérpretes bem-sucedidos migram para outras funções ou aposentam o microfone com o passar dos anos, Xumbrega representa uma exceção viva à regra: o sambista que permanece ativo não só pelo talento, mas pela ligação visceral com sua escola e comunidade.
Essa história vai além de um título ou curiosidade estatística, ela dá voz a um protagonista que simboliza resistência, memória e identidade cultural. Em tempos em que tradições se reinventam, o fato de um veterano manter seu lugar de destaque na avenida é, sem dúvida, rico e inspirador.

Exposição “Arte em todos os sentidos” no MAES entre fevereiro e abril

Sambão do Povo: o palco do carnaval que nasceu da força popular

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 144 milhões

Governo de SP pretende entregar mais de 155 mil cestas básicas até abril

Bolsa bate recorde e aproxima-se dos 186 mil pontos

Quem é o homem preso suspeito de assassinato que chocou São Gabriel da Palha

WhatsApp, Instagram e Facebook terão versões pagas, confirma Meta

Falta de pagamento deixa crianças de Marechal Floriano sem atendimento pediátrico

Cineclube Contestado exibe documentário sobre a trajetória do MST no Espírito Santo

PM apreende submetralhadoras e drogas em duas ocorrências no município de Linhares
MAIS LIDAS
Segurança2 dias atrásMilitares da 17ª Cia Independente prendem criminosos que roubaram um veículo em Vitória
Política15 horas atrásDa Vitória e Meneguelli possível moedas de troca e os lados escolhidos para a disputa ao governo do ES
Entretenimento24 horas atrásParque Cultural Casa do Governador recebe cortejos, espetáculo e atividades educativas para a criançada
Brasil19 horas atrásPolícia Civil prende autor de feminicídio na zona sul de São Paulo
Entretenimento20 horas atrásBloco Balança Penha será destaque do “Prainha Vive” no final de semana
Economia2 dias atrásSalário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda
- Espírito Santo2 dias atrás
Carnaval para todos os gostos de norte a sul do Espírito Santo
Esportes1 dia atrásSeleção feminina fará amistosos contra Costa Rica, Venezuela e México

