Entretenimento
Livro “Identidades: Onde tem gente, tem memória” eterniza histórias e saberes das comunidades onde passa o trem

Após emocionar o público no Festival Identidades, realizado em outubro de 2025 em João Neiva (ES), o projeto Identidades: Memórias de uma Estrada de Ferro se prepara agora para lançar sua próxima e mais aguardada etapa: o livro “Identidades: Onde tem gente, tem memória”, com lançamento marcado para 11 de dezembro de 2025.
A publicação será um inventário cultural e afetivo das comunidades que margeiam a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), resultado de meses de pesquisa, entrevistas e registros realizados em oito cidades capixabas: Vila Velha, Cariacica, Serra, Fundão, Ibiraçu, Colatina, Baixo Guandu e João Neiva.
O livro reunirá histórias, depoimentos, fotografias e expressões culturais que revelam a riqueza e a diversidade das populações que nasceram e cresceram à beira dos trilhos. São narrativas de mestres da cultura popular, artistas, empreendedores, artesãos e moradores que, juntos, ajudam a contar como a ferrovia moldou modos de vida, tradições e identidades.
“Mais do que um registro histórico, este livro é um retrato vivo das comunidades e das emoções que percorrem os trilhos da estrada de ferro. Cada página é atravessada por memórias, afetos e pertencimento”, destaca Diego Ribeiro, coordenador do projeto.

O festival que abriu caminho para o livro
O Festival Identidades, realizado em 5 de outubro de 2025, marcou uma das etapas mais significativas do projeto. O entorno do Museu Ferroviário de João Neiva transformou-se em um grande palco de cultura viva, reunindo arte, música, dança, culinária e artesanato em uma celebração que emocionou moradores e visitantes.
Representantes das oito cidades participantes — Vila Velha, Cariacica, Serra, Fundão, Ibiraçu, Colatina, Baixo Guandu e João Neiva — compartilharam suas tradições e saberes, criando um verdadeiro encontro de identidades. Entre as atrações, destacaram-se as guardas de congo, apresentações musicais, orquestra e danças, além da feira cultural, que valorizou os sabores e o trabalho artesanal das comunidades.
Um dos momentos mais simbólicos do evento foi a roda de conversa “Onde tem gente, tem memória! Histórias da Estrada de Ferro Vitória a Minas”, que reuniu moradores, artistas e pesquisadores para refletir sobre a importância da ferrovia na formação das cidades e no cotidiano das pessoas.
O livro “Identidades: Onde tem gente, tem memória” propõe uma viagem simbólica pelos caminhos culturais do Espírito Santo, conectando o passado e o presente através da oralidade, da arte e das lembranças. A publicação também terá uma versão digital interativa, ampliando o acesso ao conteúdo e preservando esse legado para futuras gerações.
Memória que segue o trilho
Assim como os trens da EFVM, o projeto segue em movimento, conectando pessoas e histórias. O livro será um marco de preservação da cultura e da memória ferroviária, reafirmando o compromisso do projeto Identidades com a valorização das comunidades e suas expressões culturais.
O projeto Identidades: Memórias de uma Estrada de Ferro é realizado pela CULTURAMA, com apoio da Vale, por meio do Recurso para Preservação da Memória Ferroviária da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Entretenimento
“Agora É Que São Elas!” traz Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco a Vitória
Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco desembarcam em Vitória pela primeira vez, com o espetáculo “Agora É Que São Elas!”, comédia de esquetes escrita e dirigida por Fábio Porchat, sucesso pelo Brasil e Europa. A montagem será apresentada entre os dias 24 a 26 de abril, no Teatro Universitário – UFES, com sessões na sexta e sábado, às 20h, e no domingo, às 17h, os ingressos já estão à venda, no Sympla.com.br , com realização da WB Produções.
No palco, as atrizes se transformam em 20 personagens diferentes, interpretando homens e mulheres como protagonistas de nove esquetes que abordam situações cotidianas com humor rápido, afiado e altamente identificável. Os textos misturam criações recentes e outros escritos por Porchat em 2004 e 2005, que seguem extremamente atuais e conectados com o comportamento da década de 2020.
“É um humor de identificação. As pessoas se reconhecem nos personagens ou conhecem alguém que se parece com eles. São encenações do dia a dia, situações que a gente vive. Um comentário que achei divertido”, explica Fábio Porchat.
Na época em que escreveu parte dos textos, Porchat era estudante da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), no Rio de Janeiro, e chegou a encenar alguns esquetes ao lado do saudoso colega Paulo Gustavo.
“Foi muito lindo revisitar esses textos escritos há 20 anos, que eu fiz na escola pro meu colega Paulo Gustavo. E foi bom ver que esse material ainda é atual, funciona e é engraçado. Se estivermos conectados ao que acontece ao nosso redor, vamos entender o Brasil, os costumes e as pessoas que estão à nossa volta”, afirma.
Entre os esquetes apresentados está “Superstição”, que mostra o reencontro de duas amigas que não se viam há anos — uma extremamente supersticiosa e a outra totalmente cética — interpretadas por Maria Clara Gueiros e Júlia Rabello. Em “Selfie”, Priscila Castello Branco e Maria Clara vivem uma situação desconfortável quando um fã aborda uma atriz famosa em um restaurante e, enquanto tenta tirar uma foto, passa a listar defeitos da artista que diz admirar. Já o esquete mais recente, “Meu Bebê”, traz Júlia e Priscila como um casal que compara obsessivamente o próprio filho de oito meses com os filhos das amigas, morrendo de medo que o bebê não seja o mais inteligente de todos.
Diferentes gerações da comédia no mesmo palco
O espetáculo reúne três atrizes de gerações distintas da comédia brasileira, que despontaram para o público em diferentes plataformas. A carioca Maria Clara Gueiros, bailarina de formação, estreou no teatro em 1987 e ganhou popularidade nacional no humorístico Zorra Total. Também carioca, Júlia Rabello se tornou conhecida como um dos principais nomes do Porta dos Fundos e participou de novelas como A Regra do Jogo e Rock Story. Já a paulistana Priscila Castello Branco transitou pelo drama no teatro e por novelas da TV Globo, mas se consolidou no stand-up, com destaque para o solo Tô Quase Lá.
A primeira temporada do espetáculo foi um grande sucesso de público. A peça estreou com casa cheia no Festival de Curitiba, em março de 2024, lotou por quatro meses o Teatro dos Quatro, no Rio de Janeiro — com sessões extras aos sábados — e ainda passou por temporada com ingressos esgotados em Niterói.
Para Porchat, o sucesso da montagem está diretamente ligado ao trabalho coletivo.
“A peça é despretensiosa. Tem três grandes comediantes no palco, que dominam e têm consciência do potencial delas. Um texto de comédia só funciona quando é feito por comediantes que acreditam nele. Essas mulheres melhoram o meu texto e as piadas, e eu acho isso incrível”, destaca.
Entretenimento
Legado de Luz del Fuego mobiliza evento cultural em Cachoeiro

O Centro de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Espírito Santo) receberá, neste sábado (11), o evento cultural “Ainda há luz?”, das 16h às 21h. A programação vai celebrar a trajetória da artista e ativista Luz del Fuego, (1917-1967) e homenagear Marco Antônio Reis (1997-2025), fundador da Cia NÓS de Teatro. A programação contemplará atrações em diversas linguagens artísticas, em dois locais diferentes.
O evento terá entrada gratuita e contará com recursos de acessibilidade, incluindo intérprete de Libras, audiodescrição, sinalização acessível e distribuição de abafadores de ruído para pessoas com sensibilidade auditiva.
As atividades terão início no espaço Sessão 103, onde ficará a exposição que dá nome ao evento, com obras dos artistas visuais Haysian Costa, Andi Fraga e Mew Mew. Haverá, ainda, a exibição do documentário “Divina Luz”, sobre a trajetória de Luz del Fuego; a inauguração da Biblioteca Marco Antônio Reis; e a realização da performance “Nu Escuro”.
A partir das 17h30, vai ser realizado um cortejo em direção à Praça de Fátima, um dos principais espaços de cultura e lazer de Cachoeiro. No local, está prevista a realização de uma batalha de slam (poesia falada) a partir das 18h, contando com prêmios em dinheiro. Apenas mulheres (cis e trans) poderão participar, e as interessadas precisam se inscrever até sexta-feira (10) por meio de formulário online.
A programação na praça incluirá também: “dança do fogo”, com Raíza Dietrich; intervenção artística “Palavra Colada”, do Cine Por Elas; grafite no tecido, com o artista Nomad; set musical com DJs Avelã e Gabriel Rasta; além de microfone aberto para leituras, depoimentos e homenagens.
O evento tem como ponto de partida o legado de Luz del Fuego, nome artístico de Dora Vivácqua, que nasceu em Cachoeiro. Mulher à frente de seu tempo, ela criou na Ilha do Sol, no Rio de Janeiro, um território radical de liberdade e experimentação voltado ao naturismo, entre os anos 1950 e 1960 – um espaço onde corpos dissidentes encontravam abrigo e onde a arte se afirmava como gesto de enfrentamento ao conservadorismo.
Essa memória se entrelaça à trajetória recente do Centro Cultural Luz del Fuego, criado pela Cia NÓS de Teatro, que funcionou entre setembro de 2023 e abril de 2025 em Cachoeiro. Em meio a um cenário de precarização, o espaço acolheu cursos gratuitos, apresentações, encontros comunitários e diversas ações voltadas à formação e ao fortalecimento de vínculos no território.
No centro dessa história estava Marco Antônio Reis, um dos fundadores do espaço e figura fundamental para a cena cultural cachoeirense, mas que faleceu precocemente no ano passado. “Assim como Dora, Marco construiu um lugar de criação, acolhimento e transformação. Sua trajetória, atravessada também por desafios relacionados à saúde mental, revela a complexidade de sustentar espaços independentes de arte e cuidado em contextos adversos”, comenta Brenda Perim, produtora cultural da Cia NÓS de Teatro.
“Ao aproximar essas duas trajetórias separadas por décadas, mas unidas pelo mesmo gesto fundador”, continua Brenda, “o evento propõe uma leitura sensível e política sobre corpos, arte e resistência. Tanto Dora quanto Marco arderam com intensidade rara, enfrentando incompreensões e limites impostos por estruturas sociais e institucionais, deixando, ainda assim, rastros luminosos”.
O evento “Ainda há luz” é uma realização da Cia NÓS de Teatro, com apoio do Cineclube Jece Valadão, do Sessão 103 e do Levante de Rua. A iniciativa conta com recursos do Funcultura, acessados por meio de edital da Secretaria de Estado da Cultura (Secult-ES).
Entretenimento
Maior festival de hambúrguer do ES chega a 2ª edição com 160 lanchonetes participantes

Experimente abrir um aplicativo de delivery na sua cidade e constate: o hambúrguer é, sem dúvidas, o prato mais pedido pelos “fominhas” capixabas. Seja o clássico “podrão” de bairro ou o enfeitado lanche gourmet, o importante é que seja acompanhado de muita maionese temperada. E é por isso que foi criado um concurso para eleger o melhor hambúrguer do Espírito Santo.
O Circuito Burger, maior festival capixaba de hambúrguer, chega à sua 2ª edição em 2026 mirando ampliar o sucesso do ano passado. Com cerca de 160 lanchonetes participantes, o concurso será realizado em 16 municípios de Norte a Sul do Espírito Santo, onde os clientes poderão provar criações inéditas e exclusivas de um dos pratos mais famosos do mundo. O evento vai acontecer de 10 a 31 de maio por meio do aplicativo Plus Delivery.
A ideia do Circuito Burger é eleger o melhor hambúrguer do ano no Espírito Santo. Para participar, cada lanchonete deve criar uma receita inédita, que poderá ser avaliada pelos clientes que a pedirem por meio da plataforma de delivery de comida.
O concurso tem ainda as categorias Atendimento, Entrega e Qualidade do Produto. E aqui não há limites para a criatividade: pode “podrão”, gourmet, com carne de frango, carne de peixe, sem carne (vegano), com maionese de batata, banana frita, o dobro ou triplo de bacon, acompanhamentos diferentões… e por aí vai.
Na primeira edição do Circuito Burger, em 2025, foram mais de 15 mil lanches vendidos em duas semanas e meia. Ao todo, a movimentação financeira gerada pelo evento foi de mais de R$ 10 milhões nas cidades participantes.
“Neste ano, vamos expandir o que deu certo para mais cidades, incluindo desde os pequenos deliveries até as grandes lanchonetes. Todo o processo, do pedido à votação, acontece dentro do aplicativo Plus Delivery”, afirma Luiz Henrique Sabadini, organizador do Circuito Burger.
Entretenimento19 horas atrásMaior festival de hambúrguer do ES chega a 2ª edição com 160 lanchonetes participantes
Entretenimento21 horas atrásFábio Carvalho é atração musical do Carnaval de Congo na segunda (13)
Segurança2 dias atrásDHPP de Vila Velha conclui inquérito sobre homicídio em Cobi de Baixo
Segurança18 horas atrásOperação integrada da PCES, PMES e PPES desarticula grupo criminoso no Norte do Estado
Segurança2 dias atrásGrupo ligado ao CV que lavou R$ 20 milhões com fintechs é alvo de operação
Segurança2 dias atrásDuas mulheres são mortas a tiros por policial militar surtado em Cariacica
Economia2 dias atrásSebrae/ES promove Famtour para impulsionar turismo durante a Festa da Penha
Economia21 horas atrásMega-Sena sorteia nesta quinta-feira prêmio acumulado em R$ 20 milhões






