Política
Manato leva disputa política à Justiça e cobra explicações de vereador após acusações na Câmara de Vitória
Ex-deputado federal quer que vereador Leonardo Monjardim se explique judicialmente por afirmações feitas contra ele da tribuna da Câmara de Vitória no último dia 3.

O ex-deputado federal Carlos Manato (PL) ingressou com ação de notificação judicial contra o vereador Leonardo Monjardim (Novo) após declarações feitas por ele na tribuna da Câmara de Vitória no último dia 3. A medida tramita na 10ª Vara Criminal de Vitória e funciona como etapa preliminar para possível ajuizamento de ação penal eleitoral por calúnia, injúria e difamação.
Vale lembrar que os dois são pré-candidatos ao Senado dentro do mesmo campo político, que vive um momento de divisão interna e disputa aberta por espaços nas eleições de 2026. Na petição, Manato afirma que as declarações de Monjardim ultrapassaram os limites do debate político. Ele declarou à reportagem que considera necessário restabelecer parâmetros mínimos de disputa eleitoral.
“O debate de ideias não pode sair do campo político para virar ataque pessoal”, afirmou. Segundo ele, o episódio reflete um ambiente de tensionamento crescente. “Tenho décadas de vida pública e sempre defendi que a divergência seja tratada com seriedade e respeito.”
O documento apresentado à Justiça sustenta que as falas atribuídas ao vereador configurariam, em tese, os crimes de difamação e injúria, previstos nos artigos 139 e 140 do Código Penal, com causa de aumento de pena por terem sido proferidas em local público e com ampla divulgação, conforme o art. 141, inciso III. A acusação aponta também o concurso material de crimes, previsto no art. 69, e dispositivos da legislação eleitoral, incluindo os artigos 324 e 326, referentes a calúnia e injúria em contexto de propaganda.
De acordo com a petição, as afirmações feitas na tribuna, entre elas, imputações relacionadas a supostas “negociatas” e o uso de influência política para fins particulares, teriam atribuído ao ex-deputado fatos concretos que atingiriam sua reputação. A ação destaca ainda expressões como “incompetente”, “despreparado”, “desqualificado”, “vergonha para a direita” e “político turista”, classificadas como ofensas à honra subjetiva.
Manato reforçou que as declarações feitas pelo vereador teriam impacto direto no cenário eleitoral. “Não posso permitir que ataques pessoais e acusações sem fundamento fiquem sem resposta”, disse. Ele acrescentou que sua trajetória política reforça a necessidade de esclarecimento dos fatos. “Tenho muitos anos de atuação pública. Sempre tratei a política com responsabilidade e defendo que a disputa seja feita com argumentos e propostas, e não com agressões”, disse o ex-deputado ao ESHOJE.
A peça jurídica argumenta que a imunidade parlamentar não é absoluta e cita jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça segundo a qual acusações graves feitas sem cautela podem configurar dolo, ainda que eventual. O texto afirma que a liberdade de expressão “não é um escudo para a prática de crimes contra a honra”, especialmente quando as ofensas não guardam relação direta com o exercício do mandato.
O caso ocorre em meio a um cenário de fragmentação entre lideranças da direita no Espírito Santo, com disputas por protagonismo e críticas recíprocas entre grupos que até então atuavam em aliança. Nos bastidores, aliados de ambos os pré-candidatos avaliam que o episódio amplia a fissura interna e pode influenciar a formação das chapas no próximo ano.
Segundo o pedido de notificação, Monjardim deverá ser citado por oficial de Justiça para apresentar explicações por escrito no prazo estabelecido pelo juízo. A resposta poderá evitar o prosseguimento da ação ou fundamentar eventual denúncia criminal privada.
Manato declarou que sua intenção é esclarecer os fatos e evitar que discussões políticas sejam distorcidas. “Estou acionando a Justiça para que tudo seja devidamente explicado e para que as responsabilidades sejam apuradas”, afirmou. Ele reforçou que considera o caminho judicial necessário diante da escalada de ataques. “A experiência que acumulei na vida pública me obriga a buscar a verdade e a preservar o respeito no debate político”, concluiu.
O processo segue em tramitação na 10ª Vara Criminal de Vitória, aguardando as próximas etapas do judiciário. Monjardim ainda não foi notificado.
Política
11 governadores e 10 prefeitos de capitais renunciaram de olho nas eleições
Prazo legal de desincompatibilização terminou no fim de semana, a seis meses do pleito eleitoral

Onze governadores e dez prefeitos de capitais deixaram seus cargos para disputar as eleições deste ano, em cumprimento à legislação eleitoral.
O prazo de desincompatibilização terminou no sábado (4), exatamente seis meses antes do primeiro turno, com o objetivo de evitar o uso da máquina pública em favor de candidaturas.
Entre os governadores que renunciaram, dois são pré-candidatos à Presidência da República – Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO). A maior parte, porém, deve concorrer ao Senado, que terá 54 das 81 cadeiras em disputa neste pleito.
Com a saída dos titulares, os vice-governadores assumem os cargos e, em muitos casos, podem disputar a reeleição.
No Rio de Janeiro há uma exceção: como não havia vice no momento da renúncia de Cláudio Castro, será realizada uma eleição para um mandato-tampão até o fim do ano. O modelo, se direto ou indireto, ainda será definido pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O mesmo ocorre com o Amazonas, em que governador e vice renunciaram porque devem disputar outro cargo.
A renúncia é obrigatória para quem pretende concorrer a outro cargo, mas não assegura a candidatura.
A oficialização ocorrerá apenas em agosto, após as convenções partidárias e o registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Já governadores que pretendem a reeleição podem permanecer no cargo, regra que também vale para o presidente da República.
Confira os governadores que deixaram o cargo:
- Acre: Gladson Cameli (PP), deve concorrer ao Senado
- Amazonas: Wilson Lima (União), não decidiu qual cargo vai disputar
- Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB), deve concorrer ao Senado
- Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB), deve concorrer ao Senado
- Goiás: Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência da República
- Mato Grosso: Mauro Mendes (União), deve concorrer ao Senado
- Minas Gerais: Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República
- Pará: Helder Barbalho (MDB), deve concorrer ao Senado
- Paraíba: João Azevêdo (PSB), deve concorrer ao Senado
- Rio de Janeiro: Cláudio Castro (PL), deve concorrer ao Senado
- Roraima: Antonio Denarium (Republicanos), deve concorrer ao Senado
No caso dos prefeitos, a maioria dos que deixaram seus cargos deve disputar o governo de seus estados. Entre eles estão Eduardo Paes, que tentará o comando do estado do Rio de Janeiro e João Campos, o governo de Pernambuco.
Veja a lista:
- Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro, pré-candidato a governador do RJ
- Lorenzo Pazzolini (Republicanos), ex-prefeito de Vitória, deve concorrer ao governo do ES
- João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife, pré-candidato a governador de PE
- Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís, pré-candidato a governador do MA
- Cícero Lucena (MDB), ex-prefeito de João Pessoa, deve concorrer ao governo da PB
- David Almeida (Avante), ex-prefeito de Manaus, deve concorrer ao governo do AM
- Dr. Furlan (PSD), ex-prefeito de Macapá, deve concorrer ao governo do AP
- Tião Bocalom (PSDB), ex-prefeito de Rio Branco, deve concorrer ao governo do AC
- Arthur Henrique (PL), ex-prefeito de Boa Vista, não decidiu qual cargo vai disputar
- João Henrique Caldas (PSDB), ex-prefeito de Maceió, não decidiu qual cargo vai disputar
Política
Pazolini deixa o cargo e Cris Samorini é a nova prefeita de Vitória
Cris assinou o termo de posse na manhã deste sábado, após renúncia de Pazolini para disputar as eleições

Na manhã deste sábado (04), a Prefeitura de Vitória formalizou a assinatura do termo de transmissão de cargo do então prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) para a vice, Cris Samorini (PP), que se tornou a primeira mulher a comandar a Capital do Espírito Santo.
O termo foi assinado no gabinete da presidência da Câmara de Vitória, na presença do presidente do Legislativo, Anderson Goggi (Republicanos), e do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso
O ato vem após Pazolini renunciar ao cargo para concorrer nas eleições deste ano – ele é pré-candidato ao governo do Estado. De acordo com o ofício enviado à Câmara, a renúncia foi marcada para hoje.
Segundo Goggi, com a renúncia do prefeito, automaticamente a vice assume. “O ato de posse foi somente para formalizar, porque ela já assume automaticamente, já é a prefeita definitiva. Na segunda, será a solenidade de posse”.
Em nota, Cris disse que o ato garante a continuidade das ações: “Cumprimos uma etapa importante que está dentro do regimento e da lei orgânica, e agora seguimos com uma gestão planejada, garantindo a continuidade das ações. Meu compromisso é manter o ritmo de trabalho, dar sequência ao direcionamento estabelecido e assegurar que as entregas previstas para a cidade sejam concluídas como esperado”.
“Momento importante para a cidade de Vitória, fizemos a transição com gratidão a Deus, a minha família e aos capixabas, com serenidade e sabedoria, com a confiança que a Cris vai continuar e aprimorar esse trabalho, investindo muito na cidade, cuidando das pessoas e com a certeza que Vitória está em ótimas mãos”, destacou Pazolini, também por meio de nota.
A solenidade de posse está marcada para a próxima segunda-feira (06), às 17 horas, na Câmara de Vitória.
Política
Lucas Polese leva ao TCES denúncia contra diretor do DER-ES em obra de São Mateus
Parlamentar aponta possível favorecimento em desapropriação milionária e cobra apuração sobre alteração do traçado do contorno rodoviário

A cena ocorrida nos degraus do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCES) nesta semana carrega um simbolismo que vai além da política partidária. Quando o deputado estadual Lucas Polese protocolou pessoalmente uma representação contra o diretor do DER-ES, José Eustáquio de Freitas, ele não estava apenas entregando papéis; estava acionando as engrenagens de um sistema desenhado para proteger o cidadão comum.
O Caso em Questão
No centro da denúncia, uma questão de princípios: a obra do contorno de São Mateus. Segundo o parlamentar, há indícios graves de conflito de interesses. A suspeita é de que o traçado da rodovia teria sido alterado para atingir terras pertencentes ao próprio diretor da autarquia, resultando em uma indenização milionária de mais de R$ 3 milhões.
O que torna o relato ainda mais sensível ao olhar humano é a disparidade no tratamento: enquanto o gestor já teria recebido parcelas consideráveis da indenização, outros dez proprietários locais — cidadãos sem cargos de poder — ainda aguardam o início de seus pagamentos.
Para Polese, a questão central não é técnica, mas moral. Em sua visão, mesmo que a desapropriação fosse o único caminho viável, a ética exigiria um distanciamento absoluto do beneficiado. “Não se trata apenas de uma discussão burocrática. Estamos falando de respeito ao contribuinte”, defende o deputado.
Essa postura do mandato reflete um sentimento crescente na sociedade: o desejo de que o agente público não seja apenas eficiente, mas inquestionável em sua conduta.
Fiscalizar é, talvez, a tarefa mais árdua e solitária de um deputado. Ao levar o caso ao TCES, a denúncia sai do barulho das redes sociais e entra no campo da legalidade institucional.
É fundamental lembrar que, em uma democracia saudável, a investigação é o caminho para a verdade:
- Para o acusado: É a oportunidade de provar a regularidade de seus atos sob o crivo técnico.
- Para o acusador: É o cumprimento do dever de não se calar diante de dúvidas relevantes.
- Para a sociedade: É a garantia de que o dinheiro dos seus impostos não está sendo usado para privilegiar poucos em detrimento de muitos.
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A expectativa agora recai sobre os órgãos de controle. O que a população capixaba espera não é o espetáculo da condenação antecipada, mas a serenidade da justiça. Ao provocar esse debate, Lucas Polese reafirma que o gabinete parlamentar deve funcionar como um canal aberto para a população — um lugar onde denúncias ganham voz e a transparência se torna a regra, não a exceção.
No fim, a mensagem é clara: o caixa do Estado pertence ao povo, e qualquer um que o gerencie deve estar pronto para prestar contas sob a luz mais forte do tribunal.
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