Conecte-se conosco

Economia

Brasil precisa investir em educação sobre criptomoedas

Dados do IBGE apontam que mais de 30% dos brasileiros acima de 18 anos não têm acesso a conceitos básicos de educação financeira

Avatar photo

Publicado

em

criptomoedas
COMPARTILHE ESTA MATÉRIA

O Brasil é, certamente, um dos países com maior potencial para adoção de criptomoedas. Em parte por causa do seu mercado financeiro dinâmico e pela população que é bastante aberta a inovações tecnológicas. No entanto, muitos especialistas alertam para um entrave importante: a escassez de iniciativas educacionais e de apoio governamental no país.


Canal da ES VOX

>Quer saber as nossas principais novidades? Siga o novo Canal da ES VOX no Telegram e receba tudo em primeira mão!


 

Segundo dados divulgados em setembro de 2023 pela Chainalysis, o Brasil está entre as dez nações que mais utilizam criptomoedas. Mas essa posição pode não se manter no longo prazo se não houver um esforço para informar e capacitar a população sobre esse mercado. A adoção cripto não diz respeito apenas a entender como criar uma carteira digital ou negociar ativos.

O conhecimento sobre segurança, regulação, tributação e, principalmente, sobre as implicações de se operar em um mercado descentralizado, é muito importante. De acordo com as estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 30% dos brasileiros acima de 18 anos não têm acesso pleno a conceitos básicos de educação financeira.

Essa ausência de fundamentos impacta diretamente na compreensão dos ativos digitais, trazendo riscos de golpes e uso inadequado das criptomoedas. Ainda assim, muitos brasileiros têm buscado formas de investir em moedas digitais, pesquisando sobre as  melhores criptomoedas para se proteger de oscilações econômicas. Existem projetos promissores, porém, sem programas de educação estruturados, grande parte da população segue à margem desse mercado.

Falta de iniciativas e apoio governamental: O mercado cripto BR

Iniciativas governamentais poderiam colaborar no desenvolvimento de cursos gratuitos, palestras em universidades e parcerias com empresas do setor para difundir informações sobre blockchain e ativos digitais. Apesar de o Banco Central do Brasil já ter sinalizado abertura para tecnologias como a Real Digital (DREX), a popularização de criptomoedas não evolui na mesma velocidade, devido à carência de políticas públicas direcionadas ao tema.

Sem apoio institucional, o mercado passa a depender quase exclusivamente de iniciativas privadas. Membros da comunidade cripto brasileira reforçam que a falta de orientação e políticas claras atrasa a chegada de novos investidores instruídos, aptos a lidar com carteiras digitais e protocolos de segurança adequados.

Outro ponto de atenção é a dificuldade de muitos usuários em distinguir projetos legítimos de esquemas fraudulentos. Para ilustrar melhor, a Chainalysis publicou em seu relatório de 2023 que o Brasil subiu posições no ranking de adoção mundial de criptomoedas, mas ainda não alcança o patamar de nações onde a educação cripto foi incorporada aos programas de ensino ou apoiada pelos governos.

O levantamento aponta, por exemplo, que a adoção tende a ser impulsionada em países com marcos regulatórios claros e iniciativas para disseminar conhecimento sobre transações e custódia de ativos. Entre os mais impactados pela falta de informação financeira estão os cidadãos de baixa renda. Cerca de 50 milhões de brasileiros dependem de algum tipo de programa de assistência do governo, segundo dados do Ministério da Cidadania.

Esse grupo possui menor acesso a internet banda larga e enfrenta barreiras tanto tecnológicas quanto culturais para mergulhar em um mercado que exige familiaridade com aplicativos, carteiras digitais e autenticação em duas etapas. O acesso à educação, inclusive sobre finanças e criptomoedas, é um primeiro passo para que mais brasileiros entendam o potencial de participar de um sistema descentralizado.

Projetos independentes, como escolas e ONGs focadas em tecnologia, tentam preencher essa lacuna. Entretanto, sem apoio governamental ou de grandes instituições, essas iniciativas acabam limitadas a pequenos grupos de entusiastas. Para quem ultrapassa as barreiras iniciais, as criptomoedas podem representar uma válvula de escape contra a inflação e a instabilidade econômica, especialmente em momentos de incerteza nos mercados tradicionais.

No Brasil, que sempre enfrenta oscilações cambiais, a possibilidade de armazenar valor em ativos digitais, como Bitcoin ou stablecoins lastreadas em dólar, atrai a atenção de investidores de diferentes perfis. Quando se considera o avanço da tokenização de ativos físicos, isso é ainda mais importante, permitindo a negociação de frações de imóveis, obras de arte e até commodities agrícolas.

O formato fracionado democratiza o acesso a investimentos que antes eram restritos a grandes fundos ou investidores institucionais. Além disso, o  setor de finanças descentralizadas (DeFi) acrescenta ao oferecer produtos como empréstimos, staking e liquidez global. Apesar disso, o ambiente cripto segue associado a riscos de segurança e falta de regulamentação clara.

Casos como o colapso de grandes plataformas de exchange mostraram a vulnerabilidade de usuários que desconhecem práticas essenciais de proteção, por exemplo, o uso de carteiras frias. Sem uma base educacional mínima, é fácil cair em golpes que prometem retornos irreais e acabam manchando a reputação do mercado.

Iniciativas de compliance e adoção de políticas KYC (Know Your Customer) por parte das exchanges podem fortalecer a confiança no ecossistema. A perspectiva é que, com maior conscientização pública e um ambiente regulatório definido, o Brasil mantenha sua posição no mercado de criptomoedas. O país tem uma população jovem e empreendedora, capaz de liderar projetos de ponta em blockchain, fintech e soluções descentralizadas.

Mas, para colher esses frutos, a educação precisa ser amplamente difundida e acessível a todos, principalmente aos que hoje encontram barreiras por falta de recursos ou conhecimento financeiro básico. A participação de universidades, empresas de tecnologia e órgãos governamentais seria fundamental para acelerar esse processo, permitindo o surgimento de talentos locais preparados para impulsionar o mercado.

Gostou do nosso conteúdo: Clique aqui siga-nos no Instagram

LEIA TAMBÉM:

Previsão do IPCA, PIB e Selic para 2025 e anos seguintes

 

COMPARTILHE ESTA MATÉRIA
CLIQUE PARA COMENTAR

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Haddad pretende apresentar a Lula um plano contra tarifaço

Medidas urgentes visam proteger produtores nacionais e fortalecer soberania frente a tensões comerciais

Avatar photo

Publicado

em

Governo federal envia Medida Provisória com plano de resposta ao tarifaço dos EUA, prevendo crédito e compras governamentais. Foto: Marcelo Camargo - Agência Brasil
COMPARTILHE ESTA MATÉRIA

O texto da medida provisória (MP) com as ações planejadas pelo governo federal, em resposta ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, contra os produtos com origem no Brasil, será enviado ao Palácio do Planalto pelo Ministério da Fazenda ainda nesta quarta-feira (6).

“Será um plano muito detalhado para começar a atender, sobretudo, aqueles que são pequenos e não têm alternativas à exportação para os EUA. A maior preocupação é com o pequeno produtor”, disse o ministro Fernando Haddad ao chegar no ministério.

Haddad também informou que o plano está pronto. Ele prevê medidas de concessão de crédito para as empresas mais impactadas pelo tarifaço; e aumento das compras governamentais.

“Ele está pronto. Ontem nós procuramos entender a encomenda do presidente em relação ao detalhamento. Dissemos para ele que a questão empresa por empresa não precisa evidentemente ser tratada em lei. Pode ser objeto de regulamentação. Provavelmente o ato do presidente será uma medida provisória, para entrar em vigor imediatamente”, acrescentou.

Interesse nacional

De acordo com o ministro, as medidas focam na garantia da soberania nacional e da aplicação da lei da legislação brasileira pertinente ao caso, disse Haddad ao avaliar como inaceitável a tentativa de interferência do governo norte-americano no Judiciário brasileiro.

“O Executivo está zelando pelo interesse nacional”, disse ao reiterar pedido de uma união nacional que envolva empresários e governadores da oposição, uma vez que os estados são afetados.

Nesse sentido, o ministro cobrou dos governadores que cumpram as prerrogativas do cargo, no sentido de defender os interesses de seus estados. Para Haddad, o mesmo vale para o empresariado:

“Precisam ligar para a oposição e pedir que parem de atrapalhar o país”, afirmou.

“Somos o único país do mundo que tem uma força política interna em Washington trabalhando contra o interesse nacional. Tem algum indiano fazendo isso? Tem algum chinês fazendo isso? Tem algum russo fazendo isso? Tem algum europeu fazendo isso? Não. Temos de botar o dedo nessa ferida de uma vez por todas”, complementou.

Haddad citou uma entrevista recente de Eduardo Bolsonaro, na qual o deputado licenciado ameaça, mais uma vez, os poderes constituídos do Brasil.

“Foi uma entrevista muito forte, ameaçando o Congresso Nacional”, disse.

“Tem também uma entrevista de um líder da oposição da extrema direita brasileira dizendo que vai fazer o possível para continuar atrapalhando o país. Se isso não é a notícia do dia, fica difícil entender para onde nós vamos. O país precisa se unir para defender a causa nacional e separar o que é a economia, do que é política”, acrescentou o ministro da Fazenda.

Reunião marcada

Haddad informou que a reunião com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, já tem “data e hora fixada”. Será na próxima quarta-feira, dia 13.

“Obviamente, a depender da qualidade da conversa, ela poderá se desdobrar em uma reunião de trabalho presencial, aí com os ânimos já orientados no sentido de um entendimento entre os dois países que, repetimos, têm um relacionamento de 200 anos.

América do Sul

O ministro da Fazenda avaliou que até mesmo a taxação inicialmente prevista, de 10%, já seria inadequada para os países da América do Sul, uma vez que a relação desses países com os EUA é deficitária.

“Uma outra coisa que é importante é que nós somos um bloco econômico. O Brasil não pode ser tratado diferentemente do Paraguai, Uruguai, da Argentina, Bolívia. É um bloco econômico, assim como a União Europeia”, argumentou.

(Com informações da agência de notícias, por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil).

 

COMPARTILHE ESTA MATÉRIA
Continuar lendo

Economia

89% dos brasileiros acreditam que tarifas de Trump vão prejudicar a economia, diz Datafolha

Entrevistas foram feitas entre os dias 29 e 30 de julho, antes de a Casa Branca detalhar o tarifaço sobre o Brasil

Avatar photo

Publicado

em

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Molly Riley/White House Flickr/Divulgação)
COMPARTILHE ESTA MATÉRIA

A ampla maioria dos brasileiros acredita que o aumento de tarifas pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras deve prejudicar a economia nacional e, também, a sua situação pessoal, conforme pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 31. Mais de 70% dos entrevistados também apontaram as tentativas de negociação com o governo dos EUA como a melhor saída para a crise.

As entrevistas foram feitas entre os dias 29 e 30 de julho, antes de vir a público o decreto da Casa Branca, na tarde da quarta-feira, 30, confirmando o aumento de tarifas sobre o Brasil de 10% para 50%, mas abrindo uma lista com quase 700 exceções.

De acordo com a pesquisa, 66% dos entrevistados responderam que a taxação de produtos brasileiros pelos EUA vai prejudicar muito a economia brasileira, enquanto outros 23% disseram que deve prejudicar um pouco. Na opinião de 7% o tarifaço não deve ter impactos sobre a economia brasileira. Os demais 4% não responderam.

Quando perguntadas se as tarifas podem afetar a sua situação econômica pessoal, 77% das pessoas disseram que elas devem prejudicar muito (43%) ou um pouco (34%), e, para 19%, elas não devem ter impacto. Outros 4% não sabem ou não responderam.

Como o governo brasileiro deveria reagir

A via da negociação é, para a maioria, o melhor caminho a ser seguido pelo governo brasileiro frente ao aumento da taxação de suas exportações. Quando perguntados o que o Brasil deveria fazer para reagir às tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, 77% responderam indicação a negociar para tentar convencer Trump a mudar de ideia. A opção de taxar igualmente os produtos dos EUA vendidos no Brasil foi escolhida por 15% dos entrevistados, e 6% defenderam atender todas as condições exigidas pelo país. Os demais 7% não sabem ou não responderam.

O Datafolha também questionou qual é o nível de conhecimento das pessoas sobre o aumento para 50% das tarifas anunciado por Trump, com 32% dos entrevistados afirmando que se sente bem informado e outros 39% dizendo estar mais ou menos informado. Por outro lado, 18% não tomaram conhecimento da notícia. Outros 9% disseram estar mal informados e 2% não responderam.

COMPARTILHE ESTA MATÉRIA
Continuar lendo

Economia

Momento exige negociação e não retaliação, avaliam CNI e Findes sobre decreto de tarifas de 50% dos EUA

As entidades descartam, contudo, a possibilidade de retaliação, e reforçam que o país deve se manter unido e ampliar os canais de diálogo e de negociação com os Estados Unidos.

Avatar photo

Publicado

em

COMPARTILHE ESTA MATÉRIA

Confederação Nacional da Indústria também propôs ao governo federal medidas para atenuar efeitos da sobretaxa, especialmente para salvaguardar pequenas e médias empresas, e organiza missão empresarial

Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), reiteraram nesta quarta-feira (30) que a imposição de tarifa de 50% para os produtos brasileiros, oficializada por decreto publicado pelo governo norte-americano, causa grande preocupação, pois compromete cadeias produtivas, reduz a produção, ameaça empregos e investimentos e contratos de longo prazo. As entidades descartam, contudo, a possibilidade de retaliação, e reforçam que o país deve se manter unido e ampliar os canais de diálogo e de negociação com os Estados Unidos.

“A confirmação da aplicação da sobretaxa sobre os produtos brasileiros, ainda que com exceções, penaliza de forma significativa a indústria nacional, com impactos diretos sobre a competitividade. Não há justificativa técnica ou econômica para o aumento das tarifas, mas acreditamos que não é hora de retaliar. Seguimos defendendo a negociação como forma de convencer o governo americano que essa medida é uma relação de perde-perde para os dois países, não apenas para o Brasil”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Com o objetivo de atenuar os efeitos da aplicação das tarifas sobre a indústria nacional, a CNI apresentou ao governo federal uma lista de 8 medidas prioritárias com diversas propostas do setor em áreas como crédito, tributação, emprego e comércio exterior. A relação foi entregue nesta quarta-feira (30) ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.

Conheça as medidas propostas:

  1. Criar linha de financiamento emergencial do BNDES, com juros de 1% a 4% a.a., específicas para capital de giro para empresas que tiverem exportações afetadas e suas cadeias produtivas;
  2. Ampliar, de 750 dias para 1.500 dias, o prazo máximo entre a contratação e a liquidação do contrato de câmbio de exportação nas modalidades Antecipação de Contrato de Câmbio (ACC) e Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE), especialmente aqueles que estão em andamento, realizados por bancos públicos e desenvolvimento, após o embarque da mercadoria ou após a prestação do serviço;
  3. Prorrogar o prazo e/ou carência para pagamento de financiamentos direcionados ao comércio exterior, como PROEX e BNDES-Exim;
  4. Aplicar direito provisório de dumping e reforçar os recursos humanos e tecnológicos para resposta rápida a desvios de comércio;
  5. Adiar, por 120 dias, o pagamento de todos os tributos federais, incluindo as contribuições previdenciárias, e parcelar, em pelo menos seis parcelas mensais e sem incidência de multas e juros, o pagamento dos valores dos tributos que tiveram o recolhimento adiado;
  6. Realizar o pagamento imediato dos pedidos de ressarcimento de saldos credores de tributos federais (PIS/Cofins e IPI) já homologados pela Receita Federal do Brasil e garantir compensações mais ágeis e previsíveis;
  7. Ampliação do Reintegra, com elevação para 3% da alíquota de ressarcimento de tributos residuais nas exportações;
  8. Reativar o Programa Seguro-Emprego (PSE) com aperfeiçoamentos.

“Nossas propostas buscam mitigar os efeitos econômicos adversos aos setores afetados pelas barreiras, preservar a capacidade exportadora das empresas brasileiras e garantir a continuidade das operações internacionais em um cenário de alta imprevisibilidade”, destaca o presidente Ricardo Alban.

Indústria avalia impactos para setores que ficaram de fora das isenções

Uma análise preliminar do documento divulgado pela Casa Branca mostra que cerca de 700 produtos brasileiros serão isentos da tarifa de 50% (aumento de 40% nas tarifas já existentes, de 10%), aprovada pelo International Emergency Economic Powers Act (IEEPA). Importante ressaltar que eles seguirão sujeitos à tarifa de 10%, anunciadas em abril.

No entanto, setores importantes como de proteína animal e café, etanol, máquinas e equipamentos, outros manufaturados e produtos com grande relevância para a pauta exportadora brasileira, ficaram de fora da lista de exceções e enfrentarão o aumento da tarifa.

Do total das exceções previstas, 565 referem‑se a produtos destinados ao uso da aviação civil. Essas mercadorias não estarão sujeitas à tarifa adicional, desde que comprovadamente destinadas ao setor de aviação civil.

Cabe destacar que o ato normativo americano determinou que a tarifa adicional de 40% não se aplica quando já houver tarifa setorial em vigor sob a Seção 232, que incluem aço e alumínio, produtos derivados de alumínio e aço e automóveis e autopeças.

Confira exemplos de produtos isentos do tarifaço:

CNI organiza missão aos EUA

A CNI está organizando uma missão empresarial aos Estados Unidos para aproximar empresas brasileiras e americanas que mantêm relações comerciais. O objetivo é promover a sensibilização mútua sobre os impactos negativos do tarifaço e ampliar canais de interlocução, sem interferir diretamente nas negociações governamentais.

“Nosso papel é ser um facilitador e o nosso objetivo é sensibilizar as empresas para que elas sensibilizem o governo. As tarifas também vão afetar a economia americana”, disse o dirigente.

EUA são principal parceiro comercial da indústria brasileira

Brasil e Estados Unidos sustentam uma relação econômica robusta, estratégica e mutuamente benéfica alicerçada em 200 anos de parceria. Os EUA são o 3° principal parceiro comercial do Brasil e o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira.

O relacionamento bilateral Brasil-EUA é marcado por complementariedade, isto é, o comércio bilateral é composto por fluxos intensos de insumos produtivos. Na última década, esses bens representaram, em média, 61,4% das exportações e 56,5% das importações brasileiras.

A forte integração econômica entre os dois países é evidenciada pelas 3.662 empresas americanas com investimentos no Brasil e pelas 2.962 empresas brasileiras com presença nos Estados Unidos. Os Estados Unidos foram o principal destino dos anúncios de investimentos greenfield brasileiro no mundo entre 2013 e 2023, concentrando 142 projetos de implantação produtiva.

As exportações brasileiras para os EUA têm grande relevância para a economia nacional. Em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado ao mercado americano foram criados 24,3 mil empregos, R$ 531,8 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção no Brasil. Portanto, o aumento da tarifa de importação americana para 50% impacta diretamente a economia brasileira e abala a cooperação com os EUA.

 

COMPARTILHE ESTA MATÉRIA
Continuar lendo

MAIS LIDAS