Brasil
Governo de São Paulo mobiliza setores da sociedade civil pelo combate à violência contra a mulher

Representantes do Governo de São Paulo mobilizaram nesta quinta-feira (08) lideranças e membros da sociedade civil em prol do enfrentamento à violência contra a mulher. Durante a reunião, realizada no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), foram apresentadas as principais ações da Secretaria da Segurança Pública do Estado no combate à violência e à proteção das mulheres desde 2023.
O objetivo é aproximar cidadãos, especialistas e entidades públicas para ouvir sugestões e construir políticas que reforcem o combate à violência doméstica em todas as frentes. O Governo de São Paulo mantém um movimento permanente de proteção à mulher, o SP Por Todas, com ações que ampliam a visibilidade de iniciativas de segurança, saúde e autonomia financeira.
“Já realizamos um trabalho intenso no combate à violência contra a mulher, mas queremos saber como podemos melhorar e quais outras iniciativas devemos adotar para garantir a eficácia dessas ações. Esse diálogo entre setores é essencial, porque a violência doméstica não é apenas um problema de segurança pública, mas envolve desenvolvimento social, justiça, saúde, educação e outras áreas”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
A reunião contou com a participação da procuradora-geral do Estado, Inês Coimbra, do subprocurador-geral de Justiça Criminal, Ivan Agostinho, além de representantes do Grupo Mulheres do Brasil, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), da Associação AME e de outras instituições da sociedade civil.
Integração e organização de dados
Especialistas do Núcleo da Secretaria da Segurança Pública voltado ao enfrentamento da violência de gênero destacaram ações que vêm demonstrando efetividade na proteção das mulheres, como a integração de dados e informações das Polícias Civil e Militar e de outros órgãos, entre eles a Defensoria Pública, a Assistência Social e a Secretaria da Saúde.
“Nos reunimos semanalmente para compilar todas as informações disponíveis e avaliar como podemos atuar, vítima por vítima”, explicou a defensora pública e assessora especial de gabinete da SSP, Fabiana Zapata.
Segundo a coordenadora do Núcleo Milena Suegama, a organização desses dados é fundamental para traçar estratégias que garantam maior segurança às vítimas. Um levantamento apresentado durante a reunião apontou que, das 233 mulheres vítimas de feminicídio entre janeiro e novembro de 2025, 170 não haviam registrado boletim de ocorrência anteriormente, o que representa 72,9% do total.
“A nossa principal preocupação é garantir que todos os canais de denúncia cheguem até essa mulher, para que possamos identificar o problema e agir antes que a violência atinja níveis irreversíveis”, destacou Milena.
Ela também ressaltou que o diálogo com a sociedade civil é essencial para ampliar a divulgação dos serviços de atendimento à mulher. “Elas precisam saber que estamos aqui lutando por elas, que podem e devem nos acionar para que a situação não chegue ao pior desfecho possível, que é a morte.”

Atendimento especializado
O enfrentamento à violência de gênero é prioridade do Governo de São Paulo. Desde 2023, as Polícias Civil, Militar e Técnico-Científica recebem treinamentos especializados para aprimorar o atendimento às mulheres vítimas de agressão.
Atualmente, o estado conta com 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), 170 salas DDMs instaladas em plantões policiais, unidades da Cabine Lilás em dez Centros de Operações da Polícia Militar (Copom) e Sala Lilás para a realização de exames de corpo de delito — com a entrega de outras 11 unidades em andamento.
Além disso, o governo paulista criou o aplicativo SP Mulher Segura. Desde o lançamento, em março de 2024, até dezembro do ano passado, foram registrados 6,9 mil acionamentos do botão do pânico. O recurso gera alertas para as equipes policiais mais próximas, permitindo atendimento rápido no local onde a vítima se encontra.
A ferramenta conta atualmente com 42,7 mil usuárias ativas e já possibilitou o registro remoto de 1,6 mil boletins de ocorrência por violência doméstica ou descumprimento de medida protetiva.
São Paulo também conta com monitoramento eletrônico de agressores de mulheres. Desde setembro de 2023, agressores liberados em audiência de custódia passaram a ser monitorados por tornozeleira eletrônica. Atualmente, 188 homens são acompanhados pelo sistema. Com essas e outras ações, São Paulo mantém hoje a maior estrutura de acolhimento e atendimento a mulheres em situação de violência do Brasil.
SP Por Todas
O SP Por Todas é um movimento promovido pelo Governo do Estado que reúne políticas públicas voltadas à segurança, autonomia financeira, saúde e bem-estar das mulheres. O projeto centraliza informações e serviços no portal, promovendo protagonismo e independência feminina.
Essas frentes estão nos pilares da gestão e incluem novas soluções lançadas em março de 2024, como o lançamento do aplicativo SP Mulher Segura, que conecta a polícia de forma direta e ágil caso o agressor se aproxime; e a criação de novas salas da Delegacia da Defesa da Mulher 24 horas.
Fonte: Agência – SP
Brasil
Censo de saneamento rural: saiba como identificar um agente

Com o avanço do Projeto Brotar, que realiza o censo de saneamento nas áreas rurais de 371 municípios do estado de São Paulo, é importante que as comunidades das áreas contempladas pela pesquisa saibam fazer a identificação correta dos recenseadores que visitam as propriedades rurais.
O censo começa com um formulário, que deverá ser respondido pela população das residências mapeadas, cujas informações são essenciais para direcionar os investimentos e obras necessárias em cada região. Esse formulário é intermediado por um entrevistador de campo, que estará sempre identificado.
Como identificar os recenseadores
Para garantir a segurança das comunidades, todos os profissionais em campo devem seguir rigorosamente o padrão visual estabelecido:
- Vestimenta: Uso obrigatório de colete e boné com a logomarca oficial do “Projeto Brotar”.
- Identificação: Crachá visível contendo nome, foto e identidade visual do programa.
- Equipamento: Coleta de dados realizada digitalmente via aplicativo em dispositivos móveis.
Parceria com a Polícia Militar
A operação conta com o suporte direto da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo para levar clareza às áreas recenseadas. A estratégia de proteção inclui:
- Canais de Comunicação: Divulgação de informações oficiais em grupos de WhatsApp das comunidades rurais.
- Vizinhança Solidária: Apoio do programa da Polícia Militar e dos Conselhos Comunitários de Segurança (CONSEGs) para validar a presença das equipes.
- Orientação: A população deve responder ao formulário apenas para agentes devidamente caracterizados.
O censo deve ocorrer até dezembro de 2026 e é o primeiro passo para levar rede de água e esgoto a mais de 820 mil domicílios que antes não eram atendidos pela Sabesp por questões contratuais. A presença dos agentes é essencial para mapear as soluções tecnológicas de saneamento que serão instaladas em cada propriedade, visando a universalização do serviço. Cabe ressaltar que o ano de 2033 é a data limite para a universalização do saneamento básico no Brasil.
No entanto, a Sabesp decidiu pela antecipação deste prazo para 2029 nos municípios atendidos pela companhia. O Brotar é executado pela Sabesp, junto com o Laboratório de Informações Estratégicas Agroambientais do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da APTA, o órgão de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Fonte: Agência – SP
Brasil
Com 96 equipes e mais de 2 mil jogadores, Taça Paulistana de Futebol Amador tem início no dia 11

A bola vai rolar para a Taça Paulistana de Futebol Amador 2026. Apoiado pela Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, o campeonato tem a sua primeira rodada marcada para o próximo dia 11.
Serão 96 equipes de futebol amador de todas as regiões da capital paulista e mais de 2 mil jogadores envolvidos. O formato de disputa prevê grupos com quatro times cada, onde os dois melhores se classificam para a fase eliminatória. Todos os jogos acontecem em um único campo, o CDC Jardim São José, em Pirituba, zona oeste da capital. A final acontece em 12 de julho.
“A Taça tem como principal objetivo incentivar a prática do futebol amador como ferramenta de transformação, promovendo integração social e qualidade de vida”, afirma Rodolfo Dalonso, presidente do Instituto Esporte e Cidadania, entidade responsável por organizar o torneio.
O acesso a todas as partidas da Taça é gratuito. O CDC Jardim São José fica na Rua Dom Manuel D’Elboux, 30, Vila Pereira Cerca – Pirituba.
Lei Paulista de Incentivo ao Esporte
Regulamentada pelo decreto 55.636 de 26/03/2010, a Lei Estadual de Incentivo ao Esporte de São Paulo contempla projetos vinculados às áreas educacional, formação desportiva, rendimento, sociodesportivo, participativa, gestão e desenvolvimento e infraestrutura. Ela possibilita à iniciativa privada o apoio a projetos esportivos elaborados por entidades privadas sem fins lucrativos de natureza esportiva ou por Prefeituras no Estado de São Paulo.
Fonte: Agência – SP
Brasil
USP oferece curso de extensão sobre economia, cultura e poder na internet

A disciplina de pós-graduação Economia, Cultura e Poder na Internet agora também será ofertada como curso de extensão para pessoas externas à USP. As aulas acontecerão entre 11 de março e 1º de julho de 2026, às quartas-feiras, das 9h às 12h, no Auditório do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, na Cidade Universitária, em São Paulo. São 40 vagas destinadas a profissionais, pesquisadores e demais interessados nos impactos sociais, econômicos e políticos da internet. As inscrições vão até o meio-dia de 20 de fevereiro, neste link, com confirmação da matrícula a partir de 2 de março.
Coordenado por Pablo Ortellado (EACH-USP e IEA-USP) e Luiz Fernando Martins Castro (NIC.br), o curso tem como objetivo apresentar uma análise crítica e interdisciplinar das transformações promovidas pelo ambiente digital. A programação aborda desde os fundamentos técnicos e a história da internet até temas contemporâneos como economia de dados, governança digital, inteligência artificial, regulação jurídica, polarização política nas redes sociais e os efeitos culturais das tecnologias digitais.
O curso é uma realização da Cátedra Oscar Sala, parceria do IEA com o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). O objetivo é qualificar o debate acadêmico e público sobre as dimensões técnicas, econômicas, políticas, jurídicas e culturais da internet, contribuindo também para a formulação de políticas públicas na área.
Para aprovação, os participantes deverão cumprir frequência mínima de 75% e apresentar um trabalho final em formato de artigo voltado ao público amplo.
Mais informações e inscrições estão disponíveis aqui.
Fonte: Agência – SP
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