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Trap Nacional toma conta de beach club no verão de Guarapari
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O trap nacional é o destaque da programação desta sexta-feira, 09 de janeiro, no Brava Beach Club, em Guarapari, com o evento Ponto Zero, que reúne grandes nomes da cena nacional e local.
Entre os destaques da noite está Matuê, um dos principais nomes do trap e rap no país, que chega ao palco em meio ao lançamento do álbum “XTRANO”, projeto com 13 faixas inéditas. O trabalho marca uma nova fase do artista e tem sido apontado pela crítica como um disco que propõe novos caminhos para o trap mainstream, com letras que abordam lifestyle, fama, dinheiro e liberdade criativa.
Outro nome de peso no line-up é MC Cabelinho, que acumula uma sequência de hits que dominam as plataformas de streaming e os palcos pelo país.
Completam a programação PTK, Bero e Beleite, representantes da cena local que não ficam para trás e que vêm lotando eventos e festas por onde passam, reforçando a força do trap capixaba.
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Obras do holandês Rembrandt já estão no ES; exposição inaugura no dia 26 de fevereiro no Palácio Anchieta
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4 de fevereiro de 2026
Direto do século XVII para o coração de Vitória, a capital capixaba volta ao centro do circuito internacional das grandes exposições. A partir do dia 26 de fevereiro, o Palácio Anchieta recebe a exposição Rembrandt – O mestre da luz e da sombra, uma mostra gratuita que reúne 69 gravuras originais de Rembrandt van Rijn, um dos maiores nomes da história da arte mundial. Antes de chegar ao Espírito Santo, a exposição passou por Belo Horizonte e pelo Rio de Janeiro, integrando um circuito brasileiro que apresenta ao público obras pertencentes a uma importante coleção italiana.
Reconhecido como o grande mestre do claro-escuro, o artista holandês revolucionou a forma de representar luz, sombra e emoção. Organizadas em dois grandes eixos, o humano e o divino, as gravuras conduzem o visitante por diferentes momentos da trajetória do artista. A exposição propõe um percurso atemporal, que atravessa toda a vida de Rembrandt e evidencia suas múltiplas facetas, dos autorretratos às cenas bíblicas, dos retratos de pessoas comuns às figuras marginalizadas. Na mostra capixaba, o visitantes poderão conferir obras emblemáticas como Autorretrato com Saskia (1636), A Descida da Cruz (1633), A Ressurreição de Lázaro (1632), O Jogador de Cartas (1641), O Manto de José Trazido a Jacó (1633) e Cristo Expulsando os Cambistas do Templo (1635).

Mais do que domínio técnico, Rembrandt imprimia sentimento. Em gravuras realizadas sobretudo em água-forte e ponta-seca, o artista deu forma a personagens atravessados por emoções profundas e universais, como o espanto, a dor, a fé e a compaixão. São imagens que parecem deter o tempo, fazendo com que a condição humana se sobreponha à própria narrativa visual.
Em todos esses universos, o que se impõe é um olhar profundamente humano. Mesmo ao tratar do sagrado, Rembrandt revela fragilidades, emoções e conflitos que aproximam o divino da experiência cotidiana. A maestria no uso da luz e da sombra costura essa dicotomia, criando imagens em que transcendência e humanidade coexistem em equilíbrio tenso e fascinante.
A exposição também convida o público a observar de perto o processo criativo do artista. As matrizes revelam um Rembrandt inquieto, que redesenhou, aprofundou contrastes e deixou que as sombras ganhassem protagonismo. São obras que funcionam como pequenos portais para sua obsessão criativa, sempre em busca da forma mais verdadeira de expressão. A riqueza de detalhes é tamanha que o olhar é convidado a se aproximar: lupas estarão disponíveis na exposição, permitindo ao visitante explorar cada traço com calma e profundidade.
A influência de Rembrandt atravessa séculos. Vincent van Gogh, por exemplo, declarou em cartas sua profunda admiração pelo artista holandês. Até hoje, Amsterdã preserva esse legado na Casa de Rembrandt, museu instalado na residência onde ele viveu e produziu parte significativa de sua obra. Um reconhecimento à altura de quem redefiniu os rumos da arte ocidental.
Montagem capixaba
Segundo a empresa responsável por trazer a exposição para o Brasil, Álvaro Moura, a chegada de Rembrandt ao Espírito Santo consolida um movimento da empresa que, ao longo dos anos, vem colocando o Estado no mapa das grandes exposições realizadas no Brasil. “Sob a curadoria e produção da Premium, nomes como Leonardo da Vinci, Portinari, Dalí, Goya, Monet, Miró, Picasso, Modigliani, Chagall, Renoir e Michelangelo já passaram pelo solo capixaba, encontrando um público atento, curioso e preparado para receber a grande arte”, explica.
“Desde o primeiro projeto, a atuação da empresa se orienta por princípios inegociáveis: a relevância histórica e educativa das obras apresentadas, o acesso gratuito como compromisso com a democratização da cultura e a construção de experiências inclusivas, capazes de aproximar a arte do cotidiano e ampliar repertórios”, finaliza.
No Palácio Anchieta, a exposição inaugura também um novo capítulo em termos de acessibilidade. Pela primeira vez, o espaço contará com uma sala exclusivamente dedicada a experiências acessíveis, pensada para ampliar o acesso à arte por diferentes públicos. O ambiente reúne reproduções táteis de obras, textos curatoriais em braile, audioguia e totens com vídeos em Libras, criando um percurso sensorial que ultrapassa o olhar e convida à escuta, ao toque e à percepção ampliada. Entre os destaques da sala acessível estão duas experiências com peças táteis, entre elas o autorretrato de Rembrandt, que pode ser explorado por meio das variações de textura. O relevo conduz o visitante na leitura da imagem, permitindo compreender formas, volumes e expressões de maneira sensorial.
A montagem capixaba amplia ainda mais a experiência do público ao incorporar uma proposta imersiva ainda maior. Reunindo elementos das exposições realizadas no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, o Palácio Anchieta recebe uma estrutura em formato de cubo, na qual o visitante pode entrar e sentir a dimensão da obra de Rembrandt. Nesse ambiente, as gravuras são ampliadas, ganham movimento e se projetam ao redor do público, criando uma experiência envolvente que transforma o espaço expositivo em um campo sensorial de luz, sombra e emoção. O cubo imersivo, que receberá as projeções das obras, será revestido com porcelanatos da Biancogres, uma das patrocinadoras da exposição, ao lado do Supermercados BH.
A exposição tem patrocínio da Biancogres, Supermercados BH e é viabilizada pela Lei Rouanet de Incentivo a Projetos Culturais. A organização é da The Art Co. em conjunto com a Brasil Meeting Points. A realização é da Premium Comunicação Integrada de Marketing, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
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Guarapari recebe festival gratuito na Praia do Morro com mais de 10 atrações
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10 horas atrásem
4 de fevereiro de 2026
Entre os dias 5 e 8 de fevereiro, a Praia do Morro, em Guarapari, será o palco do Guarapari Music Festival. Instalado ao lado do Parque Filadélfia, o evento oferece quatro dias de programação gratuita com um line-up eclético: são mais de dez atrações que transitam pelo sertanejo, pagode, axé, pop rock, reggae, funk, congo e MPB.
A abertura será na quinta-feira (5), com show da banda Sambasoul, às 20 horas, seguida da apresentação da banda Casaca, às 22 horas. Na sexta-feira (6), sobem ao palco Anderson Ventura, às 19 horas, Pagode e Cia, às 21 horas, e Jefinho Faraó e Funk Retrô, às 23 horas.
Já no sábado (7), a programação começa às 19 horas com o Luau do Casanova, seguido por Pele Morena, às 21 horas, e Magioni, às 23 horas. O encerramento, no domingo (8), fica por conta do grupo Pedala Samba, às 18 horas, da cantora Flavia Mendonça, às 20 horas, e da dupla Breno e Bernardo, às 22 horas.
Nos intervalos das apresentações, a animação do público fica por conta dos DJs XL e Relima. Segundo os idealizadores do projeto, Oscar Soares e Wellington Rosa, o objetivo é resgatar a essência das férias no estado. ‘Queremos proporcionar as memórias dos verões capixabas, com eventos pós-praia e valorização das bandas locais, unindo música, gastronomia e convivência familiar em um ambiente leve’, afirmam.
Praça gastronômica
Além da música, o público poderá desfrutar de uma praça gastronômica com opções para todos os gostos e bolsos, com pratos a partir de R$ 12. O cardápio inclui desde os clássicos hambúrgueres e pizzas até o tradicional churrasquinho. As crianças também têm diversão garantida em uma área kids exclusiva (serviço tarifado).
O festival é realizado por Anauê Produções e Bloco Surpresa, e apoio da Prefeitura Municipal de Guarapari.
Serviço
Evento: Guarapari Music Festival
Data: 05 a 08 de fevereiro
Horários: 17h às 01h
Local: Av. Celso Bastos Couto. Quadra 112, Praia do Morro – Guarapari, lado do Parque Filadélfia.
Entrada: Gratuita
Programação Musical
05/02 (qui) – 20h: Sambasoul
05/02 (qui) – 22h: Casaca
06/02 (sex) – 19h: Anderson Ventura
06/02 (sex) – 21h: Pagode e Cia
06/02 (sex) – 23h: Jefinho Faraó e Funk Retrô
07/02 (sáb) – 19h: Luau do Casanova
07/02 (sáb) – 21h: Pele Morena
07/02 (sáb) – 23h: Magioni
08/02 (dom) – 18h: Pedala Samba
08/02 (dom) – 20h: Flávia Mendonça
08/02 (dom) – 22h: Breno e Bernardo
Nos intervalos: Dj XL e Dj Relima
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Exposição “Arte em todos os sentidos” no MAES entre fevereiro e abril
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12 horas atrásem
4 de fevereiro de 2026
Entre fevereiro e abril, o Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (MAES), no Centro de Vitória, abre suas salas para uma exposição que propõe ao público um encontro ampliado com a produção artística moderna e contemporânea brasileira a partir de um recorte singular: o olhar construído ao longo de décadas por um colecionador privado. A mostra Arte em Todos os Sentidos apresenta 41 obras de 36 artistas capixabas e nacionais, reunidas a partir de um acervo particular que, pela primeira vez, passa a ser compartilhado de forma sistemática com o grande público.
A exposição integra o projeto Acervo RDA – Preservação e Difusão do Acervo Ronaldo Domingues de Almeida na Midiateca Capixaba, iniciativa voltada à preservação, organização e disponibilização pública de um conjunto expressivo de obras de arte. O projeto foi contemplado no Edital nº 18/2024 da Secretaria da Cultura do Espírito Santo e conta com recursos do Funcultura e da Política Nacional Aldir Blanc, do Ministério da Cultura, articulando ações de difusão cultural, memória e acesso democrático à arte.

O recorte apresentado no MAES evidencia a diversidade de linguagens, suportes e gerações que atravessam a coleção. Pinturas, gravuras, desenhos, fotografias e esculturas compõem um percurso que permite observar aproximações e contrastes entre diferentes momentos da arte brasileira, sem a pretensão de estabelecer uma narrativa linear ou cronológica. A exposição propõe, antes, uma leitura aberta, em que obras e artistas se colocam em relação a partir da experiência sensível do visitante.
A curadoria parte da compreensão de que uma coleção privada, quando exposta publicamente, deixa de operar apenas como expressão de um gosto individual e passa a atuar como dispositivo cultural. Nesse deslocamento, o acervo assume caráter público e contribui para a construção de repertórios compartilhados, ampliando o debate sobre memória, território e produção artística.

Um dos eixos centrais da mostra é a convivência entre artistas amplamente reconhecidos no cenário nacional e nomes fundamentais da produção capixaba. No caso dos artistas do Espírito Santo, a seleção privilegia obras que revelam facetas menos evidentes de suas trajetórias. Já a presença de artistas de outros estados — alguns deles raramente exibidos em Vitória — amplia o campo de referências e insere a produção local em diálogo com contextos mais amplos da arte brasileira.
O título Arte em Todos os Sentidos nasce a partir de uma obra de Paulo Bruscky, integrante do acervo, e funciona como chave conceitual da exposição. A escolha aponta para a ideia de arte como experiência que ultrapassa o campo visual, envolvendo comunicação, percepção e reflexão.
A abertura do acervo ao público é resultado de um processo de amadurecimento do próprio colecionador, Ronaldo Domingues de Almeida, que atua como curador adjunto da exposição. Em seu depoimento, ele destaca que a coleção não foi pensada como projeto desde o início, mas se constituiu de maneira espontânea, a partir do convívio cotidiano com a arte e das relações estabelecidas com artistas ao longo do tempo.
“Nunca planejei formar um acervo ou me tornar colecionador. Queria apenas conviver com arte no meu espaço cotidiano. Foi pelas pessoas — amigos, artistas, visitas — que me vi reconhecido como colecionador, antes mesmo de assumir essa condição para mim”, afirma.

Segundo Almeida, o crescimento do acervo esteve sempre ligado à experiência proporcionada por cada obra, combinando interesse estético, reflexão e uma dimensão afetiva que orientou suas escolhas. Com o passar dos anos, no entanto, a permanência das obras restrita ao espaço privado passou a ser questionada.
“Com o tempo, a pergunta tornou-se inevitável: qual o sentido de manter tantas obras restritas a poucos? Dessa inquietação nasceu a vontade de partilhar, de transformar o privado em público”, relata.
Esse desejo de compartilhamento se concretiza agora em duas frentes complementares: a exposição física no MAES e a digitalização das obras para inserção na Midiateca Capixaba. Para o colecionador, mesmo em um contexto em que a obra de arte circula como mercadoria, ela preserva uma dimensão simbólica que exige circulação, encontro e fruição coletiva para cumprir plenamente sua função social.
O acervo de Ronaldo Domingues de Almeida reúne centenas de obras de aproximadamente 100 artistas, entre modernos e contemporâneos, com forte presença de artistas capixabas. Integram esse conjunto nomes históricos como Homero Massena, Levino Fânzeres e Álvaro Conde, além de artistas contemporâneos como Hilal Sami Hilal, Andreia Falqueto, Júlio Tigre, Sandro Novaes, Claudia Colares, Orlando de Faria Rosa, Lando, Didico e Rick Rodrigues. O diálogo com a produção nacional se estabelece por meio de obras de artistas como Amilcar de Castro, Tomie Ohtake, Cildo Meireles, Alex Vallauri, Sante Scaldaferri e Antônio Poteiro.
Ao apresentar um fragmento desse acervo ao público, Arte em Todos os Sentidos convida o visitante a refletir sobre o papel das coleções privadas na construção da história da arte e sobre a importância de transformar patrimônios individuais em bens culturais compartilhados.

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