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Política

Sete deputados estaduais não vão disputar a reeleição; saiba quem são

Levantamento feito mostrou também o motivo dos deputados não quererem voltar à Assembleia: eles estão de olho no Congresso Nacional

marcelo

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Sede da Ales (Foto: Kamyla Passos/Ales)
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Nem todos os caminhos levam de volta ao Palácio Domingos Martins – sede do Poder Legislativo capixaba. Às vésperas de um novo ciclo eleitoral, alguns parlamentares decidiram retirar o time de campo na disputa pela reeleição, o que abre espaço para rearranjos partidários, disputas internas e mudanças no equilíbrio de forças da Assembleia Legislativa.

Num levantamento feito com os 30 deputados estaduais – ou com suas assessorias e partidos –, ao menos sete revelaram que não tentarão a reeleição.

No entanto, nenhum pretende pendurar as chuteiras. A razão de não disputarem mais um mandato na Assembleia é a mesma: todos vão arriscar voos maiores, mirando o Congresso Nacional. Dos sete, dois pretendem disputar o Senado e cinco, a Câmara Federal.

O levantamento encontrou dados interessantes. Um exemplo é que toda a bancada do PT na Assembleia será renovada. Isso porque os dois deputados que hoje representam o partido vão disputar a Câmara Federal.

Outro fato é que, o deputado que estreou na Assembleia como o candidato mais votado da história do Espírito Santo também não quer continuar como estadual. E nem vai disputar para deputado federal – ele almeja o Senado.

Aliás, um outro ponto interessante é que, dos sete, quatro são novatos. Ou seja, estão em seu primeiro mandato como deputado estadual e já vão tentar postos maiores.

O atual presidente da Assembleia Legislativa também vai abrir espaço no Legislativo estadual. E para duas cadeiras: a sua como deputado e a do comando da Casa. A tendência é que as articulações para presidir a Ales já iniciem logo após o 1º turno das eleições de outubro.

A “subida” para tentar ocupar um assento em Brasília desencadeia a necessidade de um rearranjo nas chapas estaduais o que, normalmente, não costuma ser problemático.

Chapas estaduais com menor número de mandatários tendem a ser mais atrativas para a militância, que passa a enxergar a disputa como mais equilibrada entre os candidatos.

Além disso, esse cenário costuma facilitar a vida dos dirigentes partidários, que já estão tendo dor de cabeça para montar uma chapa federal competitiva.

O levantamento é baseado nas decisões e combinados de hoje. É bom não perder de vista que política é como nuvem e nada impede que daqui até a convenção partidária – quando o martelo das candidaturas é batido –, o cenário mude.

Veja abaixo quem são os 7 que pretendem dizer adeus à Ales no próximo ano:

Marcelo Santos (União)

Marcelo Santos
Foto: Ellen Campanharo/Ales

Presidente da Assembleia Legislativa e presidente estadual do União Brasil, Marcelo está em seu sexto e último mandato como deputado estadual.

Logo no início desta legislatura, Marcelo definiu que disputaria a Câmara Federal e, por esse motivo, deixou o Podemos – partido pelo qual foi eleito – e buscou uma legenda que pudesse comandar. Em 2022 ele foi reeleito com 41.627 votos e seu reduto principal é Cariacica.

Wellington Callegari (DC)

Deputado Callegari
Callegari (Foto: JV Andrade/Ales)

Trocou de partido recentemente – foi eleito pelo PL – e é pré-candidato ao Senado. Está em seu primeiro mandato como deputado estadual e foi eleito em 2022 com 16.842 votos. Tem como reduto Cachoeiro, no Sul do Estado.

Antes de decidir trocar de partido, Callegari tentou emplacar seu projeto de disputa majoritária no PL, mas não encontrou espaço. Ele descartou disputar a reeleição.

Bruno Resende (União)

Bruno Resende (foto: Ales)

Médico e também deputado estadual de primeiro mandato, Bruno já definiu que irá disputar a Câmara Federal no ano que vem. E, para isso, pretende trocar de partido – está com tudo costurado para migrar para o Podemos.

Também de Cachoeiro, ele foi eleito em 2022 com 31.897 votos e tem como reduto o Sul do Estado e também a área médica.

Iriny Lopes (PT)

Iriny Lopes (foto: Lucas S. Costa / Ales)

Com a experiência de já ter sido deputada federal por três mandatos, Iriny Lopes quer voltar à Câmara Federal. Ela está no segundo mandato como deputada estadual, tendo sido reeleita em 2022 com 36.720 votos.

A petista tem como reduto principal a Capital – ela já foi candidata à prefeita de Vitória em 2012 e terminou em 3º lugar. Vai dividir com o colega de bancada a presidência estadual do PT.

João Coser (PT)

João Coser. Foto: Lucas Costa/Ales

Presidente estadual do PT, Coser também já definiu que não disputará a reeleição como deputado estadual. Ele é pré-candidato a deputado federal – cargo que já ocupou por dois mandatos.

Ele e Iriny vão dividir a presidência do partido e também o espólio deixado pelo deputado federal Helder Salomão, que é candidato ao governo e foi, em 2022, o deputado mais votado da bancada federal capixaba. Em 2022, Coser foi eleito com 58.279 votos.

Lucas Polese (PL)

Lucas Polese / crédito: Ales

O jovem deputado – Lucas tem 29 anos – está em seu primeiro mandato na Assembleia, mas já decidiu que não irá disputar a reeleição. Ele é pré-candidato a deputado federal.

Em 2022 foi eleito com 29.490 votos e tem como principal reduto não uma região geográfica, mas a internet, onde iniciou sua militância política e desenvolveu sua campanha.

Sergio Meneguelli (Republicanos)

Sergio Meneguelli / crédito: Ales

Estreante também na Ales, Meneguelli cravou seu nome na história capixaba ao ser o deputado estadual mais votado de todos os tempos. Ele recebeu 138.523 votos em 2022.

Como há quatro anos, Meneguelli quer ser candidato ao Senado e, para isso, pretende até mesmo mudar de partido – está apalavrado com o PSD. É de Colatina, mas seu reduto atinge outras regiões do Estado.

 

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Política

11 governadores e 10 prefeitos de capitais renunciaram de olho nas eleições

Prazo legal de desincompatibilização terminou no fim de semana, a seis meses do pleito eleitoral

marcelo

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Urna eletrônica utilizada nas eleições • José Cruz/Agência Brasil
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Onze governadores e dez prefeitos de capitais deixaram seus cargos para disputar as eleições deste ano, em cumprimento à legislação eleitoral.

O prazo de desincompatibilização terminou no sábado (4), exatamente seis meses antes do primeiro turno, com o objetivo de evitar o uso da máquina pública em favor de candidaturas.

Entre os governadores que renunciaram, dois são pré-candidatos à Presidência da República – Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO). A maior parte, porém, deve concorrer ao Senado, que terá 54 das 81 cadeiras em disputa neste pleito.

Com a saída dos titulares, os vice-governadores assumem os cargos e, em muitos casos, podem disputar a reeleição.

No Rio de Janeiro há uma exceção: como não havia vice no momento da renúncia de Cláudio Castro, será realizada uma eleição para um mandato-tampão até o fim do ano. O modelo, se direto ou indireto, ainda será definido pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O mesmo ocorre com o Amazonas, em que governador e vice renunciaram porque devem disputar outro cargo.

A renúncia é obrigatória para quem pretende concorrer a outro cargo, mas não assegura a candidatura.

A oficialização ocorrerá apenas em agosto, após as convenções partidárias e o registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Já governadores que pretendem a reeleição podem permanecer no cargo, regra que também vale para o presidente da República.

Confira os governadores que deixaram o cargo:

  • Acre: Gladson Cameli (PP), deve concorrer ao Senado
  • Amazonas: Wilson Lima (União), não decidiu qual cargo vai disputar
  • Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB), deve concorrer ao Senado
  • Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB), deve concorrer ao Senado
  • Goiás: Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência da República
  • Mato Grosso: Mauro Mendes (União), deve concorrer ao Senado
  • Minas Gerais: Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República
  • Pará: Helder Barbalho (MDB), deve concorrer ao Senado
  • Paraíba: João Azevêdo (PSB), deve concorrer ao Senado
  • Rio de Janeiro: Cláudio Castro (PL), deve concorrer ao Senado
  • Roraima: Antonio Denarium (Republicanos), deve concorrer ao Senado

No caso dos prefeitos, a maioria dos que deixaram seus cargos deve disputar o governo de seus estados. Entre eles estão Eduardo Paes, que tentará o comando do estado do Rio de Janeiro e João Campos, o governo de Pernambuco.

Veja a lista:

  • Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro, pré-candidato a governador do RJ
  • Lorenzo Pazzolini (Republicanos), ex-prefeito de Vitória, deve concorrer ao governo do ES
  • João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife, pré-candidato a governador de PE
  • Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís, pré-candidato a governador do MA
  • Cícero Lucena (MDB), ex-prefeito de João Pessoa, deve concorrer ao governo da PB
  • David Almeida (Avante), ex-prefeito de Manaus, deve concorrer ao governo do AM
  • Dr. Furlan (PSD), ex-prefeito de Macapá, deve concorrer ao governo do AP
  • Tião Bocalom (PSDB), ex-prefeito de Rio Branco, deve concorrer ao governo do AC
  • Arthur Henrique (PL), ex-prefeito de Boa Vista, não decidiu qual cargo vai disputar
  • João Henrique Caldas (PSDB), ex-prefeito de Maceió, não decidiu qual cargo vai disputar
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Política

Pazolini deixa o cargo e Cris Samorini é a nova prefeita de Vitória

Cris assinou o termo de posse na manhã deste sábado, após renúncia de Pazolini para disputar as eleições

marcelo

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Cris Samorini assina termo de posse e é a nova prefeita (foto: Leonardo Silveira)
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Na manhã deste sábado (04), a Prefeitura de Vitória formalizou a assinatura do termo de transmissão de cargo do então prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) para a vice, Cris Samorini (PP), que se tornou a primeira mulher a comandar a Capital do Espírito Santo.

O termo foi assinado no gabinete da presidência da Câmara de Vitória, na presença do presidente do Legislativo, Anderson Goggi (Republicanos), e do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso

O ato vem após Pazolini renunciar ao cargo para concorrer nas eleições deste ano – ele é pré-candidato ao governo do Estado. De acordo com o ofício enviado à Câmara, a renúncia foi marcada para hoje.

Segundo Goggi, com a renúncia do prefeito, automaticamente a vice assume. “O ato de posse foi somente para formalizar, porque ela já assume automaticamente, já é a prefeita definitiva. Na segunda, será a solenidade de posse”.

Em nota, Cris disse que o ato garante a continuidade das ações: “Cumprimos uma etapa importante que está dentro do regimento e da lei orgânica, e agora seguimos com uma gestão planejada, garantindo a continuidade das ações. Meu compromisso é manter o ritmo de trabalho, dar sequência ao direcionamento estabelecido e assegurar que as entregas previstas para a cidade sejam concluídas como esperado”.

“Momento importante para a cidade de Vitória, fizemos a transição com gratidão a Deus, a minha família e aos capixabas, com serenidade e sabedoria, com a confiança que a Cris vai continuar e aprimorar esse trabalho, investindo muito na cidade, cuidando das pessoas e com a certeza que Vitória está em ótimas mãos”, destacou Pazolini, também por meio de nota.

A solenidade de posse está marcada para a próxima segunda-feira (06), às 17 horas, na Câmara de Vitória.

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Política

Lucas Polese leva ao TCES denúncia contra diretor do DER-ES em obra de São Mateus

Parlamentar aponta possível favorecimento em desapropriação milionária e cobra apuração sobre alteração do traçado do contorno rodoviário

marcelo

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A cena ocorrida nos degraus do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCES) nesta semana carrega um simbolismo que vai além da política partidária. Quando o deputado estadual Lucas Polese protocolou pessoalmente uma representação contra o diretor do DER-ES, José Eustáquio de Freitas, ele não estava apenas entregando papéis; estava acionando as engrenagens de um sistema desenhado para proteger o cidadão comum.

O Caso em Questão

No centro da denúncia, uma questão de princípios: a obra do contorno de São Mateus. Segundo o parlamentar, há indícios graves de conflito de interesses. A suspeita é de que o traçado da rodovia teria sido alterado para atingir terras pertencentes ao próprio diretor da autarquia, resultando em uma indenização milionária de mais de R$ 3 milhões.

O que torna o relato ainda mais sensível ao olhar humano é a disparidade no tratamento: enquanto o gestor já teria recebido parcelas consideráveis da indenização, outros dez proprietários locais — cidadãos sem cargos de poder — ainda aguardam o início de seus pagamentos.

Para Polese, a questão central não é técnica, mas moral. Em sua visão, mesmo que a desapropriação fosse o único caminho viável, a ética exigiria um distanciamento absoluto do beneficiado. “Não se trata apenas de uma discussão burocrática. Estamos falando de respeito ao contribuinte”, defende o deputado.

Essa postura do mandato reflete um sentimento crescente na sociedade: o desejo de que o agente público não seja apenas eficiente, mas inquestionável em sua conduta.

Fiscalizar é, talvez, a tarefa mais árdua e solitária de um deputado. Ao levar o caso ao TCES, a denúncia sai do barulho das redes sociais e entra no campo da legalidade institucional.

É fundamental lembrar que, em uma democracia saudável, a investigação é o caminho para a verdade:

  • Para o acusado: É a oportunidade de provar a regularidade de seus atos sob o crivo técnico.
  • Para o acusador: É o cumprimento do dever de não se calar diante de dúvidas relevantes.
  • Para a sociedade: É a garantia de que o dinheiro dos seus impostos não está sendo usado para privilegiar poucos em detrimento de muitos.

A expectativa agora recai sobre os órgãos de controle. O que a população capixaba espera não é o espetáculo da condenação antecipada, mas a serenidade da justiça. Ao provocar esse debate, Lucas Polese reafirma que o gabinete parlamentar deve funcionar como um canal aberto para a população — um lugar onde denúncias ganham voz e a transparência se torna a regra, não a exceção.

No fim, a mensagem é clara: o caixa do Estado pertence ao povo, e qualquer um que o gerencie deve estar pronto para prestar contas sob a luz mais forte do tribunal.

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