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Cais das Arte: primeira etapa inaugurada com sucesso

marcelo

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Cais das Arte: primeira etapa inaugurada com sucesso
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Praça, museu e teatro formam o complexo cultural Cais das Artes. A primeira etapa, a “Praça do Cais” foi entregue na noite desta quinta-feira (29) abrindo uma temporada de eventos culturais. O primeiro foi marcado por uma grande comemoração da música no show especial da banda Casaca com convidados: André Prando, Juana Zanchetta, Mary Di e Diego Lyra. Os artistas celebraram com um público que aprovou o encontro e a paisagem à beira-mar.

A noite também foi marcada pela DJ Negana, que abriu o som, e a  cantora Vanessa da Mata. Além disso, uma série de empreendedores do mercado criativo montaram estandes.

Cais das Arte: primeira etapa inaugurada com sucesso

De acordo com o governador Renato Casagrande e o secretário Fabrício Noronha, a segunda etapa será o museu, bem acima da praça. A primeira exposição está prevista para março. O teatro será o ultimo e deverá iniciar as atividades ainda no primeiro semestre, conforme o cronograma de conclusão.

“É uma data importante porque estamos abrindo a praça de um espaço totalmente para a cultura. Abrir com artistas capixabas representa a força da nossa cultura. É só estamos começando”.

Casagrande ressaltou que o prédio do museu está praticamente pronto e será gerido numa parceria entre a Secult e com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), além da com a Fundação Roberto Marinho, este último ficando responsável pelas programações formativas e educacionais que acontecerão no local.

Esta foi só a primeira noite da temporada, que terá como sequência um fim de semana com o Festival de Cultura Percussivas. O secretário Fabrício acrescentou que após o carnaval outras atividades serão anunciadas.

Localizado na Enseada do Suá, na capital Vitória, o Cais das Artes é um ambicioso complexo cultural que integra museu, praça pública e teatro. Com 30 mil metros quadrados de área total, o espaço nasce com a missão de ser um centro de arte, educação e convivência, acessível a todos os públicos, conectando a cidade a redes culturais do Brasil e do mundo. A obra é realizada e gerida pelo Departamento de Edificações e Rodovias do Espírito Santo (DER-ES), órgão estadual responsável pela gestão e execução.

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Exposição “Arte em todos os sentidos” no MAES entre fevereiro e abril

marcelo

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Exposição “Arte em todos os sentidos” no MAES entre fevereiro e abril
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Entre fevereiro e abril, o Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (MAES), no Centro de Vitória, abre suas salas para uma exposição que propõe ao público um encontro ampliado com a produção artística moderna e contemporânea brasileira a partir de um recorte singular: o olhar construído ao longo de décadas por um colecionador privado. A mostra Arte em Todos os Sentidos apresenta 41 obras de 36 artistas capixabas e nacionais, reunidas a partir de um acervo particular que, pela primeira vez, passa a ser compartilhado de forma sistemática com o grande público.

A exposição integra o projeto Acervo RDA – Preservação e Difusão do Acervo Ronaldo Domingues de Almeida na Midiateca Capixaba, iniciativa voltada à preservação, organização e disponibilização pública de um conjunto expressivo de obras de arte. O projeto foi contemplado no Edital nº 18/2024 da Secretaria da Cultura do Espírito Santo e conta com recursos do Funcultura e da Política Nacional Aldir Blanc, do Ministério da Cultura, articulando ações de difusão cultural, memória e acesso democrático à arte.

Exposição “Arte em todos os sentidos” no MAES entre fevereiro e abril

O recorte apresentado no MAES evidencia a diversidade de linguagens, suportes e gerações que atravessam a coleção. Pinturas, gravuras, desenhos, fotografias e esculturas compõem um percurso que permite observar aproximações e contrastes entre diferentes momentos da arte brasileira, sem a pretensão de estabelecer uma narrativa linear ou cronológica. A exposição propõe, antes, uma leitura aberta, em que obras e artistas se colocam em relação a partir da experiência sensível do visitante.

A curadoria parte da compreensão de que uma coleção privada, quando exposta publicamente, deixa de operar apenas como expressão de um gosto individual e passa a atuar como dispositivo cultural. Nesse deslocamento, o acervo assume caráter público e contribui para a construção de repertórios compartilhados, ampliando o debate sobre memória, território e produção artística.

Exposição “Arte em todos os sentidos” no MAES entre fevereiro e abril

Um dos eixos centrais da mostra é a convivência entre artistas amplamente reconhecidos no cenário nacional e nomes fundamentais da produção capixaba. No caso dos artistas do Espírito Santo, a seleção privilegia obras que revelam facetas menos evidentes de suas trajetórias. Já a presença de artistas de outros estados — alguns deles raramente exibidos em Vitória — amplia o campo de referências e insere a produção local em diálogo com contextos mais amplos da arte brasileira.

O título Arte em Todos os Sentidos nasce a partir de uma obra de Paulo Bruscky, integrante do acervo, e funciona como chave conceitual da exposição. A escolha aponta para a ideia de arte como experiência que ultrapassa o campo visual, envolvendo comunicação, percepção e reflexão.

A abertura do acervo ao público é resultado de um processo de amadurecimento do próprio colecionador, Ronaldo Domingues de Almeida, que atua como curador adjunto da exposição. Em seu depoimento, ele destaca que a coleção não foi pensada como projeto desde o início, mas se constituiu de maneira espontânea, a partir do convívio cotidiano com a arte e das relações estabelecidas com artistas ao longo do tempo.

“Nunca planejei formar um acervo ou me tornar colecionador. Queria apenas conviver com arte no meu espaço cotidiano. Foi pelas pessoas — amigos, artistas, visitas — que me vi reconhecido como colecionador, antes mesmo de assumir essa condição para mim”, afirma.

Exposição “Arte em todos os sentidos” no MAES entre fevereiro e abril

Segundo Almeida, o crescimento do acervo esteve sempre ligado à experiência proporcionada por cada obra, combinando interesse estético, reflexão e uma dimensão afetiva que orientou suas escolhas. Com o passar dos anos, no entanto, a permanência das obras restrita ao espaço privado passou a ser questionada.

“Com o tempo, a pergunta tornou-se inevitável: qual o sentido de manter tantas obras restritas a poucos? Dessa inquietação nasceu a vontade de partilhar, de transformar o privado em público”, relata.

Esse desejo de compartilhamento se concretiza agora em duas frentes complementares: a exposição física no MAES e a digitalização das obras para inserção na Midiateca Capixaba. Para o colecionador, mesmo em um contexto em que a obra de arte circula como mercadoria, ela preserva uma dimensão simbólica que exige circulação, encontro e fruição coletiva para cumprir plenamente sua função social.

O acervo de Ronaldo Domingues de Almeida reúne centenas de obras de aproximadamente 100 artistas, entre modernos e contemporâneos, com forte presença de artistas capixabas. Integram esse conjunto nomes históricos como Homero Massena, Levino Fânzeres e Álvaro Conde, além de artistas contemporâneos como Hilal Sami Hilal, Andreia Falqueto, Júlio Tigre, Sandro Novaes, Claudia Colares, Orlando de Faria Rosa, Lando, Didico e Rick Rodrigues. O diálogo com a produção nacional se estabelece por meio de obras de artistas como Amilcar de Castro, Tomie Ohtake, Cildo Meireles, Alex Vallauri, Sante Scaldaferri e Antônio Poteiro.

Ao apresentar um fragmento desse acervo ao público, Arte em Todos os Sentidos convida o visitante a refletir sobre o papel das coleções privadas na construção da história da arte e sobre a importância de transformar patrimônios individuais em bens culturais compartilhados.

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Sambão do Povo: o palco do carnaval que nasceu da força popular

marcelo

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Sambão do Povo: o palco do carnaval que nasceu da força popular
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Principal símbolo do Carnaval de Vitória, o Sambão do Povo só existe graças à mobilização direta da comunidade carnavalesca da capital capixaba. Oficialmente chamado de Complexo Cultural Walmor Miranda, em homenagem a um dos mais tradicionais reis momo do Espírito Santo, o espaço é conhecido popularmente por um nome que reflete sua origem: Sambão do Povo.

O espaço que receberá nesta sexta (6) e sábado o desfile 2026 do grupo especial, é parte fundamental da história deste que virou o terceiro mais importante evento de carnaval do país.

Localizado no bairro Mário Cypreste, na região da Grande Santo Antônio, em Vitória, o sambódromo capixaba foi inspirado na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. O projeto foi apresentado por Sinval Siri, então secretário municipal de Turismo, durante a gestão do ex-prefeito de Vitória, Hermes Laranja, como alternativa definitiva para sediar os desfiles das escolas de samba da capital.

Comunidade garantiu a construção do Sambão do Povo

A previsão inicial era que o Sambão do Povo fosse concluído ainda em 1986, após o sucesso do desfile realizado na Avenida Nossa Senhora da Penha, uma das principais vias de Vitória. No entanto, atrasos na obra colocaram em risco a realização do Carnaval de Vitória de 1987.

Sambão do Povo: o palco do carnaval que nasceu da força popular
Obra do Sambão do Povo com apoio da comunidade / Reprodução da Internet

Diante da possibilidade de a capital ficar sem desfile, sambistas, moradores e lideranças comunitárias se uniram em um grande mutirão popular. Liderado por Sinval Siri, o esforço coletivo permitiu que o Sambão do Povo fosse construído em menos de 120 dias, um feito histórico para a cultura do Espírito Santo. A inauguração oficial ocorreu em 27 de fevereiro de 1987.

Interrupção dos desfiles e retomada do Carnaval em Vitória

O Sambão do Povo foi palco dos desfiles do Carnaval de Vitória até 1992. Naquele ano, diversas escolas de samba decidiram não desfilar em protesto contra a falta de apoio financeiro da Prefeitura de Vitória e da iniciativa privada, responsáveis pelo custeio das agremiações.

Além disso, o sambódromo enfrentava problemas estruturais, incluindo a demolição de parte da arquibancada para a construção de uma quadra que nunca foi executada. Com isso, os desfiles no Sambão do Povo foram interrompidos até 2001.

Sambão do Povo: o palco do carnaval que nasceu da força popular
Carnaval de Vitória. Foto: PMV

Mesmo fora do sambódromo, o Carnaval não deixou de acontecer na capital. Em 1998, os desfiles voltaram às ruas de Vitória, com apresentações na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro, em formato de exibição, sem competição.

Após reformas estruturais, já na gestão do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (2001–2004), o desfile das escolas de samba retornou definitivamente ao Sambão do Povo, onde permanece até hoje como o principal palco do Carnaval do Espírito Santo e um dos maiores símbolos da cultura popular de Vitória.

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Emerson Xumbrega é o intérprete mais antigo em exercício no Carnaval de Vitória

marcelo

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Emerson Xumbrega é o intérprete mais antigo em exercício no Carnaval de Vitória
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Numa festa que celebra tradição, ritmo e juventude, há uma figura que tem atravessado gerações com a mesma energia de sempre: Emerson Magno Santana Ribeiro, o Emerson Xumbrega, intérprete oficial e presidente da Escola de Samba Independente de Boa Vista, atual campeã do Carnaval de Vitória. Aos 48 anos, e com 24 anos de avenida, ele é hoje considerado o intérprete de samba-enredo mais antigo ainda em atividade no Carnaval capixaba, mantendo o fôlego e a voz que fazem o público levantar no Sambão do Povo ano após ano.

Xumbrega, como é carinhosamente chamado, começou sua ligação com a Boa Vista ainda na infância e, segundo registros, assumiu o microfone oficial no carro de som da escola em 2002, um papel que mantém há mais de duas décadas. Desde então, ele se tornou uma referência não só pelo timbre marcante, mas também pela capacidade de conduzir multidões pelo samba-enredo como poucos conseguiram em meio século de Carnaval.

DA RESISTÊNCIA À LENDA VIVA DO SAMBA CAPIXABA

A Independente de Boa Vista, com sede em Cariacica, é tradicional no grupo especial do Carnaval de Vitória desde os anos 1980, conquistando seu primeiro título em 2010 e acumulando várias coroas, incluindo a mais recente em 2025.

Neste ano, a escola disputa novamente o título com o enredo “João do Congo — A Voz Que Dança Nas Folhas da Resistência”, um tributo à herança cultural afro-capixaba que tem sido um dos temas mais comentados nas rodas de samba e comunidades. A escolha reforça o caráter de resistência cultural, exatamente o espírito que Xumbrega encarna como intérprete veterano.

Além de sua função no carro de som, Emerson Xumbrega também é compositor, cantor solo e protagonista de uma carreira que ultrapassa o circuito carnavalesco. Ele lançou CDs e um DVD comemorativo de seus 15 anos de samba, com participações especiais e misturando samba de raiz, pagode e influências locais, um trabalho apoiado pela Lei Rubem Braga de incentivo à cultura.

Sua trajetória inclui ainda turnês fora do Espírito Santo, levando a estética e o repertório capixaba para plateias em São Paulo e Belo Horizonte, ampliando a presença do samba de Vitória além das fronteiras estaduais.

O CARNAVAL, A HISTÓRIA E O FATOR HUMANO

Enquanto muitos intérpretes bem-sucedidos migram para outras funções ou aposentam o microfone com o passar dos anos, Xumbrega representa uma exceção viva à regra: o sambista que permanece ativo não só pelo talento, mas pela ligação visceral com sua escola e comunidade.

Essa história vai além de um título ou curiosidade estatística, ela dá voz a um protagonista que simboliza resistência, memória e identidade cultural. Em tempos em que tradições se reinventam, o fato de um veterano manter seu lugar de destaque na avenida é, sem dúvida, rico e inspirador.

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