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Exposição “Do Traço ao Aço” chegará a Vila Velha dia 24 de fevereiro

Natural de Vila Velha, o artista plástico capixaba José Carlos Vilar, levará para sua cidade a exposição “Do Traço ao Aço”, a partir de 24 de fevereiro. A arte dele poderá ser vista até maio na Galeria da Casa da Memória de Vila Velha, na Prainha.
Vilar, desde 1970, constrói sua cartografia com desenhos e esculturas, tendo o tempo e seus registros como aliados. Esse tempo que não é linear, revela como abstraiu seu figurativo e chegou ao formalismo.
Nesse passeio pelos papeis veio à tona um Vilar que ainda não foi visto: o Desenhista. Uma exposição inédita apresentando o longo percurso da pesquisa com essa parada para ver como o encontro dos desenhos com a escultura tem rendido boas estratégias de repensar a trajetória desse mestre artista escultor.
Essa exposição inédita é a primeira do mestre Vilar, na sua cidade natal, que apresenta uma pequena mostra da relação entre desenho e a construção da memória de seus trabalhos, onde seus desenhos são uma espécie de certidão de nascimento de suas esculturas e a cada tempo passado outras certidões nascem com o desdobrar de seus projetos. Camadas de seu devir com o DNA soldado num e no outro, não importando a materialidade trabalhada. Um maravilhoso momento de se admirar e repensar a trajetória desse mestre da arte em metais.
Como um ensinante eterno, Vilar descreve como executa seus trabalhos deixando rastros e pistas de seu procedimento de Esculturar: “Primeiro de tudo faço um croqui, ou vários croquis de ângulos diferentes. Na verdade, o primeiro passo vem antes do desenho, vem desse relacionamento, desse diálogo diário e constante com os meus trabalhos aqui no ateliê, se me tirarem de perto não sou capaz de criar, preciso deles, são eles que dão pistas para onde devo ir, vão me sinalizando, eles que dizem se devo ir para um caminho ou outro. É tão importante que quando vendo um trabalho, construo uma maquete, se ainda não tiver para que ele permaneça aqui”, explicou.

Depois dessa primeira etapa Vilar faz a maquete em papel Paraná, mas não se contenta com a de papel porque ela vai acabar, rasgar, pode molhar. “Então faço a maquete de ferro, que me garante a permanência dela aqui e é o mesmo material, o ferro, e nessa hora é que tenho respostas do que preciso para construí-la, em escala maior ou não. Nem sempre saem como estava pensando, nem sempre elas me servem como norteadora de uma escultura maior e aí parto para fazer outra maquete com modificações, até chegar onde eu quero. O processo é mais ou menos assim. Esse é meu procedimento. O contato permanente com meus trabalhos é suficiente para ter coisas novas para fazer”, detalhou.
A exposição é uma realização do IHGVV Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha (presidente Luiz Paulo Rangel), edital de fomento Aldir Blanc, Funcultura, com apoio da PMVV. Curadoria Rosana Paste, e a organização é de Viva Vilar. Abertura no dia 24 de fevereiro, 19h, na Galeria da Casa da Memória de Vila Velha, na Prainha.
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Legado de Luz del Fuego mobiliza evento cultural em Cachoeiro

O Centro de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Espírito Santo) receberá, neste sábado (11), o evento cultural “Ainda há luz?”, das 16h às 21h. A programação vai celebrar a trajetória da artista e ativista Luz del Fuego, (1917-1967) e homenagear Marco Antônio Reis (1997-2025), fundador da Cia NÓS de Teatro. A programação contemplará atrações em diversas linguagens artísticas, em dois locais diferentes.
O evento terá entrada gratuita e contará com recursos de acessibilidade, incluindo intérprete de Libras, audiodescrição, sinalização acessível e distribuição de abafadores de ruído para pessoas com sensibilidade auditiva.
As atividades terão início no espaço Sessão 103, onde ficará a exposição que dá nome ao evento, com obras dos artistas visuais Haysian Costa, Andi Fraga e Mew Mew. Haverá, ainda, a exibição do documentário “Divina Luz”, sobre a trajetória de Luz del Fuego; a inauguração da Biblioteca Marco Antônio Reis; e a realização da performance “Nu Escuro”.
A partir das 17h30, vai ser realizado um cortejo em direção à Praça de Fátima, um dos principais espaços de cultura e lazer de Cachoeiro. No local, está prevista a realização de uma batalha de slam (poesia falada) a partir das 18h, contando com prêmios em dinheiro. Apenas mulheres (cis e trans) poderão participar, e as interessadas precisam se inscrever até sexta-feira (10) por meio de formulário online.
A programação na praça incluirá também: “dança do fogo”, com Raíza Dietrich; intervenção artística “Palavra Colada”, do Cine Por Elas; grafite no tecido, com o artista Nomad; set musical com DJs Avelã e Gabriel Rasta; além de microfone aberto para leituras, depoimentos e homenagens.
O evento tem como ponto de partida o legado de Luz del Fuego, nome artístico de Dora Vivácqua, que nasceu em Cachoeiro. Mulher à frente de seu tempo, ela criou na Ilha do Sol, no Rio de Janeiro, um território radical de liberdade e experimentação voltado ao naturismo, entre os anos 1950 e 1960 – um espaço onde corpos dissidentes encontravam abrigo e onde a arte se afirmava como gesto de enfrentamento ao conservadorismo.
Essa memória se entrelaça à trajetória recente do Centro Cultural Luz del Fuego, criado pela Cia NÓS de Teatro, que funcionou entre setembro de 2023 e abril de 2025 em Cachoeiro. Em meio a um cenário de precarização, o espaço acolheu cursos gratuitos, apresentações, encontros comunitários e diversas ações voltadas à formação e ao fortalecimento de vínculos no território.
No centro dessa história estava Marco Antônio Reis, um dos fundadores do espaço e figura fundamental para a cena cultural cachoeirense, mas que faleceu precocemente no ano passado. “Assim como Dora, Marco construiu um lugar de criação, acolhimento e transformação. Sua trajetória, atravessada também por desafios relacionados à saúde mental, revela a complexidade de sustentar espaços independentes de arte e cuidado em contextos adversos”, comenta Brenda Perim, produtora cultural da Cia NÓS de Teatro.
“Ao aproximar essas duas trajetórias separadas por décadas, mas unidas pelo mesmo gesto fundador”, continua Brenda, “o evento propõe uma leitura sensível e política sobre corpos, arte e resistência. Tanto Dora quanto Marco arderam com intensidade rara, enfrentando incompreensões e limites impostos por estruturas sociais e institucionais, deixando, ainda assim, rastros luminosos”.
O evento “Ainda há luz” é uma realização da Cia NÓS de Teatro, com apoio do Cineclube Jece Valadão, do Sessão 103 e do Levante de Rua. A iniciativa conta com recursos do Funcultura, acessados por meio de edital da Secretaria de Estado da Cultura (Secult-ES).
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Maior festival de hambúrguer do ES chega a 2ª edição com 160 lanchonetes participantes

Experimente abrir um aplicativo de delivery na sua cidade e constate: o hambúrguer é, sem dúvidas, o prato mais pedido pelos “fominhas” capixabas. Seja o clássico “podrão” de bairro ou o enfeitado lanche gourmet, o importante é que seja acompanhado de muita maionese temperada. E é por isso que foi criado um concurso para eleger o melhor hambúrguer do Espírito Santo.
O Circuito Burger, maior festival capixaba de hambúrguer, chega à sua 2ª edição em 2026 mirando ampliar o sucesso do ano passado. Com cerca de 160 lanchonetes participantes, o concurso será realizado em 16 municípios de Norte a Sul do Espírito Santo, onde os clientes poderão provar criações inéditas e exclusivas de um dos pratos mais famosos do mundo. O evento vai acontecer de 10 a 31 de maio por meio do aplicativo Plus Delivery.
A ideia do Circuito Burger é eleger o melhor hambúrguer do ano no Espírito Santo. Para participar, cada lanchonete deve criar uma receita inédita, que poderá ser avaliada pelos clientes que a pedirem por meio da plataforma de delivery de comida.
O concurso tem ainda as categorias Atendimento, Entrega e Qualidade do Produto. E aqui não há limites para a criatividade: pode “podrão”, gourmet, com carne de frango, carne de peixe, sem carne (vegano), com maionese de batata, banana frita, o dobro ou triplo de bacon, acompanhamentos diferentões… e por aí vai.
Na primeira edição do Circuito Burger, em 2025, foram mais de 15 mil lanches vendidos em duas semanas e meia. Ao todo, a movimentação financeira gerada pelo evento foi de mais de R$ 10 milhões nas cidades participantes.
“Neste ano, vamos expandir o que deu certo para mais cidades, incluindo desde os pequenos deliveries até as grandes lanchonetes. Todo o processo, do pedido à votação, acontece dentro do aplicativo Plus Delivery”, afirma Luiz Henrique Sabadini, organizador do Circuito Burger.
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Fábio Carvalho é atração musical do Carnaval de Congo na segunda (13)

O Carnaval de Congo de Máscaras de Roda D’Água, que será realizado na próxima segunda-feira (13), Dia de Nossa Senhora da Penha, vai contar com muita animação com o show de Afro Congo Beat Música e Ancestralidade. A partir das 13h30, o público poderá acompanhar a apresentação no Campo do América.
O responsável pelo show é o músico capixaba Fábio Carvalho, nascido na cidade de Vitória, devoto de São Benedito e pesquisador dos ritmos Afro-capixabas, como o congo. A apresentação irá unir os ritmos tradicionais do congo e do ticumbi do Espírito Santo com elementos contemporâneos, como a música eletrônica. O repertório apresenta ainda canções de álbuns como Quintal Afro Congo Beat e o EP Barracão.
Para o cantor, o álbum “Quintal” é impossível de ser enquadrado em apenas um gênero musical. “Nas dez faixas do álbum, busco as heranças mais antigas dos ritmos regionais do Estado, com músicas de matriz africana e coloco as batidas do congo e do ticumbi para conversar com os beats da música eletrônica. O resultado é um diálogo precioso e dançante da arte popular tradicional com a contemporânea”, explica.
Já o álbum Barracão representa uma renovação da música eletrônica, que busca reconectar-se com suas próprias raízes. “Barracão evoca o drama do Ticumbi, onde a música se desdobra em diferentes atmosferas e linguagens”, afirma.
Essa não será a primeira vez que Fábio participa da Festa de Congo. Mas, dessa vez, a emoção e expectativa são diferentes. “Eu estou feliz por ter sido convocado pelos mestres do Congo. Isso é a realização de um sonho muito antigo meu, de fazer parte dessa festa, não apenas como um mero espectador e um estudioso, um pesquisador da minha cultura, mas, também, como artista, levando o meu show”, finaliza.
Carnaval de Congo
O Carnaval de Congo de Máscaras de Roda D’Água, que será na segunda-feira (13), dia de Nossa Senhora da Penha, conta com programação das 8h às 18h. As festividades serão no Campo do América, na Estrada de Roda D’Água, e terá entrada gratuita. A programação conta com cortejo, show e um grande encontro de bandas de Congo de todo o Estado.
O evento é promovido pela Associação de Bandas de Congo de Cariacica e conta com parceria da Prefeitura do município. A grande festa começa com a concentração das bandas e tem a saída do cortejo até o Campo do América, área principal do carnaval, com cânticos sendo entoados sob sons de tambores e casacas, em homenagem à Nossa Senhora da Penha.
Confira a programação:
– 8h: Início da concentração das bandas de congo na Casa do Congo de Mestre Tagibe
– 9h40: Saída do cortejo da Casa de Mestre Tagibe para o local do evento, Campo do América
– 10h30: Celebração Congueira e benção do Carnaval de Congo no Campo do América
– 12h: Show da Banda Cia Cumby.
– 13h30: Show Afro Congo Beat – Música e Ancestralidade, com Fábio Carvalho
– 14h30: Encontro de Bandas de Congo
– 18h: Encerramento com o canto tradicional “Iaiá você vai à Penha” e show pirotécnico
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