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Andréia Delmaschio consolida trajetória intelectual e amplia sua presença no cenário literário brasileiro

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Andréia Delmaschio consolida trajetória intelectual e amplia sua presença no cenário literário brasileiro
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Produção sólida, diversa e intelectualmente rigorosa, fazem parte da trajetória da escritora Andréia Delmaschio. Seu trabalho articula criação literária, reflexão teórica e atuação docente, afirmando a literatura como campo de pensamento crítico, sensível e profundamente conectado às questões do presente.

Autora de quinze livros publicados, Andréia Delmaschio construiu uma obra que atravessa múltiplos gêneros — poesia, crônica, conto, romance, literatura infantojuvenil, entrevistas, biografias e ensaios — sem jamais perder a coerência de um projeto literário consistente. Cada gênero é tratado como campo de experimentação estética e conceitual, permitindo à autora transitar entre registros íntimos, críticos e ficcionais com fluidez e densidade.

Ao longo de sua obra, temas como memória, identidade, subjetividade, relações de poder, afetos e conflitos sociais aparecem de forma recorrente, sempre atravessados por uma escrita atenta às camadas simbólicas da experiência humana. Seus textos dialogam tanto com o cotidiano quanto com questões estruturais da sociedade brasileira, reafirmando a literatura como espaço de reflexão, questionamento e elaboração sensível da realidade.

A sólida formação acadêmica de Andréia Delmaschio sustenta e tensiona sua prática literária. Doutora em Semiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolveu a pesquisa “A máquina de escrita (de) Chico Buarque”, publicada em livro pela editora 7Letras.

No estudo, a autora realiza uma leitura aprofundada da obra do músico e escritor Chico Buarque, analisando os procedimentos narrativos, poéticos e simbólicos que atravessam sua produção artística. A publicação tornou-se referência para pesquisadores interessados nas relações entre literatura, música e teoria da linguagem, consolidando o diálogo entre crítica acadêmica e criação cultural.

Professora titular do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), ela amplia significativamente o alcance de sua produção intelectual. Como professora titular, ela participa ativamente da formação de estudantes, incentivando práticas de leitura, escrita, análise crítica e reflexão sobre a cultura contemporânea. Sua presença na instituição reafirma o papel dos institutos federais como espaços estratégicos de produção de conhecimento, circulação cultural e fortalecimento das humanidades, especialmente em um contexto de constantes disputas simbólicas em torno da educação pública e da cultura.

O reconhecimento institucional de sua obra se expressa também nas importantes premiações literárias recebidas recentemente. Andréia Delmaschio foi vencedora do V Prêmio internacional UFES de Literatura, na categoria romance, distinção que valoriza produções literárias de excelência. No mesmo período, conquistou o Prêmio Carolina Maria de Jesus, concedido pelo Ministério da Cultura (MinC), também na categoria romance. O prêmio, que leva o nome de uma das maiores vozes da literatura brasileira, possui forte carga simbólica e política, reconhecendo obras que dialogam com a complexidade social do país e com a literatura como instrumento de visibilidade, memória e transformação.

As premiações não surgem como ponto de chegada isolado, mas como desdobramento de uma trajetória construída ao longo de anos de trabalho contínuo, pesquisa rigorosa e compromisso com a escrita. Elas reafirmam a relevância de uma autora que transita com consistência entre os campos acadêmico, literário e educacional, sem hierarquizá-los, compreendendo a literatura como prática viva, atravessada pelo presente e capaz de intervir no debate público.

Em um cenário marcado por desafios às políticas culturais e ao incentivo à leitura, a trajetória de Andréia Delmaschio evidencia a potência de uma produção que alia densidade crítica, liberdade formal e compromisso intelectual. Sua obra reafirma a literatura como lugar de pensamento, invenção e permanência, contribuindo de forma decisiva para a vida cultural brasileira contemporânea e para a formação de novos leitores, escritores e pesquisadores.

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Após 24 anos, banda capixaba AUDIO retorna com “Água e Fogo”

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Após 24 anos, banda capixaba AUDIO retorna com “Água e Fogo”
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Um take de bateria deixado na gaveta por mais de duas décadas. Essa foi a fagulha que acabou incendiando o quarteto capixaba AUDIO para lançar “Água e Fogo”, primeiro material inédito da banda após 24 anos de silêncio.

Com lançamento previsto para o dia 24 de abril, o single foi composto logo após a fase do aclamado “Sonar”, álbum lançado em 2002, muito bem recebido pela crítica e que conquistou o coração de um público que hoje vibra com o retorno da banda, tamanho é o barulho visto desde que os integrantes anunciaram novidades.

“Água e Fogo” já fazia parte do repertório nos shows do AUDIO e o bendito registro da bateria que culminou na conclusão do single foi gravado no ano de 2003.

Leia também: No Dia Mundial do Rock, veja artistas capixabas indicados por especialistas

Um reencontro decisivo

Após 24 anos, banda capixaba AUDIO retorna com “Água e Fogo”
O reencontro dos integrantes aconteceu no dia 23 de novembro de 2024, em Guarapari (ES)

O reencontro dos integrantes aconteceu no dia 23 de novembro de 2024, em Guarapari (ES), no que Hudson Cotta (guitarra e vocal), Giuliano de Landa (guitarra e backings), Rodrigo Loyola (baixo) e Huemerson Cotta (bateria) descrevem como “um belo dia de suas vidas”.

“Entre conversas, cervejas e lembranças, surge a ideia de quebrar o silêncio com o lançamento da faixa”, revela Rodrigo.

Com o apoio de estúdios de amigos as novas gravações foram feitas de forma direta, preservando a energia original da performance: sem polimento excessivo nem tentativa de reconstruir o passado, apenas o gesto de retomar algo que ficou em suspensão.

“Precisamos agradecer ao Rômulo Petarli, Jhenesson (da Hope Rise Produtora), Thiago Amaral e Vinicius Hoffman, que estiveram conosco nesse processo”, lembrou o baixista.

A essência de “Água e Fogo”

Aqueles que ficaram marcados pelos riffs cheios de personalidade de Giuliano, os vocais melódicos e a bela lírica de Hudson, a bateria enérgica de Huemerson e o baixo preciso de Rodrigo, podem ficar tranquilos: a estética sonora de “Água e Fogo” revive o melhor que há no AUDIO de “Sonar”. Ou seja: é novidade com aquela nostalgia gostosa.

Quanto à lírica, Hudson Cotta explica que “Água e Fogo” traduz um estado de colapso silencioso do indivíduo, no qual contradições internas convivem em tensão constante.

“A letra percorre imagens de desconexão e desgaste, traduzindo uma tristeza que já não comove, um corpo que não se sustenta, enquanto recusa a estagnação e busca, no contraste, uma forma de ruptura, equilíbrio ou sobrevivência”, explica o guitarrista e vocalista.

Após 24 anos, banda capixaba AUDIO retorna com “Água e Fogo”
Capa do single “Água e Fogo”

Rodrigo Loyola deixa claro que esse retorno do AUDIO não significa que a banda voltará a tocar ao vivo, até mesmo devido a questões de logística dos integrantes. O guitarrista Giuliano de Landa, por exemplo, reside atualmente na Espanha.

“Esse retorno não parte de uma estratégia de retomada, mas de um reencontro. E também do reconhecimento de que, mesmo após tanto tempo, ainda havia algo ali que merecia ser concluído”, frisa o baixista.

A relevância do AUDIO no underground

O AUDIO marcou corações durante o seu período de atividade no circuito underground brasileiro no início dos anos 2000.

Logo após sua saída do Dead Fish, Giuliano de Landa se juntou ao amigo de faculdade Hudson Cotta para iniciar a banda. Pouco depois, completaram a formação Huemerson Cotta, irmão de Hudson, e Rodrigo Loyola, baixista que já havia tocado com Giuliano.

Em 2002, eles lançaram o disco “Sonar”, que equilibra a urgência do post-hardcore com melodias e letras introspectivas. Com o lançamento do álbum, a banda começou a fazer turnês pelo Brasil, dividindo palco com nomes de peso no cenário independente nacional, como Sugar Kane, Noção de Nada e Garage Fuzz.

“Com o tempo, as novas composições começaram a apontar para outros caminhos. Por volta de 2005, o material já soava como algo que ‘pertencia a outra banda’. O fim veio de forma natural, sem rupturas, sem conflitos, apenas o representando o esgotamento de um ciclo”, concluiu Rodrigo.

SERVIÇO:

Lançamento do single “Água e Fogo”, do AUDIO

Quando: 24 de abril

Link para pré-save: https://share.amuse.io/track/audio-agua-e-fogo


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De Vitória para o mundo: capixaba brilha em curta premiado e disputa o Grande Otelo

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De Vitória para o mundo: capixaba brilha em curta premiado e disputa o Grande Otelo
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A atriz capixaba Raiza Noah vive um momento de destaque na carreira ao integrar o elenco do curta-metragem “BELA LX-404”, produção que vem conquistando espaço no circuito nacional e internacional e agora concorre ao Prêmio Grande Otelo, uma das principais premiações do audiovisual brasileiro. Disponível ao público, o filme depende do engajamento online para avançar na disputa.

Dirigido e roteirizado por Luiza Botelho, o curta é estrelado por Léa Garcia em uma de suas últimas atuações no cinema, ao lado de nomes como Thiago Justino, Henrique Bulhões, Matheus Martins, Ian Braga, Celena Ferreira, André Celant e Fernanda Loubach. A história acompanha o Sr. William, um homem solitário que compra uma robô-esposa esperando um modelo jovem e idealizado, mas recebe BELA LX-404, interpretada por Léa Garcia, com aparência de uma senhora idosa. A partir desse encontro, a narrativa mistura humor, ficção científica e crítica social.

No filme, Raiza Noah assume múltiplos papéis, mostrando versatilidade em cena. “Eu faço a Bela jovem, que é uma das versões que o protagonista espera receber. Também interpreto a Stella, que é uma espécie de assistente virtual, e a atendente de telemarketing que testa completamente a paciência do personagem”, conta a atriz.

A presença de Léa Garcia no elenco é um dos pontos mais marcantes da produção. “Foi uma honra imensa contracenar com a Dona Léa. Mesmo com toda a trajetória e importância que ela tem, ela estava ali, extremamente dedicada, generosa e profissional. Foi uma dessas experiências que a gente leva pra vida inteira”, afirma Raiza. “O filme acabou se tornando também uma homenagem muito bonita a ela, especialmente depois da estreia no Festival do Rio, onde recebemos críticas muito positivas.”

A diretora Luiza Botelho, que faz sua estreia em curtas de ficção, também é destacada pela atriz pelo ambiente criado no set. “A Luiza construiu um espaço muito acolhedor e ao mesmo tempo extremamente profissional. A gente realmente se sentia dentro de uma comédia sci-fi. É impressionante porque é um filme feito com um orçamento muito reduzido, mas que na tela parece uma grande produção”, diz.

Produzido pela Vuyazi Filmes, empresa comandada por Luiza Botelho, o projeto nasce com a proposta de valorizar a diversidade brasileira e o empoderamento feminino. A trajetória do curta reforça esse compromisso. Desde sua estreia mundial no Festival do Rio, em 2024, “BELA LX-404” já acumula 7 prêmios importantes, incluindo Melhor Curta de Ficção no Pan African Film Festival de Los Angeles, um festival qualificatório para o Oscar, além de reconhecimentos por atuação, trilha sonora e caracterização em diferentes mostras.

O filme também percorreu festivais no Brasil e no exterior, com passagens por Toulouse, Lisboa, Suécia e Guiana Francesa, consolidando sua presença no circuito internacional.

Agora, com o filme disponível no Porta Curtas, o público tem papel fundamental no próximo passo da produção. “Assistir já é muito importante, mas avaliar e dar cinco estrelas faz toda a diferença. É rápido, leva um minutinho e pode ajudar o filme a chegar ainda mais longe”, reforça Raiza.

Para assistir e votar: https://portacurtas.org.br//filme/?name=bela_lx404#

A mobilização nas redes sociais tem sido intensa, reunindo equipe, elenco e espectadores em torno da campanha. Para a atriz capixaba, esse movimento coletivo é essencial. “O cinema independente precisa desse apoio. Cada visualização, cada voto, fortalece não só o nosso filme, mas toda uma cadeia que acredita em contar histórias diferentes.”

Com “BELA LX-404”, Raiza Noah amplia sua presença no audiovisual e reforça o potencial de artistas fora do eixo tradicional. “Estar em um projeto com essa repercussão, que dialoga com o público e ainda pode chegar a uma premiação como o Grande Otelo, é muito simbólico. É sobre ocupar espaços e mostrar a força das nossas histórias”, conclui.

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Websérie que transforma paisagens capixabas em música terá lançamento oficial em Vitória

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Websérie que transforma paisagens capixabas em música terá lançamento oficial em Vitória
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A websérie “Compondo na Rua – Sons do Espírito Santo” será lançada nesta quarta-feira (22), às 19h, no Anfiteatro do Brizz Bar, na Enseada do Suá, em Vitória, com entrada gratuita, exibição audiovisual e show ao vivo. O projeto reúne oito cidades capixabas, oito músicas inéditas e uma série documental que transforma paisagens em som.

Idealizado e protagonizado pelo saxofonista e compositor Marcelo Coelho, o projeto percorreu oito pontos turísticos capixabas — Vitória, Vila Velha, Guarapari, Serra, Afonso Cláudio, Ibiraçu, Pedra Azul e Itaúnas — em busca de referências culturais, paisagens e histórias que se tornaram composições inéditas.

O destaque está no método: todas as músicas foram criadas in loco, com papel e caneta, sem o uso de instrumentos, a partir da escuta e da vivência direta com cada lugar e com músicos convidados que têm conexão histórica com as cidades visitadas. O resultado são oito composições instrumentais que formam tanto a trilha sonora da websérie quanto um álbum autoral.

“O Espírito Santo é um território potente, ainda pouco retratado pela música instrumental. Com o ‘Compondo na Rua’, quis criar uma obra que expressasse as paisagens e culturas locais e, ao mesmo tempo, colocasse o estado no mapa da produção musical brasileira”, afirma Marcelo Coelho, doutor em composição pela Unicamp e pós-doutor pela USP. Um dos nomes de referência do jazz no Brasil, ele tem passagens por festivais na América do Sul, Europa e Estados Unidos.

Na noite do lançamento, o público poderá acompanhar esse universo de perto. A programação inclui uma cerimônia oficial com fala de Marcelo Coelho sobre o processo criativo, seguida da exibição da série documental. O encerramento fica por conta do show ao vivo com o artista e sua banda, interpretando as composições criadas ao longo do projeto.

A websérie é composta por oito episódios de cerca de 10 minutos cada, que serão lançados no YouTube e no Instagram, além de terem as faixas disponíveis no Spotify. O projeto inclui ainda um álbum com as oito músicas gravadas em estúdio e oficinas gratuitas de composição e leitura de partitura, que foram realizadas ao longo de março em cada cidade visitada.

O “Compondo na Rua – Sons do Espírito Santo” é uma realização da Lupino Produções, com incentivo da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC).

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