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Política

Big Data MG: Senador Cleitinho é favorito para o governo, Marília Campos lidera ao Senado, Zema com alta aprovação

Avaliação positiva do governador Zema continua sendo um fator de peso

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Real Time Big Data divulgou, nesta semana, uma nova pesquisa de opinião sobre o cenário político de Minas Gerais para as eleições de 2026. O levantamento, realizado entre os dias 11 e 13 de agosto de 2025, ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do estado, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

O estudo traz importantes sinais sobre a disputa pelo governo de Minas, a corrida para o Senado e a avaliação da atual gestão estadual.

Aprovação do Governo Zema

O governador Romeu Zema (Novo) mantém índices expressivos de aprovação. Segundo a pesquisa, 64% dos eleitores aprovam sua gestão, contra 32% que desaprovam. Quando analisada em escala, a avaliação se distribui em 36% que consideram o governo ótimo ou bom, 32% regular e 30% ruim ou péssimo. Os números indicam saldo positivo, mas também revelam certa ambivalência entre eleitores que classificam a administração como apenas regular.

Cenário para o Governo de Minas

Na corrida para o Palácio Tiradentes, o senador Cleitinho (Republicanos) aparece como principal destaque. Nos cenários em que seu nome é testado, ele lidera com ampla vantagem, variando entre 42% e 43% das intenções de voto. Em seguida, aparecem Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Senado, e Alexandre Silveira (PSD), atual ministro de Minas e Energia, com cerca de 18% a 19%.

O vice-governador Mateus Simões (Novo), apontado como possível candidato do campo governista, registra entre 12% e 16% das intenções de voto, ainda limitado pelo alto índice de desconhecimento (57% dos eleitores afirmam não conhecê-lo o suficiente para opinar).

Quando incluído no cartão de estímulo, Alexandre Kalil (PSD), ex-prefeito de Belo Horizonte, surge com 26% das intenções de voto, mostrando competitividade, embora também gere elevado índice de indecisão (29% não sabem ou não responderam). Já o ex-governador Aécio Neves (PSDB) alcança 22%, mas enfrenta forte rejeição: 51% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele de maneira alguma.

Na pesquisa espontânea, sem apresentação de nomes, a pulverização é evidente: 73% dos entrevistados não souberam indicar um candidato. Os nomes mais citados foram Zema (5%), Nikolas Ferreira (2%), Cleitinho (2%) e Kalil (1%).

Votabilidade e rejeição

O estudo também avaliou a taxa de potencial de voto e rejeição dos principais nomes. Cleitinho tem hoje 42% de teto eleitoral (18% votariam com certeza e 24% poderiam votar), mas já soma 33% de rejeição. Rodrigo Pacheco apresenta 36% de teto e apenas 16% de rejeição, além de elevado desconhecimento, o que lhe dá espaço para crescimento. Kalil alcança 33% de teto, mas carrega 28% de rejeição. Já Mateus Simões depende diretamente da transferência de prestígio do governador Zema, enquanto Aécio Neves, apesar do recall, encontra grande resistência entre o eleitorado.

Disputa pelo Senado

Em 2026, Minas Gerais elegerá duas cadeiras para o Senado, e a pesquisa mostra um quadro fragmentado.

No primeiro cenário testado, a deputada federal Marília Campos (PT) lidera com 19%, seguida de perto pelo senador Carlos Viana (Podemos), com 18%. Alexandre Silveira tem 14%, Eduardo Costa 12% e Marcelo Aro 11%. Outros nomes aparecem com até 7%.

No segundo cenário, sem a presença de Marília Campos, a liderança é de Carlos Viana, com 27%. Alexandre Silveira (21%) e Marcelo Aro (19%) aparecem em seguida, mostrando competitividade no campo governista. Já no terceiro cenário, o empate técnico se repete entre Viana (20%), Silveira (17%), Eduardo Costa (17%) e Aro (16%).

A rejeição, porém, pode ser fator decisivo. Viana é o mais rejeitado (41%), seguido de Marília Campos (36%) e Áurea Carolina (30%). Já Silveira e Marcelo Aro aparecem com índices mais baixos (14%), o que pode favorecer sua viabilidade eleitoral em disputas acirradas.

Interpretação do cenário político

Os números evidenciam um ambiente político dinâmico em Minas Gerais. A liderança de Cleitinho indica favoritismo inicial, mas sua rejeição significativa sugere que sua trajetória eleitoral dependerá da capacidade de manter a imagem positiva e evitar polarizações negativas.

O campo governista, representado por Mateus Simões, ainda precisa transformar a aprovação de Zema em intenção de voto, o que pode ser determinante para manter o grupo no poder. Já Rodrigo Pacheco aparece como opção moderada, com espaço para crescimento caso amplie sua exposição e articulação estadual.

No Senado, a fragmentação é a marca principal. A eleição de duas cadeiras abre a possibilidade concreta de que os dois principais campos políticos do estado — centro-direita e esquerda — conquistem uma vaga cada, desde que evitem dispersão interna.

Metodologia

A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 13 de agosto de 2025, com 1.500 entrevistas presenciais e por telefone em todas as regiões de Minas Gerais. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um intervalo de confiança de 95%.

Conclusão

A pesquisa Real Time Big Data mostra que, a pouco mais de um ano das eleições, Minas Gerais tem um cenário aberto, com Cleitinho em vantagem, mas sem garantias de consolidação, e uma disputa senatorial fortemente fragmentada. A avaliação positiva do governador Zema continua sendo um fator de peso, mas sua transferência para eventuais aliados ainda é incerta.

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Bônus Moradia: mais um sonho da casa própria é realizado no bairro Grande Vitória

Para a líder comunitária do bairro, Drica Monteiro, a entrega vai além da conquista individual

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O sentimento de renovação e a certeza de ter, finalmente, um lar próprio e seguro marcaram a vida de Lucas Souza na tarde desta quarta-feira (20), no bairro Grande Vitória. Ele recebeu das mãos da equipe da Secretaria de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec) a chave de sua nova residência, por meio do programa Bônus Moradia, integrante do Casa Feliz e Segura, que já beneficiou 251 famílias em Vitória com moradias dignas e seguras.

A cerimônia de entrega contou com a presença da vice-prefeita de Vitória, Cris Samorini, do subsecretário de Habitação, Tiago Benezoli, além de representantes da sociedade civil.

“O programa Casa Feliz e Segura segue realizando o sonho das famílias capixabas. Hoje estamos aqui concretizando o sonho da casa própria do Lucas. É um momento de muita emoção, e essa emoção se traduz nos resultados que estamos conquistando. Vamos juntos continuar avançando e cuidando da população”, destacou Samorini.

A trajetória de Lucas
Natural de Ecoporanga, Lucas chegou a Vitória em busca de emprego, mas enfrentou grandes dificuldades. Passou por um período em situação de rua e, em 2020, passou a viver na ocupação da escola São Vicente, na Cidade Alta, onde permaneceu por dois anos. Depois, foi acolhido no alojamento provisório municipal, em São Cristóvão, onde viveu por cerca de dois anos e meio.

Em 2022, foi inserido no Benefício Transitório e, em 2024, assinou o termo de adesão ao programa Auxílio Moradia. Desde então, recebeu acompanhamento da equipe técnica da política habitacional, que analisou e indicou sua inclusão em uma nova unidade.

“É uma alegria muito grande. Desde o dia em que vim conhecer a casa, eu já sabia que seria ela. Passei por muitas coisas, não foi fácil, mas sempre acreditei que tudo acontece no tempo certo. Hoje tenho um lar, estou trabalhando e conquistando minhas coisas”, comemorou Lucas.

Além da residência, ele recebeu um kit de eletrodomésticos com televisão, geladeira e fogão, garantindo mais conforto e dignidade no início dessa nova fase.

Para a líder comunitária do bairro, Drica Monteiro, a entrega vai além da conquista individual:

“A vida de mais uma pessoa está sendo transformada. Com a entrega da casa, a Prefeitura de Vitória traz esperança para o bairro. Tenho certeza que muitas coisas boas virão.”

Sobre o Bônus Moradia
Criado para atender famílias em situação de vulnerabilidade, o Bônus Moradia ofertava, inicialmente, um subsídio de R$ 24 mil. Em 2010, o valor foi atualizado para R$ 39 mil, em 2017 passou para R$ 60 mil e, na atual gestão, foi ampliado para até R$ 100 mil.

Regido pelas Leis Municipais nº 6.967/2007 e nº 6.592/2006, o programa atende moradores deslocados compulsoriamente por obras urbanas, riscos estruturais e geológicos, preservação ambiental ou ocupação de áreas inadequadas para habitação.

Entre as principais vantagens do benefício está a possibilidade de aquisição de imóveis em qualquer município do Espírito Santo e a agilidade no processo de concessão, com prazo médio de apenas três meses — um diferencial em relação a outros programas habitacionais.

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Política

Adultização: Câmara aprova PL para combater erotização de menores

Parte da oposição votou a favor do texto depois de conseguir modificações no relatório do deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI)

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Imagem mostra deputados da base do governo e da oposição chegaram a um consenso sobre o texto final depois de horas de negociações - (crédito: Kayo Magalhães/Câmara)
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A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (20/8), em votação simbólica, o projeto de lei que combate a adultização nas redes sociais e obriga plataformas a proteger menores nos ambientes digitais.

A urgência do texto já havia sido aprovada na noite de terça (19), sob protestos de deputados de oposição, que alegavam que o projeto dá poderes de censura ao governo federal.

O relator da proposta, Jadyel Alencar (Republicanos-PI), acatou — com a bênção do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) e em diálogo com a base do governo — uma série de sugestões feitas pelos partidos de oposição para impedir, segundo disseram os deputados, que o texto fosse utilizado pelo Executivo para “censurar conteúdos de direita” nas redes sociais.

Uma das principais mudanças foi em um trecho que trata da criação de uma autoridade administrativa autônoma para proteger os direitos de crianças e adolescentes no ambiente digital.

O relator alterou o texto para que a criação seja feita por meio de uma lei, e não mais por iniciativa do governo federal, como previa a versão anterior do projeto. Para a oposição, essa mudança foi essencial para evitar arbitrariedades por parte do Poder Executivo.

Outra modificação foi no trecho que previa a remoção de conteúdos criminosos em redes sociais. Os pedidos de retirada de conteúdo prejudicial agora só poderão ser feitos às plataformas pelas vítimas, por seus representantes, pelo Ministério Público, ou por entidades representativas de defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

Outra mudança, costurada diretamente pelo lobby das big techs, derrubou a obrigatoriedade de que as plataformas limitassem o acesso de crianças e adolescentes a serviços desenvolvidos para adultos.

O relator alegou, com base em argumentos apresentados pela Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp) e pelo Google que esse trecho lhes “transferia integralmente uma função que, constitucionalmente, deve ser exercida de forma solidária entre Estado, família e sociedade”.

Com a mudança, as plataformas terão que permitir que os familiares controlem o acesso dos menores às plataformas.

Foram mantidos no texto, que tem 41 artigos, os princípios de proteção a menores contra intimidação, abuso ou ameaças e contra a exploração comercial — como o direcionamento de anúncios com base em informações coletadas pelas big techs, por exemplo. As plataformas também seguem obrigadas a prevenir o acesso a conteúdos prejudiciais, como abuso sexual, bullying e promoção de produtos destinados a adultos.

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Política

Câmara aprova urgência de PL da adultização, e Motta tem bate-boca com bolsonaristas

Projeto contra a adultização teve a urgência aprovada após reunião de líderes nesta terça-feira (19); deputado bolsonarista comparou Hugo Motta ao ministro Alexandre de Moraes, do STF

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O presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) durante reunião de líderes nesta terça-feira (19) - (crédito: Marina Ramos/Câmara)
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Projeto contra a adultização teve a urgência aprovada após reunião de líderes nesta terça-feira (19); deputado bolsonarista comparou Hugo Motta ao ministro Alexandre de Moraes, do STF

A Câmara dos Deputados aprovou, na tarde desta terça-feira (19/8), um requerimento de urgência para o projeto de lei 2.628 de 2022 que dispõe sobre a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. A urgência entrou na pauta depois de uma reunião de líderes apesar do posicionamento contrário da oposição.

A aprovação foi feita de forma simbólica sem orientação de bancadas, o que gerou um bate-boca entre deputados bolsonaristas e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Depois do anúncio do resultado, deputados de oposição pediram que a votação fosse registrada nominalmente, o que foi negado por Motta. “Deputado (Carlos) Jordy, tem que estar em plenário para pedir votação nominal. Ninguém pediu”, disse o presidente ao deputado Carlos Jordy (PL-RJ).

“Eu quero, sinceramente, não quero acreditar que vossa excelência esteja fazendo escola com Alexandre de Moraes. Porque o presidente que muitas vezes tem sido democrático quer tratorar toda uma bancada que é contrária a essa proposta”, disse Jordy em uma questão de ordem — quando deputados apontam problemas nos trabalhos com base no Regimento Interno.

Motta subiu o tom e respondeu a questão de ordem utilizando o regimento. Manteve sua posição e em seguida passou à discussão do requerimento seguinte, que muda o Regimento Interno para punir deputados que obstruam os trabalhos da Casa — uma resposta justamente aos bolsonaristas que ocuparam a Câmara há duas semanas.

Braço da ditadura”

A oposição, no entanto, continuou a protestar. O líder do Novo, deputado Marcel van Hattem (RS) disse que Motta “contribui” para a censura e aproveitou para criticar o projeto de punição aos deputados. “Com esse projeto de resolução agora, vossa excelência pode vir a ser o braço da ditadura sentado na cadeira de presidente”

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que integra a base do governo, também entrou no assunto e criticou o que chamou de “concentração de poder” nas mãos do presidente da Câmara para tomar a decisão de punir deputados que obstruírem os trabalhos.

“Eu estimo que o presidente Hugo Motta use esse poder com parcimônia. Amanhã eu não sei quem será o presidente. E eu não quero que seja ao arbítrio que possa produzir arbitrariedades”, disse o parlamentar.

Motta respondeu. “Nós estamos pautando, deputado Orlando, essa matéria diante do grave ocorrido que esta Casa viveu na retomada dos trabalhos. Todos aqueles que aqui estavam e participaram daqueles momentos sabem que momentos como aquele não podem e não irão se repetir aqui nesta Casa sob a nossa presidência”, afirmou o presidente da Câmara.

Hugo Motta elevou o tom de voz e alegou que os deputados estavam apenas deliberando sobre a urgência e que o projeto será devidamente discutido com a designação de um relator.

“Essa é uma ideia inicial. Não há, desta presidência, o interesse de hipertrofiar os seus poderes. O que há desta Presidência da Mesa da Casa ao apresentar este projeto é o desejo de preservar o bom funcionamento da Câmara”, bradou Motta.

 

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