Economia
Bolsa Família não retira mulheres do mercado de trabalho, diz FMI
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Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) constatou que o programa do governo federal Bolsa Família não reduz a participação das mulheres na força de trabalho, a não ser para aquelas com crianças de até seis anos.
Nesse caso, o mercado de trabalho encontra uma menor participação feminina, por conta das responsabilidades em casa, tarefas domésticas e cuidado com a família.
Ainda de acordo com o estudo, as mulheres gastam em média dez horas a mais por semana no cuidado doméstico não remunerado do que os homens.
O estudo mostra, ainda, que a presença das mulheres na força de trabalho é importante para o crescimento do país. Para se ter uma ideia, se a diferença da participação de homens e mulheres no mercado de trabalho caísse de 20 para 10 pontos percentuais, até 2033 o crescimento do país poderia aumentar meio ponto percentual.
E são elas as responsáveis pela administração do dinheiro que entra em casa. Quase 85% das famílias que recebem o Bolsa Família são chefiadas por mulheres.
São os filhos pequenos que acabam levando essas mulheres para fora do mercado de trabalho.
Segundo o FMI, metade deixa de trabalhar fora até dois anos depois do nascimento do primeiro filho. A solução, segundo a pesquisa, é ampliar o acesso a creches, incentivar o trabalho remunerado e resolver as diferenças salariais.
Fonte: Agência Brasil
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Economia
FGC antecipa até R$ 1 mil em garantias a clientes do Will Bank
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18 horas atrásem
13 de fevereiro de 2026
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) vai antecipar o pagamento de até R$ 1 mil para credores do Will Bank. A medida pode beneficiar cerca de 6 milhões de pessoas e será feita diretamente pelo aplicativo da instituição bancária.
O valor a ser antecipado corresponde a aproximadamente R$ 200 milhões e beneficiará correntistas principalmente de baixa renda, o público-alvo da instituição. Além da antecipação, há R$ 25 milhões de saldos em contas de pagamento, que também serão liberados no aplicativo do Will Bank.
A instituição, que integrava o conglomerado do Banco Master, teve a liquidação decretada pelo Banco Central (BC) em janeiro. Como a consolidação da lista completa de credores ainda não foi finalizada, o Fundo Garantidor de Créditos decidiu antecipar o pagamento para clientes com valores de até R$ 1 mil cobertos pela garantia.
Quem tem valores acima de R$ 1 mil ou investiu por meio de plataformas de investimentos deverá aguardar e pedir o ressarcimento pelo aplicativo do próprio FGC, após a conclusão da lista dos credores.
Balanço
O FGC também atualizou o balanço da liberação dos recursos das liquidações do Banco Master, da Master Investimento e do Letsbank. Até o momento, foram pagos R$ 37 bilhões em garantias a credores do conglomerado ao qual o Will Bank pertencia, o equivalente a 91% do total previsto. Ainda há cerca de 9% de investidores que não iniciaram o pedido de ressarcimento.
Contas de pagamento
O Will Bank não operava como banco tradicional com conta corrente. A instituição funcionava como financeira e instituição de pagamento, oferecendo contas de pagamento, modalidade em que o saldo do cliente deve ficar depositado numa conta específica no Banco Central.
Nessas contas, o dinheiro não pode ser usado pela instituição para conceder crédito ou realizar outras operações típicas de banco comercial. Parte dos valores aplicados pelos clientes era direcionada automaticamente para Certificados de Depósito Bancário (CDB), que contam com cobertura do FGC até o limite legal de R$ 250 mil por CPF.
Segundo o BC, os recursos das contas de pagamento ficam separados do patrimônio da instituição, o que garante o ressarcimento aos clientes.
Têm direito à antecipação:
- Clientes diretos do Will Bank;
- Com valores elegíveis à garantia do FGC;
- Limitados a até R$ 1 mil.
O limite geral de cobertura do FGC é de até R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).
Nessa fase, no entanto, a liberação é restrita ao teto de R$ 1 mil por cliente.
Passo a passo para pedir o ressarcimento
- Acesse o aplicativo do Will Bank onde estará disponível a opção específica para a antecipação do pagamento.
- Confirme seus dados cadastrais e o sistema fará a validação das informações pessoais.
- Verifique o valor disponível, e após a validação será exibido o valor elegível à cobertura do FGC, limitado a R$ 1 mil.
- Confirme o aceite digital. O pedido é formalizado por meio de confirmação eletrônica dentro do aplicativo.
- Transfira o dinheiro. Depois da liberação, o cliente deverá transferir o valor para uma conta de mesma titularidade, para poder movimentar o dinheiro.
Atenção a golpes
O FGC e o Will Bank alertam que não fazem contato por telefone, mensagens ou redes sociais para pedir senhas, códigos ou dados pessoais.
Não há intermediários autorizados para “facilitar” ou “antecipar” pagamentos. Em caso de dúvida, o cliente deve buscar apenas os canais oficiais das instituições.
O que é o FGC
O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada em 1995 para proteger depositantes e investidores em caso de quebra de instituições financeiras autorizadas a funcionar no Brasil. A cobertura é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, respeitados os limites estabelecidos em regulamento.
Fonte: Agência Brasil
Economia
Ambulantes que se formalizaram como MEI crescem 45% em 2 anos
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23 horas atrásem
13 de fevereiro de 2026
O número de ambulantes formalizados microempreendedores individuais (MEI), em 2025, cresceu 45% em relação a 2023. Mais de 56 mil profissionais que comercializam nas ruas se registraram como MEI no ano passado, contra 38 mil em 2023 e 42 mil em 2024.
Os dados são do DataSebrae, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A entidade comemora o número maior de formalização desses trabalhadores e espera que a categoria aproveite o boom do carnaval.
Na Bahia, foram 2,9 mil ambulantes formalizados como MEI no ano passado, 39% a mais do que em 2023. No Rio de Janeiro, foram 6,5 mil, aumento de 54% na comparação com dois anos antes. Em São Paulo, houve a formalização de 16 mil ambulantes no ano passado, 43% a mais do que em 2023.
“Esses profissionais são essenciais para a festa [carnaval], que deve movimentar cerca de R$ 18,6 bilhões neste ano”, disse a instituição, acrescentando que “a maior festa popular do mundo é feita pelos pequenos negócios”.
No período do carnaval, o Sebrae realiza uma ação em Salvador para promover empresas de micro e pequeno porte durante a folia em segmentos como moda, economia, alimentos e bebidas no circuito Barra-Ondina. O objetivo é mostrar que a festa é um grande espaço de geração de renda.
Ainda segundo o Sebrae, na Bahia, os pequenos negócios são quase a totalidade dos segmentos de bares, restaurantes e alimentação fora do lar (98,6%) e de transporte e receptivo turístico (97%). Eles também representam 84,1% dos hotéis e meios de hospedagem.
A expectativa é de que mais de 1,2 milhão de turistas cheguem à capital soteropolitana e movimentem mais de R$ 1,8 bilhão.
MEI
O Microempreendedor Individual (MEI) é a forma mais simples de formalização profissional, abrindo a possibilidade de ter um CNPJ.
O faturamento do MEI pode ser de até R$ 81 mil por ano, com direito à contratação de até um funcionário para auxiliar nas suas tarefas.
Fonte: Agência Brasil
Economia
Capacitações e empreendedorismo são caminhos para aumentar presença feminina na ciência
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1 dia atrásem
13 de fevereiro de 2026
Elas representam apenas cerca de 33,3% das pessoas pesquisadoras no mundo e 35% do total de estudantes nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (Stem), segundo a Unesco, mas vêm mostrando que é possível transformar um cenário historicamente desigual em espaço de protagonismo, inovação e geração de negócios. Mais do que discutir estatísticas, o desafio é avançar em soluções concretas que passam por três frentes principais: qualificação técnica, fortalecimento de redes de apoio e ampliação da presença feminina em ambientes estratégicos de inovação.
A relevância do assunto levou à criação do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência (11 de fevereiro), em 2015, pela Unesco. O propósito da data é manter a discussão latente na sociedade, fortalecendo o compromisso global com a igualdade de direitos entre homens e mulheres, principalmente do ponto de vista da educação. A gestora de startups do Sebrae/ES, Isabella Calmon, acredita que o primeiro passo para promover a mudança é romper barreiras culturais ainda presentes. “Muitas meninas deixam de seguir essas carreiras por falta de incentivo, ausência de referências femininas e medo de não pertencer a esses espaços. Mas isso pode ser transformado com informação, visibilidade e oportunidades reais de desenvolvimento”.
Segundo levantamento do Sebrae nacional, 43% das lideranças em tecnologias disruptivas baseadas em avanços científicos que passaram pelo programa Catalisa ICT são mulheres. O índice é bem acima do mercado (cerca de 16%), de acordo com a Associação Brasileira de Startups.
Outra iniciativa anual do Sebrae é o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, que, na categoria Ciência e Tecnologia, reconhece e dá visibilidade a mulheres que lideram iniciativas de impacto no setor. Mais um exemplo de ação afirmativa é o edital “Mulheres na Ciência”, da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), que estimula o desenvolvimento de pesquisas lideradas por mulheres no estado.
Mulheres capixabas se destacam na inovação
A advogada Maria Luiza Fontenelle, fundadora da startup +Jus, demonstra como a presença feminina tem ampliado seu impacto da inovação. À frente de uma empresa que utiliza Inteligência Artificial para simplificar a linguagem jurídica, ela atua em um setor tradicionalmente masculino, transformando tecnologia em ferramenta de acesso à justiça.

Maria Luiza Fontenelle, advogada e fundadora do +Jus “A tecnologia precisa de diferentes olhares para inovar”, afirma. Para ela, ver mulheres liderando negócios de base tecnológica ajuda a ampliar horizontes e mostrar que não existe um único perfil para empreender.
Outro exemplo é a empreendedora Daniela Vieira, que fundou a plataforma Ciência pra Vida. Pesquisadora de formação, ela transformou sua trajetória acadêmica em negócio ao criar soluções educativas baseadas em experimentação científica para a primeira infância. A reinvenção veio após precisar se afastar dos laboratórios durante a maternidade.
“Durante a gestação, precisei me afastar dos laboratórios, mas a ciência nunca saiu de mim. Ela apenas encontrou um novo espaço para acontecer. Conhecimento não se perde, ele se transforma”, destaca. O fortalecimento da presença feminina na ciência e na tecnologia não é apenas uma pauta de inclusão, mas estratégia de desenvolvimento.
“Ambientes diversos tendem a gerar soluções mais completas, inovadoras e conectadas à realidade social”, acrescentou a gestora de startups Isabella Calmon. “Por isso, capacitar-se, participar de comunidades, frequentar eventos, buscar mentorias e transformar conhecimento em negócio são passos concretos para ampliar essa presença. Mais do que ocupar cadeiras, trata-se de liderar projetos, criar soluções e influenciar decisões.
Da ciência ao empreendedorismo
Apaixonada pela ciência desde a infância, quando já dizia que queria “explicar as coisas do mundo”, a fundadora da Ciência pra Vida, Daniela Vieira, construiu sua trajetória a partir da investigação científica. Os maiores desafios surgiram com a maternidade, período em que precisou se afastar dos laboratórios de química orgânica por questões de segurança, exigindo adaptação e reorganização profissional.

A experiência levou à reinvenção da carreira e ao empreendedorismo: os conhecimentos científicos passaram a ganhar forma em projetos educativos voltados à primeira infância, que hoje se traduzem em soluções como o Box Pequeno Cientista (laboratório portátil voltado para famílias, professores e escolas), a Plataforma Pequeno Cientista (dá acesso à metodologia, às experiências e aos materiais pedagógicos) e a formação de professores (capacita educadores a aplicarem a metodologia de forma intencional e significativa). A proposta utiliza experiências científicas como ferramenta de desenvolvimento integral, estimulando curiosidade, autonomia e pensamento crítico desde cedo.
“Durante a gestação, precisei me afastar dos laboratórios, mas a ciência nunca saiu de mim. Ela apenas encontrou um novo espaço para acontecer. As mulheres podem se inspirar reconhecendo que conhecimento nunca se perde, ele se transforma”, afirma.
Para a empreendedora, a ciência não precisa seguir caminhos lineares e pode se transformar em oportunidades de impacto social, geração de renda e inspiração para outras mulheres ocuparem e permanecerem em áreas ainda pouco exploradas por elas.
Comunidades e conexões estratégicas
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Fonte: Agência Sebrae – ES

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