Entretenimento
Clitória Musicalis: álbum que resgata três décadas de produção feminina no ES chega ao streaming
Publicado
4 semanas atrásem

Se a história da música capixaba fosse contada apenas pelos registros oficiais, muitas vozes femininas fundamentais teriam permanecido silenciadas. Mas isso vai mudar agora. Nesta sexta-feira, 9 de janeiro, esse cenário ganha um novo capítulo de reparação histórica.
O projeto Clitória Musicalis lança nas plataformas de streaming seu álbum completo, documento sonoro que tira da invisibilidade a produção autoral de compositoras do Espírito Santo dos últimos 30 anos. O lançamento digital, com nove canções, é o prelúdio de uma grande celebração presencial: no dia 17 de janeiro, sábado, às 20 horas, o Teatro Virgínia Tamanini (Sesc Glória) recebe o show oficial, reunindo no mesmo palco intérpretes que deram vida nova a essas obras.
O projeto é fruto de uma pesquisa profunda que mapeou canções de alta qualidade artística. Músicas que, por barreiras de mercado ou gênero, tiveram pouco ou nenhum registro nas últimas décadas. Realizado com recursos da Lei Rubem Braga, o Clitória Musicalis tem direção e produção musical da compositora e produtora Joana Bentes, que orquestrou uma ponte entre gerações: o álbum une a poesia e a melodia de compositoras históricas à força de artistas da cena contemporânea.
“Considero muito grave que a maior parte desse material não esteja acessível. A música capixaba produzida por mulheres precisa desse destaque, sobretudo quando consideramos um ambiente musical atravessado pelo machismo e por práticas que, no dia a dia, invisibilizam ou calam as mulheres”, pontua Joana Bentes sobre a missão de combate ao apagamento.
O repertório: nove canções, nove vozes
O álbum apresenta uma diversidade rítmica e poética que prova a potência da produção feminina. O repertório completo, que será executado na íntegra no show do dia 17, traz os seguintes encontros:
– Pulo do Gato (Daniela Moraes / Katia Brinco) – Intérprete: Ada Koffi
– Tem Que Ser Você (Daniela Moraes) – Intérprete: GAVI
– Samba Rápido (Márcia Coradine) – Intérprete: Joana Bentes
– Central Park (Kátia Rocha / Elisa Lucinda) – Intérprete: Joana Bentes
– Jacarandá (Elisa Lucinda / Márcia Coradine) – Intérprete: Eloá Puri
– Notícias de Paris (Ester Mazzi) – Intérprete: Roberta de Razão (Lorena Bonna)
– Ando Bem (Denise Pontes) – Intérprete: Karola Balves
– Gigi (Tamy / Sanny Lys) – Intérprete: Rany Baby
– Por Ela ou Por Você (Tati Wuo / Mate Wuo) – Intérprete: S.Y.M.A
Quebrando armaduras no estúdio
A sonoridade do disco reflete não apenas apuro técnico, mas uma construção afetiva e política. As gravações ocorreram no Estúdio Funky Pirata, em Vitória, com uma equipe técnica e banda base formadas majoritariamente por mulheres.
Segundo Joana, esse ambiente seguro transformou o processo. “Foi muito interessante ver a ‘armadura’ sendo desfeita na nossa frente. As musicistas muitas vezes chegam aos estúdios e shows com uma postura de defesa, pois precisam ser excepcionais para se colocarem no mercado. Nós precisamos ser ‘fora da curva’ o tempo todo. Mas ali, só com mulheres praticamente, essa barreira foi quebrada”, relata, lembrando a emoção das novas artistas ao terem o primeiro contato com as obras das compositoras originais.
A banda base responsável pela execução do álbum e que subirá ao palco do Sesc Glória é formada por Maressa Machado (bateria), Thaysa Pizzolato (sintetizadores), Yasmin Miyeko (baixo), Paula Pividori (guitarra) e Dora Dalvi (violão).
SERVIÇO:
1. Lançamento do Álbum “Clitória Musicalis”
– Quando: Sexta-feira, 09 de janeiro de 2026
– Onde: Todas as plataformas de streaming
2. Show de Lançamento
– Quando: Sábado, 17 de janeiro de 2026, às 20 horas
– Local: Teatro Virgínia Tamanini – Centro Cultural Sesc Glória (Centro de Vitória)
– Ingressos: Entrada Franca
– Classificação: Livre
Ficha Técnica Resumida:
– Direção e Produção Musical: Joana Bentes
– Mixagem e Masterização: Anna Vis
– Patrocínio: Lei Rubem Braga (PMV)
Você pode Gostar
Entretenimento
Guarapari recebe festival gratuito na Praia do Morro com mais de 10 atrações
Publicado
9 horas atrásem
4 de fevereiro de 2026
Entre os dias 5 e 8 de fevereiro, a Praia do Morro, em Guarapari, será o palco do Guarapari Music Festival. Instalado ao lado do Parque Filadélfia, o evento oferece quatro dias de programação gratuita com um line-up eclético: são mais de dez atrações que transitam pelo sertanejo, pagode, axé, pop rock, reggae, funk, congo e MPB.
A abertura será na quinta-feira (5), com show da banda Sambasoul, às 20 horas, seguida da apresentação da banda Casaca, às 22 horas. Na sexta-feira (6), sobem ao palco Anderson Ventura, às 19 horas, Pagode e Cia, às 21 horas, e Jefinho Faraó e Funk Retrô, às 23 horas.
Já no sábado (7), a programação começa às 19 horas com o Luau do Casanova, seguido por Pele Morena, às 21 horas, e Magioni, às 23 horas. O encerramento, no domingo (8), fica por conta do grupo Pedala Samba, às 18 horas, da cantora Flavia Mendonça, às 20 horas, e da dupla Breno e Bernardo, às 22 horas.
Nos intervalos das apresentações, a animação do público fica por conta dos DJs XL e Relima. Segundo os idealizadores do projeto, Oscar Soares e Wellington Rosa, o objetivo é resgatar a essência das férias no estado. ‘Queremos proporcionar as memórias dos verões capixabas, com eventos pós-praia e valorização das bandas locais, unindo música, gastronomia e convivência familiar em um ambiente leve’, afirmam.
Praça gastronômica
Além da música, o público poderá desfrutar de uma praça gastronômica com opções para todos os gostos e bolsos, com pratos a partir de R$ 12. O cardápio inclui desde os clássicos hambúrgueres e pizzas até o tradicional churrasquinho. As crianças também têm diversão garantida em uma área kids exclusiva (serviço tarifado).
O festival é realizado por Anauê Produções e Bloco Surpresa, e apoio da Prefeitura Municipal de Guarapari.
Serviço
Evento: Guarapari Music Festival
Data: 05 a 08 de fevereiro
Horários: 17h às 01h
Local: Av. Celso Bastos Couto. Quadra 112, Praia do Morro – Guarapari, lado do Parque Filadélfia.
Entrada: Gratuita
Programação Musical
05/02 (qui) – 20h: Sambasoul
05/02 (qui) – 22h: Casaca
06/02 (sex) – 19h: Anderson Ventura
06/02 (sex) – 21h: Pagode e Cia
06/02 (sex) – 23h: Jefinho Faraó e Funk Retrô
07/02 (sáb) – 19h: Luau do Casanova
07/02 (sáb) – 21h: Pele Morena
07/02 (sáb) – 23h: Magioni
08/02 (dom) – 18h: Pedala Samba
08/02 (dom) – 20h: Flávia Mendonça
08/02 (dom) – 22h: Breno e Bernardo
Nos intervalos: Dj XL e Dj Relima
Entretenimento
Exposição “Arte em todos os sentidos” no MAES entre fevereiro e abril
Publicado
11 horas atrásem
4 de fevereiro de 2026
Entre fevereiro e abril, o Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (MAES), no Centro de Vitória, abre suas salas para uma exposição que propõe ao público um encontro ampliado com a produção artística moderna e contemporânea brasileira a partir de um recorte singular: o olhar construído ao longo de décadas por um colecionador privado. A mostra Arte em Todos os Sentidos apresenta 41 obras de 36 artistas capixabas e nacionais, reunidas a partir de um acervo particular que, pela primeira vez, passa a ser compartilhado de forma sistemática com o grande público.
A exposição integra o projeto Acervo RDA – Preservação e Difusão do Acervo Ronaldo Domingues de Almeida na Midiateca Capixaba, iniciativa voltada à preservação, organização e disponibilização pública de um conjunto expressivo de obras de arte. O projeto foi contemplado no Edital nº 18/2024 da Secretaria da Cultura do Espírito Santo e conta com recursos do Funcultura e da Política Nacional Aldir Blanc, do Ministério da Cultura, articulando ações de difusão cultural, memória e acesso democrático à arte.

O recorte apresentado no MAES evidencia a diversidade de linguagens, suportes e gerações que atravessam a coleção. Pinturas, gravuras, desenhos, fotografias e esculturas compõem um percurso que permite observar aproximações e contrastes entre diferentes momentos da arte brasileira, sem a pretensão de estabelecer uma narrativa linear ou cronológica. A exposição propõe, antes, uma leitura aberta, em que obras e artistas se colocam em relação a partir da experiência sensível do visitante.
A curadoria parte da compreensão de que uma coleção privada, quando exposta publicamente, deixa de operar apenas como expressão de um gosto individual e passa a atuar como dispositivo cultural. Nesse deslocamento, o acervo assume caráter público e contribui para a construção de repertórios compartilhados, ampliando o debate sobre memória, território e produção artística.

Um dos eixos centrais da mostra é a convivência entre artistas amplamente reconhecidos no cenário nacional e nomes fundamentais da produção capixaba. No caso dos artistas do Espírito Santo, a seleção privilegia obras que revelam facetas menos evidentes de suas trajetórias. Já a presença de artistas de outros estados — alguns deles raramente exibidos em Vitória — amplia o campo de referências e insere a produção local em diálogo com contextos mais amplos da arte brasileira.
O título Arte em Todos os Sentidos nasce a partir de uma obra de Paulo Bruscky, integrante do acervo, e funciona como chave conceitual da exposição. A escolha aponta para a ideia de arte como experiência que ultrapassa o campo visual, envolvendo comunicação, percepção e reflexão.
A abertura do acervo ao público é resultado de um processo de amadurecimento do próprio colecionador, Ronaldo Domingues de Almeida, que atua como curador adjunto da exposição. Em seu depoimento, ele destaca que a coleção não foi pensada como projeto desde o início, mas se constituiu de maneira espontânea, a partir do convívio cotidiano com a arte e das relações estabelecidas com artistas ao longo do tempo.
“Nunca planejei formar um acervo ou me tornar colecionador. Queria apenas conviver com arte no meu espaço cotidiano. Foi pelas pessoas — amigos, artistas, visitas — que me vi reconhecido como colecionador, antes mesmo de assumir essa condição para mim”, afirma.

Segundo Almeida, o crescimento do acervo esteve sempre ligado à experiência proporcionada por cada obra, combinando interesse estético, reflexão e uma dimensão afetiva que orientou suas escolhas. Com o passar dos anos, no entanto, a permanência das obras restrita ao espaço privado passou a ser questionada.
“Com o tempo, a pergunta tornou-se inevitável: qual o sentido de manter tantas obras restritas a poucos? Dessa inquietação nasceu a vontade de partilhar, de transformar o privado em público”, relata.
Esse desejo de compartilhamento se concretiza agora em duas frentes complementares: a exposição física no MAES e a digitalização das obras para inserção na Midiateca Capixaba. Para o colecionador, mesmo em um contexto em que a obra de arte circula como mercadoria, ela preserva uma dimensão simbólica que exige circulação, encontro e fruição coletiva para cumprir plenamente sua função social.
O acervo de Ronaldo Domingues de Almeida reúne centenas de obras de aproximadamente 100 artistas, entre modernos e contemporâneos, com forte presença de artistas capixabas. Integram esse conjunto nomes históricos como Homero Massena, Levino Fânzeres e Álvaro Conde, além de artistas contemporâneos como Hilal Sami Hilal, Andreia Falqueto, Júlio Tigre, Sandro Novaes, Claudia Colares, Orlando de Faria Rosa, Lando, Didico e Rick Rodrigues. O diálogo com a produção nacional se estabelece por meio de obras de artistas como Amilcar de Castro, Tomie Ohtake, Cildo Meireles, Alex Vallauri, Sante Scaldaferri e Antônio Poteiro.
Ao apresentar um fragmento desse acervo ao público, Arte em Todos os Sentidos convida o visitante a refletir sobre o papel das coleções privadas na construção da história da arte e sobre a importância de transformar patrimônios individuais em bens culturais compartilhados.
Entretenimento
Sambão do Povo: o palco do carnaval que nasceu da força popular
Publicado
12 horas atrásem
4 de fevereiro de 2026
Principal símbolo do Carnaval de Vitória, o Sambão do Povo só existe graças à mobilização direta da comunidade carnavalesca da capital capixaba. Oficialmente chamado de Complexo Cultural Walmor Miranda, em homenagem a um dos mais tradicionais reis momo do Espírito Santo, o espaço é conhecido popularmente por um nome que reflete sua origem: Sambão do Povo.
O espaço que receberá nesta sexta (6) e sábado o desfile 2026 do grupo especial, é parte fundamental da história deste que virou o terceiro mais importante evento de carnaval do país.
Localizado no bairro Mário Cypreste, na região da Grande Santo Antônio, em Vitória, o sambódromo capixaba foi inspirado na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. O projeto foi apresentado por Sinval Siri, então secretário municipal de Turismo, durante a gestão do ex-prefeito de Vitória, Hermes Laranja, como alternativa definitiva para sediar os desfiles das escolas de samba da capital.
Comunidade garantiu a construção do Sambão do Povo
A previsão inicial era que o Sambão do Povo fosse concluído ainda em 1986, após o sucesso do desfile realizado na Avenida Nossa Senhora da Penha, uma das principais vias de Vitória. No entanto, atrasos na obra colocaram em risco a realização do Carnaval de Vitória de 1987.

Diante da possibilidade de a capital ficar sem desfile, sambistas, moradores e lideranças comunitárias se uniram em um grande mutirão popular. Liderado por Sinval Siri, o esforço coletivo permitiu que o Sambão do Povo fosse construído em menos de 120 dias, um feito histórico para a cultura do Espírito Santo. A inauguração oficial ocorreu em 27 de fevereiro de 1987.
Interrupção dos desfiles e retomada do Carnaval em Vitória
O Sambão do Povo foi palco dos desfiles do Carnaval de Vitória até 1992. Naquele ano, diversas escolas de samba decidiram não desfilar em protesto contra a falta de apoio financeiro da Prefeitura de Vitória e da iniciativa privada, responsáveis pelo custeio das agremiações.
Além disso, o sambódromo enfrentava problemas estruturais, incluindo a demolição de parte da arquibancada para a construção de uma quadra que nunca foi executada. Com isso, os desfiles no Sambão do Povo foram interrompidos até 2001.

Mesmo fora do sambódromo, o Carnaval não deixou de acontecer na capital. Em 1998, os desfiles voltaram às ruas de Vitória, com apresentações na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro, em formato de exibição, sem competição.
Após reformas estruturais, já na gestão do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (2001–2004), o desfile das escolas de samba retornou definitivamente ao Sambão do Povo, onde permanece até hoje como o principal palco do Carnaval do Espírito Santo e um dos maiores símbolos da cultura popular de Vitória.

PCES deflagra Operação ‘Castelo de Areia’ contra organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro

Governo de SP lança nova campanha sobre escassez hídrica e a urgência de conscientização da população

Consulta ao Abono Salarial estará disponível a partir de amanhã

PRISÕES E APREENSÕES DE ENTORPECENTES EM GUARAPARI

Saiba como aproveitar o verão para aumentar as vendas do seu negócio

Quem é o homem preso suspeito de assassinato que chocou São Gabriel da Palha

WhatsApp, Instagram e Facebook terão versões pagas, confirma Meta

Falta de pagamento deixa crianças de Marechal Floriano sem atendimento pediátrico

Cineclube Contestado exibe documentário sobre a trajetória do MST no Espírito Santo

PM apreende submetralhadoras e drogas em duas ocorrências no município de Linhares
MAIS LIDAS
Política1 dia atrásDa Vitória e Meneguelli possível moedas de troca e os lados escolhidos para a disputa ao governo do ES
Brasil1 dia atrásPolícia Civil prende autor de feminicídio na zona sul de São Paulo
Entretenimento1 dia atrásParque Cultural Casa do Governador recebe cortejos, espetáculo e atividades educativas para a criançada
Entretenimento1 dia atrásBloco Balança Penha será destaque do “Prainha Vive” no final de semana
Brasil9 horas atrásQuase 3,5 milhões de veículos já estão licenciados em SP
Esportes1 dia atrásSeleção feminina fará amistosos contra Costa Rica, Venezuela e México
Economia2 dias atrásCâmara aprova MP do programa Gás do Povo
Economia1 dia atrásBRB diz ter encontrado “achados relevantes” sobre caso do Banco Master

