Segurança
DHPP Vila Velha conclui inquérito de tentativa de homicídio em posto de combustível no bairro Ataíde

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, concluiu o inquérito policial que apurou uma tentativa de homicídio ocorrida no dia 10 de novembro do ano passado, no bairro Ataíde, em Vila Velha. Na ocasião, a vítima, um homem de 30 anos, foi atingida por um golpe de faca na região do peito e por um golpe de tesoura na região das costelas.
De acordo com as investigações, o crime foi cometido por um ex-funcionário do posto, de 55 anos, que havia sido demitido por justa causa. A demissão teria motivado o ataque contra a vítima, que era gerente do estabelecimento. O investigado encontra-se preso preventivamente e é réu em ação penal.
Outros detalhes da investigação foram divulgados em coletiva de imprensa realizada nessa quarta-feira (28), na Chefatura da Polícia Civil, em Vitória.
Segundo o delegado adjunto da DHPP de Vila Velha, Cleudes Júnior, o autor do crime já apresentava comportamentos de insubordinação e faltas frequentes no ambiente de trabalho, o que resultou em uma suspensão disciplinar.
“Após o período de suspensão, o indivíduo retornou ao posto mantendo as mesmas condutas inadequadas. Durante uma discussão com o gerente, ele o agrediu verbalmente, o que culminou em sua demissão por justa causa. Dias depois, sob o pretexto de devolver os uniformes, o suspeito retornou ao posto para entregar as vestimentas. No local, foi informado pelo gerente de que as roupas poderiam ser entregues diretamente ao setor de Recursos Humanos”, explicou o delegado Cleudes Júnior.
Ao pegar a sacola que continha os uniformes, o gerente foi atacado pelo homem. O investigado retirou uma faca com a mão direita e se apossou de uma tesoura na mão esquerda.
“Durante a agressão, a facada foi desferida na direção do coração da vítima, enquanto a tesoura atingiu a região lateral do corpo. Para fugir das agressões, a vítima correu para uma rua próxima, mas continuou sendo perseguida pelo suspeito. Durante a fuga, o homem visualizou uma viatura da Polícia Militar, que realizou o socorro imediato”, disse o delegado.
Ao avistar a viatura, o indivíduo correu em sentido contrário, mas foi cercado pelos policiais militares e preso em flagrante.
O inquérito policial foi conduzido pela DHPP de Vila Velha, que representou pela prisão preventiva do suspeito.
“Concluímos o inquérito e indiciamos o investigado por homicídio tentado, duplamente qualificado por motivo fútil e pelo recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima”, afirmou Cleudes Júnior.
Após a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado à Justiça, e o suspeito permanece no sistema prisional.
Fonte: Polícia Civil – ES
Segurança
ES registra 22 mortes em confrontos policiais e reacende debate sobre uso da força


O Espírito Santo já registra 22 mortes em ações policiais entre janeiro e abril de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). Apenas em abril, são cinco casos, que incluem a morte de um adolescente de 16 anos e um homem de 29 anos. Esse número reacende o debate sobre os limites do uso da força por agentes de segurança pública.
Mortes em confrontos policiais
Um adolescente de 16 anos, identificado como Ítalo Corrêa, foi baleado durante uma ação policial foi morto no bairro José de Anchieta, na Serra na quarta-feira (08).
Segundo a PM, o jovem teria ligação com o tráfico de drogas e teria atirado contra os militares. Moradores e familiares contestam a versão e afirmam que ele não estava armado no momento da abordagem.
Na última sexta-feira (3), Pablo Barbosa Meneses, de 29 anos, morreu após ser baleado durante uma ação de policiais militares, no bairro Areinha, em Viana.
De acordo com a Polícia Militar, equipes receberam a informação de que suspeitos armados estariam traficando drogas próximo a uma escadaria conhecida na região.
Durante a aproximação, os suspeitos teriam fugido e, segundo os militares, efetuado disparos contra a equipe, que revidou, e Pablo acabou atingido.
Além dessas situações, em março, dois adolescentes, de 17 anos e 15 anos, foram baleados em confronto com a Força Tática da Polícia Militar no bairro Santos Dumont, em Vitória.
Os policiais relataram que realizavam patrulhamento, quando foram recebidos com tiros. No tiroteio, os dois adolescentes acabaram baleados. Um deles morreu após passar por cirurgia.
Em fevereiro, uma operação na Serra contra o tráfico de drogas terminou com uma pessoa morta. A PM afirmou que foram recebidos com tiros ao se aproximar dos suspeitos, e que, por isso, revidaram. Mesmo assim, os suspeitos conseguiram fugir.
Um homem, identificado como Luiz Fernando Rodrigues da Silva, deu entrada em um hospital com ferimentos de tiros, porém não resistiu.
Debate sobre limites da atuação policial
Os dois episódios mais recentes, embora distintos, reforçam um debate recorrente sobre o papel das forças de segurança e o uso proporcional da força. De acordo com o sociólogo Pablo Lima Rabelo, nada justifica o uso de violência desmedida:
“Não tem justificativa, ainda mais ele fazendo parte da força que é feita para servir e proteger, utilizar de violência desmedida para resolver qualquer questão”.
Especialistas em segurança pública apontam que a discussão envolve não apenas a atuação policial, mas também políticas públicas mais amplas.
A gente precisa acreditar que a segurança pública é feita também com ações sociais, seja com estudo, com lazer, com alimentação adequada, com saúde. A gente consegue ter uma maior estruturação dessas juventudes e assim a gente pode ter um maior enfrentamento à criminalidade.
Nara Borgo, secretária de Estado de Direitos Humanos
*Com informações da repórter Nathalia Munhão, da TV Vitória/Record
Segurança
ES registra 22 mortes em ações policiais e reacende debate sobre uso da força


O Espírito Santo já registra 22 mortes em ações policiais entre janeiro e abril de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). Apenas em abril, são cinco casos, que incluem a morte de duas mulheres e de um adolescente. Esse número reacende o debate sobre os limites do uso da força por agentes de segurança pública.
O cenário ganhou novo destaque após três mortes em menos de 24h na quarta-feira (8), em Cariacica e na Serra, envolvendo agentes da Polícia Militar.
Policial mata duas mulheres em Cariacica
Na manhã de quarta-feira (8), Daniele Toneto Rocha e Francisca Chaguiana Dias Viana foram mortas a tiros no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica. Segundo as investigações, o autor dos disparos é Luiz Gustavo Xavier do Vale, um cabo da Polícia Militar.
De acordo com a corporação, o policial atuava em função administrativa após ter se envolvido, em 2022, em uma ocorrência com resultado de morte durante uma abordagem.
No dia do crime, ele teria acionado colegas para prestar apoio em uma ocorrência envolvendo a ex-companheira. Relatos indicam que o casal mantinha conflitos há cerca de um ano. Para a tia de Daniele, nada justifica a atitude do militar.
Ninguém merece ser morto desse jeito. É quase inaceitável, pois um policial deveria proteger a sociedade.
Tia da Daniele
Mortes em ações policiais
Outro caso envolvendo a Polícia Militar terminou em morte no bairro José de Anchieta, na Serra nesta quarta-feira (08). Um adolescente de 16 anos, identificado como Ítalo Corrêa, foi baleado durante uma ação policial.
Segundo a PM, o jovem teria ligação com o tráfico de drogas e teria atirado contra os militares. Moradores e familiares contestam a versão e afirmam que ele não estava armado no momento da abordagem.
Enquanto instituição, a gente fala que a conduta dele não representa a conduta da Polícia Militar no dia a dia.
Coronel Ríodo Rubim, comandante-geral da PM
Na última sexta-feira (3), Pablo Barbosa Meneses, de 29 anos, morreu após ser baleado durante uma ação de policiais militares, no bairro Areinha, em Viana.
De acordo com a Polícia Militar, equipes receberam a informação de que suspeitos armados estariam traficando drogas próximo a uma escadaria conhecida na região.
Durante a aproximação, os suspeitos teriam fugido e, segundo os militares, efetuado disparos contra a equipe, que revidou, e Pablo acabou atingido.
Além dessas situações, em março, dois adolescentes, de 17 anos e 15 anos, foram baleados em confronto com a Força Tática da Polícia Militar no bairro Santos Dumont, em Vitória.
Os policiais relataram que realizavam patrulhamento, quando foram recebidos com tiros. No tiroteio, os dois adolescentes acabaram baleados. Um deles morreu após passar por cirurgia.
Em fevereiro, uma operação na Serra contra o tráfico de drogas terminou com uma pessoa morta. A PM afirmou que foram recebidos com tiros ao se aproximar dos suspeitos, e que, por isso, revidaram. Mesmo assim, os suspeitos conseguiram fugir.
Um homem, identificado como Luiz Fernando Rodrigues da Silva, deu entrada em um hospital com ferimentos de tiros, porém não resistiu.
Debate sobre limites da atuação policial
Os dois episódios mais recentes, embora distintos, reforçam um debate recorrente sobre o papel das forças de segurança e o uso proporcional da força. De acordo com o sociólogo Pablo Lima Rabelo, nada justifica o uso de violência desmedida:
“Não tem justificativa, ainda mais ele fazendo parte da força que é feita para servir e proteger, utilizar de violência desmedida para resolver qualquer questão”.
Especialistas em segurança pública apontam que a discussão envolve não apenas a atuação policial, mas também políticas públicas mais amplas.
A gente precisa acreditar que a segurança pública é feita também com ações sociais, seja com estudo, com lazer, com alimentação adequada, com saúde. A gente consegue ter uma maior estruturação dessas juventudes e assim a gente pode ter um maior enfrentamento à criminalidade.
Nara Borgo, secretária de Estado de Direitos Humanos
*Com informações da repórter Nathalia Munhão, da TV Vitória/Record
Segurança
Caso do cabo que matou mulheres em Cariacica será encaminhado à Justiça comum
“Não toleramos”, afirma governador do ES sobre cabo que matou mulheres em Cariacica

O governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, afirmou que não vai tolerar comportamentos como o cabo da Polícia Militar, Luiz Gustavo Xavier do Vale, que matou duas mulheres a tiros na manhã de quarta-feira (8), no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica.
Francisca Chaguiana Dias Viana e Daniele Toneto Rocha, que eram casadas, foram mortas a tiros pelo cabo, que estava em serviço no momento do crime. Segundo relatos de testemunhas, o militar foi ao local após ser acionado pela ex-mulher por conta de uma discussão com as vítimas.
Em uma postagem das redes sociais, o chefe do Executivo estadual manifestou indignação com o crime e reforçou que a conduta do militar não representa a instituição. Ferraço destacou que a atuação do cabo da Polícia Militar foi inadmissível.
Manifesto minha profunda indignação diante do duplo homicídio ocorrido hoje em Cariacica. Trata-se de uma conduta inadmissível, que não representa, em hipótese alguma, a postura da nossa Polícia Militar. Não toleramos esse tipo de comportamento dentro da corporação.
Ricardo Ferraço, governador do Espírito Santo
Segundo ele, o policial foi preso logo após o crime pelos próprios colegas e permanece sob custódia do Estado. O caso será encaminhado à Justiça comum, por não se tratar de crime militar.
“Em contato direto com o comando da Polícia Militar, determinei que o caso seja tratado com celeridade e rigor absoluto na apuração, com responsabilização exemplar no que couber ao Estado, para que a justiça seja feita o mais breve possível“, finalizou Ferraço.
Relembre o caso
Duas mulheres foram mortas a tiros na manhã de quarta-feira (8), no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica. As vítimas foram identificadas como Francisca Chaguiana Dias Viana e Daniele Toneto Rocha, que eram casadas.
O autor dos disparos é o cabo da Polícia Militar Luiz Gustavo Xavier do Vale, que estava de serviço no momento do crime. Segundo informações da corporação, ele exercia atividades internas no quartel e não atuava em patrulhamento nas ruas.
De acordo com relatos, a confusão começou após uma discussão entre as vítimas e a ex-companheira do policial, que mora na mesma região. A mulher teria ligado para o militar pedindo ajuda, alegando que estava sendo agredida.
Após o contato, o policial solicitou apoio ao Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), e uma viatura foi enviada ao local. No entanto, o boletim de ocorrência aponta que o cabo não tinha autorização expressa para deixar o posto no batalhão e se deslocar até o endereço.
Quando chegou ao local, houve uma nova discussão. Em seguida, o policial sacou a arma e efetuou vários disparos contra as duas mulheres. Uma das vítimas morreu ainda na calçada, e a outra chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o crime, o militar foi preso em flagrante por outros policiais e encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar. Ele permanece detido enquanto o caso é investigado pelas autoridades.
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