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Disque Denúncia 181 passa a receber denúncias por WhatsApp

Agora, cidadãos que desejarem contribuir com o trabalho da polícia sem serem identificados podem enviar informações por meio do WhatsApp.

marcelo

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Disque Denúncia 181 passa a receber denúncias por WhatsApp
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A revolução tecnológica na Segurança Pública Capixaba chegou ao Disque Denúncia 181 do Espírito Santo, o canal de denúncias anônimas mais eficiente do Brasil. Agora, cidadãos que desejarem contribuir com o trabalho da polícia sem serem identificados podem enviar informações por meio do WhatsApp.

A novidade foi apresentada em entrevista coletiva, na quinta-feira (18.12.2025). O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, falou sobre a importância da atualização tecnológica no combate à criminalidade.

“O Disque Denúncia 181 já é uma das nossas mais importantes ferramentas, que possibilita a participação de qualquer cidadão na construção de um Espírito Santo mais seguro. Agora, com este novo canal, o Disque Denúncia acompanha a evolução da sociedade, amplia o acesso dos cidadãos e continua sendo um serviço seguro, de sigilo garantido e resolutividade inquestionável”, afirmou.

O número do WhatsApp do Disque Denúncia 181 é 27 99253-8181.  Ao mandar um “oi’ para o canal, o cidadão é atendido pela Duda, a Inteligência Artificial do Disque Denúncia, que tem um script pré-desenvolvido, semelhante ao do site. Basta seguir o passo a passo, respondendo às perguntas e enviando as informações, até a finalização da denúncia.

Cada incidente tem um script próprio, e a inteligência artificial fará as perguntas conforme o tipo de crime indicado pelo cidadão. Pelo canal ainda é possível anexar fotos, vídeos, documentos e arquivos de áudio relacionados ao fato. Após a finalização da denúncia, as informações são compiladas em um documento e encaminhadas à unidade policial competente para a apuração do fato.

O sistema não aceita chamadas de vídeo, nem ligações. Nos dois casos, a chamada é bloqueada. Além disso, o robô não reconhece respostas por áudio, sendo necessário responder aos comandos conforme as instruções da conversa, e enviar as informações por escrito. É importante lembrar que o Disque Denúncia 181 é um canal para envio de informações que serão investigadas. Se o cidadão estiver presenciando um crime e precisar de atendimento imediato, o correto é ligar para o Ciodes 190.

O atendimento é totalmente digital, sem qualquer interação humana. Isso significa que desde a primeira mensagem até o envio da denúncia para a polícia, nenhuma pessoa terá contato com as mensagens, nem terá acesso às informações. Os recursos de criptografia, de segurança digital e o uso de Inteligência Artificial garantem que o usuário do sistema tenha sua identidade totalmente preservada, sendo impossível identificá-lo.

“Podemos explicar o sistema como se as informações estivessem caminhando por um corredor. A cada avanço, uma porta se fecha, impedindo que os dados retornem ou sejam rastreados. O recebimento da denúncia é feito por um robô, que conduz a conversa para preencher um formulário. Esse formulário e os anexos vão do robô direto para a nossa base de dados, que é inacessível e, daí, encaminhados para a unidade policial. Só então, pessoas terão contato com as informações da denúncia”, explicou o gerente do Disque Denúncia 181 do Espírito Santo, delegado Paulo Expedicto Amaral.

O gerente explicou, também, que os recursos de segurança digital são semelhantes aos já aplicados no site do Disque Denúncia 181, em funcionamento desde 2018 e, atualmente, responsável pelo recebimento de cerca de 20% do total de denúncias.

A quantidade de registros aumenta ano após ano, o que demonstra que a população confia no Disque Denúncia 181 e se sente confortável para enviar informações que ajudem no trabalho da polícia. Em 2024, o serviço alcançou a marca de 85.260 denúncias recebidas, se consolidando como o canal de denúncias anônimas mais acessado do Brasil.

Com o WhatsApp, o Disque Denúncia 181 passa a conter com três canais para o envio de denúncias anônimas:

– Pelo telefone, basta discar 181

– Pelo computador, basta acessar https://disquedenuncia181.es.gov.br/

– Pelo celular, basta mandar um “oi” para 27 99253-8181

Todos os canais do Disque Denúncia 181 são seguros e garantem o anonimato do denunciante. O serviço de denúncias anônimas da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) completa 24 anos em 2025 e já se consolidou como uma importante ferramenta de participação popular na elucidação de crimes e combate à violência.

Além dos canais de denúncia, o Disque Denúncia 181 mantém em seu site o Portal de Pessoas Desaparecidas, iniciativa pioneira no Brasil, criada para divulgar casos de desaparecimento e receber informações que auxiliem na localização de pessoas desaparecidas.

O portal disponibiliza informações em tempo real, permite o envio de fotos, vídeos e arquivos, amplia a participação cidadã nas buscas e está integrado aos registros de ocorrência presenciais e on-line, à Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas e a outros órgãos de segurança pública. A ferramenta também atua como base de dados estratégica para análises e formulação de políticas públicas.

O Disque Denúncia 181 também funciona como canal oficial do Estado para divulgação de Procurados Foragidos, permitindo que a população colabore de forma segura e anônima com a localização de indivíduos com mandados de prisão em aberto.

Fonte: Governo ES

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Segurança

ES registra 22 mortes em confrontos policiais e reacende debate sobre uso da força

marcelo

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ES registra 22 mortes em confrontos policiais e reacende debate sobre uso da força
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O Espírito Santo já registra 22 mortes em ações policiais entre janeiro e abril de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). Apenas em abril, são cinco casos, que incluem a morte de um adolescente de 16 anos e um homem de 29 anos. Esse número reacende o debate sobre os limites do uso da força por agentes de segurança pública.

Mortes em confrontos policiais

Um adolescente de 16 anos, identificado como Ítalo Corrêa, foi baleado durante uma ação policial foi morto no bairro José de Anchieta, na Serra na quarta-feira (08).

Segundo a PM, o jovem teria ligação com o tráfico de drogas e teria atirado contra os militares. Moradores e familiares contestam a versão e afirmam que ele não estava armado no momento da abordagem.

Na última sexta-feira (3), Pablo Barbosa Meneses, de 29 anos, morreu após ser baleado durante uma ação de policiais militares, no bairro Areinha, em Viana.

De acordo com a Polícia Militar, equipes receberam a informação de que suspeitos armados estariam traficando drogas próximo a uma escadaria conhecida na região.

Durante a aproximação, os suspeitos teriam fugido e, segundo os militares, efetuado disparos contra a equipe, que revidou, e Pablo acabou atingido.

Além dessas situações, em março, dois adolescentes, de 17 anos e 15 anos, foram baleados em confronto com a Força Tática da Polícia Militar no bairro Santos Dumont, em Vitória.

Os policiais relataram que realizavam patrulhamento, quando foram recebidos com tiros. No tiroteio, os dois adolescentes acabaram baleados. Um deles morreu após passar por cirurgia.

Em fevereiro, uma operação na Serra contra o tráfico de drogas terminou com uma pessoa morta. A PM afirmou que foram recebidos com tiros ao se aproximar dos suspeitos, e que, por isso, revidaram. Mesmo assim, os suspeitos conseguiram fugir.

Um homem, identificado como Luiz Fernando Rodrigues da Silva, deu entrada em um hospital com ferimentos de tiros, porém não resistiu.

Debate sobre limites da atuação policial

Os dois episódios mais recentes, embora distintos, reforçam um debate recorrente sobre o papel das forças de segurança e o uso proporcional da força. De acordo com o sociólogo Pablo Lima Rabelo, nada justifica o uso de violência desmedida:

“Não tem justificativa, ainda mais ele fazendo parte da força que é feita para servir e proteger, utilizar de violência desmedida para resolver qualquer questão”.

Especialistas em segurança pública apontam que a discussão envolve não apenas a atuação policial, mas também políticas públicas mais amplas.

A gente precisa acreditar que a segurança pública é feita também com ações sociais, seja com estudo, com lazer, com alimentação adequada, com saúde. A gente consegue ter uma maior estruturação dessas juventudes e assim a gente pode ter um maior enfrentamento à criminalidade.

Nara Borgo, secretária de Estado de Direitos Humanos

*Com informações da repórter Nathalia Munhão, da TV Vitória/Record 

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ES registra 22 mortes em ações policiais e reacende debate sobre uso da força

marcelo

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ES registra 22 mortes em ações policiais e reacende debate sobre uso da força
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O Espírito Santo já registra 22 mortes em ações policiais entre janeiro e abril de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). Apenas em abril, são cinco casos, que incluem a morte de duas mulheres e de um adolescente. Esse número reacende o debate sobre os limites do uso da força por agentes de segurança pública.

O cenário ganhou novo destaque após três mortes em menos de 24h na quarta-feira (8), em Cariacica e na Serra, envolvendo agentes da Polícia Militar.

Policial mata duas mulheres em Cariacica

Na manhã de quarta-feira (8), Daniele Toneto Rocha e Francisca Chaguiana Dias Viana foram mortas a tiros no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica. Segundo as investigações, o autor dos disparos é Luiz Gustavo Xavier do Vale, um cabo da Polícia Militar.

De acordo com a corporação, o policial atuava em função administrativa após ter se envolvido, em 2022, em uma ocorrência com resultado de morte durante uma abordagem.

No dia do crime, ele teria acionado colegas para prestar apoio em uma ocorrência envolvendo a ex-companheira. Relatos indicam que o casal mantinha conflitos há cerca de um ano. Para a tia de Daniele, nada justifica a atitude do militar.

Ninguém merece ser morto desse jeito. É quase inaceitável, pois um policial deveria proteger a sociedade.

Tia da Daniele

Mortes em ações policiais

Outro caso envolvendo a Polícia Militar terminou em morte no bairro José de Anchieta, na Serra nesta quarta-feira (08). Um adolescente de 16 anos, identificado como Ítalo Corrêa, foi baleado durante uma ação policial.

Segundo a PM, o jovem teria ligação com o tráfico de drogas e teria atirado contra os militares. Moradores e familiares contestam a versão e afirmam que ele não estava armado no momento da abordagem.

Enquanto instituição, a gente fala que a conduta dele não representa a conduta da Polícia Militar no dia a dia. 

Coronel Ríodo Rubim, comandante-geral da PM

Na última sexta-feira (3), Pablo Barbosa Meneses, de 29 anos, morreu após ser baleado durante uma ação de policiais militares, no bairro Areinha, em Viana.

De acordo com a Polícia Militar, equipes receberam a informação de que suspeitos armados estariam traficando drogas próximo a uma escadaria conhecida na região.

Durante a aproximação, os suspeitos teriam fugido e, segundo os militares, efetuado disparos contra a equipe, que revidou, e Pablo acabou atingido.

Além dessas situações, em março, dois adolescentes, de 17 anos e 15 anos, foram baleados em confronto com a Força Tática da Polícia Militar no bairro Santos Dumont, em Vitória.

Os policiais relataram que realizavam patrulhamento, quando foram recebidos com tiros. No tiroteio, os dois adolescentes acabaram baleados. Um deles morreu após passar por cirurgia.

Em fevereiro, uma operação na Serra contra o tráfico de drogas terminou com uma pessoa morta. A PM afirmou que foram recebidos com tiros ao se aproximar dos suspeitos, e que, por isso, revidaram. Mesmo assim, os suspeitos conseguiram fugir.

Um homem, identificado como Luiz Fernando Rodrigues da Silva, deu entrada em um hospital com ferimentos de tiros, porém não resistiu.

Debate sobre limites da atuação policial

Os dois episódios mais recentes, embora distintos, reforçam um debate recorrente sobre o papel das forças de segurança e o uso proporcional da força. De acordo com o sociólogo Pablo Lima Rabelo, nada justifica o uso de violência desmedida:

“Não tem justificativa, ainda mais ele fazendo parte da força que é feita para servir e proteger, utilizar de violência desmedida para resolver qualquer questão”.

Especialistas em segurança pública apontam que a discussão envolve não apenas a atuação policial, mas também políticas públicas mais amplas.

A gente precisa acreditar que a segurança pública é feita também com ações sociais, seja com estudo, com lazer, com alimentação adequada, com saúde. A gente consegue ter uma maior estruturação dessas juventudes e assim a gente pode ter um maior enfrentamento à criminalidade.

Nara Borgo, secretária de Estado de Direitos Humanos

*Com informações da repórter Nathalia Munhão, da TV Vitória/Record 

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Segurança

Caso do cabo que matou mulheres em Cariacica será encaminhado à Justiça comum

“Não toleramos”, afirma governador do ES sobre cabo que matou mulheres em Cariacica

marcelo

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Briga entre adolescentes e registrada proximo a escola publica em Jabaete 2 1000x582
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O governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, afirmou que não vai tolerar comportamentos como o cabo da Polícia Militar, Luiz Gustavo Xavier do Vale, que matou duas mulheres a tiros na manhã de quarta-feira (8), no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica.

Francisca Chaguiana Dias Viana e Daniele Toneto Rocha, que eram casadas, foram mortas a tiros pelo cabo, que estava em serviço no momento do crime. Segundo relatos de testemunhas, o militar foi ao local após ser acionado pela ex-mulher por conta de uma discussão com as vítimas.

Em uma postagem das redes sociais, o chefe do Executivo estadual manifestou indignação com o crime e reforçou que a conduta do militar não representa a instituição. Ferraço destacou que a atuação do cabo da Polícia Militar foi inadmissível.

Manifesto minha profunda indignação diante do duplo homicídio ocorrido hoje em Cariacica. Trata-se de uma conduta inadmissível, que não representa, em hipótese alguma, a postura da nossa Polícia Militar. Não toleramos esse tipo de comportamento dentro da corporação.

Ricardo Ferraço, governador do Espírito Santo

Segundo ele, o policial foi preso logo após o crime pelos próprios colegas e permanece sob custódia do Estado. O caso será encaminhado à Justiça comum, por não se tratar de crime militar.

Em contato direto com o comando da Polícia Militar, determinei que o caso seja tratado com celeridade e rigor absoluto na apuração, com responsabilização exemplar no que couber ao Estado, para que a justiça seja feita o mais breve possível“, finalizou Ferraço.

Relembre o caso

Duas mulheres foram mortas a tiros na manhã de quarta-feira (8), no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica. As vítimas foram identificadas como Francisca Chaguiana Dias Viana e Daniele Toneto Rocha, que eram casadas.

O autor dos disparos é o cabo da Polícia Militar Luiz Gustavo Xavier do Vale, que estava de serviço no momento do crime. Segundo informações da corporação, ele exercia atividades internas no quartel e não atuava em patrulhamento nas ruas.

De acordo com relatos, a confusão começou após uma discussão entre as vítimas e a ex-companheira do policial, que mora na mesma região. A mulher teria ligado para o militar pedindo ajuda, alegando que estava sendo agredida.

Após o contato, o policial solicitou apoio ao Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), e uma viatura foi enviada ao local. No entanto, o boletim de ocorrência aponta que o cabo não tinha autorização expressa para deixar o posto no batalhão e se deslocar até o endereço.

Quando chegou ao local, houve uma nova discussão. Em seguida, o policial sacou a arma e efetuou vários disparos contra as duas mulheres. Uma das vítimas morreu ainda na calçada, e a outra chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o crime, o militar foi preso em flagrante por outros policiais e encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar. Ele permanece detido enquanto o caso é investigado pelas autoridades.

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