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Em cena no agora: Ci Mello e o teatro como prática de permanência

marcelo

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Em cena no agora: Ci Mello e o teatro como prática de permanência
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Ci Mello constrói uma trajetória artística marcada pela escuta, pela formação contínua e pelo compromisso com a criação coletiva, transitando com naturalidade entre o palco, a sala de aula, o audiovisual e a gestão pública. Ator formado em Artes Cênicas pela Escola Técnica Municipal de Teatro, Dança e Música – Fafi, sua aproximação com o teatro antecede a formação técnica, tendo estudado por dois anos na Escola de Atores de Vitória (EAV), espaço fundamental para a consolidação de sua prática cênica e de seu olhar crítico sobre a arte.

Na EAV, Ci participou de montagens de dramaturgias centrais do teatro brasileiro e universal, como A Mulher Sem Pecado, de Nelson Rodrigues, Hamlet, de William Shakespeare, e O Santo e a Porca, de Ariano Suassuna, além de Pra que Chorar?, texto de sua própria autoria. Esse período foi decisivo para o contato com diferentes estilos, poéticas e modos de atuação, contribuindo para a construção de um repertório diverso e para o entendimento do teatro como espaço de investigação estética, expressão subjetiva e reflexão social.

Em cena no agora: Ci Mello e o teatro como prática de permanência

Na Fafi, aprofundou sua formação ao integrar o elenco de O Barão nas Árvores, de Ítalo Calvino, espetáculo de rua itinerante apresentado no Parque Moscoso, em Vitória. A experiência com o teatro de rua e a ocupação do espaço público ampliou sua compreensão do fazer teatral como prática viva, coletiva e profundamente ligada à cidade e aos encontros que ela provoca.

Durante o período da pandemia, Ci adaptou sua produção artística às restrições do isolamento social, produzindo e atuando em esquetes em formato digital como Dois Perdidos Numa Noite Suja, Revolução na América do Sul e Apareceu a Margarida. Essas experiências revelam sua capacidade de reinvenção e diálogo com novas linguagens, sem abrir mão do rigor artístico. No audiovisual, atuou ainda nos curta-metragens Dias de Pais e Fuga, além de participar de projetos institucionais desenvolvidos para empresas como Microlins, Sicoob e Cesta Alimentar.

Em 2021, protagonizou o espetáculo Carrego comigo todos os mortos que já amei, com dramaturgia de Alex Bonini e direção de Marcelo Braga, realizado com recursos da Lei Aldir Blanc. No mesmo ano, estreou Sob o Azul do Céu, interpretando o personagem Leopoldo Filho, papel que se tornaria um marco em sua trajetória.

O espetáculo realizou dezenas de apresentações em Vitória e em outros municípios, foi selecionado para o Festival Nacional de Teatro de Vitória, em 2022, e para o Festival Nacional de Teatro de Guaçuí, em 2023, onde recebeu sete indicações a prêmios, incluindo Melhor Ator Coadjuvante. Em 2025, a montagem venceu o Prêmio Super da Cultura Capixaba, promovido pela Rádio Super FM, consolidando seu reconhecimento junto ao público e à crítica.

Paralelamente à atuação artística, Ci Mello desenvolve um trabalho consistente como educador e articulador cultural. Em 2022, propôs, em parceria com Antônio Marx, o projeto de extensão Artífices de Teatro no Instituto Federal do Espírito Santo – campus Vitória. O projeto oferece oficinas gratuitas de iniciação teatral e já resultou nos espetáculos A Bruxa de Toledo (2022), Sob o Buraco da Fechadura (2023), Manual Prático sobre a Velhice (2024) e As Centenárias (2025).

Em cena no agora: Ci Mello e o teatro como prática de permanência

Ci atua como coordenador, produtor executivo, professor e diretor artístico das montagens, sendo também dramaturgo de uma delas. Em 2026, as oficinas do projeto Artífices de Teatro seguem em funcionamento no Ifes, reafirmando seu caráter continuado e o compromisso com a formação teatral gratuita, a experimentação cênica e a criação coletiva.

Além do campo artístico, Ci é Administrador, especialista em Gestão de Pessoas e mestre em Administração pela Fucape Business School. Servidor do Ifes há catorze anos, é autor de três artigos premiados na área de gestão e diversidade, experiências que dialogam diretamente com sua atuação pedagógica e cultural. No instituto, já mediou debates, coordenou setores estratégicos e atuou como professor em cursos de formação, ampliando o alcance de sua contribuição para além do campo artístico.

O interesse pelas artes surgiu ainda na adolescência, quando participou e liderou grupos de teatro e dança ligados à igreja, experiência que permanece viva em sua produção autoral por meio de roteiros e dramaturgias de temática religiosa. Ao longo de sua trajetória, Ci Mello afirma-se como um artista múltiplo, que articula criação, ensino, gestão e compromisso social, contribuindo de forma consistente para o fortalecimento do teatro e da formação cultural no Espírito Santo.

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Legado de Luz del Fuego mobiliza evento cultural em Cachoeiro

marcelo

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Legado de Luz del Fuego mobiliza evento cultural em Cachoeiro
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O Centro de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Espírito Santo) receberá, neste sábado (11), o evento cultural “Ainda há luz?”, das 16h às 21h. A programação vai celebrar a trajetória da artista e ativista Luz del Fuego, (1917-1967) e homenagear Marco Antônio Reis (1997-2025), fundador da Cia NÓS de Teatro. A programação contemplará atrações em diversas linguagens artísticas, em dois locais diferentes.

O evento terá entrada gratuita e contará com recursos de acessibilidade, incluindo intérprete de Libras, audiodescrição, sinalização acessível e distribuição de abafadores de ruído para pessoas com sensibilidade auditiva.

Legado de Luz del Fuego mobiliza evento cultural em CachoeiroAs atividades terão início no espaço Sessão 103, onde ficará a exposição que dá nome ao evento, com obras dos artistas visuais Haysian Costa, Andi Fraga e Mew Mew. Haverá, ainda, a exibição do documentário “Divina Luz”, sobre a trajetória de Luz del Fuego; a inauguração da Biblioteca Marco Antônio Reis; e a realização da performance “Nu Escuro”.

A partir das 17h30, vai ser realizado um cortejo em direção à Praça de Fátima, um dos principais espaços de cultura e lazer de Cachoeiro. No local, está prevista a realização de uma batalha de slam (poesia falada) a partir das 18h, contando com prêmios em dinheiro. Apenas mulheres (cis e trans) poderão participar, e as interessadas precisam se inscrever até sexta-feira (10) por meio de formulário online.

A programação na praça incluirá também: “dança do fogo”, com Raíza Dietrich; intervenção artística “Palavra Colada”, do Cine Por Elas; grafite no tecido, com o artista Nomad; set musical com DJs Avelã e Gabriel Rasta; além de microfone aberto para leituras, depoimentos e homenagens.

O evento tem como ponto de partida o legado de Luz del Fuego, nome artístico de Dora Vivácqua, que nasceu em Cachoeiro. Mulher à frente de seu tempo, ela criou na Ilha do Sol, no Rio de Janeiro, um território radical de liberdade e experimentação voltado ao naturismo, entre os anos 1950 e 1960 – um espaço onde corpos dissidentes encontravam abrigo e onde a arte se afirmava como gesto de enfrentamento ao conservadorismo.

Essa memória se entrelaça à trajetória recente do Centro Cultural Luz del Fuego, criado pela Cia NÓS de Teatro, que funcionou entre setembro de 2023 e abril de 2025 em Cachoeiro. Em meio a um cenário de precarização, o espaço acolheu cursos gratuitos, apresentações, encontros comunitários e diversas ações voltadas à formação e ao fortalecimento de vínculos no território.

No centro dessa história estava Marco Antônio Reis, um dos fundadores do espaço e figura fundamental para a cena cultural cachoeirense, mas que faleceu precocemente no ano passado. “Assim como Dora, Marco construiu um lugar de criação, acolhimento e transformação. Sua trajetória, atravessada também por desafios relacionados à saúde mental, revela a complexidade de sustentar espaços independentes de arte e cuidado em contextos adversos”, comenta Brenda Perim, produtora cultural da Cia NÓS de Teatro.

“Ao aproximar essas duas trajetórias separadas por décadas, mas unidas pelo mesmo gesto fundador”, continua Brenda, “o evento propõe uma leitura sensível e política sobre corpos, arte e resistência. Tanto Dora quanto Marco arderam com intensidade rara, enfrentando incompreensões e limites impostos por estruturas sociais e institucionais, deixando, ainda assim, rastros luminosos”.

O evento “Ainda há luz” é uma realização da Cia NÓS de Teatro, com apoio do Cineclube Jece Valadão, do Sessão 103 e do Levante de Rua. A iniciativa conta com recursos do Funcultura, acessados por meio de edital da Secretaria de Estado da Cultura (Secult-ES).

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Maior festival de hambúrguer do ES chega a 2ª edição com 160 lanchonetes participantes

marcelo

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Maior festival de hambúrguer do ES chega a 2ª edição com 160 lanchonetes participantes
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Experimente abrir um aplicativo de delivery na sua cidade e constate: o hambúrguer é, sem dúvidas, o prato mais pedido pelos “fominhas” capixabas. Seja o clássico “podrão” de bairro ou o enfeitado lanche gourmet, o importante é que seja acompanhado de muita maionese temperada. E é por isso que foi criado um concurso para eleger o melhor hambúrguer do Espírito Santo.

O Circuito Burger, maior festival capixaba de hambúrguer, chega à sua 2ª edição em 2026 mirando ampliar o sucesso do ano passado. Com cerca de 160 lanchonetes participantes, o concurso será realizado em 16 municípios de Norte a Sul do Espírito Santo, onde os clientes poderão provar criações inéditas e exclusivas de um dos pratos mais famosos do mundo. O evento vai acontecer de 10 a 31 de maio por meio do aplicativo Plus Delivery.

A ideia do Circuito Burger é eleger o melhor hambúrguer do ano no Espírito Santo. Para participar, cada lanchonete deve criar uma receita inédita, que poderá ser avaliada pelos clientes que a pedirem por meio da plataforma de delivery de comida.

O concurso tem ainda as categorias Atendimento, Entrega e Qualidade do Produto. E aqui não há limites para a criatividade: pode “podrão”, gourmet, com carne de frango, carne de peixe, sem carne (vegano), com maionese de batata, banana frita, o dobro ou triplo de bacon, acompanhamentos diferentões… e por aí vai.

Na primeira edição do Circuito Burger, em 2025, foram mais de 15 mil lanches vendidos em duas semanas e meia. Ao todo, a movimentação financeira gerada pelo evento foi de mais de R$ 10 milhões nas cidades participantes.

“Neste ano, vamos expandir o que deu certo para mais cidades, incluindo desde os pequenos deliveries até as grandes lanchonetes. Todo o processo, do pedido à votação, acontece dentro do aplicativo Plus Delivery”, afirma Luiz Henrique Sabadini, organizador do Circuito Burger.

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Fábio Carvalho é atração musical do Carnaval de Congo na segunda (13)

marcelo

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Fábio Carvalho é atração musical do Carnaval de Congo na segunda (13)
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O Carnaval de Congo de Máscaras de Roda D’Água, que será realizado na próxima segunda-feira (13), Dia de Nossa Senhora da Penha, vai contar com muita animação com o show de Afro Congo Beat Música e Ancestralidade. A partir das 13h30, o público poderá acompanhar a apresentação no Campo do América.

O responsável pelo show é o músico capixaba Fábio Carvalho, nascido na cidade de Vitória, devoto de São Benedito e pesquisador dos ritmos Afro-capixabas, como o congo. A apresentação irá unir os ritmos tradicionais do congo e do ticumbi do Espírito Santo com elementos contemporâneos, como a música eletrônica. O repertório apresenta ainda canções de álbuns como Quintal Afro Congo Beat e o EP Barracão.

 

Para o cantor, o álbum “Quintal” é impossível de ser enquadrado em apenas um gênero musical. “Nas dez faixas do álbum, busco as heranças mais antigas dos ritmos regionais do Estado, com músicas de matriz africana e coloco as batidas do congo e do ticumbi para conversar com os beats da música eletrônica. O resultado é um diálogo precioso e dançante da arte popular tradicional com a contemporânea”, explica.

Já o álbum Barracão representa uma renovação da música eletrônica, que busca reconectar-se com suas próprias raízes. “Barracão evoca o drama do Ticumbi, onde a música se desdobra em diferentes atmosferas e linguagens”, afirma.

Essa não será a primeira vez que Fábio participa da Festa de Congo. Mas, dessa vez, a emoção e expectativa são diferentes. “Eu estou feliz por ter sido convocado pelos mestres do Congo. Isso é a realização de um sonho muito antigo meu, de fazer parte dessa festa, não apenas como um mero espectador e um estudioso, um pesquisador da minha cultura, mas, também, como artista, levando o meu show”, finaliza.

Carnaval de Congo

O Carnaval de Congo de Máscaras de Roda D’Água, que será na segunda-feira (13), dia de Nossa Senhora da Penha, conta com programação das 8h às 18h. As festividades serão no Campo do América, na Estrada de Roda D’Água, e terá entrada gratuita. A programação conta com cortejo, show e um grande encontro de bandas de Congo de todo o Estado.

O evento é promovido pela Associação de Bandas de Congo de Cariacica e conta com parceria da Prefeitura do município. A grande festa começa com a concentração das bandas e tem a saída do cortejo até o Campo do América, área principal do carnaval, com cânticos sendo entoados sob sons de tambores e casacas, em homenagem à Nossa Senhora da Penha.

Confira a programação:

– 8h: Início da concentração das bandas de congo na Casa do Congo de Mestre Tagibe
– 9h40: Saída do cortejo da Casa de Mestre Tagibe para o local do evento, Campo do América
– 10h30: Celebração Congueira e benção do Carnaval de Congo no Campo do América
– 12h: Show da Banda Cia Cumby.
– 13h30: Show Afro Congo Beat – Música e Ancestralidade, com Fábio Carvalho
– 14h30: Encontro de Bandas de Congo
– 18h: Encerramento com o canto tradicional “Iaiá você vai à Penha” e show pirotécnico

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