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Escritora Ione Duarte fala sobre literatura regional e currículo escolar no podcast Elas EScrevem

A escritora Ione Duarte é a convidada do segundo episódio do podcast Elas Escrevem, que vai ao ar ao vivo, nesta segunda-feira (8), às 20h, no canal Feijão com Maionese, no YouTube. O tema do bate-papo, que será conduzido pelas escritoras Kátia Fialho e Carla Guerson, será literatura regional e adoção de obras no currículo escolar local. Será o segundo de 12 episódios do podcast, todos com autoras capixabas.
Ione Duarte é escritora, pedagoga e mestre em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Atua na educação especial, promovendo práticas pedagógicas inclusivas, baseadas na escuta sensível, na valorização das singularidades e no respeito às diferentes formas de aprendizagem. Essa experiência atravessa sua escrita e fortalece seu compromisso com uma educação humanizada, equitativa e transformadora.
É autora de obras que se tornaram referência nas práticas literárias e educativas, entre elas “Superlegal”, “Passarinho”, “A Boniteza de Ser Criança”, “O Poder do Meu Cabelo”, “O Sumiço do Galo Vermelho” e, mais recentemente, “Baobá e a Embaúba”. Em 2024, publicou também, em coautoria com Fabíola Sampaio, o livro de poemas “Corpo de Lua e Coração de Sol”, que retrata os cotidianos, as lutas e a resistência de mulheres.
Sua produção alcança também o campo acadêmico, com destaque para a obra derivada de sua dissertação de mestrado: “O Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana: a importância da formação e a efetivação de um currículo”, que reafirma sua atuação como pesquisadora e defensora da educação das relações étnico-raciais.
Sua trajetória literária é marcada pela afirmação das identidades, especialmente das crianças negras, pelo diálogo com a ancestralidade e pela valorização da infância. Além da produção literária, desenvolve formações para educadores, participa de projetos culturais e educativos e promove ações voltadas à literatura afrocentrada, à educação inclusiva e às relações étnico-raciais.
“Estar em um podcast de literatura feminina produzido no Espírito Santo é fortalecer a voz das mulheres escritoras capixabas, ampliando a visibilidade de suas narrativas. É um ato de resistência cultural e valorização da diversidade literária. Contribui para formar leitores e fomentar debates sobre inclusão, ancestralidade e educação. Também fortalece redes de apoio entre autoras e educadoras. Participar é afirmar que nossas histórias importam e merecem ser ouvidas”, diz Ione.
O podcast Elas Escrevem é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc – PNAB, cujo projeto foi aprovado em edital da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Cariacica. Cada entrevista com as autoras terá um tema específico, além de abordar a trajetória da convidada, que, no fim, também deixará uma indicação de leitura de outra autora capixaba.
A graduanda em Produção Cultural, escritora, produtora cultural, copywriter e redatora Kátia Fialho é a proponente, apresentadora e roteirista do Elas EScrevem. “Nossa proposta é abordar temas de forma a promover o debate sobre os desafios enfrentados por mulheres escritoras, bem como a proeminência e protagonismo de suas obras e a sua contribuição fundamental para a cultura do Espírito Santo e do município de Cariacica”, diz Kátia, que é membro fundadora da Academia Cariaciquense de Letras, onde ocupa a cadeira nº 8, cuja patronesse é a jornalista e cronista Carmélia Maria de Souza.
A escritora e advogada Carla Guerson também atua no projeto como apresentadora e roteirista. Ela destaca a importância do Elas EScrevem para a divulgação da literatura feminina capixaba. “O projeto contribuirá para essa divulgação para todos os cantos do país a partir da disponibilização dos episódios nas plataformas digitais, permitindo a leitores, pesquisadores e estudantes de todas as partes do país e do mundo o contato com mulheres escritoras do Espírito Santo e de Cariacica”, afirma.
Todos os episódios contarão com tradução em Libras, legendas e audiodescrição, garantindo acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva e visual. Os demais temas do Elas EScrevem serão: literatura infantil e protagonismo de mulheres escritoras, com Lilian Menenguci; literatura antirracista, com Noélia Miranda; literatura feminina e mercado editorial, com Jeovanna Moreira; cadeia produtiva do livro no Espírito Santo e linhas de fomento governamentais exclusivas para mulheres, com Fabiola Mozine; literatura e música, com Fernanda Nali; literatura e diversidade: obras literárias inclusivas para PCDs, com Isabella Baltazar; desafios do fazer literário como meio de sobrevivência para mulheres escritoras, com Aline Dias; literatura e os objetivos de desenvolvimento sustentável – meio ambiente, com Renata Bomfim; literatura e artes visuais, com Mara Coradello; e literatura como direito humano, com convidada a definir.
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“Agora É Que São Elas!” traz Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco a Vitória

Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco desembarcam em Vitória pela primeira vez, com o espetáculo “Agora É Que São Elas!”, comédia de esquetes escrita e dirigida por Fábio Porchat, sucesso pelo Brasil e Europa. A montagem será apresentada entre os dias 24 a 26 de abril, no Teatro Universitário – UFES, com sessões na sexta e sábado, às 20h, e no domingo, às 17h, os ingressos já estão à venda, no Sympla.com.br , com realização da WB Produções.
No palco, as atrizes se transformam em 20 personagens diferentes, interpretando homens e mulheres como protagonistas de nove esquetes que abordam situações cotidianas com humor rápido, afiado e altamente identificável. Os textos misturam criações recentes e outros escritos por Porchat em 2004 e 2005, que seguem extremamente atuais e conectados com o comportamento da década de 2020.
“É um humor de identificação. As pessoas se reconhecem nos personagens ou conhecem alguém que se parece com eles. São encenações do dia a dia, situações que a gente vive. Um comentário que achei divertido”, explica Fábio Porchat.
Na época em que escreveu parte dos textos, Porchat era estudante da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), no Rio de Janeiro, e chegou a encenar alguns esquetes ao lado do saudoso colega Paulo Gustavo.
“Foi muito lindo revisitar esses textos escritos há 20 anos, que eu fiz na escola pro meu colega Paulo Gustavo. E foi bom ver que esse material ainda é atual, funciona e é engraçado. Se estivermos conectados ao que acontece ao nosso redor, vamos entender o Brasil, os costumes e as pessoas que estão à nossa volta”, afirma.
Entre os esquetes apresentados está “Superstição”, que mostra o reencontro de duas amigas que não se viam há anos — uma extremamente supersticiosa e a outra totalmente cética — interpretadas por Maria Clara Gueiros e Júlia Rabello. Em “Selfie”, Priscila Castello Branco e Maria Clara vivem uma situação desconfortável quando um fã aborda uma atriz famosa em um restaurante e, enquanto tenta tirar uma foto, passa a listar defeitos da artista que diz admirar. Já o esquete mais recente, “Meu Bebê”, traz Júlia e Priscila como um casal que compara obsessivamente o próprio filho de oito meses com os filhos das amigas, morrendo de medo que o bebê não seja o mais inteligente de todos.
Diferentes gerações da comédia no mesmo palco
O espetáculo reúne três atrizes de gerações distintas da comédia brasileira, que despontaram para o público em diferentes plataformas. A carioca Maria Clara Gueiros, bailarina de formação, estreou no teatro em 1987 e ganhou popularidade nacional no humorístico Zorra Total. Também carioca, Júlia Rabello se tornou conhecida como um dos principais nomes do Porta dos Fundos e participou de novelas como A Regra do Jogo e Rock Story. Já a paulistana Priscila Castello Branco transitou pelo drama no teatro e por novelas da TV Globo, mas se consolidou no stand-up, com destaque para o solo Tô Quase Lá.
A primeira temporada do espetáculo foi um grande sucesso de público. A peça estreou com casa cheia no Festival de Curitiba, em março de 2024, lotou por quatro meses o Teatro dos Quatro, no Rio de Janeiro — com sessões extras aos sábados — e ainda passou por temporada com ingressos esgotados em Niterói.
Para Porchat, o sucesso da montagem está diretamente ligado ao trabalho coletivo.
“A peça é despretensiosa. Tem três grandes comediantes no palco, que dominam e têm consciência do potencial delas. Um texto de comédia só funciona quando é feito por comediantes que acreditam nele. Essas mulheres melhoram o meu texto e as piadas, e eu acho isso incrível”, destaca.
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Legado de Luz del Fuego mobiliza evento cultural em Cachoeiro

O Centro de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Espírito Santo) receberá, neste sábado (11), o evento cultural “Ainda há luz?”, das 16h às 21h. A programação vai celebrar a trajetória da artista e ativista Luz del Fuego, (1917-1967) e homenagear Marco Antônio Reis (1997-2025), fundador da Cia NÓS de Teatro. A programação contemplará atrações em diversas linguagens artísticas, em dois locais diferentes.
O evento terá entrada gratuita e contará com recursos de acessibilidade, incluindo intérprete de Libras, audiodescrição, sinalização acessível e distribuição de abafadores de ruído para pessoas com sensibilidade auditiva.
As atividades terão início no espaço Sessão 103, onde ficará a exposição que dá nome ao evento, com obras dos artistas visuais Haysian Costa, Andi Fraga e Mew Mew. Haverá, ainda, a exibição do documentário “Divina Luz”, sobre a trajetória de Luz del Fuego; a inauguração da Biblioteca Marco Antônio Reis; e a realização da performance “Nu Escuro”.
A partir das 17h30, vai ser realizado um cortejo em direção à Praça de Fátima, um dos principais espaços de cultura e lazer de Cachoeiro. No local, está prevista a realização de uma batalha de slam (poesia falada) a partir das 18h, contando com prêmios em dinheiro. Apenas mulheres (cis e trans) poderão participar, e as interessadas precisam se inscrever até sexta-feira (10) por meio de formulário online.
A programação na praça incluirá também: “dança do fogo”, com Raíza Dietrich; intervenção artística “Palavra Colada”, do Cine Por Elas; grafite no tecido, com o artista Nomad; set musical com DJs Avelã e Gabriel Rasta; além de microfone aberto para leituras, depoimentos e homenagens.
O evento tem como ponto de partida o legado de Luz del Fuego, nome artístico de Dora Vivácqua, que nasceu em Cachoeiro. Mulher à frente de seu tempo, ela criou na Ilha do Sol, no Rio de Janeiro, um território radical de liberdade e experimentação voltado ao naturismo, entre os anos 1950 e 1960 – um espaço onde corpos dissidentes encontravam abrigo e onde a arte se afirmava como gesto de enfrentamento ao conservadorismo.
Essa memória se entrelaça à trajetória recente do Centro Cultural Luz del Fuego, criado pela Cia NÓS de Teatro, que funcionou entre setembro de 2023 e abril de 2025 em Cachoeiro. Em meio a um cenário de precarização, o espaço acolheu cursos gratuitos, apresentações, encontros comunitários e diversas ações voltadas à formação e ao fortalecimento de vínculos no território.
No centro dessa história estava Marco Antônio Reis, um dos fundadores do espaço e figura fundamental para a cena cultural cachoeirense, mas que faleceu precocemente no ano passado. “Assim como Dora, Marco construiu um lugar de criação, acolhimento e transformação. Sua trajetória, atravessada também por desafios relacionados à saúde mental, revela a complexidade de sustentar espaços independentes de arte e cuidado em contextos adversos”, comenta Brenda Perim, produtora cultural da Cia NÓS de Teatro.
“Ao aproximar essas duas trajetórias separadas por décadas, mas unidas pelo mesmo gesto fundador”, continua Brenda, “o evento propõe uma leitura sensível e política sobre corpos, arte e resistência. Tanto Dora quanto Marco arderam com intensidade rara, enfrentando incompreensões e limites impostos por estruturas sociais e institucionais, deixando, ainda assim, rastros luminosos”.
O evento “Ainda há luz” é uma realização da Cia NÓS de Teatro, com apoio do Cineclube Jece Valadão, do Sessão 103 e do Levante de Rua. A iniciativa conta com recursos do Funcultura, acessados por meio de edital da Secretaria de Estado da Cultura (Secult-ES).
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Maior festival de hambúrguer do ES chega a 2ª edição com 160 lanchonetes participantes

Experimente abrir um aplicativo de delivery na sua cidade e constate: o hambúrguer é, sem dúvidas, o prato mais pedido pelos “fominhas” capixabas. Seja o clássico “podrão” de bairro ou o enfeitado lanche gourmet, o importante é que seja acompanhado de muita maionese temperada. E é por isso que foi criado um concurso para eleger o melhor hambúrguer do Espírito Santo.
O Circuito Burger, maior festival capixaba de hambúrguer, chega à sua 2ª edição em 2026 mirando ampliar o sucesso do ano passado. Com cerca de 160 lanchonetes participantes, o concurso será realizado em 16 municípios de Norte a Sul do Espírito Santo, onde os clientes poderão provar criações inéditas e exclusivas de um dos pratos mais famosos do mundo. O evento vai acontecer de 10 a 31 de maio por meio do aplicativo Plus Delivery.
A ideia do Circuito Burger é eleger o melhor hambúrguer do ano no Espírito Santo. Para participar, cada lanchonete deve criar uma receita inédita, que poderá ser avaliada pelos clientes que a pedirem por meio da plataforma de delivery de comida.
O concurso tem ainda as categorias Atendimento, Entrega e Qualidade do Produto. E aqui não há limites para a criatividade: pode “podrão”, gourmet, com carne de frango, carne de peixe, sem carne (vegano), com maionese de batata, banana frita, o dobro ou triplo de bacon, acompanhamentos diferentões… e por aí vai.
Na primeira edição do Circuito Burger, em 2025, foram mais de 15 mil lanches vendidos em duas semanas e meia. Ao todo, a movimentação financeira gerada pelo evento foi de mais de R$ 10 milhões nas cidades participantes.
“Neste ano, vamos expandir o que deu certo para mais cidades, incluindo desde os pequenos deliveries até as grandes lanchonetes. Todo o processo, do pedido à votação, acontece dentro do aplicativo Plus Delivery”, afirma Luiz Henrique Sabadini, organizador do Circuito Burger.
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