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Espetáculo de dança abre vagas remuneradas para elenco e auxiliar de direção

marcelo

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Espetáculo de dança abre vagas remuneradas para elenco e auxiliar de direção
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O espetáculo Célula, de dança contemporânea, está com cinco vagas abertas para composição do corpo cênico (intérpretes-criadores) e uma para atuar como auxiliar de direção. Os selecionados para as vagas de intérprete receberão um cachê de R$ 3 mil. O auxiliar de direção, R$ 2 mil. As inscrições podem ser feitas até 15 de dezembro, no link.

Para se inscrever não é preciso ter formação prévia em dança, sendo importante disponibilidade, curiosidade e abertura para o processo coletivo. Como forma de valorizar a diversidade e a inclusão, serão priorizadas pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+, gordas, com deficiência e as que têm mais de 45 anos. Os selecionados participarão de formações e encontros de criação do projeto, voltado à investigação de práticas anticoloniais nas artes da cena.

Célula é um espetáculo de dança contemporânea que investiga o corpo em colapso e regeneração, trazendo a reflexão de que em um mundo onde as pessoas nascem moldadas e crescem tentando se encaixar, a busca pelo que é essencial torna-se uma batalha contra a sociedade, mas também contra si mesmo.

A pesquisa parte do conceito de corpo dócil, de Michel Foucault, que é um corpo moldado, vigiado e disciplinado pela sociedade. Parte também do conceito de Antonin Artaud, de corpo sem órgãos, que se rebela contra toda estrutura, que dissolve suas funções e se reinventa a partir do desejo. O corpo dócil, vigiado e disciplinado, começa a se fragmentar. A desordem, por sua vez, abre espaço para o renascimento de um corpo sem órgãos — livre, pulsante e imprevisível.

A proposta de Célula é uma dança de mutações: corpos que morrem para renascer, que se dividem para multiplicar, que se dissolvem para encontrar o próprio centro. O processo criativo será estruturado como um laboratório de pesquisa em dança contemporânea, articulando práticas corporais, estudos teóricos e experimentações cênicas. O ambiente de criação será pautado pela escuta e pela colaboração, reconhecendo em cada participante um território singular de investigação e expressão.

A direção cênica de Célula será feita por Endi, pesquisadora em dança, artista multimídia e produtora cultural, atuante na criação de obras que atravessam corpo, dança e audiovisual. Capixaba de Vitória e pessoa com deficiência (visão monocular), desenvolve desde 2016 uma investigação centrada no corpo como campo de fricção entre opressão, libertação e imaginário, dialogando com temas como performatividade, subjetividade, dissidências, espiritualidade e futuridades.

Formada em Dança Contemporânea pela FAFI e com uma passagem pelo curso de Licenciatura em Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA), é diretora, roteirista e performer em mais de quinze obras, técnica em Modelagem do Vestuário, formada pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica Vasco Coutinho, e acumula formações em figurino, roteiro, videodança e processos de criação.

Sua pesquisa se materializa em obras que tensionam corpo, política e poética, criando experiências sensoriais que investigam limites, fragilidades, rupturas e metamorfoses. A montagem do espetáculo está sendo possível por meio do edital 10/2023 – Artes Cênicas – da Secretaria Estadual de Cultura (Secult), com recursos do Funcultura.

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Com homenagem a mestre Ciça, Viradouro é campeã e conquista o 4º título no Carnaval do Rio

marcelo

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Com homenagem a mestre Ciça, Viradouro é campeã e conquista o 4º título no Carnaval do Rio
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A Unidos do Viradouro é a grande campeã do Carnaval 2026 do Rio de Janeiro. É a quarta vez que a escola conquista o título na Marquês de Sapucaí desde que foi fundada, em 1946.

A escola emocionou ao levar para a avenida o enredo “Pra cima, Ciça”, em homenagem ao mestre de bateria que soma 15 anos de história na agremiação.

Na apuração, realizada na tarde desta quarta-feira (18) na Marquês de Sapucaí, a agremiação teve notas perfeitas em todos os quesitos e totalizou 270 pontos, apenas 0,1 ponto à frente de Beija-Flor e Vila Isabel.

A Viradouro é uma escola de samba de Niterói, mas há muitos anos participa do Carnaval na cidade do Rio. Possui três títulos de campeã do Grupo Especial, conquistados nos anos de 1997, 2020 e 2024.

Na última vez em que foi campeã, a agremiação fez um desfile tecnicamente perfeito ao levar para a Sapucaí o enredo “Arroboboi, Dangbé”, sobre o culto vodum às serpentes.

Durante a apuração do Grupo Especial, a torcida da Unidos do Viradouro tomou a Cidade do Samba e fez festa a cada nota 10 anunciada para a escola de Niterói.

Assim que o locutor anuncia a pontuação máxima, o espaço em vermelho e branco explodia em gritos e bandeiras agitadas. Um coro puxava o ritmo da comemoração: “Olê, olê, olê, olê, olá… Ciça, Ciça!”.

Terceira a desfilar na madrugada de terça-feira (17), segundo dos três dias de apresentações do Grupo Especial do Rio, a Viradouro emocionou a Sapucaí.

Com homenagem a Ciça, mestre da bateria da própria escola, que também teve passagens pela Estácio de Sá, Unidos da Tijuca, Grande Rio e União da Ilha, a escola reuniu mestres de bateria de outras agremiações em uma alegoria. Selminha Sorriso e Claudinho, há 30 anos na Beija-Flor, desfilaram como destaque. A porta-bandeira e o mestre-sala estavam ao lado de Ciça, em 1992, pela Estácio, quando ela foi campeã naquele ano.

O ponto mais alto da noite foi quando a Viradouro recriou a ação inovadora do desfile de 2007, do carnavalesco Paulo Barros, ao levar toda a bateria sobre um carro. Ciça subiu a escadaria que levava ao topo da alegoria de mãos dadas com Juliana Paes, rainha de bateria há 20 Carnavais.

“Eu acho que posso morrer feliz”, disse Paulo Barros. O carnavalesco desfilou em outro carro, intitulado Jogada de Mestre, chorando e acenando ao público presente.

CLASSIFICAÇÃO FINAL DO CARNAVAL RIO 2026

1º – Viradouro – 270

2º –  Beija-Flor – 269,9

3º –  Vila Isabel – 269,9

4º –  Salgueiro – 269,7

5º –  Imperatriz Leopoldinense 269,4

6º –  Mangueira – 269,2

7º –  Unidos da Tijuca – 268,7

8º –  Grande Rio – 268,7

9º –  Tuiuti – 268,5

10º –  Portela – 267,9

11º –  Mocidade – 267,4

12º –  Acadêmicos de Niterói – 264,6

O carro que levou a bateria tinha um enorme coração na frente que, ao brilhar, mostrava a silhueta de uma caveira, apelido de Ciça. Ao final do desfile, foi realizada uma paradinha, e os surdos da bateria simulavam o batimento cardíaco. O público cantou os versos do enredo da escola: “Se for para morrer, que seja do samba”.

“Sou enredo no maior Carnaval do mundo. A emoção é triplicada, um momento único da minha vida”, afirmou Ciça.

Durante o desfile, Ciça participou da comissão de frente e, depois, trocou de roupa para levar a bateria do recuo.

Outro destaque da escola foi o abre-alas, com um enorme leão que rugia, além de patas e cabeça móveis e uma coroa giratória. A alegoria, de 15 metros, simbolizava a Estácio de Sá.

Com 12 mil lâmpadas de LED, o carro representava a favela que virava tambores; nas janelas, telas mostravam sambistas como Dominguinhos do Estácio e Luiz Melodia.

Uma ala tinha 50 mulheres fantasiadas de Luma de Oliveira, recriando a fantasia que ela usou com uma coleira com o nome do então marido. No desfile deste ano, a coleira tinha o nome de Ciça.

A Viradouro recebeu penalidade por excesso de pessoas com camisetas nas laterais e na parte da frente da escola durante o desfile. A punição foi apenas financeira, sem desconto de pontos na apuração.

Com homenagem a mestre Ciça, Viradouro é campeã e conquista o 4º título no Carnaval do Rio
Mestre Ciça e Juliana Paes – Foto: reprodução

TODAS AS CAMPEÃS DO CARNAVAL DO RIO DE JANEIRO

Portela – 22 títulos

Mangueira – 20

Beija-Flor – 15

Salgueiro – 9

Império Serrano – 9

Imperatriz Leopoldinense – 9

Mocidade Indep. de Padre Miguel – 6

Unidos da Tijuca – 4

Viradouro – 4

Vila Isabel – 3

Unidos da Capela – 2

Estácio de Sá – 1

Prazer da Serrinha – 1

Vizinha Faladeira – 1

Recreio de Ramos – 1

Acadêmicos do Grande Rio – 1

Fonte: Liesa (Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – ALÉXIA SOUSA

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“Para nadar é preciso vencer o mar” chega ao complexo jesuítico de Reis Magos

marcelo

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“Para nadar é preciso vencer o mar” chega ao complexo jesuítico de Reis Magos
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O complexo jesuítico de Reis Magos, em Nova Almeida, recebe, na próxima terça-feira (24), a partir de 16h, a exposição “Para nadar é preciso vencer o mar”, do artista José Bechara.

A iniciativa, que ocupa o recém-restaurado Centro de Interpretação Aldeia de Reis Magos, promove um encontro entre a arquitetura do século XVII e a força da arte contemporânea, reforçando o papel do monumento como um espaço vivo de produção cultural.

Após passar por uma profunda readequação e restauro, o complexo agora serve de cenário para obras que exploram métodos e materiais diversificados. A exposição de Bechara, que conta com o apoio da Prefeitura da Serra, por meio da Secretaria de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer (Setur), irá apresentar pinturas inéditas e esculturas de variadas dimensões.

A exposição utiliza materiais que dialogam com o tempo e a natureza, como processos de oxidação em lonas e o uso de rochas ornamentais em esculturas externas, aproveitando a iluminação e a atmosfera única do complexo histórico.

Para o prefeito da Serra, Weverson Meireles, a chegada de grandes mostras ao município é fundamental para a valorização da identidade local.

“A mostra fortalece o diálogo entre arte, memória e território, reafirmando a vocação cultural de Reis Magos. Iniciativas como esta valorizam nossa identidade, ampliam o acesso à cultura e reconhecem a potência criativa que transforma lugares, aproxima pessoas e fortalece o sentimento de pertencimento”, destaca o prefeito.

Imersão e Patrimônio

O Centro de Interpretação Aldeia de Reis Magos, tombado pelo Iphan, foi planejado para oferecer uma experiência comunicativa sobre a história dos indígenas e jesuítas no Espírito Santo. Com a inclusão de mostras de arte contemporânea, o espaço amplia sua vocação, atraindo não apenas fiéis e historiadores, mas também entusiastas das artes visuais.

Para a exposição de José Bechara, o espaço abre as portas de forma gratuita. Os interessados, porém, devem retirar ingressos no link a seguir: “Para nadar é preciso vencer o mar

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Projetos levam música para a Prainha e praças da cidades a partir de domingo

marcelo

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Projetos levam música para a Prainha e praças da cidades a partir de domingo
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A Prefeitura de Vila Velha vai realizar novas edições dos projetos Arte no Parque e Luau da Vila, com apresentações musicais em diferentes regiões do município. A programação vai integrar o calendário cultural da cidade e vai ocupar espaços públicos com shows e atividades formativas.

No próximo domingo (22), o Arte no Parque vai acontecer em frente à Igreja do Rosário, na Prainha, com palco montado na área externa. Às 16h30, o cantor e violeiro Jorge dos Santos vai subir ao palco com a viola de 15 cordas, instrumento criado por ele em 2013 e que se tornou sua principal marca artística. Natural de Caratinga (MG), o músico iniciou carreira em 2007 e reúne mais de mil composições próprias registradas.

Às 18 horas, o grupo América 4 vai apresentar show construído a partir de pesquisa musical desenvolvida ao longo de 38 anos de trajetória. O repertório vai dialogar com a música andina e com ritmos latino-americanos, incorporando referências do tropicalismo, da MPB, do congo e do maracatu, além de influências regionais do Espírito Santo e de Minas Gerais.

E na próxima semana, nos dias 27 e 28, o Luau da Vila e o Arte no Parque vão ampliar a programação cultural em outros pontos da cidade.

Na sexta-feira (27), o Luau da Vila vai acontecer no Parque Urbano Duque de Caxias. Às 18h30, o músico Felipe Peó vai conduzir um aulão de forró aberto ao público. Às 19 horas, ele fará show em homenagem a Luiz Gonzaga. Às 20h30, a banda Big River vai interpretar canções de Alceu Valença.

No sábado (28), o Arte no Parque vai retornar à Igreja do Rosário, na Prainha, com duas sessões do projeto Jovens Pianistas Capixabas, às 16h30 e às 19h30.

Também no sábado (28), o Luau da Vila chegará à Ponta da Fruta. Às 17h30, o grupo América 4 vai se apresentar. Às 19 horas, Jorge dos Santos executará repertório autoral na viola de 15 cordas. Às 21 horas, Big River encerra a noite com tributo a Alceu Valença.

O secretário municipal de Cultura, Roberto Patrício Junior, afirma que a ocupação cultural dos espaços públicos amplia o acesso da população à produção artística e fortalece vínculos entre território e comunidade. “Quando o município ativa praças e espaços históricos com música e formação artística, ele reforça a identidade local e amplia a circulação de bens simbólicos. A cultura estrutura pertencimento, memória e autoestima coletiva”, diz.

Confira a programação

Arte no Parque

Domingo (22/02)
Local: Em frente à Igreja do Rosário, Prainha
16h30 – Jorge dos Santos
18h – América 4

Sábado (28/02)
Local: Igreja do Rosário, Prainha
16h30 – Jovens Pianistas Capixabas – Primeira sessão
19h30 – Jovens Pianistas Capixabas – Segunda sessão

Luau da Vila

Sexta-feira (27/02)
Local: Praça Duque de Caxias
18h30 – Aulão de forró com Felipe Peó
19h – Felipe Peó canta Luiz Gonzaga
20h30 – Big River canta Alceu Valença

Sábado (28/02)
Local: Ponta da Fruta
17h30 – América 4
19h – Jorge dos Santos – Viola 15 Cordas
21h – Big River canta Alceu Valença

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