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Política

Falta de pagamento deixa crianças de Marechal Floriano sem atendimento pediátrico

A informação foi divulgada pelo vereador Diego da Amar (Podemos), que usou as redes sociais para relatar a interrupção do serviço e alertar para o risco de novos cancelamentos de consultas pediátricas nas próximas semanas.

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Foto: Prefeitura
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O município de Marechal Floriano está sem atendimento pediátrico fixo nas unidades de saúde desde o início de janeiro deste ano. A informação foi divulgada pelo vereador Diego da Amar (Podemos), que usou as redes sociais para relatar a interrupção do serviço e alertar para o risco de novos cancelamentos de consultas pediátricas nas próximas semanas. Segundo o parlamentar, cerca de 150 crianças deixaram de ser atendidas somente neste mês.

Em vídeo publicado recentemente, Diego da Amar afirmou que a pediatra responsável pelo atendimento regular no município suspendeu os serviços por falta de pagamento e pela ausência de informações sobre a regularização contratual. De acordo com o vereador, além dessa profissional, havia uma segunda pediatra que atuava de forma eventual para suprir a alta demanda, comparecendo ao município alguns dias por mês.

Ainda segundo o parlamentar, essa profissional eventual tinha atendimentos agendados para a segunda, terça e quarta-feira de uma determinada semana, mas as consultas foram canceladas. O motivo, conforme relatado, foi a falta de garantias e de respostas por parte do Instituto de Apoio ao Meio Ambiente, Saúde e Esportes (IAMASE) quanto ao pagamento pelos serviços prestados.

“Desde o início do ano, tivemos conhecimento de que algumas especialidades médicas do município interromperam os atendimentos por falta de pagamento, incluindo a pediatra que realizava o atendimento regular em Marechal Floriano”, afirmou Diego da Amar em entrevista.

O vereador explicou que a gestão da saúde municipal é terceirizada para a IAMASE, entidade contratada pela Prefeitura, responsável por contratar empresas que fornecem os médicos especialistas. No caso da pediatria, os profissionais são vinculados à empresa do médico Márcio Lameri Cruz, contratada pela IAMASE. Segundo Diego da Amar, ainda no fim do ano passado, essa empresa teria comunicado à Câmara Municipal sobre o risco de paralisação dos atendimentos em razão de atrasos nos pagamentos.

De acordo com o parlamentar, desde o início de janeiro Marechal Floriano não conta com atendimento pediátrico fixo. A pediatra que atuava de forma eventual costumava atender, em média, três dias por mês, mas, neste início de ano, não realizou atendimentos por não haver qualquer sinalização da IAMASE quanto à regularização dos pagamentos.

“O que se observa é uma recorrente falta de clareza e de comunicação por parte da IAMASE em relação aos pagamentos e à definição dos atendimentos”, afirmou o vereador em entrevista ao ES Hoje.

Segundo Diego da Amar, não foi apresentada justificativa formal por parte da IAMASE sobre a indefinição dos pagamentos. Ele afirmou ainda que a empresa responsável pelos médicos comunicou oficialmente a Secretaria Municipal de Saúde sobre o risco de paralisação não apenas da pediatria, mas também de outras especialidades médicas, mantendo contato direto para alertar sobre a possibilidade de interrupção dos serviços.

Questionado sobre a disponibilidade de recursos financeiros, o vereador afirmou que há previsão orçamentária para custear os atendimentos. De acordo com ele, o orçamento da saúde é o maior do município e o contrato firmado com a IAMASE é da ordem de aproximadamente R$ 27 milhões. Em cerca de cinco meses, teriam sido realizados repasses próximos a R$ 10 milhões.

Além da pediatria, há relatos de atrasos no pagamento de outros médicos especialistas e de profissionais da área da saúde, o que chegou a levantar a possibilidade de uma paralisação mais ampla dos serviços no município.

Apesar do cenário, o vereador ressaltou que não deve haver desassistência total no atendimento infantil, uma vez que os serviços de urgência e emergência não podem ser interrompidos. No entanto, destacou que a ausência de acompanhamento pediátrico regular já provoca impactos significativos às famílias.

A situação da saúde municipal está sendo apurada por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instaurada na Câmara Municipal. As oitivas já tiveram início e, nos últimos dias, foram ouvidos a ex-secretária de Saúde, a ex-subsecretária, servidores da área e um representante da IAMASE. A CPI é presidida pelo vereador Hilário Oliveira Neto, tem como relator Martim Trarbach e como membro o vereador Pastor Adriano.

O médico Márcio Lameri Cruz foi procurado pela reportagem, mas não retornou as ligações nem respondeu às mensagens até o fechamento desta matéria. O secretário municipal de Saúde, Ramom Rigoni Gobetti, e o prefeito Lidiney Gobbi também foram procurados, mas não se manifestaram. O espaço segue aberto para posicionamentos.

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Política

11 governadores e 10 prefeitos de capitais renunciaram de olho nas eleições

Prazo legal de desincompatibilização terminou no fim de semana, a seis meses do pleito eleitoral

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Urna eletrônica utilizada nas eleições • José Cruz/Agência Brasil
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Onze governadores e dez prefeitos de capitais deixaram seus cargos para disputar as eleições deste ano, em cumprimento à legislação eleitoral.

O prazo de desincompatibilização terminou no sábado (4), exatamente seis meses antes do primeiro turno, com o objetivo de evitar o uso da máquina pública em favor de candidaturas.

Entre os governadores que renunciaram, dois são pré-candidatos à Presidência da República – Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO). A maior parte, porém, deve concorrer ao Senado, que terá 54 das 81 cadeiras em disputa neste pleito.

Com a saída dos titulares, os vice-governadores assumem os cargos e, em muitos casos, podem disputar a reeleição.

No Rio de Janeiro há uma exceção: como não havia vice no momento da renúncia de Cláudio Castro, será realizada uma eleição para um mandato-tampão até o fim do ano. O modelo, se direto ou indireto, ainda será definido pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O mesmo ocorre com o Amazonas, em que governador e vice renunciaram porque devem disputar outro cargo.

A renúncia é obrigatória para quem pretende concorrer a outro cargo, mas não assegura a candidatura.

A oficialização ocorrerá apenas em agosto, após as convenções partidárias e o registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Já governadores que pretendem a reeleição podem permanecer no cargo, regra que também vale para o presidente da República.

Confira os governadores que deixaram o cargo:

  • Acre: Gladson Cameli (PP), deve concorrer ao Senado
  • Amazonas: Wilson Lima (União), não decidiu qual cargo vai disputar
  • Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB), deve concorrer ao Senado
  • Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB), deve concorrer ao Senado
  • Goiás: Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência da República
  • Mato Grosso: Mauro Mendes (União), deve concorrer ao Senado
  • Minas Gerais: Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República
  • Pará: Helder Barbalho (MDB), deve concorrer ao Senado
  • Paraíba: João Azevêdo (PSB), deve concorrer ao Senado
  • Rio de Janeiro: Cláudio Castro (PL), deve concorrer ao Senado
  • Roraima: Antonio Denarium (Republicanos), deve concorrer ao Senado

No caso dos prefeitos, a maioria dos que deixaram seus cargos deve disputar o governo de seus estados. Entre eles estão Eduardo Paes, que tentará o comando do estado do Rio de Janeiro e João Campos, o governo de Pernambuco.

Veja a lista:

  • Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro, pré-candidato a governador do RJ
  • Lorenzo Pazzolini (Republicanos), ex-prefeito de Vitória, deve concorrer ao governo do ES
  • João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife, pré-candidato a governador de PE
  • Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís, pré-candidato a governador do MA
  • Cícero Lucena (MDB), ex-prefeito de João Pessoa, deve concorrer ao governo da PB
  • David Almeida (Avante), ex-prefeito de Manaus, deve concorrer ao governo do AM
  • Dr. Furlan (PSD), ex-prefeito de Macapá, deve concorrer ao governo do AP
  • Tião Bocalom (PSDB), ex-prefeito de Rio Branco, deve concorrer ao governo do AC
  • Arthur Henrique (PL), ex-prefeito de Boa Vista, não decidiu qual cargo vai disputar
  • João Henrique Caldas (PSDB), ex-prefeito de Maceió, não decidiu qual cargo vai disputar
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Política

Pazolini deixa o cargo e Cris Samorini é a nova prefeita de Vitória

Cris assinou o termo de posse na manhã deste sábado, após renúncia de Pazolini para disputar as eleições

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Cris Samorini assina termo de posse e é a nova prefeita (foto: Leonardo Silveira)
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Na manhã deste sábado (04), a Prefeitura de Vitória formalizou a assinatura do termo de transmissão de cargo do então prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) para a vice, Cris Samorini (PP), que se tornou a primeira mulher a comandar a Capital do Espírito Santo.

O termo foi assinado no gabinete da presidência da Câmara de Vitória, na presença do presidente do Legislativo, Anderson Goggi (Republicanos), e do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso

O ato vem após Pazolini renunciar ao cargo para concorrer nas eleições deste ano – ele é pré-candidato ao governo do Estado. De acordo com o ofício enviado à Câmara, a renúncia foi marcada para hoje.

Segundo Goggi, com a renúncia do prefeito, automaticamente a vice assume. “O ato de posse foi somente para formalizar, porque ela já assume automaticamente, já é a prefeita definitiva. Na segunda, será a solenidade de posse”.

Em nota, Cris disse que o ato garante a continuidade das ações: “Cumprimos uma etapa importante que está dentro do regimento e da lei orgânica, e agora seguimos com uma gestão planejada, garantindo a continuidade das ações. Meu compromisso é manter o ritmo de trabalho, dar sequência ao direcionamento estabelecido e assegurar que as entregas previstas para a cidade sejam concluídas como esperado”.

“Momento importante para a cidade de Vitória, fizemos a transição com gratidão a Deus, a minha família e aos capixabas, com serenidade e sabedoria, com a confiança que a Cris vai continuar e aprimorar esse trabalho, investindo muito na cidade, cuidando das pessoas e com a certeza que Vitória está em ótimas mãos”, destacou Pazolini, também por meio de nota.

A solenidade de posse está marcada para a próxima segunda-feira (06), às 17 horas, na Câmara de Vitória.

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Política

Lucas Polese leva ao TCES denúncia contra diretor do DER-ES em obra de São Mateus

Parlamentar aponta possível favorecimento em desapropriação milionária e cobra apuração sobre alteração do traçado do contorno rodoviário

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A cena ocorrida nos degraus do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCES) nesta semana carrega um simbolismo que vai além da política partidária. Quando o deputado estadual Lucas Polese protocolou pessoalmente uma representação contra o diretor do DER-ES, José Eustáquio de Freitas, ele não estava apenas entregando papéis; estava acionando as engrenagens de um sistema desenhado para proteger o cidadão comum.

O Caso em Questão

No centro da denúncia, uma questão de princípios: a obra do contorno de São Mateus. Segundo o parlamentar, há indícios graves de conflito de interesses. A suspeita é de que o traçado da rodovia teria sido alterado para atingir terras pertencentes ao próprio diretor da autarquia, resultando em uma indenização milionária de mais de R$ 3 milhões.

O que torna o relato ainda mais sensível ao olhar humano é a disparidade no tratamento: enquanto o gestor já teria recebido parcelas consideráveis da indenização, outros dez proprietários locais — cidadãos sem cargos de poder — ainda aguardam o início de seus pagamentos.

Para Polese, a questão central não é técnica, mas moral. Em sua visão, mesmo que a desapropriação fosse o único caminho viável, a ética exigiria um distanciamento absoluto do beneficiado. “Não se trata apenas de uma discussão burocrática. Estamos falando de respeito ao contribuinte”, defende o deputado.

Essa postura do mandato reflete um sentimento crescente na sociedade: o desejo de que o agente público não seja apenas eficiente, mas inquestionável em sua conduta.

Fiscalizar é, talvez, a tarefa mais árdua e solitária de um deputado. Ao levar o caso ao TCES, a denúncia sai do barulho das redes sociais e entra no campo da legalidade institucional.

É fundamental lembrar que, em uma democracia saudável, a investigação é o caminho para a verdade:

  • Para o acusado: É a oportunidade de provar a regularidade de seus atos sob o crivo técnico.
  • Para o acusador: É o cumprimento do dever de não se calar diante de dúvidas relevantes.
  • Para a sociedade: É a garantia de que o dinheiro dos seus impostos não está sendo usado para privilegiar poucos em detrimento de muitos.

A expectativa agora recai sobre os órgãos de controle. O que a população capixaba espera não é o espetáculo da condenação antecipada, mas a serenidade da justiça. Ao provocar esse debate, Lucas Polese reafirma que o gabinete parlamentar deve funcionar como um canal aberto para a população — um lugar onde denúncias ganham voz e a transparência se torna a regra, não a exceção.

No fim, a mensagem é clara: o caixa do Estado pertence ao povo, e qualquer um que o gerencie deve estar pronto para prestar contas sob a luz mais forte do tribunal.

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