Economia
FGC antecipa até R$ 1 mil em garantias a clientes do Will Bank
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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) vai antecipar o pagamento de até R$ 1 mil para credores do Will Bank. A medida pode beneficiar cerca de 6 milhões de pessoas e será feita diretamente pelo aplicativo da instituição bancária.

O valor a ser antecipado corresponde a aproximadamente R$ 200 milhões e beneficiará correntistas principalmente de baixa renda, o público-alvo da instituição. Além da antecipação, há R$ 25 milhões de saldos em contas de pagamento, que também serão liberados no aplicativo do Will Bank.
- FGC aprova plano emergencial para cobrir rombo do Banco Master.
- FGC já pagou R$ 32,5 bilhões a 75% dos credores do Banco Master.
- FGC alerta para golpes ligados a indenizações do Banco Master.
A instituição, que integrava o conglomerado do Banco Master, teve a liquidação decretada pelo Banco Central (BC) em janeiro. Como a consolidação da lista completa de credores ainda não foi finalizada, o Fundo Garantidor de Créditos decidiu antecipar o pagamento para clientes com valores de até R$ 1 mil cobertos pela garantia.
Quem tem valores acima de R$ 1 mil ou investiu por meio de plataformas de investimentos deverá aguardar e pedir o ressarcimento pelo aplicativo do próprio FGC, após a conclusão da lista dos credores.
Balanço
O FGC também atualizou o balanço da liberação dos recursos das liquidações do Banco Master, da Master Investimento e do Letsbank. Até o momento, foram pagos R$ 37 bilhões em garantias a credores do conglomerado ao qual o Will Bank pertencia, o equivalente a 91% do total previsto. Ainda há cerca de 9% de investidores que não iniciaram o pedido de ressarcimento.
Contas de pagamento
O Will Bank não operava como banco tradicional com conta corrente. A instituição funcionava como financeira e instituição de pagamento, oferecendo contas de pagamento, modalidade em que o saldo do cliente deve ficar depositado numa conta específica no Banco Central.
Nessas contas, o dinheiro não pode ser usado pela instituição para conceder crédito ou realizar outras operações típicas de banco comercial. Parte dos valores aplicados pelos clientes era direcionada automaticamente para Certificados de Depósito Bancário (CDB), que contam com cobertura do FGC até o limite legal de R$ 250 mil por CPF.
Segundo o BC, os recursos das contas de pagamento ficam separados do patrimônio da instituição, o que garante o ressarcimento aos clientes.
Têm direito à antecipação:
- Clientes diretos do Will Bank;
- Com valores elegíveis à garantia do FGC;
- Limitados a até R$ 1 mil.
O limite geral de cobertura do FGC é de até R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).
Nessa fase, no entanto, a liberação é restrita ao teto de R$ 1 mil por cliente.
Passo a passo para pedir o ressarcimento
- Acesse o aplicativo do Will Bank onde estará disponível a opção específica para a antecipação do pagamento.
- Confirme seus dados cadastrais e o sistema fará a validação das informações pessoais.
- Verifique o valor disponível, e após a validação será exibido o valor elegível à cobertura do FGC, limitado a R$ 1 mil.
- Confirme o aceite digital. O pedido é formalizado por meio de confirmação eletrônica dentro do aplicativo.
- Transfira o dinheiro. Depois da liberação, o cliente deverá transferir o valor para uma conta de mesma titularidade, para poder movimentar o dinheiro.
Atenção a golpes
O FGC e o Will Bank alertam que não fazem contato por telefone, mensagens ou redes sociais para pedir senhas, códigos ou dados pessoais.
Não há intermediários autorizados para “facilitar” ou “antecipar” pagamentos. Em caso de dúvida, o cliente deve buscar apenas os canais oficiais das instituições.
O que é o FGC
O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada em 1995 para proteger depositantes e investidores em caso de quebra de instituições financeiras autorizadas a funcionar no Brasil. A cobertura é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, respeitados os limites estabelecidos em regulamento.
Fonte: Agência Brasil
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Economia
Ambulantes que se formalizaram como MEI crescem 45% em 2 anos
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13 de fevereiro de 2026
O número de ambulantes formalizados microempreendedores individuais (MEI), em 2025, cresceu 45% em relação a 2023. Mais de 56 mil profissionais que comercializam nas ruas se registraram como MEI no ano passado, contra 38 mil em 2023 e 42 mil em 2024.

Os dados são do DataSebrae, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A entidade comemora o número maior de formalização desses trabalhadores e espera que a categoria aproveite o boom do carnaval.
- Manual reúne informações para microempreendedor individual.
- Banco do Brasil lança cartão exclusivo para microempreendedores.
- Rio inicia credenciamento de ambulantes para o carnaval de rua 2026.
Na Bahia, foram 2,9 mil ambulantes formalizados como MEI no ano passado, 39% a mais do que em 2023. No Rio de Janeiro, foram 6,5 mil, aumento de 54% na comparação com dois anos antes. Em São Paulo, houve a formalização de 16 mil ambulantes no ano passado, 43% a mais do que em 2023.
“Esses profissionais são essenciais para a festa [carnaval], que deve movimentar cerca de R$ 18,6 bilhões neste ano”, disse a instituição, acrescentando que “a maior festa popular do mundo é feita pelos pequenos negócios”.
No período do carnaval, o Sebrae realiza uma ação em Salvador para promover empresas de micro e pequeno porte durante a folia em segmentos como moda, economia, alimentos e bebidas no circuito Barra-Ondina. O objetivo é mostrar que a festa é um grande espaço de geração de renda.
Ainda segundo o Sebrae, na Bahia, os pequenos negócios são quase a totalidade dos segmentos de bares, restaurantes e alimentação fora do lar (98,6%) e de transporte e receptivo turístico (97%). Eles também representam 84,1% dos hotéis e meios de hospedagem.
A expectativa é de que mais de 1,2 milhão de turistas cheguem à capital soteropolitana e movimentem mais de R$ 1,8 bilhão.
MEI
O Microempreendedor Individual (MEI) é a forma mais simples de formalização profissional, abrindo a possibilidade de ter um CNPJ.
O faturamento do MEI pode ser de até R$ 81 mil por ano, com direito à contratação de até um funcionário para auxiliar nas suas tarefas.
Fonte: Agência Brasil
Economia
Capacitações e empreendedorismo são caminhos para aumentar presença feminina na ciência
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13 de fevereiro de 2026
Elas representam apenas cerca de 33,3% das pessoas pesquisadoras no mundo e 35% do total de estudantes nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (Stem), segundo a Unesco, mas vêm mostrando que é possível transformar um cenário historicamente desigual em espaço de protagonismo, inovação e geração de negócios. Mais do que discutir estatísticas, o desafio é avançar em soluções concretas que passam por três frentes principais: qualificação técnica, fortalecimento de redes de apoio e ampliação da presença feminina em ambientes estratégicos de inovação.
A relevância do assunto levou à criação do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência (11 de fevereiro), em 2015, pela Unesco. O propósito da data é manter a discussão latente na sociedade, fortalecendo o compromisso global com a igualdade de direitos entre homens e mulheres, principalmente do ponto de vista da educação. A gestora de startups do Sebrae/ES, Isabella Calmon, acredita que o primeiro passo para promover a mudança é romper barreiras culturais ainda presentes. “Muitas meninas deixam de seguir essas carreiras por falta de incentivo, ausência de referências femininas e medo de não pertencer a esses espaços. Mas isso pode ser transformado com informação, visibilidade e oportunidades reais de desenvolvimento”.
Segundo levantamento do Sebrae nacional, 43% das lideranças em tecnologias disruptivas baseadas em avanços científicos que passaram pelo programa Catalisa ICT são mulheres. O índice é bem acima do mercado (cerca de 16%), de acordo com a Associação Brasileira de Startups.
Outra iniciativa anual do Sebrae é o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, que, na categoria Ciência e Tecnologia, reconhece e dá visibilidade a mulheres que lideram iniciativas de impacto no setor. Mais um exemplo de ação afirmativa é o edital “Mulheres na Ciência”, da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), que estimula o desenvolvimento de pesquisas lideradas por mulheres no estado.
Mulheres capixabas se destacam na inovação
A advogada Maria Luiza Fontenelle, fundadora da startup +Jus, demonstra como a presença feminina tem ampliado seu impacto da inovação. À frente de uma empresa que utiliza Inteligência Artificial para simplificar a linguagem jurídica, ela atua em um setor tradicionalmente masculino, transformando tecnologia em ferramenta de acesso à justiça.

Maria Luiza Fontenelle, advogada e fundadora do +Jus “A tecnologia precisa de diferentes olhares para inovar”, afirma. Para ela, ver mulheres liderando negócios de base tecnológica ajuda a ampliar horizontes e mostrar que não existe um único perfil para empreender.
Outro exemplo é a empreendedora Daniela Vieira, que fundou a plataforma Ciência pra Vida. Pesquisadora de formação, ela transformou sua trajetória acadêmica em negócio ao criar soluções educativas baseadas em experimentação científica para a primeira infância. A reinvenção veio após precisar se afastar dos laboratórios durante a maternidade.
“Durante a gestação, precisei me afastar dos laboratórios, mas a ciência nunca saiu de mim. Ela apenas encontrou um novo espaço para acontecer. Conhecimento não se perde, ele se transforma”, destaca. O fortalecimento da presença feminina na ciência e na tecnologia não é apenas uma pauta de inclusão, mas estratégia de desenvolvimento.
“Ambientes diversos tendem a gerar soluções mais completas, inovadoras e conectadas à realidade social”, acrescentou a gestora de startups Isabella Calmon. “Por isso, capacitar-se, participar de comunidades, frequentar eventos, buscar mentorias e transformar conhecimento em negócio são passos concretos para ampliar essa presença. Mais do que ocupar cadeiras, trata-se de liderar projetos, criar soluções e influenciar decisões.
Da ciência ao empreendedorismo
Apaixonada pela ciência desde a infância, quando já dizia que queria “explicar as coisas do mundo”, a fundadora da Ciência pra Vida, Daniela Vieira, construiu sua trajetória a partir da investigação científica. Os maiores desafios surgiram com a maternidade, período em que precisou se afastar dos laboratórios de química orgânica por questões de segurança, exigindo adaptação e reorganização profissional.

A experiência levou à reinvenção da carreira e ao empreendedorismo: os conhecimentos científicos passaram a ganhar forma em projetos educativos voltados à primeira infância, que hoje se traduzem em soluções como o Box Pequeno Cientista (laboratório portátil voltado para famílias, professores e escolas), a Plataforma Pequeno Cientista (dá acesso à metodologia, às experiências e aos materiais pedagógicos) e a formação de professores (capacita educadores a aplicarem a metodologia de forma intencional e significativa). A proposta utiliza experiências científicas como ferramenta de desenvolvimento integral, estimulando curiosidade, autonomia e pensamento crítico desde cedo.
“Durante a gestação, precisei me afastar dos laboratórios, mas a ciência nunca saiu de mim. Ela apenas encontrou um novo espaço para acontecer. As mulheres podem se inspirar reconhecendo que conhecimento nunca se perde, ele se transforma”, afirma.
Para a empreendedora, a ciência não precisa seguir caminhos lineares e pode se transformar em oportunidades de impacto social, geração de renda e inspiração para outras mulheres ocuparem e permanecerem em áreas ainda pouco exploradas por elas.
Comunidades e conexões estratégicas
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Fonte: Agência Sebrae – ES
Economia
Carnaval: empreendedores inovam e fortalecem economia capixaba
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9 horas atrásem
13 de fevereiro de 2026
Com criatividade e um olhar atento às oportunidades, a festividade pode ser bem movimentada para quem já empreende e para quem quer fazer uma renda extra. O empreendedor Davi Abreu, da Coquetu (@coquetubar), por exemplo, está com a agenda cheia para a venda de drinks nos próximos dias. Formado em elaboração de drinks e coquetéis pelo Senac, ele começou como freelancer em eventos e decidiu investir na própria marca após perceber o potencial do mercado.

“No Carnaval do ano passado eu e um amigo vendemos chup-chups alcoólicos e deu muito certo. Isso fez com que eu começasse a pensar em empreender. Comprei os equipamentos e comecei a fechar trabalhos em eventos particulares. Neste Carnaval, fechamos parcerias para venda de drinks em dois pontos no sábado, em Jardim da Penha e no centro de Vitória. E na segunda-feira, vamos estar com a modalidade open bar em parceria com um bar que vai promover um bloco”, contou.
Outra empreendedora, a estilista e designer de moda Stael Magesck, vê nos dias de folia uma chance concreta de turbinar suas vendas, por isso, mantém sua loja aberta durante todo o período de Carnaval. Na Casa da Stael (@casadastael), que fica no centro de Vitória, Stael expõe suas criações e as peças de outros artistas locais. “Nesse período, a coleção de Carnaval predomina, mas sempre é possível encontrar produtos de produção local, autoral e capixaba. Temos moda, acessórios, artesanato, cafés, cachaças e suvenires com identidade cultural do Espírito Santo”. Com localização estratégica, na Rua Sete de Setembro, a Casa atrai a atenção de foliões entre um bloco e outro.

Bernardo também destaca a importância da comunicação com o público. “Se você já tem rede social ou se comunica com seus clientes, deixe claro qual será o horário de funcionamento no Carnaval, como vai operar. Alguns bares fecham as portas e atendem só na rua, outros estendem as cadeiras porque a via fica interditada. São oportunidades que dependem de um bom planejamento.”
O turismo agradece
O cenário otimista é confirmado pela alta na procura por bilhetes aéreos e fretamentos rodoviários e acompanha uma tendência nacional. Em todo o Brasil, cerca de 41,4 milhões de pessoas devem participar das celebrações, o equivalente a 25% dos consumidores das capitais, segundo pesquisa da CNDL e do SPC Brasil em parceria com a Offewise Pesquisas. Entre os que pretendem gastar com produtos ou serviços típicos do período, 88% afirmam que vão participar de alguma festividade.
O impacto deve ser sentido principalmente nos pequenos negócios e serviços ligados ao lazer e turismo. O levantamento aponta que 95% dos foliões planejam comprar produtos e 88% pretendem contratar serviços durante o Carnaval. Entre os itens mais consumidos estão bebidas como água, sucos, energéticos e chás (55%), além de cerveja, comidas e lanches fora de casa. Já nos serviços, destacam-se bares e restaurantes (45%), transporte particular e serviços de beleza. O Carnaval é mais do que festa: é oportunidade certeira para geração de renda, valorização dos pequenos negócios e fortalecimento da economia local.
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Fonte: Agência Sebrae – ES

FGC antecipa até R$ 1 mil em garantias a clientes do Will Bank

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