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“Filhote de Trem”: espetáculo cênico-musical para os pequenos acontece no Casa do Governador

marcelo

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“Filhote de Trem”: espetáculo cênico-musical para os pequenos acontece no Casa do Governador
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Neste domingo (23), a partir das 11h, no Parque Cultural Casa do Governador, em Vila Velha, acontece um espetáculo cênico-musical voltado para o público infantil. Com um elenco formado pela soprano Isabella Luchi, o violoncelista Jonathan Azevedo e o percussionista Gabriel Novais, o trio apresenta Filhote de Trem, um espetáculo inspirado na obra homônima da escritora paulista Memélia de Carvalho, com música de Heitor Villa-Lobos, Carlos Gomes e Chiquinha Gonzaga.

A entrada é gratuita, e os ingressos podem ser retirados na hora do evento, na recepção do Parque, ou pelo link.

Filhote de Trem conta a história do sonhador Piuí, um trenzinho que busca uma vida diferente da que os pais, e a sociedade dos trens, imaginaram para ele. Piuí quer ser livre, quer trilhar caminhos novos e voar alto, muito alto.

“Filhote de Trem”: espetáculo cênico-musical para os pequenos acontece no Casa do Governador

A atração faz parte da 4ª edição do projeto Ópera nos Bairros, uma iniciativa do 13º Festival de Música Erudita do Espírito Santo. Pela primeira vez o projeto circulará com uma obra criada dentro do âmbito do Festival, por artistas do Espírito Santo – o violonista e maestro Belchior Guerrero e a diretora cênica Tamara Lopes. O elenco traz nomes conhecidos do público capixaba – a soprano Isabella Luchi, o percussionista Gabriel Novais e o violoncelista Jonathan Azevedo.

A realização do Festival é da Cia de Ópera do Espírito Santo (COES), do Governo do Estado do Espírito Santo, através da OSES – Orquestra Sinfônica do Espírito Santo e Secretaria de Estado da Cultura, do Ministério da Cultura, Governo Federal, através da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio master da Shell, apoio institucional da Fecomercio/Sesc e Casa da Música Sônia Cabral.

Festival de Música Erudita do Espírito Santo

Idealizado por Tarcísio Santório, presidente da COES (Companhia de Ópera do Espírito Santo), o Festival de Música Erudita do Espírito Santo teve sua primeira edição em novembro de 2013, e desde 2014 tem a direção geral dividida com Natércia Lopes. Já passaram por ele grandes nomes nacionais e internacionais como Eliane Coelho, Cristian Budu, Stephen Bronk, Emmanuele Baldini, Denise de Freitas, Fernando Portari, Eduardo Monteiro, Nahim Marun, Célia Ottoni, Aleyson Scopel, Gabriela Queiroz, Fábio Bezuti, os maestros Gabriel Rhein-Schirato e Helder Trefzger, o italiano Marco Gandini e os norte-americanos Maria Russo e Marc Verzatt, entre outros. Sua 8ª edição, em 2020, foi marcada pelo início da colaboração com Livia Sabag. Com transmissão ao vivo e direção de fotografia da cineasta capixaba Úrsula Dart, recebeu inúmeras críticas positivas nacionais e internacionais e foi indicada ao maior prêmio nacional de música clássica, o Prêmio CONCERTO, da renomada publicação brasileira. Em 2023, a ópera Contos de Júlia, criada para a abertura da 11ª edição, foi a vencedora do Prêmio Lauro Machado Coelho de Ópera da Revista CONCERTO. Em 2024, o Festival voltou a receber o mesmo prêmio pela ópera Clitemnestra.

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Sambão do Povo: o palco do carnaval que nasceu da força popular

marcelo

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Sambão do Povo: o palco do carnaval que nasceu da força popular
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Principal símbolo do Carnaval de Vitória, o Sambão do Povo só existe graças à mobilização direta da comunidade carnavalesca da capital capixaba. Oficialmente chamado de Complexo Cultural Walmor Miranda, em homenagem a um dos mais tradicionais reis momo do Espírito Santo, o espaço é conhecido popularmente por um nome que reflete sua origem: Sambão do Povo.

O espaço que receberá nesta sexta (6) e sábado o desfile 2026 do grupo especial, é parte fundamental da história deste que virou o terceiro mais importante evento de carnaval do país.

Localizado no bairro Mário Cypreste, na região da Grande Santo Antônio, em Vitória, o sambódromo capixaba foi inspirado na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. O projeto foi apresentado por Sinval Siri, então secretário municipal de Turismo, durante a gestão do ex-prefeito de Vitória, Hermes Laranja, como alternativa definitiva para sediar os desfiles das escolas de samba da capital.

Comunidade garantiu a construção do Sambão do Povo

A previsão inicial era que o Sambão do Povo fosse concluído ainda em 1986, após o sucesso do desfile realizado na Avenida Nossa Senhora da Penha, uma das principais vias de Vitória. No entanto, atrasos na obra colocaram em risco a realização do Carnaval de Vitória de 1987.

Sambão do Povo: o palco do carnaval que nasceu da força popular
Obra do Sambão do Povo com apoio da comunidade / Reprodução da Internet

Diante da possibilidade de a capital ficar sem desfile, sambistas, moradores e lideranças comunitárias se uniram em um grande mutirão popular. Liderado por Sinval Siri, o esforço coletivo permitiu que o Sambão do Povo fosse construído em menos de 120 dias, um feito histórico para a cultura do Espírito Santo. A inauguração oficial ocorreu em 27 de fevereiro de 1987.

Interrupção dos desfiles e retomada do Carnaval em Vitória

O Sambão do Povo foi palco dos desfiles do Carnaval de Vitória até 1992. Naquele ano, diversas escolas de samba decidiram não desfilar em protesto contra a falta de apoio financeiro da Prefeitura de Vitória e da iniciativa privada, responsáveis pelo custeio das agremiações.

Além disso, o sambódromo enfrentava problemas estruturais, incluindo a demolição de parte da arquibancada para a construção de uma quadra que nunca foi executada. Com isso, os desfiles no Sambão do Povo foram interrompidos até 2001.

Sambão do Povo: o palco do carnaval que nasceu da força popular
Carnaval de Vitória. Foto: PMV

Mesmo fora do sambódromo, o Carnaval não deixou de acontecer na capital. Em 1998, os desfiles voltaram às ruas de Vitória, com apresentações na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro, em formato de exibição, sem competição.

Após reformas estruturais, já na gestão do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (2001–2004), o desfile das escolas de samba retornou definitivamente ao Sambão do Povo, onde permanece até hoje como o principal palco do Carnaval do Espírito Santo e um dos maiores símbolos da cultura popular de Vitória.

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Emerson Xumbrega é o intérprete mais antigo em exercício no Carnaval de Vitória

marcelo

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Emerson Xumbrega é o intérprete mais antigo em exercício no Carnaval de Vitória
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Numa festa que celebra tradição, ritmo e juventude, há uma figura que tem atravessado gerações com a mesma energia de sempre: Emerson Magno Santana Ribeiro, o Emerson Xumbrega, intérprete oficial e presidente da Escola de Samba Independente de Boa Vista, atual campeã do Carnaval de Vitória. Aos 48 anos, e com 24 anos de avenida, ele é hoje considerado o intérprete de samba-enredo mais antigo ainda em atividade no Carnaval capixaba, mantendo o fôlego e a voz que fazem o público levantar no Sambão do Povo ano após ano.

Xumbrega, como é carinhosamente chamado, começou sua ligação com a Boa Vista ainda na infância e, segundo registros, assumiu o microfone oficial no carro de som da escola em 2002, um papel que mantém há mais de duas décadas. Desde então, ele se tornou uma referência não só pelo timbre marcante, mas também pela capacidade de conduzir multidões pelo samba-enredo como poucos conseguiram em meio século de Carnaval.

DA RESISTÊNCIA À LENDA VIVA DO SAMBA CAPIXABA

A Independente de Boa Vista, com sede em Cariacica, é tradicional no grupo especial do Carnaval de Vitória desde os anos 1980, conquistando seu primeiro título em 2010 e acumulando várias coroas, incluindo a mais recente em 2025.

Neste ano, a escola disputa novamente o título com o enredo “João do Congo — A Voz Que Dança Nas Folhas da Resistência”, um tributo à herança cultural afro-capixaba que tem sido um dos temas mais comentados nas rodas de samba e comunidades. A escolha reforça o caráter de resistência cultural, exatamente o espírito que Xumbrega encarna como intérprete veterano.

Além de sua função no carro de som, Emerson Xumbrega também é compositor, cantor solo e protagonista de uma carreira que ultrapassa o circuito carnavalesco. Ele lançou CDs e um DVD comemorativo de seus 15 anos de samba, com participações especiais e misturando samba de raiz, pagode e influências locais, um trabalho apoiado pela Lei Rubem Braga de incentivo à cultura.

Sua trajetória inclui ainda turnês fora do Espírito Santo, levando a estética e o repertório capixaba para plateias em São Paulo e Belo Horizonte, ampliando a presença do samba de Vitória além das fronteiras estaduais.

O CARNAVAL, A HISTÓRIA E O FATOR HUMANO

Enquanto muitos intérpretes bem-sucedidos migram para outras funções ou aposentam o microfone com o passar dos anos, Xumbrega representa uma exceção viva à regra: o sambista que permanece ativo não só pelo talento, mas pela ligação visceral com sua escola e comunidade.

Essa história vai além de um título ou curiosidade estatística, ela dá voz a um protagonista que simboliza resistência, memória e identidade cultural. Em tempos em que tradições se reinventam, o fato de um veterano manter seu lugar de destaque na avenida é, sem dúvida, rico e inspirador.

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Bloco Balança Penha será destaque do “Prainha Vive” no final de semana

marcelo

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Bloco Balança Penha será destaque do "Prainha Vive" no final de semana
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O projeto Prainha Vive está de volta com edição especial de verão e programação gratuita no próximo sábado (7) e domingo (8), a partir das 15 horas,  no estacionamento do Parque da Prainha. A iniciativa reúne shows musicais, feira criativa e atividades para toda a família, com foco na valorização da cultura capixaba e do empreendedorismo local.

Ao longo dos dois dias, o público poderá acompanhar apresentações que transitam por diferentes estilos musicais, como samba, funk retrô, rock e música brasileira, além de aproveitar a Feira Maré Criativa, com expositores de artesanato e produtos da economia criativa do Espírito Santo.

Programação musical

No sábado (7), a programação começa com o Bloco Balança Penha, que leva à Prainha o clima do carnaval capixaba. Em seguida, o palco recebe o cantor Frazão. O encerramento da noite fica por conta de Jefinho Faraó, com repertório voltado ao funk retrô. Nos intervalos, quem comanda o som é o DJ Vinny.

No domingo (8), o evento recebe o primeiro show da turnê de Ronnie Silveira, Vitu & Moreatti, em uma apresentação conjunta. Na sequência, sobe ao palco a cantora Dona Fran, referência do rock capixaba. O encerramento da edição será com um tributo musical apresentado por Cadu Caruzo. Durante os intervalos, a discotecagem fica por conta do DJ Ralph Pitanga.

Estrutura e serviços

O Prainha Vive contará com estrutura completa para o público, incluindo praça de alimentação, um espaço kids – com brinquedos voltados ao público infantil, entre outras atrações. A entrada é gratuita, e o evento é aberto a todos os públicos.

Serviço

Prainha Vive – Edição de Verão
Local: Estacionamento do Parque da Prainha, Vila Velha

Datas: Sábado (7) e domingo (8)
Horário: A partir das 15 horas

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