Política
Gilvan apoia Guerino Zanon para governador pelo partido de Bolsonaro
Quem me conhece sabe que eu tenho uma admiração pelo Guerino Zanon, que fez uma grande gestão como prefeito de Linhares.

O deputado federal Gilvan da Federal defende publicamente que o Partido Liberal (PL) filie Guerino Zanon (PSD) e lance o ex-prefeito de Linhares a governador do Espírito Santo em 2026. Gilvan é o segundo mandatário mais importante do PL no Espírito Santo, abaixo do senador Magno Malta, que preside o partido no Estado. Como publicamos aqui na última quinta-feira (11), o PL passou a considerar muito seriamente a ideia de concorrer ao Palácio Anchieta com um candidato próprio – e Guerino já foi sondado, assim como o deputado federal Evair de Melo (PP).
“A decisão, claro, passa pelo presidente do partido, o senador Magno Malta, mas, se ele decidir por Guerino Zanon, eu vou fazer campanha com sangue no olho, e nós vamos chegar no segundo turno. Eu tenho certeza que é um nome forte.”
Gilvan deu as declarações em favor de Guerino em entrevista exclusiva à coluna (abaixo) – pontuada por alguns palavrões –, na saída do plenário da Câmara de Vitória, cercado por algumas dezenas de apoiadores. Na entrevista, o deputado também respondeu sobre o processo em que é réu na Justiça Eleitoral e que pode deixá-lo de fora das próximas eleições.
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Nas duas primeiras instâncias, Gilvan foi condenado pelo crime de violência política de gênero praticado contra a deputada estadual Camila Valadão (PSol). Hoje, tecnicamente, ele está inelegível. E, se não conseguir uma cautelar ou uma decisão favorável que reverta a condenação até o início do próximo pleito, corre o sério risco de ter negado o registro de candidatura e não poder disputar a reeleição, por ser considerado “ficha suja”.
Os detalhes do caso podem ser lidos aqui, mas, de forma muito sumária, Gilvan foi condenado por palavras proferidas contra Camila em duas sessões da Câmara de Vitória no fim de 2021, quando ambos eram vereadores. No dia 29 de novembro daquele ano, ele a mandou “calar a boca” e a chamou de “satanista”. No dia 1º de dezembro, voltou a lhe dizer “cala a boca”, além de chamá-la por termos como “assassina de criança” e “assassina de bebês”.
Antes de conceder a entrevista à coluna, Gilvan voltou, na segunda-feira (15), ao local onde tudo começou. A convite do vereador Armandinho Fontoura (PL), o deputado ocupou a Tribuna Livre, no plenário da Câmara de Vitória, discursando por dez minutos. Do processo, na verdade, falou pouco – na entrevista, foi mais específico.
Mostrando fotos de Lula (PT), de expoentes do bolsonarismo como o General Augusto Heleno e de ministros como Gilmar Mendes, Gilvan defendeu a tese de que, no Brasil, políticos de direita estão sendo perseguidos, condenados, presos e ficando inelegíveis, enquanto os “corruptos” e “pessoas ligadas ao crime organizado” estão sendo poupadas, inocentadas ou até libertadas pelo “tribunal de exceção” do STF, ficando com os direitos políticos preservados para disputar as eleições.
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Gilvan fez um sem-número de ataques à esquerda e graves acusações nominais ao presidente Lula. Chegou a dizer que “Lula é o presidente dos traficantes”. Também chamou o presidente da República de “presidiário”, “ladrão”, “criminoso”, “chefe de quadrilha”, “chefe de organização criminosa”, “pai da mentira”, “pai da miséria”, “defensor de traficantes” e “ligado ao crime organizado”.
“Hoje, no Brasil, quem está ligado à corrupção e ao crime organizado, eles aplaudem. Essa é a esquerda”, acusou. “Caiado, Zema, Tarcísio, Ratinho Júnior. Nós vamos nos unir no 2º turno e vamos varrer essa quadrilha da Presidência da República!”, gritou da tribuna, em referência à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto pelo PL.
Gilvan também afirmou que quem defende Lula é um “eleitorado burro, canalha, idiota, que não estuda, que fuma maconha, que defende traficante, que são ex-presidiários, que passaram 15 anos no presídio”.
Sobre Camila, Gilvan exibiu no telão duas charges de um artista simpatizante da psolista, postadas por ela há poucos dias em suas redes sociais (com efeito, uma provocação desnecessária). Numa delas, a deputada é retratada a puxar o cordão da descarga, enquanto Gilvan desce pela latrina em meio a fezes. “E se fosse o contrário?”, questiona o parlamentar do PL.

Antes do discurso de Gilvan, vereadores do PSol, do PT e do PSB saíram do plenário da Câmara de Vitória, em protesto. O ex-deputado federal Carlos Manato (em transição do PL para o Republicanos) compareceu e ficou no fundo do plenário, em solidariedade ao deputado bolsonarista. Nas galerias, um popular passou o tempo todo segurando um cartaz em que se lia “Inelegível KKK”.
Confira abaixo a entrevista completa de Gilvan, na qual ele afirma que não cometeu crime algum e garante: em relação ao processo de Camila, não se arrepende de nada, só teme a Deus e “faria tudo de novo”.
O Partido Liberal (PL) tem discutido internamente a possibilidade de lançar um candidato próprio a governador do Espírito Santo. Pelo que apurei, essa discussão é crescente e está ganhando força. O que o senhor pensa sobre isso? Defende que o partido lance, de fato, um candidato próprio a Palácio Anchieta?
Com certeza! Nós já temos a candidatura formada para presidente da República. Teremos candidato, o Flávio Bolsonaro, a não ser que consigamos tirar a inelegibilidade do Bolsonaro. Ele é o nosso candidato. Não sendo ele, é o Flávio. Nós temos candidatura majoritária para o Senado, que é a Maguinha Malta, filha do senador Magno Malta. E eu defendo que, a partir dessa conjuntura, nós tenhamos um candidato ao Governo do Estado do Espírito Santo, representando os patriotas à direita aqui do nosso estado.
E para governador, então, qual é o nome que o senhor defende pessoalmente? Alguns falam no próprio senador Magno Malta. Fala-se também no ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon (PSD), que poderia entrar no partido. Alguns falam até no deputado Evair de Melo (PP), seu colega na Câmara, que poderia se filiar. Qual é o nome que o senhor defende?
Quem me conhece sabe que eu tenho uma admiração pelo Guerino Zanon, que fez uma grande gestão como prefeito de Linhares. Mas, além da experiência como gestor, ele tem uma característica que eu tenho certeza que todo candidato do PL e da direita tem que ter: ele se posiciona. Não tem medo de se posicionar sobre a anistia, sobre os presos do dia 8, sobre o Lula, sobre a Globo. Então, a decisão, claro, passa pelo presidente do partido, o senador Magno Malta, mas, se ele decidir por Guerino Zanon, eu vou fazer campanha com sangue no olho, e nós vamos chegar no segundo turno. Eu tenho certeza que é um nome forte.
Então o senhor vai defender internamente o nome de Guerino, inclusive junto ao Magno?
Vamos fazer um teste aqui: quem apoia Guerino Zanon para o governo? [Neste momento, os apoiadores ao redor gritam “eu”.] Com Flávio Bolsonaro candidato a presidente e aqui Guerino Zanon a governador, nós estamos no segundo turno. Nós vamos surpreender e ganhar essa eleição.
Ainda na pauta eleitoral, o senhor defende ou não uma aliança com o Republicanos e com o atual prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini?
Defendo. Onde Renato Casagrande estiver, eu estarei do lado contrário. Onde Ricardo Ferraço estiver, eu estarei do lado contrário. Não há possibilidade nenhuma. [Neste momento, ele volta a se dirigir à claque.] Pessoal, quem é de direita aqui assumiria o cargo de vice-governador com alguém de esquerda? [A claque responde em uníssono: “Nãããão”.] Não. Então é fato. O grupo deles, onde eles estiverem, Arnaldinho, Ricardo Ferraço, Casagrande, nós estaremos do outro lado. Então, se o Pazolini realmente vier candidato e for para o segundo turno, nós vamos apoiá-lo.
Mas o senhor acha que cabem os dois na mesma aliança, já no 1º turno, ou o 1º turno é de duas candidaturas, com Pazolini pelo Republicanos e Guerino pelo PL?
No primeiro turno, os dois candidatos da direita, como vai ser feito no cenário nacional: Ratinho Júnior quer ser candidato, Zema, Caiado, Tarcísio vem à reeleição, está conosco, é do Republicanos. O Republicanos é um partido aliado nosso. Mas, no 2º turno, Caiado, Ratinho Júnior, Zema, todo mundo vai ficar com o Flávio. E aqui no Estado nós vamos fazer isso. Vamos fortalecer a direita, para que possamos ter o primeiro governador de direita no Estado.

Gilvan na Tribuna Livre, no plenário da Câmara de Vitória (15/12/2025). Foto: Vitor Vogas
Mudando de tema, deputado, que é o tema que o trouxe aqui hoje: o processo ao qual o senhor responde na Justiça Eleitoral, por violência política de gênero, movido pela deputada Camila Valadão, pelo qual o senhor foi condenado em primeiro grau em março e, na semana passada, também em segundo grau, no julgamento do seu recurso no TRE-ES. O senhor disse que vai recorrer à instância superior, que é o TSE. Qual é a base da sua argumentação para fundamentar esse recurso?
Ainda cabem embargos de declaração, então primeiro a gente não vai entrar com embargos no TRE. E, caso o embargo seja negado, a gente vai ao TSE. O fato é simples: eu não cometi crime algum. Você viu aqui os vereadores, todos os vereadores da época dizendo “olha, não existia discriminação por ela ser mulher”. Ela era do PSol e eu da direita. O meu problema é com o PSol, é com o que os caras defendem, independente se é mulher, se é homem… Pô, o PSol defende que teu filho, homem, vire mulher. Quem é que concorda com isso? Defende que um jovem possa chegar com a p**** de um charuto de maconha porque foi liberado. É o que o PSol defende. Defende que uma menina de 17 anos chegue grávida em casa e fale “papai, mamãe, vou abortar porque meu corpo é meu e o aborto é liberado”. É o que eles defendem. Eu mostrei ali, a mulher do PSol, ela pode tudo. Ela pode chamar de homofóbico, de racista, dizer que você é preso, chamar de ladrão, de vagabundo. Eu mandei ela [Camila] calar a boca. Ela me interrompeu, eu mandei ela calar a boca, é crime. As calúnias que ela fez contra mim, por ela ser do PSol, não é crime. E, para terminar, o problema aqui no Brasil não é o fato. É quem fez. É o personagem ali. Porque, se Glauber Braga, Janones, o “Rachadinha”, se ele mandasse a Bia Kicis, Carla Zambelli calar a boca, nada ia acontecer. Ou seja, a esquerda pode tudo, inclusive ser pego com o dinheiro na cueca. Nós, da direita, o que a gente falar é homofobia, é racismo, é transfobia, é violência política de gênero. Eu tenho fé que a justiça vai ser feita e a verdade vai aparecer porque eu não cometi crime algum.
No entanto, sem entrar no mérito do processo, fato é que, se o senhor não conseguir uma decisão favorável, seja aqui na segunda instância, seja no TSE, até o prazo final para pedido de registro de candidatura, no ano que vem, o senhor corre o risco de ter esse registro negado por ser considerado inelegível, por ter tido essa condenação confirmada por órgão colegiado. É o que diz a Lei da Ficha Limpa. O senhor teme ficar inelegível e não poder disputar as eleições no ano que vem?
Eu só temo a Deus. Aqui na Terra não temo nada. Nós temos um presidente honesto preso. Nós temos um general de carreira ilibada preso. Bolsonaro e General Heleno presos. Ramagem teve que fugir do país, senão ia ser preso. Um delegado de reputação ilibada. Se eu ficar inelegível, não vão nunca comprar meus valores e aquilo em que eu acredito. Eu estou sendo condenado não por corrupção, não por desvio de dinheiro, não pegaram mala de dinheiro na minha casa. Estou sendo condenado por aquilo que eu falo, por palavras. Isso é democracia? Nós não vivemos mais no Estado Democrático de Direito. Eu confio que a verdade vai aparecer. Volto a dizer: hoje, no Brasil, eu sonho com um país onde o culpado é condenado e o inocente é absolvido. Aqui no Brasil está sendo o contrário. Querem me deixar inelegível, ainda não estou. Querem me deixar inelegível, mas Sérgio Cabral, José Dirceu, Oruan, Gedel Vieira estão todos elegíveis. Um é traficante e os outros roubaram o nosso país, saquearam… todos elegíveis. Isso é justiça? Não, eu estou muito tranquilo.
O senhor acabou de dizer: tecnicamente, o senhor foi condenado em primeiro e em segundo grau pelo teor de suas palavras; palavras proferidas, aqui mesmo, dentro do plenário da Câmara Municipal de Vitória, para a então vereadora Camila Valadão e sobre a então vereadora. O senhor se arrepende de algum modo? Teria moderado as palavras? Teria voltado atrás e não usado aqueles termos?
Faria tudo de novo. Estou fazendo isso na Câmara dos Deputados. Já tive confusão lá com Lindbergh, com Janones, com Glauber, com mulher… Volto a dizer: não é o sexo, é o partido, é o que eles defendem. Então, eu não me arrependo de nada. A lei tem que valer para todos. A Camila Valadão postou minha cabeça num vaso. Eu pergunto, Vitor, com todo o respeito: se fosse o contrário, eu não vi um veículo de imprensa, e eu espero que o senhor repercuta isso, eu não vi um jornalista do Espírito Santo repercutir que minha cabeça está num vaso, com sangue, cortada*. Não vi um. Agora, se eu faço isso, coloco a cabeça da Camila Valadão num vaso com sangue, p****, saem todos os jornais do Espírito Santo me condenando. Ela pode, por ser mulher, colocar minha cabeça com sangue num vaso? Não.
O senhor pretende processá-la por isso?
Cara, eu falo para vocês: muita gente me pergunta se me arrependo de não ter processado ela por ter me chamado de racista, de homofóbico… Eu defendo a imunidade parlamentar do Parlamento. Caberia até um processo nesse caso, mas tudo que ela me chamou, aqui dentro do plenário, o vereador tem imunidade parlamentar para falar, desculpa, a m**** que ele quiser. Ela me chamou de racista, ela tem imunidade para falar isso. Eu mandei ela calar a boca, porque ela me interrompeu. Eu tenho imunidade para falar. E eu tive confusão aqui com todos os vereadores… Tive discussão com Armandinho, com Davi [Esmael]… Não foi só com a Camila. Então, aqui no plenário, se o vereador não tiver liberdade para falar o que ele quiser, para discutir, não digo agressão física, mas falar. A legítima defesa é o quê? Ela me chamou de racista, eu mandei ela calar a boca. Ela me interrompeu, eu mandei ela calar a boca. Agora racista ela pode me chamar? Homofóbico também?
Política
Pazolini deixa o cargo e Cris Samorini é a nova prefeita de Vitória
Cris assinou o termo de posse na manhã deste sábado, após renúncia de Pazolini para disputar as eleições

Na manhã deste sábado (04), a Prefeitura de Vitória formalizou a assinatura do termo de transmissão de cargo do então prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) para a vice, Cris Samorini (PP), que se tornou a primeira mulher a comandar a Capital do Espírito Santo.
O termo foi assinado no gabinete da presidência da Câmara de Vitória, na presença do presidente do Legislativo, Anderson Goggi (Republicanos), e do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso
O ato vem após Pazolini renunciar ao cargo para concorrer nas eleições deste ano – ele é pré-candidato ao governo do Estado. De acordo com o ofício enviado à Câmara, a renúncia foi marcada para hoje.
Segundo Goggi, com a renúncia do prefeito, automaticamente a vice assume. “O ato de posse foi somente para formalizar, porque ela já assume automaticamente, já é a prefeita definitiva. Na segunda, será a solenidade de posse”.
Em nota, Cris disse que o ato garante a continuidade das ações: “Cumprimos uma etapa importante que está dentro do regimento e da lei orgânica, e agora seguimos com uma gestão planejada, garantindo a continuidade das ações. Meu compromisso é manter o ritmo de trabalho, dar sequência ao direcionamento estabelecido e assegurar que as entregas previstas para a cidade sejam concluídas como esperado”.
“Momento importante para a cidade de Vitória, fizemos a transição com gratidão a Deus, a minha família e aos capixabas, com serenidade e sabedoria, com a confiança que a Cris vai continuar e aprimorar esse trabalho, investindo muito na cidade, cuidando das pessoas e com a certeza que Vitória está em ótimas mãos”, destacou Pazolini, também por meio de nota.
A solenidade de posse está marcada para a próxima segunda-feira (06), às 17 horas, na Câmara de Vitória.
Política
Lucas Polese leva ao TCES denúncia contra diretor do DER-ES em obra de São Mateus
Parlamentar aponta possível favorecimento em desapropriação milionária e cobra apuração sobre alteração do traçado do contorno rodoviário

A cena ocorrida nos degraus do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCES) nesta semana carrega um simbolismo que vai além da política partidária. Quando o deputado estadual Lucas Polese protocolou pessoalmente uma representação contra o diretor do DER-ES, José Eustáquio de Freitas, ele não estava apenas entregando papéis; estava acionando as engrenagens de um sistema desenhado para proteger o cidadão comum.
O Caso em Questão
No centro da denúncia, uma questão de princípios: a obra do contorno de São Mateus. Segundo o parlamentar, há indícios graves de conflito de interesses. A suspeita é de que o traçado da rodovia teria sido alterado para atingir terras pertencentes ao próprio diretor da autarquia, resultando em uma indenização milionária de mais de R$ 3 milhões.
O que torna o relato ainda mais sensível ao olhar humano é a disparidade no tratamento: enquanto o gestor já teria recebido parcelas consideráveis da indenização, outros dez proprietários locais — cidadãos sem cargos de poder — ainda aguardam o início de seus pagamentos.
Para Polese, a questão central não é técnica, mas moral. Em sua visão, mesmo que a desapropriação fosse o único caminho viável, a ética exigiria um distanciamento absoluto do beneficiado. “Não se trata apenas de uma discussão burocrática. Estamos falando de respeito ao contribuinte”, defende o deputado.
Essa postura do mandato reflete um sentimento crescente na sociedade: o desejo de que o agente público não seja apenas eficiente, mas inquestionável em sua conduta.
Fiscalizar é, talvez, a tarefa mais árdua e solitária de um deputado. Ao levar o caso ao TCES, a denúncia sai do barulho das redes sociais e entra no campo da legalidade institucional.
É fundamental lembrar que, em uma democracia saudável, a investigação é o caminho para a verdade:
- Para o acusado: É a oportunidade de provar a regularidade de seus atos sob o crivo técnico.
- Para o acusador: É o cumprimento do dever de não se calar diante de dúvidas relevantes.
- Para a sociedade: É a garantia de que o dinheiro dos seus impostos não está sendo usado para privilegiar poucos em detrimento de muitos.
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A expectativa agora recai sobre os órgãos de controle. O que a população capixaba espera não é o espetáculo da condenação antecipada, mas a serenidade da justiça. Ao provocar esse debate, Lucas Polese reafirma que o gabinete parlamentar deve funcionar como um canal aberto para a população — um lugar onde denúncias ganham voz e a transparência se torna a regra, não a exceção.
No fim, a mensagem é clara: o caixa do Estado pertence ao povo, e qualquer um que o gerencie deve estar pronto para prestar contas sob a luz mais forte do tribunal.
Política
Pazolini e Arnaldinho juntos no Carnaval de Vitória. Juntos também na eleição?
Os dois prefeitos são cotados para disputar o governo do Estado e, até então, estavam em lados opostos

O abre-alas do Carnaval de Vitória 2026 colocou na avenida um fato que não estava no enredo de nenhuma agremiação – nem carnavalesca e nem partidária.
Os prefeitos de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), e o de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), chegaram juntos ao Sambão do Povo, anunciaram investimentos lado a lado e desfilaram pela passarela do samba na mesma cadência.
Demonstrando muito entrosamento e uma aproximação até então jamais vista, os dois cumprimentaram a plateia, bateram ponto nos camarotes e posaram para fotos abraçados e com os braços erguidos.
A cena passaria despercebida se não fosse o fato de que os dois são pré-candidatos ao governo do Estado neste ano e integram grupos opostos – ou pelo menos integravam, até a noite desta sexta-feira (06).
Arnaldinho é (ou era) aliado do governador Renato Casagrande (PSB), adversário de Pazolini. Mesmo após ser deixado na concentração na escolha da sucessão – o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) será o nome apoiado por Casagrande na disputa pelo Palácio Anchieta –, o prefeito reiterou apoio a Casagrande na disputa ao Senado e não recuou, nem um centímetro, em sua pré-candidatura ao governo.







