Política
Namyr Carlos assume presidência do TRE-ES e promete rigor contra desinformação
O novo presidente também citou desafios que, segundo ele, exigirão atenção redobrada da Corte nos próximos anos, entre eles a propagação de notícias falsas e ataques pessoais no ambiente político.

O desembargador Namyr Carlos de Souza Filho tomou posse como presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) em sessão solene realizada nesta quarta-feira (10), na sede da Justiça Eleitoral, em Vitória. A cerimônia marcou o início do biênio 2026/2027 e reuniu autoridades dos Três Poderes, representantes do Ministério Público, magistrados, advogados e lideranças políticas.
Na mesma solenidade, o desembargador Arthur José Neiva de Almeida foi empossado como vice-presidente e corregedor regional eleitoral da Corte.
Durante o discurso de posse, Namyr se emocionou ao relembrar a trajetória que o levou à presidência do Tribunal. O magistrado destacou o papel institucional da Justiça Eleitoral e sua função na garantia de que o poder político emane do povo. “A Justiça Eleitoral não pertence a partido, governos ou interesses particulares”, afirmou.
O novo presidente também citou desafios que, segundo ele, exigirão atenção redobrada da Corte nos próximos anos, entre eles a propagação de notícias falsas e ataques pessoais no ambiente político.
“Os tempos atuais impõem enfrentamento rigoroso à desinformação e às fake news”, declarou. Em outro trecho, observou: “Manifestações de opiniões, sob o pretexto de liberdade de expressão, não devem ser feitas para ataques diretos à honra e à imagem das pessoas”.
Namyr Carlos ressaltou ainda que partidos políticos e eleitores têm responsabilidades a cumprir no processo eleitoral.
“Os partidos políticos precisam estar atentos para indicação de candidatos com propostas concretas para a população. O eleitor deve buscar valorizar o seu voto, verificando sua afinidade com aquele projeto político e investigar o perfil dos determinados candidatos. A escolha dos candidatos deve ser seletiva. O povo não pode se omitir das escolhas importantes para o país”, afirmou.
A posse contou com a presença do governador Renato Casagrande, do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos, do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, além de outras autoridades.
A eleição da nova Mesa Diretora ocorreu em outubro deste ano, em votação secreta e unânime no Pleno do TRE-ES, a partir de indicação do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). Namyr sucede o desembargador Dair José Bregunce de Oliveira, enquanto Arthur Neiva assume as funções exercidas até então pela desembargadora Janete Vargas Simões, eleita presidente do TJES também em outubro, em votação secreta.
Política
Pazolini deixa o cargo e Cris Samorini é a nova prefeita de Vitória
Cris assinou o termo de posse na manhã deste sábado, após renúncia de Pazolini para disputar as eleições

Na manhã deste sábado (04), a Prefeitura de Vitória formalizou a assinatura do termo de transmissão de cargo do então prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) para a vice, Cris Samorini (PP), que se tornou a primeira mulher a comandar a Capital do Espírito Santo.
O termo foi assinado no gabinete da presidência da Câmara de Vitória, na presença do presidente do Legislativo, Anderson Goggi (Republicanos), e do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso
O ato vem após Pazolini renunciar ao cargo para concorrer nas eleições deste ano – ele é pré-candidato ao governo do Estado. De acordo com o ofício enviado à Câmara, a renúncia foi marcada para hoje.
Segundo Goggi, com a renúncia do prefeito, automaticamente a vice assume. “O ato de posse foi somente para formalizar, porque ela já assume automaticamente, já é a prefeita definitiva. Na segunda, será a solenidade de posse”.
Em nota, Cris disse que o ato garante a continuidade das ações: “Cumprimos uma etapa importante que está dentro do regimento e da lei orgânica, e agora seguimos com uma gestão planejada, garantindo a continuidade das ações. Meu compromisso é manter o ritmo de trabalho, dar sequência ao direcionamento estabelecido e assegurar que as entregas previstas para a cidade sejam concluídas como esperado”.
“Momento importante para a cidade de Vitória, fizemos a transição com gratidão a Deus, a minha família e aos capixabas, com serenidade e sabedoria, com a confiança que a Cris vai continuar e aprimorar esse trabalho, investindo muito na cidade, cuidando das pessoas e com a certeza que Vitória está em ótimas mãos”, destacou Pazolini, também por meio de nota.
A solenidade de posse está marcada para a próxima segunda-feira (06), às 17 horas, na Câmara de Vitória.
Política
Lucas Polese leva ao TCES denúncia contra diretor do DER-ES em obra de São Mateus
Parlamentar aponta possível favorecimento em desapropriação milionária e cobra apuração sobre alteração do traçado do contorno rodoviário

A cena ocorrida nos degraus do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCES) nesta semana carrega um simbolismo que vai além da política partidária. Quando o deputado estadual Lucas Polese protocolou pessoalmente uma representação contra o diretor do DER-ES, José Eustáquio de Freitas, ele não estava apenas entregando papéis; estava acionando as engrenagens de um sistema desenhado para proteger o cidadão comum.
O Caso em Questão
No centro da denúncia, uma questão de princípios: a obra do contorno de São Mateus. Segundo o parlamentar, há indícios graves de conflito de interesses. A suspeita é de que o traçado da rodovia teria sido alterado para atingir terras pertencentes ao próprio diretor da autarquia, resultando em uma indenização milionária de mais de R$ 3 milhões.
O que torna o relato ainda mais sensível ao olhar humano é a disparidade no tratamento: enquanto o gestor já teria recebido parcelas consideráveis da indenização, outros dez proprietários locais — cidadãos sem cargos de poder — ainda aguardam o início de seus pagamentos.
Para Polese, a questão central não é técnica, mas moral. Em sua visão, mesmo que a desapropriação fosse o único caminho viável, a ética exigiria um distanciamento absoluto do beneficiado. “Não se trata apenas de uma discussão burocrática. Estamos falando de respeito ao contribuinte”, defende o deputado.
Essa postura do mandato reflete um sentimento crescente na sociedade: o desejo de que o agente público não seja apenas eficiente, mas inquestionável em sua conduta.
Fiscalizar é, talvez, a tarefa mais árdua e solitária de um deputado. Ao levar o caso ao TCES, a denúncia sai do barulho das redes sociais e entra no campo da legalidade institucional.
É fundamental lembrar que, em uma democracia saudável, a investigação é o caminho para a verdade:
- Para o acusado: É a oportunidade de provar a regularidade de seus atos sob o crivo técnico.
- Para o acusador: É o cumprimento do dever de não se calar diante de dúvidas relevantes.
- Para a sociedade: É a garantia de que o dinheiro dos seus impostos não está sendo usado para privilegiar poucos em detrimento de muitos.
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A expectativa agora recai sobre os órgãos de controle. O que a população capixaba espera não é o espetáculo da condenação antecipada, mas a serenidade da justiça. Ao provocar esse debate, Lucas Polese reafirma que o gabinete parlamentar deve funcionar como um canal aberto para a população — um lugar onde denúncias ganham voz e a transparência se torna a regra, não a exceção.
No fim, a mensagem é clara: o caixa do Estado pertence ao povo, e qualquer um que o gerencie deve estar pronto para prestar contas sob a luz mais forte do tribunal.
Política
Pazolini e Arnaldinho juntos no Carnaval de Vitória. Juntos também na eleição?
Os dois prefeitos são cotados para disputar o governo do Estado e, até então, estavam em lados opostos

O abre-alas do Carnaval de Vitória 2026 colocou na avenida um fato que não estava no enredo de nenhuma agremiação – nem carnavalesca e nem partidária.
Os prefeitos de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), e o de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), chegaram juntos ao Sambão do Povo, anunciaram investimentos lado a lado e desfilaram pela passarela do samba na mesma cadência.
Demonstrando muito entrosamento e uma aproximação até então jamais vista, os dois cumprimentaram a plateia, bateram ponto nos camarotes e posaram para fotos abraçados e com os braços erguidos.
A cena passaria despercebida se não fosse o fato de que os dois são pré-candidatos ao governo do Estado neste ano e integram grupos opostos – ou pelo menos integravam, até a noite desta sexta-feira (06).
Arnaldinho é (ou era) aliado do governador Renato Casagrande (PSB), adversário de Pazolini. Mesmo após ser deixado na concentração na escolha da sucessão – o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) será o nome apoiado por Casagrande na disputa pelo Palácio Anchieta –, o prefeito reiterou apoio a Casagrande na disputa ao Senado e não recuou, nem um centímetro, em sua pré-candidatura ao governo.







