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PCES detalha investigações da DHPP de Guarapari sobre corpo encontrado no bairro Meaípe

marcelo

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PCES detalha investigações da DHPP de Guarapari sobre corpo encontrado no bairro Meaípe
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A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) detalhou, nesta sexta-feira (06), as informações da investigação conduzida pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari sobre o corpo encontrado no bairro Meaípe, em Guarapari, na última terça-feira (03).

Na tarde dessa terça-feira (3), a Polícia Militar do Espírito Santo (PMES)  foi acionada para averiguar uma possível ocorrência criminal em um sítio localizado na região de Meaípe, em Guarapari. Uma testemunha relatou que não tinha notícias do proprietário do sítio há alguns dias e, ao verificar a propriedade, encontrou janelas quebradas e paredes destruídas.

Ao chegarem ao local, os militares encontraram uma moradia no interior do sítio, aparentemente atingida por incêndio. Em seguida, foi localizado um corpo em avançado estado de decomposição, com indícios de carbonização e decapitação. Diante dos fatos, as polícias Civil e Científica foram acionadas.

A vítima foi identificada pela Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES), posteriormente, como um homem de 75 anos. O corpo foi localizado em uma propriedade de difícil acesso, em área isolada e com vegetação densa.

O delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Arruda, explicou as primeiras providências adotadas assim que o fato chegou ao conhecimento da instituição. “Assim que tomamos conhecimento da ocorrência, a equipe da DHPP de Guarapari, com apoio do Departamento Especializado, se deslocou imediatamente ao local. O primeiro objetivo foi compreender o que havia ocorrido. O corpo foi encontrado sem a cabeça, com um corte fino na região do pescoço, o que indica que não se trata de um corte grosseiro”, afirmou.

O delegado-geral destacou as dificuldades encontradas durante as diligências iniciais. “A cabeça não estava no local. Foram realizadas buscas com apoio do Corpo de Bombeiros e de cães farejadores da Polícia Civil. O terreno é extenso, de difícil iluminação e com vegetação fechada. Uma piscina existente no imóvel foi esvaziada, mas não havia vestígios do membro. A possibilidade de a cabeça ter sido levada por animal é considerada remota, diante das características do corte”, explicou.

Arruda ressaltou que todas as linhas de investigação seguem abertas. “Agora inicia-se um trabalho aprofundado para identificar com quem a vítima se relacionava, quem a viu pela última vez e quais circunstâncias envolvem o crime. A vítima vivia de forma bastante reclusa, praticamente isolada, o que dificulta a apuração. Mas vamos trabalhar com cautela, utilizando recursos tecnológicos e investigativos, para que o próprio corpo conte sua história”, concluiu.

O chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Fabrício Dutra, detalhou o andamento técnico da investigação e o intervalo de tempo entre a morte e a localização do corpo. “De acordo com as primeiras informações técnicas repassadas pela perícia, o óbito pode ter ocorrido entre os dias 13 e 20 de janeiro. Acreditamos no dia 13 como data mais provável, pois foi a última vez em que houve registro de uso do telefone celular da vítima. Já no dia 20, há relato de fumaça sendo vista na propriedade”, explicou.

O delegado ressaltou que o lapso temporal dificulta a investigação. “Nós não tivemos uma cena de crime latente. Há um intervalo grande entre a possível data do homicídio e o momento em que a polícia tomou conhecimento do fato. Isso exige um trabalho ainda mais minucioso, tanto no campo quanto na inteligência”, afirmou.

Segundo o delegado Fabrício Dutra, as primeiras 24 horas de trabalho foram dedicadas à tentativa de localizar a cabeça da vítima e à preservação do local. “As primeiras diligências envolveram buscas extensas com cães farejadores, perícia técnica e varredura completa do terreno. Trata-se de uma casa antiga, em área ampla e de mata fechada, o que exige técnicas específicas de investigação”, destacou.

Ele explicou que testemunhas já começaram a ser ouvidas. “Identificamos pessoas que tinham acesso eventual ao imóvel, como uma mulher que realizava limpeza periódica e um homem ligado a ela. Também apuramos que, recentemente, corretores de imóveis estiveram na propriedade, já que o imóvel estaria à venda. A família será intimada para esclarecer essa situação. Todas as linhas de investigação estão abertas”, afirmou.

O delegado também ressaltou a importância do trabalho da Polícia Científica. “A Polícia Científica foi fundamental para confirmar que se trata de um homicídio. Foi constatado um corte fino, compatível com instrumento pérfuro cortante, possivelmente uma faca, além de lesões na região do tórax. Esse tipo de crime foge do padrão mais comum e, por isso, exige ainda mais atenção”, explicou.

Por fim, Dutra reforçou que a investigação segue em ritmo intenso. “Neste momento, temos equipes em campo realizando novas buscas, policiais dedicados à oitiva de testemunhas e equipes de inteligência atuando de forma integrada. É um trabalho técnico, complexo e que exige cautela, mas não há crime perfeito. Vamos avançar e apresentar respostas à sociedade”, concluiu.

 


Fonte: Polícia Civil – ES

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Pai e filho morrem após serem esfaqueados durante briga em Aracruz

Suspeito de 25 anos, que tentou se passar por testemunha, foi preso em flagrante por homicídio qualificado

marcelo

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Briga generalizada que terminou em morte de pai e filho esfaqueados em Aracruz
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Uma briga generalizada terminou com pai e filho mortos na madrugada de segunda-feira (16), no bairro Segatto, em Aracruz, no litoral do Espírito Santo. O filho, identificado como Jocktan Souza, de 33 anos, morreu no local, já o pai Enock de Souza, de 59 anos, foi socorrido e levado para um hospital da região, mas morreu na tarde de segunda-feira (17).

Uma câmera de segurança registrou o momento em que uma das vítimas aparece sendo agredida por três homens. Após as agressões, o homem ficou caído no meio da rua. Em seguida, os suspeitos fugiram em um carro vermelho.

Um suspeito de 25 anos foi preso. Segundo a Polícia Militar, ele inicialmente se apresentou como testemunha do caso, mas foi reconhecido pelos policiais como um dos agressores.

Polícia Civil informou que ele foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima. O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional.

Os corpos de pai e filho foram encaminhados à Seção Regional de Medicina Legal (SML), em Linhares, no Norte do Estado.

O caso seguirá sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Aracruz.

*Com informações da TV Vitória/Record.

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Segurança

Jovem de 26 anos é morto a tiros em Linhares; suspeito é primo da companheira da vítima

marcelo

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Jovem de 26 anos é morto a tiros em Linhares; suspeito é primo da companheira da vítima
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Um jovem de 26 anos foi morto a tiros no bairro Humaitá, em Linhares, no Norte do Espírito Santo, na noite de domingo (15). De acordo com a Polícia Militar, ele foi encontrado sem vida, caído ao lado de um bar. O nome da vítima não foi divulgado. O suspeito do crime é o primo da companheira do jovem.

A mulher relatou à PM que o casal estava no bar quando o suspeito se aproximou e começou a fazer ameaças, acusando o jovem de tentar assumir o controle do tráfico de drogas na região. Em seguida, o homem disparou várias vezes contra a vítima. A companheira afirmou ainda que o jovem não tinha envolvimento com drogas. O corpo foi levado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML) de Linhares.

A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Linhares. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

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Delegado da Polícia Civil é preso suspeito de importunação sexual contra adolescente em carnaval no ES

marcelo

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Um delegado da Polícia Civil do Espírito Santo de 40 anos, identificado como Adhemar Pereira Fully, foi preso na noite deste domingo (15), suspeito de importunação sexual contra uma adolescente de 14 anos durante um evento de carnaval no Centro de Apiacá, cidade do Sul do Estado. Adhemar teria resistido à ação de policiais militares, que narram no boletim de ocorrência obtido pela reportagem terem tido de usar a força para detê-lo.

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Segundo a PM, equipes faziam policiamento na festa de carnaval da cidade quando foram solicitadas por um homem relatando a presença de um indivíduo armado envolvido em uma briga na multidão. O homem que chamou a PM disse que a confusão começou quando o suspeito importunou uma menor de idade e, com isso, foi confrontado por parentes da vítima.
De acordo com o boletim da PM, o delegado apresentava “nítidos sinais de embriaguez alcoólica, manifestados por marcha cambaleante, alteração das funções psicomotoras, hiperemia conjuntival (olhos vermelhos), fala arrastada e forte odor etílico no hálito”. O delegado, segundo o documento, ofereceu resistência durante toda a ação policial “investindo fisicamente” contra os policiais, ora com golpes no tórax, ora com empurrões, “na tentativa de impedir a ação policial”, diz o boletim. Ao mesmo tempo, o delegado teria xingado os agentes com palavras de baixo calão, afirmando que não seria conduzido.
Diante da situação, os policiais militares tiveram de usar a força para imobilizar o delegado. Durante a busca pessoal, foi encontrada uma arma — pistola Glock — acompanhada de munições e de um carregador com patrimônio da Polícia Civil do Estado, ou seja, a arma de trabalho do servidor.
Consta no boletim que foi feito contato com o delegado-chefe da 7ª Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim para dar ciência da condução. Também foi feito o uso de algemas diante do “acentuado estado de beligerância apresentado pelo conduzido”. Já no camburão da viatura, o delegado teria dito frases como: “eu vou prendê-los, vou procurar vocês depois”; “vou fazer de tudo para vocês perderem a farda”.
Após deter o suspeito, os policiais ouviram a menina de 14 anos, que detalhou a importunação. Segundo o relato da adolescente, o delegado teria se aproximado dela e dito: “gata, eu quero você, eu não quero saber, eu quero você”. A menina disse aos policiais ter sido perseguida pelo homem, chegando a informar sua idade e a ausência de consentimento, repelindo a investida. O suspeito teria respondido com indiferença, insistindo na aproximação. O delegado passou a seguir a garota na festa, cessando a conduta somente ao ver o pai da menor na praça.
O boletim da PM detalha que o delegado foi levado à 7ª Delegacia Regional por uma viatura da própria Polícia Civil e que a arma funcional foi entregue diretamente ao delegado plantonista. Os PMs narram que as escoriações e lesões superficiais apresentadas por Adhemar decorreram estritamente de sua resistência ativa. O Conselho Tutelar foi acionado por envolver crime contra menor de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Ecriad).
A Polícia Civil informou que o delegado “foi autuado em flagrante por importunação sexual. O servidor foi encaminhado ao presídio Alfa 10, unidade destinada a policiais civis. A arma que estava em sua posse foi apreendida”. A instituição declarou que “não compactua com qualquer prática ilícita e que todas as condutas de seus integrantes são rigorosamente apuradas. A Corregedoria-Geral instaurará os devidos procedimentos administrativos internos”.
Segundo o Portal da Transparência do governo capixaba, Adhemar é delegado desde maio de 2012 e tem salário bruto de R$ 36.889,10.
A reportagem tenta localizar a defesa do delegado preso. O espaço segue aberto para posicionamento.
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