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Economia

Petrobras compra 42,5% de bloco de exploração de petróleo na Namíbia

marcelo

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Petrobras compra 42,5% de bloco de exploração de petróleo na Namíbia
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A Petrobras adquiriu participação em um bloco de exploração de petróleo na costa da Namíbia, no sudoeste da África. A área fica na Bacia de Lüderitz e cobre cerca de 11 mil quilômetros quadrados (km²), equivalente à metade do tamanho de Sergipe.

A informação foi divulgada por meio de fato relevante, comunicado que empresas fazem a investidores.

  • CNI: faturamento da indústria fica estagnado em 2025.
  • Ministério da Fazenda reduz para 2,3% estimativa do PIB em 2026.

A estatal explica que adquiriu 42,5% de participação da área, identificada como Bloco 2613. A petroleira francesa TotalEnergies, parceira da Petrobras na produção de petróleo no Brasil, adquiriu outros 42,5%.

A Namcor Exploration and Production, estatal do governo da Namíbia, possui 10%, enquanto a Eight Offshore Investment Holdings detém 5%.

As participações adquiridas pela Petrobras e TotalEnergies foram vendidas pelas empresas Eight e Maravilla Oil & Gas.

O comunicado não informa o valor de aquisição. A empresa acrescentou que a conclusão do negócio depende ainda do cumprimento de condições precedentes, incluindo aprovações governamentais e regulatórias, notadamente do Ministério da Indústria, Minas e Energia da Namíbia.

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Busca por reservas

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, aponta que a nova participação faz parte dos esforços da companhia para recomposição das reservas de petróleo e gás.

“Temos avaliado com muito cuidado áreas que têm mostrado boas perspectivas, tanto no Brasil como em outras partes do mundo”, disse, acrescentando que a compra marca a volta da empresa à Namíbia.

A diretora de Exploração e da Petrobras, Sylvia Anjos, enfatizou o conhecimento da formação geológica da bacia exploratória.

“Temos bastante conhecimento geológico da região, em grande parte análoga às nossas bacias sedimentares. Olhamos com atenção a costa oeste Africana e as boas oportunidades na África. Foi assim em São Tomé e Príncipe, África do Sul e, agora, Namíbia”, afirmou.

África

O continente africano é uma aposta da Petrobras para aumentar o atual estoque de reservas de petróleo, previsto para entrar em declínio na década de 2030. 

A Petrobras voltou a manter operações no continente africano em 2024. Em 8 de fevereiro daquele ano, a companhia concluiu a aquisição de participações em três blocos exploratórios em São Tomé e Príncipe, na costa ocidental da África. Em dois blocos a participação é de 45%; e no terceiro, 25%.

Em outubro de 2024, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a atuação da companhia na África do Sul, viabilizando a aquisição de participação no bloco Deep Western Orange Basin (DWOB), por meio de processo competitivo conduzido pela TotalEnergies.

Américas

Além de posições no Brasil e na a África, a Petrobras tem operações na América do Sul e nos Estados Unidos.

Na Colômbia, a estatal anunciou, em dezembro de 2024, a descoberta da maior reserva de gás da história do país. O poço gigante Sirius-2, explorado em consórcio com a Ecopetrol, estatal de petróleo colombiana, tem capacidade equivalente à quase metade da produção diária de gás da Petrobras no Brasil.

Na Argentina, por meio da subsidiária Petrobras Operaciones S.A., a companhia detém uma participação de 33,6% no ativo de produção Rio Neuquén.

Na Bolívia, a petroleira produz gás principalmente nos campos de San Alberto e San Antonio, com 35% de participação em cada um desses contratos de operação de serviços, que são operados principalmente para fornecer gás ao Brasil e à Bolívia.

Nos Estados Unidos, a atuação se dá em campos em águas profundas no Golfo do México, com participação de 20% da Petrobras America Inc., formando com a Murphy Exploration & Production Company a joint venture MPGoM.

Brasil

No Brasil, além das prolíficas bacias do pré-sal, no litoral do Sudeste, a empresa mira esforços exploratórios na Margem Equatorial, região no litoral norte tida como de grande potencial, uma espécie de “novo pré-sal”.

Há também grande interesse na Bacia de Pelotas, no litoral sul. Um fator que explica o interesse na Bacia de Pelotas são descobertas de petróleo no Uruguai e na própria África – Namíbia e África do Sul. As duas costas geográficas possuem características físicas que se assemelham.

Produção e reservas

No mês passado, a Petrobras informou que atingiu recorde de produção de petróleo em 2025, alcançando média de 2,40 milhões de barris por dia (bpd). O pré-sal respondeu por 82% do total.

Também em janeiro, a estatal brasileira informou que o total de reservas de petróleo e gás chegou a 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), em 31 de dezembro de 2025, sendo 84% de óleo e condensado e 16% de gás natural.

Boe é uma unidade de medida que padroniza o volume de gás natural e petróleo, convertendo o gás para o valor energético equivalente a um barril de petróleo bruto. Dessa forma, é possível somar a produção.

O índice de reposição de reservas (IRR) no ano passado foi de 175%, ou seja, para cada barril produzido, outro 1,7 foi descoberto.

A relação entre as reservas provadas e a produção está em 12,5 anos, isto é, mantido o ritmo de produção, as reservas atuais são suficientes para pouco mais de 12 anos.

Fonte: Agência Brasil

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Economia

Dólar cai para R$ 5,22, em linha com o mercado externo

marcelo

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Dólar cai para R$ 5,22, em linha com o mercado externo
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Num dia de recuperação no mercado financeiro, o dólar aproximou-se de R$ 5,20 e eliminou parte das altas dos últimos dias. A bolsa de valores teve ganho moderado e voltou a encostar nos 183 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (6) vendido a R$ 5,22, com recuo de R$ 0,034 (-0,64%).

  • Dólar sobe para R$ 5,24 após indicação de Trump ao BC dos EUA.
  • Bolsa cai mais de 2% em dia de forte correção no mercado.
  • Mercado reduz previsão da inflação para 3,99% este ano.

A cotação operou em baixa durante toda a sessão, chegando a R$ 5,20 por volta das 14h45, mas reduziu o ritmo de queda com investidores aproveitando a cotação baixa para comprar moeda.

Com a queda desta sexta, o dólar caiu 0,65% na semana. Em 2026, a divisa acumula baixa de 4,9%.

Ibovespa

O mercado de ações teve mais um dia de recuperação. Após a forte queda na quarta-feira (4), o índice Ibovespa, da B3, subiu pela segunda vez consecutiva e atingiu 182.950 pontos, com alta de 0,45%.

A bolsa alternou altas e baixas durante a sessão, mas firmou a tendência de alta perto do fim das negociações. Na semana, o Ibovespa subiu 0,87%.

Fatores externos

Sem grandes notícias no cenário interno, o mercado financeiro foi dominado por fatores externos. A recuperação das bolsas estadunidenses, que subiram nesta sexta após várias quedas consecutivas, beneficiou o mercado global.

Nos últimos dias, ações de empresas de tecnologia despencaram por receio do estouro de uma bolha no setor de inteligência artificial. No entanto, parte da queda foi revertida nesta sexta, porque os papéis ficaram baratos, atraindo o interesse de compradores.

*com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

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Economia

Aposta de São Gonçalo (RJ) leva prêmio de R$ 141 milhões da Mega

marcelo

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Mega-Sena não tem ganhador; prêmio vai a R$ 13,5 milhões
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Uma aposta de São Gonçalo (RJ) acertou as seis dezenas do concurso 2.969 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (5). O vencedor irá receber o prêmio de R$ 141.844.705,71.

Os números sorteados foram: 01 – 02 – 05 – 14 – 18 – 32

172 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 26.187,86 cada.

10.322 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 719,30 cada. 

>>

O próximo concurso irá distribuir um prêmio de R$ 40 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio será realizado no sábado (7). 

Fonte: Agência Brasil

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Economia

Exportações aos EUA caem 25,5% em janeiro, mas vendas à China sobem

marcelo

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Exportações aos EUA caem 25,5% em janeiro, mas vendas à China sobem
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Pelo sexto mês seguido desde o tarifaço do governo de Donald Trump, as exportações brasileiras para os Estados Unidos acumularam queda. As vendas para a China, no entanto, continuaram a subir, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (5), em Brasília, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Em janeiro, as vendas para os Estados Unidos totalizaram US$ 2,4 bilhões, recuo de 25,5% em relação aos US$ 3,22 bilhões no mesmo mês de 2025. As importações de produtos norte-americanos também caíram 10,9% para US$ 3,07 bilhões. O resultado foi um déficit de US$ 670 milhões na balança comercial bilateral em desfavor do Brasil.

  • Exportações de serviços batem recorde e alcançam US$ 51,8 bi em 2025.
  • Apex estima que acordo Mercosul-UE pode elevar exportações do Brasil.
  • Chanceleres de Brasil e EUA conversam sobre comércio e segurança .

Esta foi a sexta retração consecutiva nas vendas brasileiras aos EUA desde a imposição da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo de Donald Trump a produtos do Brasil, em meados de 2025. Apesar de a tarifa ter sido parcialmente revista no fim do ano passado, o Mdic estima que 22% das exportações brasileiras ainda estejam sujeitas às alíquotas extras, que variam entre 40% e 50%.

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China

Na contramão do desempenho com os Estados Unidos, o comércio com a China apresentou resultado positivo. As exportações brasileiras ao país asiático cresceram 17,4% em janeiro, somando US$ 6,47 bilhões, contra US$ 5,51 bilhões um ano antes. As importações caíram 4,9% para US$ 5,75 bilhões, o que garantiu ao Brasil um superávit de US$ 720 milhões no mês.

Entre os principais parceiros comerciais, a corrente de comércio – soma de importações e exportações – com a China alcançou US$ 12,23 bilhões, alta de 5,7%. Já o intercâmbio com os Estados Unidos somou US$ 5,47 bilhões, queda de 18%, refletindo a redução tanto nas exportações quanto nas importações.

Outros mercados

O comércio com a União Europeia gerou superávit de US$ 310 milhões para o Brasil, embora a corrente comercial tenha recuado 8,8% em relação a janeiro de 2025. As exportações para o bloco caíram 6,2%, enquanto as importações diminuíram 11,5%.

Com a Argentina, o Brasil registrou superávit de US$ 150 milhões, mesmo com a forte retração de 19,9% no comércio bilateral. As exportações brasileiras ao país vizinho caíram 24,5% e as importações recuaram 13,6% na comparação anual.

Fonte: Agência Brasil

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