Brasil
Pós-graduação da USP oferece formação para cientistas empreendedores

Com a proposta de promover uma cultura empreendedora entre pós-graduandos, com foco na inovação científica e impacto social, a Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG) desenvolveu nove disciplinas exclusivas, voltadas ao empreendedorismo.
As disciplinas não têm pré-requisitos e são oferecidas a alunos regulares de todos os programas de pós-graduação da Universidade. O conteúdo é ministrado virtualmente, com aulas síncronas e atividades assíncronas. A avaliação varia conforme o curso, podendo incluir projetos individuais ou em grupos multidisciplinares.
“A criação dessas disciplinas alinha-se à proposta da Pró-Reitoria de ampliar a diversidade de trilhas formativas na pós-graduação para alunos com diferentes interesses e projetos, oferecendo mais oportunidades para a aquisição de habilidades e competências. Importante é o fato de que esse conjunto de disciplinas está disponível para estudantes de todos os Programas de Pós-Graduação da USP, em todos os campi e em qualquer área do conhecimento, permitindo a integração e a interação entre estudantes com bagagem científica diversificada e fomentando a interdisciplinaridade”, explica o pró-reitor de Pós-Graduação, Rodrigo Calado.
As inscrições para as novas disciplinas poderão ser feitas pelo Sistema Janus até o dia 19 de janeiro. Serão oferecidas, no primeiro semestre de 2026, as disciplinas:
- DPG5011 – Formação do Cientista Empreendedor
- DPG5015 – Empreendedorismo – Da Ideação à Execução
- DPG5020 – Gestão de Pessoas e de Equipes para Empreendedorismo
- DPG5021 – Mindfulness Aplicado à Empreendedorismo
Resultado de uma parceria com a Agência USP de Inovação (Auspin), a trilha formativa não é vinculada a nenhuma unidade de ensino específica e é oferecida diretamente pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação, com a participação de docentes do InovaUSP e de várias unidades da Universidade.
O coordenador da Auspin, Luiz Henrique Catalani, ressalta a importância da iniciativa para o fortalecimento da cultura da inovação e do empreendedorismo na Universidade. “Nossa missão, ao integrar o empreendedorismo na pós-graduação da USP, é promover a cultura da inovação e formar pesquisadores capazes de gerar impacto positivo na sociedade, transformando conhecimento em soluções reais e aplicadas”, afirma Catalani.
Os estudantes que completarem três disciplinas da trilha, no mínimo, receberão um Certificado Especial de Formação Empreendedora, emitido pela PRPG, representando o reconhecimento formal da capacitação empreendedora do estudante. Futuramente, os programas de pós-graduação poderão emitir os certificados de conclusão e incluir “ênfase em empreendedorismo” para os alunos que concluírem uma quantidade específica de créditos.
GT Arco-íris
A trilha formativa da PRPG voltada ao empreendedorismo é uma das propostas sugeridas pelo Grupo de Trabalho Arco de Inovação Radical com Impacto Social (GT Arco-Íris), criado em junho, pela PRPG e pela Auspin, para fazer um diagnóstico de como a inovação e o empreendedorismo eram abordados na pós-graduação e, a partir dessa análise, propor ações.
O resultado do trabalho foi o desenvolvimento de um modelo formado por quatro pilares: uma trilha de disciplinas voltadas para o empreendedorismo; um edital para fomentar projetos inovadores e de impacto social; um certificado especial de formação empreendedora; e o evento USP Innovation Connect, para integrar alunos, docentes e investidores.
“Coletivamente, essas iniciativas buscam transformar a USP em uma instituição onde a pesquisa de excelência se converte, de forma sistemática e interdisciplinar, em empreendimentos com potencial de gerar inovação de alto impacto socioeconômico e ambiental”, explica o coordenador do GT, Mateus Gerolamo.
A professora da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA), Liliam Carrete, que também integrou o GT, destaca que a trilha de disciplinas amplia de forma estratégica o horizonte de atuação dos pós-graduandos: “Além da pesquisa e da docência, o empreendedorismo científico se consolida como um terceiro caminho de impacto, no qual alunos de mestrado e doutorado podem assumir o protagonismo na criação de novas empresas de base tecnológica, gerando empregos qualificados, arrecadação de tributos e soluções inovadoras para os grandes desafios econômicos, sociais e ambientais da sociedade, em plena sintonia com a missão pública da USP”.
Gerolamo realça que, como próximos passos, o Grupo de Trabalho identificou a necessidade de propor disciplinas relacionadas à dimensão jurídica da inovação como propriedade intelectual, contratos e convênios; de estruturar o Certificado de Estudos Especiais em Empreendedorismo para estudantes de pós-graduação da USP; de consolidar o edital Ciência que Transforma como um programa de fomento permanente para apoio às inovações baseadas em ciência e ao empreendedorismo nos programas de pós-graduação, em todas as áreas de conhecimento; e de promover eventos de integração da comunidade acadêmica com a população extramuros, para fomentar iniciativas de inovação e empreendedorismo.
Fonte: Agência – SP
Brasil
Censo de saneamento rural: saiba como identificar um agente

Com o avanço do Projeto Brotar, que realiza o censo de saneamento nas áreas rurais de 371 municípios do estado de São Paulo, é importante que as comunidades das áreas contempladas pela pesquisa saibam fazer a identificação correta dos recenseadores que visitam as propriedades rurais.
O censo começa com um formulário, que deverá ser respondido pela população das residências mapeadas, cujas informações são essenciais para direcionar os investimentos e obras necessárias em cada região. Esse formulário é intermediado por um entrevistador de campo, que estará sempre identificado.
Como identificar os recenseadores
Para garantir a segurança das comunidades, todos os profissionais em campo devem seguir rigorosamente o padrão visual estabelecido:
- Vestimenta: Uso obrigatório de colete e boné com a logomarca oficial do “Projeto Brotar”.
- Identificação: Crachá visível contendo nome, foto e identidade visual do programa.
- Equipamento: Coleta de dados realizada digitalmente via aplicativo em dispositivos móveis.
Parceria com a Polícia Militar
A operação conta com o suporte direto da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo para levar clareza às áreas recenseadas. A estratégia de proteção inclui:
- Canais de Comunicação: Divulgação de informações oficiais em grupos de WhatsApp das comunidades rurais.
- Vizinhança Solidária: Apoio do programa da Polícia Militar e dos Conselhos Comunitários de Segurança (CONSEGs) para validar a presença das equipes.
- Orientação: A população deve responder ao formulário apenas para agentes devidamente caracterizados.
O censo deve ocorrer até dezembro de 2026 e é o primeiro passo para levar rede de água e esgoto a mais de 820 mil domicílios que antes não eram atendidos pela Sabesp por questões contratuais. A presença dos agentes é essencial para mapear as soluções tecnológicas de saneamento que serão instaladas em cada propriedade, visando a universalização do serviço. Cabe ressaltar que o ano de 2033 é a data limite para a universalização do saneamento básico no Brasil.
No entanto, a Sabesp decidiu pela antecipação deste prazo para 2029 nos municípios atendidos pela companhia. O Brotar é executado pela Sabesp, junto com o Laboratório de Informações Estratégicas Agroambientais do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da APTA, o órgão de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Fonte: Agência – SP
Brasil
Com 96 equipes e mais de 2 mil jogadores, Taça Paulistana de Futebol Amador tem início no dia 11

A bola vai rolar para a Taça Paulistana de Futebol Amador 2026. Apoiado pela Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, o campeonato tem a sua primeira rodada marcada para o próximo dia 11.
Serão 96 equipes de futebol amador de todas as regiões da capital paulista e mais de 2 mil jogadores envolvidos. O formato de disputa prevê grupos com quatro times cada, onde os dois melhores se classificam para a fase eliminatória. Todos os jogos acontecem em um único campo, o CDC Jardim São José, em Pirituba, zona oeste da capital. A final acontece em 12 de julho.
“A Taça tem como principal objetivo incentivar a prática do futebol amador como ferramenta de transformação, promovendo integração social e qualidade de vida”, afirma Rodolfo Dalonso, presidente do Instituto Esporte e Cidadania, entidade responsável por organizar o torneio.
O acesso a todas as partidas da Taça é gratuito. O CDC Jardim São José fica na Rua Dom Manuel D’Elboux, 30, Vila Pereira Cerca – Pirituba.
Lei Paulista de Incentivo ao Esporte
Regulamentada pelo decreto 55.636 de 26/03/2010, a Lei Estadual de Incentivo ao Esporte de São Paulo contempla projetos vinculados às áreas educacional, formação desportiva, rendimento, sociodesportivo, participativa, gestão e desenvolvimento e infraestrutura. Ela possibilita à iniciativa privada o apoio a projetos esportivos elaborados por entidades privadas sem fins lucrativos de natureza esportiva ou por Prefeituras no Estado de São Paulo.
Fonte: Agência – SP
Brasil
USP oferece curso de extensão sobre economia, cultura e poder na internet

A disciplina de pós-graduação Economia, Cultura e Poder na Internet agora também será ofertada como curso de extensão para pessoas externas à USP. As aulas acontecerão entre 11 de março e 1º de julho de 2026, às quartas-feiras, das 9h às 12h, no Auditório do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, na Cidade Universitária, em São Paulo. São 40 vagas destinadas a profissionais, pesquisadores e demais interessados nos impactos sociais, econômicos e políticos da internet. As inscrições vão até o meio-dia de 20 de fevereiro, neste link, com confirmação da matrícula a partir de 2 de março.
Coordenado por Pablo Ortellado (EACH-USP e IEA-USP) e Luiz Fernando Martins Castro (NIC.br), o curso tem como objetivo apresentar uma análise crítica e interdisciplinar das transformações promovidas pelo ambiente digital. A programação aborda desde os fundamentos técnicos e a história da internet até temas contemporâneos como economia de dados, governança digital, inteligência artificial, regulação jurídica, polarização política nas redes sociais e os efeitos culturais das tecnologias digitais.
O curso é uma realização da Cátedra Oscar Sala, parceria do IEA com o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). O objetivo é qualificar o debate acadêmico e público sobre as dimensões técnicas, econômicas, políticas, jurídicas e culturais da internet, contribuindo também para a formulação de políticas públicas na área.
Para aprovação, os participantes deverão cumprir frequência mínima de 75% e apresentar um trabalho final em formato de artigo voltado ao público amplo.
Mais informações e inscrições estão disponíveis aqui.
Fonte: Agência – SP







