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Economia

Produção industrial capixaba cresce 1,1% de janeiro para fevereiro de 2025

Alta foi puxada pelas indústrias da transformação e extrativa. Os dados do IBGE foram divulgados nesta terça-feira (08)

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 A produção da indústria capixaba cresceu 1,1% em fevereiro, em relação ao mês anterior. O resultado foi superior ao nacional, já que a produção industrial brasileira teve uma retração de 0,1% na mesma base de comparação. Os dados fazem são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE, divulgada nesta terça-feira (8) e compilada pelo Observatório Findes. 


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Os setores responsáveis pela alta foram a indústria da transformação, que registrou crescimento de 3,3%, na passagem de janeiro para fevereiro deste ano, e o setor extrativo, que cresceu 3%. “Tivemos um mês de fevereiro positivo para a indústria. Mesmo diante de desafios, ainda conseguimos ter bons resultado”, aponta o presidente da Federação das indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona. 

Dentro da indústria de transformação, os segmentos que mais se destacaram foram os de metalurgia, que avançou 9,2%, justificada pela produção de aço bruto, e o de minerais não metálicos (+1,8%). Já a fabricação de celulose e papel caiu 5,6% e a de produtos alimentícios reduziu em 0,4% no mesmo período. 

A economista-chefe da Findes e gerente executiva do Observatório Findes, Marília Silva, explica que o segmento de metalurgia teve bons resultados em três das quatro bases de comparação da pesquisa do IBGE. “Apenas no acumulado do ano (janeiro e fevereiro) observamos uma variação negativa de 0,1%. Já quando olhamos para o acumulado de 12 meses até fevereiro a alta foi de 5,5% e em fevereiro deste ano, na comparação com fevereiro do ano passado, ela foi de 2,7%.” 

De acordo com dados do Instituto Aço Brasil, o Espírito Santo produziu 546 mil toneladas de aço bruto em fevereiro, ampliando 4,8% em relação a janeiro. Já a produção de semiacabados e laminados no Espírito Santo chegou a 373 mil toneladas em fevereiro, uma queda de 11,8% em relação ao mês imediatamente anterior.

 Indústria extrativa cresceu 3% em fevereiro 

A indústria extrativa também cresceu em fevereiro na comparação com janeiro deste ano. O resultado se deve, principalmente, a alta da produção de pelotas de minério de ferro e não foi maior por conta da queda da produção de petróleo e gás natural, ainda devido ao comissionamento do FPSO Maria Quitéria, no Campo de Jubarte.  

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Energia (ANP), a produção de petróleo no Espírito Santo, em fevereiro, foi de 162,3 mil barris por dia, patamar 3,3% menor do que o registrado em janeiro e 13,0% inferior ao registrado em fevereiro de 2024. Já a produção média de gás natural foi de 3,7 mil m³ por dia em fevereiro, um resultado 0,5% abaixo da produção do mês imediatamente anterior e uma queda de 17,2% em comparação ao mesmo mês do ano passado. 

O presidente da Findes, Paulo Baraona, explica que, desde o final do ano passado, há um recuo na produção de petróleo e gás do Estado, porém, há perspectivas positivas para o setor. “Tivemos boas notícias hoje (08/04) durante o lançamento do Anuário da Indústria de Petróleo e Gás no Espírito Santo. O documento projeta uma alta de 11,2% na extração de petróleo até 2027. Além disso, o Estado também deve receber mais de R$ 44 bilhões em investimentos do setor até 2030”, comenta. 

Baraona ainda lembra que, “Quando o setor tem um bom desempenho contribui muito para que toda a indústria também tenha bons resultados. “Esse é um segmento formado por mais de 600 empresas no ES e que emprega mais de 15 mil trabalhadores com carteira assinada”, diz.

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Economia

Haddad pretende apresentar a Lula um plano contra tarifaço

Medidas urgentes visam proteger produtores nacionais e fortalecer soberania frente a tensões comerciais

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Governo federal envia Medida Provisória com plano de resposta ao tarifaço dos EUA, prevendo crédito e compras governamentais. Foto: Marcelo Camargo - Agência Brasil
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O texto da medida provisória (MP) com as ações planejadas pelo governo federal, em resposta ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, contra os produtos com origem no Brasil, será enviado ao Palácio do Planalto pelo Ministério da Fazenda ainda nesta quarta-feira (6).

“Será um plano muito detalhado para começar a atender, sobretudo, aqueles que são pequenos e não têm alternativas à exportação para os EUA. A maior preocupação é com o pequeno produtor”, disse o ministro Fernando Haddad ao chegar no ministério.

Haddad também informou que o plano está pronto. Ele prevê medidas de concessão de crédito para as empresas mais impactadas pelo tarifaço; e aumento das compras governamentais.

“Ele está pronto. Ontem nós procuramos entender a encomenda do presidente em relação ao detalhamento. Dissemos para ele que a questão empresa por empresa não precisa evidentemente ser tratada em lei. Pode ser objeto de regulamentação. Provavelmente o ato do presidente será uma medida provisória, para entrar em vigor imediatamente”, acrescentou.

Interesse nacional

De acordo com o ministro, as medidas focam na garantia da soberania nacional e da aplicação da lei da legislação brasileira pertinente ao caso, disse Haddad ao avaliar como inaceitável a tentativa de interferência do governo norte-americano no Judiciário brasileiro.

“O Executivo está zelando pelo interesse nacional”, disse ao reiterar pedido de uma união nacional que envolva empresários e governadores da oposição, uma vez que os estados são afetados.

Nesse sentido, o ministro cobrou dos governadores que cumpram as prerrogativas do cargo, no sentido de defender os interesses de seus estados. Para Haddad, o mesmo vale para o empresariado:

“Precisam ligar para a oposição e pedir que parem de atrapalhar o país”, afirmou.

“Somos o único país do mundo que tem uma força política interna em Washington trabalhando contra o interesse nacional. Tem algum indiano fazendo isso? Tem algum chinês fazendo isso? Tem algum russo fazendo isso? Tem algum europeu fazendo isso? Não. Temos de botar o dedo nessa ferida de uma vez por todas”, complementou.

Haddad citou uma entrevista recente de Eduardo Bolsonaro, na qual o deputado licenciado ameaça, mais uma vez, os poderes constituídos do Brasil.

“Foi uma entrevista muito forte, ameaçando o Congresso Nacional”, disse.

“Tem também uma entrevista de um líder da oposição da extrema direita brasileira dizendo que vai fazer o possível para continuar atrapalhando o país. Se isso não é a notícia do dia, fica difícil entender para onde nós vamos. O país precisa se unir para defender a causa nacional e separar o que é a economia, do que é política”, acrescentou o ministro da Fazenda.

Reunião marcada

Haddad informou que a reunião com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, já tem “data e hora fixada”. Será na próxima quarta-feira, dia 13.

“Obviamente, a depender da qualidade da conversa, ela poderá se desdobrar em uma reunião de trabalho presencial, aí com os ânimos já orientados no sentido de um entendimento entre os dois países que, repetimos, têm um relacionamento de 200 anos.

América do Sul

O ministro da Fazenda avaliou que até mesmo a taxação inicialmente prevista, de 10%, já seria inadequada para os países da América do Sul, uma vez que a relação desses países com os EUA é deficitária.

“Uma outra coisa que é importante é que nós somos um bloco econômico. O Brasil não pode ser tratado diferentemente do Paraguai, Uruguai, da Argentina, Bolívia. É um bloco econômico, assim como a União Europeia”, argumentou.

(Com informações da agência de notícias, por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil).

 

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Economia

89% dos brasileiros acreditam que tarifas de Trump vão prejudicar a economia, diz Datafolha

Entrevistas foram feitas entre os dias 29 e 30 de julho, antes de a Casa Branca detalhar o tarifaço sobre o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Molly Riley/White House Flickr/Divulgação)
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A ampla maioria dos brasileiros acredita que o aumento de tarifas pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras deve prejudicar a economia nacional e, também, a sua situação pessoal, conforme pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 31. Mais de 70% dos entrevistados também apontaram as tentativas de negociação com o governo dos EUA como a melhor saída para a crise.

As entrevistas foram feitas entre os dias 29 e 30 de julho, antes de vir a público o decreto da Casa Branca, na tarde da quarta-feira, 30, confirmando o aumento de tarifas sobre o Brasil de 10% para 50%, mas abrindo uma lista com quase 700 exceções.

De acordo com a pesquisa, 66% dos entrevistados responderam que a taxação de produtos brasileiros pelos EUA vai prejudicar muito a economia brasileira, enquanto outros 23% disseram que deve prejudicar um pouco. Na opinião de 7% o tarifaço não deve ter impactos sobre a economia brasileira. Os demais 4% não responderam.

Quando perguntadas se as tarifas podem afetar a sua situação econômica pessoal, 77% das pessoas disseram que elas devem prejudicar muito (43%) ou um pouco (34%), e, para 19%, elas não devem ter impacto. Outros 4% não sabem ou não responderam.

Como o governo brasileiro deveria reagir

A via da negociação é, para a maioria, o melhor caminho a ser seguido pelo governo brasileiro frente ao aumento da taxação de suas exportações. Quando perguntados o que o Brasil deveria fazer para reagir às tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, 77% responderam indicação a negociar para tentar convencer Trump a mudar de ideia. A opção de taxar igualmente os produtos dos EUA vendidos no Brasil foi escolhida por 15% dos entrevistados, e 6% defenderam atender todas as condições exigidas pelo país. Os demais 7% não sabem ou não responderam.

O Datafolha também questionou qual é o nível de conhecimento das pessoas sobre o aumento para 50% das tarifas anunciado por Trump, com 32% dos entrevistados afirmando que se sente bem informado e outros 39% dizendo estar mais ou menos informado. Por outro lado, 18% não tomaram conhecimento da notícia. Outros 9% disseram estar mal informados e 2% não responderam.

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Economia

Momento exige negociação e não retaliação, avaliam CNI e Findes sobre decreto de tarifas de 50% dos EUA

As entidades descartam, contudo, a possibilidade de retaliação, e reforçam que o país deve se manter unido e ampliar os canais de diálogo e de negociação com os Estados Unidos.

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Confederação Nacional da Indústria também propôs ao governo federal medidas para atenuar efeitos da sobretaxa, especialmente para salvaguardar pequenas e médias empresas, e organiza missão empresarial

Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), reiteraram nesta quarta-feira (30) que a imposição de tarifa de 50% para os produtos brasileiros, oficializada por decreto publicado pelo governo norte-americano, causa grande preocupação, pois compromete cadeias produtivas, reduz a produção, ameaça empregos e investimentos e contratos de longo prazo. As entidades descartam, contudo, a possibilidade de retaliação, e reforçam que o país deve se manter unido e ampliar os canais de diálogo e de negociação com os Estados Unidos.

“A confirmação da aplicação da sobretaxa sobre os produtos brasileiros, ainda que com exceções, penaliza de forma significativa a indústria nacional, com impactos diretos sobre a competitividade. Não há justificativa técnica ou econômica para o aumento das tarifas, mas acreditamos que não é hora de retaliar. Seguimos defendendo a negociação como forma de convencer o governo americano que essa medida é uma relação de perde-perde para os dois países, não apenas para o Brasil”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Com o objetivo de atenuar os efeitos da aplicação das tarifas sobre a indústria nacional, a CNI apresentou ao governo federal uma lista de 8 medidas prioritárias com diversas propostas do setor em áreas como crédito, tributação, emprego e comércio exterior. A relação foi entregue nesta quarta-feira (30) ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.

Conheça as medidas propostas:

  1. Criar linha de financiamento emergencial do BNDES, com juros de 1% a 4% a.a., específicas para capital de giro para empresas que tiverem exportações afetadas e suas cadeias produtivas;
  2. Ampliar, de 750 dias para 1.500 dias, o prazo máximo entre a contratação e a liquidação do contrato de câmbio de exportação nas modalidades Antecipação de Contrato de Câmbio (ACC) e Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE), especialmente aqueles que estão em andamento, realizados por bancos públicos e desenvolvimento, após o embarque da mercadoria ou após a prestação do serviço;
  3. Prorrogar o prazo e/ou carência para pagamento de financiamentos direcionados ao comércio exterior, como PROEX e BNDES-Exim;
  4. Aplicar direito provisório de dumping e reforçar os recursos humanos e tecnológicos para resposta rápida a desvios de comércio;
  5. Adiar, por 120 dias, o pagamento de todos os tributos federais, incluindo as contribuições previdenciárias, e parcelar, em pelo menos seis parcelas mensais e sem incidência de multas e juros, o pagamento dos valores dos tributos que tiveram o recolhimento adiado;
  6. Realizar o pagamento imediato dos pedidos de ressarcimento de saldos credores de tributos federais (PIS/Cofins e IPI) já homologados pela Receita Federal do Brasil e garantir compensações mais ágeis e previsíveis;
  7. Ampliação do Reintegra, com elevação para 3% da alíquota de ressarcimento de tributos residuais nas exportações;
  8. Reativar o Programa Seguro-Emprego (PSE) com aperfeiçoamentos.

“Nossas propostas buscam mitigar os efeitos econômicos adversos aos setores afetados pelas barreiras, preservar a capacidade exportadora das empresas brasileiras e garantir a continuidade das operações internacionais em um cenário de alta imprevisibilidade”, destaca o presidente Ricardo Alban.

Indústria avalia impactos para setores que ficaram de fora das isenções

Uma análise preliminar do documento divulgado pela Casa Branca mostra que cerca de 700 produtos brasileiros serão isentos da tarifa de 50% (aumento de 40% nas tarifas já existentes, de 10%), aprovada pelo International Emergency Economic Powers Act (IEEPA). Importante ressaltar que eles seguirão sujeitos à tarifa de 10%, anunciadas em abril.

No entanto, setores importantes como de proteína animal e café, etanol, máquinas e equipamentos, outros manufaturados e produtos com grande relevância para a pauta exportadora brasileira, ficaram de fora da lista de exceções e enfrentarão o aumento da tarifa.

Do total das exceções previstas, 565 referem‑se a produtos destinados ao uso da aviação civil. Essas mercadorias não estarão sujeitas à tarifa adicional, desde que comprovadamente destinadas ao setor de aviação civil.

Cabe destacar que o ato normativo americano determinou que a tarifa adicional de 40% não se aplica quando já houver tarifa setorial em vigor sob a Seção 232, que incluem aço e alumínio, produtos derivados de alumínio e aço e automóveis e autopeças.

Confira exemplos de produtos isentos do tarifaço:

CNI organiza missão aos EUA

A CNI está organizando uma missão empresarial aos Estados Unidos para aproximar empresas brasileiras e americanas que mantêm relações comerciais. O objetivo é promover a sensibilização mútua sobre os impactos negativos do tarifaço e ampliar canais de interlocução, sem interferir diretamente nas negociações governamentais.

“Nosso papel é ser um facilitador e o nosso objetivo é sensibilizar as empresas para que elas sensibilizem o governo. As tarifas também vão afetar a economia americana”, disse o dirigente.

EUA são principal parceiro comercial da indústria brasileira

Brasil e Estados Unidos sustentam uma relação econômica robusta, estratégica e mutuamente benéfica alicerçada em 200 anos de parceria. Os EUA são o 3° principal parceiro comercial do Brasil e o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira.

O relacionamento bilateral Brasil-EUA é marcado por complementariedade, isto é, o comércio bilateral é composto por fluxos intensos de insumos produtivos. Na última década, esses bens representaram, em média, 61,4% das exportações e 56,5% das importações brasileiras.

A forte integração econômica entre os dois países é evidenciada pelas 3.662 empresas americanas com investimentos no Brasil e pelas 2.962 empresas brasileiras com presença nos Estados Unidos. Os Estados Unidos foram o principal destino dos anúncios de investimentos greenfield brasileiro no mundo entre 2013 e 2023, concentrando 142 projetos de implantação produtiva.

As exportações brasileiras para os EUA têm grande relevância para a economia nacional. Em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado ao mercado americano foram criados 24,3 mil empregos, R$ 531,8 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção no Brasil. Portanto, o aumento da tarifa de importação americana para 50% impacta diretamente a economia brasileira e abala a cooperação com os EUA.

 

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