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Quatro artistas levam grafite e fé para a subida do Convento da Penha

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Quatro artistas levam grafite e fé para a subida do Convento da Penha
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Entre os passos de fé e as orações dos devotos que estão subindo a ladeira do Convento da Penha, a arte urbana é mais um instrumento de inspiração. O muro da subida recebeu o trabalho de quatro artistas capixabas: Fred Farias, Anderson Moska, Alexandra Baum e Cláudio Tripa. Juntos, eles traduziram em imagens o tema da festa deste ano: “Fazei de nós instrumentos da paz”.

A intervenção artística acompanha o calendário da Festa da Penha 2026, que começou nesse domingo (5) e segue até o dia 13 de abril. Considerada a terceira maior celebração mariana do Brasil, dedicada a Nossa Senhora da Penha, padroeira do Espírito Santo, a Festa da Penha terá mais de 50 missas, 14 romarias e uma série de manifestações religiosas e culturais.

“O caminho até o Convento sempre foi um espaço de oração e reflexão, e a presença desses artistas amplia essa experiência. A arte tem a capacidade de tocar quem passa, de chamar um olhar mais atento e de ajudar cada pessoa a viver esse percurso de forma profunda. É um encontro entre fé, cultura e vida”, destaca o guardião do Convento da Penha, Frei Gabriel Dellandrea.

Os artistas

Fred Farias, artista visual ligado à cultura Hip Hop, levou para o espaço a alegria como expressão de fé e a defesa dos direitos humanos. Anderson Moska, grafiteiro com mais de 20 anos de trajetória e passagens por diversos países, propôs a força da arte urbana para dialogar com a espiritualidade. Alexandra Baum, a Alex, traduz em suas obras a essência feminina, a maternidade e a conexão com a natureza. Já Cláudio Tripa, artista com forte ligação com o Convento, é conhecido por levar a imagem do local para diferentes partes do mundo.

Estudante de Serviço Social, Fred Farias é artista visual e grafiteiro e encontrou na cultura hip-hop seu ponto de partida. Leva para o muro muito mais do que tinta: carrega em sua arte a defesa dos direitos humanos e a força das raízes canela-verde. Crescido entre manifestações populares e religiosas, como a romaria dos conguistas, Fred transforma sua memória afetiva em expressão. Em seu mural, a fé surge leve, quase sorrindo.

Inspirado nos ensinamentos do Papa Francisco e na oração de São Tomás Moro, ele pintará a imagem do pontífice que nos deixou em 2025 e a frase “Concede-me a graça de compreender os sorrisos, para que conheça na vida um pouco de alegria”.

Com mais de duas décadas dedicadas ao grafite, Anderson Moska traz na bagagem não só a vivência das ruas, mas também experiências que atravessaram fronteiras. De Cachoeiro de Itapemirim para o mundo, sua arte já passou por países como Uruguai, Argentina, Chile, México e Senegal. Agora, encontra no Convento um novo território de diálogo.

Para Moska, pintar esse muro é mais do que um trabalho, é uma honra. Sua arte retrata a imagem de São Francisco de Assis envolto por pássaros, trazendo à cena valores como paz, amor à natureza e simplicidade, criando um encontro simbólico entre a arte urbana e a devoção.

Ao retratar São Francisco de Assis envolto por pássaros, a obra leva ao público valores como paz, amor à natureza e simplicidade, criando um encontro simbólico entre a arte urbana e a devoção.

A sensibilidade de Alexandra Baum, a Alex, também ganha forma nesse percurso. Autodidata, começou a desenhar ainda na infância e nunca mais parou. Em suas obras, a essência feminina pulsa em profunda conexão com a natureza, seus ciclos e, mais recentemente, com a maternidade. No muro, ela assina uma obra que traduz o amor de mãe como extensão da fé, num elo invisível que acolhe, protege e sustenta. No centro da composição, o Convento da Penha.

Em sua obra, à direita, Nossa Senhora com o Menino Jesus no colo; à esquerda, mãos em posição de oração. Sobre tudo, pássaros cruzam um céu azul, costurando a cena com leveza e espiritualidade. Em tempos de tantas tensões, Alex reconhece na proposta da festa uma mensagem urgente: a paz como prática cotidiana – que ultrapassa crenças e se fortalece no respeito e na convivência.

Já Cláudio Tripa tem uma relação que vai além da arte e se aproxima de uma devoção cotidiana. Autodidata, começou pintando pranchas de surf aos 15 anos e hoje mistura técnicas, materiais e inspirações. Frequentador assíduo do Convento, onde vai rezar quase todos os dias, construiu uma trajetória profundamente ligada à imagem do local. Seus quadros com o Convento da Penha já cruzaram oceanos e hoje estão espalhados pelos quatro cantos do mundo.

No muro, Tripa retorna às origens e vai retratar São Francisco, a cruz, os animais e a frase símbolo do santo católico: “Senhor, fazei-me instrumento de Vossa paz”. Imagens que dialogam com sua fé e com sua história. Mais do que convidado, ele se sente parte dessa construção, tendo acompanhado e incentivado a presença da arte no espaço ao longo dos anos.

Além dos murais individuais, os quatro artistas também se uniram em uma obra coletiva, reforçando, na prática, o espírito do tema deste ano: a construção conjunta da paz.

Até a próxima edição, em 2027, quem subir até o Convento da Penha encontrará pelo caminho não apenas um muro pintado, mas histórias de artistas locais, de fé, de memória e de pertencimento. E talvez, entre uma subida e outra, encontre também um pouco de si refletido nas cores que agora habitam esse percurso sagrado.

A Festa da Penha 2026, com o tema “Fazei de nós instrumentos da paz”, é promovida pela Mitra Arquidiocesana de Vitória, Convento da Penha e Associação dos Amigos das Obras Franciscanas. A Festa é realizada com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Vila Velha.

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Temporada Pop Rockestra faz homenagem a Raul Seixas

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Temporada Pop Rockestra faz homenagem a Raul Seixas
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O Teatro SESI Vitória recebe, no dia 24 de abril de 2026, às 19h30, o concerto especial “Toca Raul”, com a Orquestra Camerata SESI, que comemora 18 anos, na Temporada Pop Rockestra, em uma homenagem vibrante à obra de Raul Seixas, um dos maiores ícones da música nacional. A apresentação propõe um encontro potente entre o rock brasileiro e a música de concerto, com releituras orquestrais inéditas de canções que atravessam gerações.

No palco, as vozes de André Prando e Sandrera conduzem o público por clássicos como “Metamorfose Ambulante”, “A Maçã”, “Gita”, “Ave Maria da Rua”, “Moleque Maravilhoso” e “Tente Outra Vez”, agora com novos arranjos que revelam diferentes nuances e ampliam a força dessas composições.

A regência é do maestro convidado Tiago Padim, responsável por conduzir essa fusão entre a intensidade do rock e a sofisticação da música erudita. O espetáculo destaca a potência poética, filosófica e contestadora presente na obra de Raul, reafirmando sua relevância no cenário cultural brasileiro.

Mais do que um concerto, “Toca Raul” é uma celebração da liberdade criativa e do espírito inquieto de um artista que marcou profundamente a história da música no país. Uma noite para cantar, lembrar e redescobrir canções que seguem atuais e cheias de significado.

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Degusta Beer celebra 10 anos e diversidade musical toma conta de edição comemorativa

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Degusta Beer celebra 10 anos e diversidade musical toma conta de edição comemorativa
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O Degusta Beer, um dos eventos mais consolidados do Espírito Santo, chega aos 10 anos com uma edição especial, com o tema “Brasilidades”. Com entrada gratuita, o festival vai acontecer entre os dias 16 a 19 e de 23 a 26 de abril, no Shopping Vila Velha, reunindo música, gastronomia e convivência em um mesmo espaço.

Tradicionalmente ligado ao rock, o evento mantém sua identidade, mas amplia o repertório nesta edição. A proposta é valorizar a diversidade musical e criar um ambiente de troca entre diferentes estilos. A programação percorre ritmos como samba, pagode, forró, axé, sertanejo, congo e o próprio rock, que segue como uma das marcas do festival.

Ao longo dos oito dias, o Degusta Beer vai reunir artistas da cena capixaba e nacional, além de oferecer cervejarias artesanais e uma variedade de opções gastronômicas, incluindo a operação “Do bar ao mar”, com foco em comida de boteco e frutos do mar, além de área kids.

“O Degusta celebra 10 anos como um evento forte e independente, que conquistou o Espírito Santo e o Brasil. Nesta edição especial, em casa e com o tema ‘Brasilidades’, vamos ampliar nosso palco para todos os ritmos, reunindo ainda mais gente nessa comemoração”, declara Leonardo Castilho, organizador do Degusta.

Serviço
Evento: Degusta Beer – 10 anos
Data: 16 a 19 e 23 a 26 de abril
Horários: 17h às 0h
Local: Estacionamento do Shopping Vila Velha – Vila Velha (ES)

Entrada: Gratuita

Cervejarias participantes: Ronchi, Noi, Azzurra, Kingbier, Marlin Azul, Alquimistas, Barba Ruiva e Trarko.

Gastronomia: Selva, Brorhers, Mister Frango e Do Bar ao Mar

Sobremesas: Te Quero Churros e Jessyca Cake.

Drinks e bebidas: One Drinks e Bebacatu

Área Kids: Espaço supervisionado com brinquedos, em parceria Tio Marcelo.

Programação Musical

Semana 1
16/04 (quinta-feira): 21h – Samba Júnior (Pagode)

17/04 (sexta-feira): 19h30 – Cadu Caruzo (cover Cazuza)
22h – Serginho Oliveira (Brasilidades)

18/04 (sábado): 19h30 – Havengar (Forró)
22h – Índios Urbanos (Cover Legião Urbana)

19/04 (domingo): 18h30 – Michele Freire, Erick e Eduardo e João Felipe e Rafael (Sertanejo)
20h30 – Tambor Jacarenema (Banda de Congo)
21h30 – Casaca (Música Autoral do Es)

20/04 (segunda-feira): 19h30 – Duets (Rock)
22h – Back To The Past (Rock)

Degusta Beer celebra 10 anos e diversidade musical toma conta de edição comemorativa Degusta Beer celebra 10 anos e diversidade musical toma conta de edição comemorativa

 

Semana 2
23/04 (quinta-feira): 21h – Jackson Lima (Brasilidades)

24/04 (sexta-feira): 19h30 – Nano Viana (Brasilidades)
22h – Ubando (Rock)

25/04 (sábado): 19h30 – Sheep Parafina (Rock)
22h – Andrea Nery (Axé)

26/04 (domingo): 19h30 – Clube do Samba (Samba)

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Arte capixaba ganha projeção nacional no 7º Festival Internacional de Arte Naïf de João Pessoa

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Arte capixaba ganha projeção nacional no 7º Festival Internacional de Arte Naïf de João Pessoa
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A arte capixaba ganha projeção nacional com a participação do artista César Lima no 7º Festival Internacional de Arte Naïf de João Pessoa, um dos principais encontros dedicados ao gênero no Brasil. Representando o Espírito Santo, o artista apresenta a obra “Mãe Terra em Estado de Alerta”, que propõe uma reflexão sensível e urgente sobre as questões ambientais contemporâneas.

Reconhecido por valorizar elementos simbólicos e narrativas visuais marcantes, César destaca que a obra nasce de uma inquietação pessoal diante dos impactos ambientais. “A arte naïf tem essa capacidade de comunicar de forma direta, emocional. Em ‘Mãe Terra em Estado de Alerta’, eu quis traduzir esse sentimento de urgência que o planeta nos pede hoje”, afirma o artista.

O festival, realizado em João Pessoa, se consolida como uma vitrine importante para artistas de diferentes regiões e países, reunindo produções que exploram a espontaneidade, o uso expressivo das cores e a conexão com identidades culturais.

Em sua sétima edição, o evento amplia o diálogo entre artistas e público, promovendo exposições, intercâmbios culturais e o fortalecimento da arte naïf como linguagem artística relevante no cenário contemporâneo.

Para César, a participação também representa uma oportunidade de levar a produção capixaba para além das fronteiras do Estado. “Estar em um festival desse porte é uma forma de mostrar que o Espírito Santo tem artistas potentes, com mensagens que dialogam com o mundo”, destaca.

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