Segurança
Quem é o homem preso suspeito de assassinato que chocou São Gabriel da Palha
Polícia diz que Breno Machado Brunow tentou correr ao notar viatura, mas acabou preso. Na cintura dele, foi encontrado uma arma

Está na cadeia um dos suspeitos da morte de Rúslei Vieira Maneia, de 37 anos, ocorrida no dia 29 de dezembro do ano passado no bairro Cachoeira da Onça, em São Gabriel da Palha, no Noroeste do Espírito Santo. O crime chocou o município, porque ocorreu na principal avenida da cidade, e na presença de crianças e mulheres. O nome do preso não foi divulgado pela polícia, mas a reportagem apurou que se trata de Breno Machado Brunow.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi preso por ordem da Justiça, que também mandou prender um jovem de 19 anos; ambos são suspeitos de envolvimento com uma organização criminosa e tráfico de drogas atuante na cidade. Um vídeo que mostra o momento da prisão do suspeito de 27 anos.
Assista:
O criminoso foi preso no mesmo bairro onde ocorreu o assassinato em dezembro.
“Durante a ação policial na localidade de Cachoeira da Onça, em São Gabriel da Palha, uma das equipes já monitorava previamente um dos suspeitos e confirmou que ele se encontrava em sua residência. Ao chegar ao local, foi realizado cerco tático no imóvel. No momento da abordagem, o suspeito, de 27 anos, tentou fugir pelos fundos da casa e desobedeceu às ordens de parada, sendo contido pelos policiais antes de deixar o imóvel”, informou a Polícia Civil.
“As investigações apontam que os dois alvos da operação vinham sendo monitorados e possuem vínculo entre si, integrando o mesmo grupo criminoso, com atuação voltada ao comércio ilícito de entorpecentes no município. O suspeito, de 27 anos, também é investigado por envolvimento em um homicídio ocorrido na localidade no dia 29 de dezembro do ano passado. Todos os materiais apreendidos foram devidamente registrados e encaminhados para os procedimentos legais cabíveis”, explicou o delegado Jefferson Nascimento, titular da Delegacia de Polícia (DP) de São Gabriel da Palha.
Foto mostra arma, dinheiro, e outros pertences apreendidos pela polícia com o suspeito. Crédito: PCES
A Polícia Civil informou que, na busca pessoal junto ao suspeito, foi localizada uma arma de fogo municiada, além de entorpecentes, dinheiro em espécie e outros objetos de interesse para a investigação. A arma apreendida trata-se de uma pistola calibre .380, encontrada com munições intactas, inclusive de calibre diverso. Também foram apreendidos dinheiro em espécie e documentos.
Diante do flagrante delito, o suspeito foi conduzido à delegacia. Na sequência, as equipes deram continuidade ao cumprimento do mandado em outro endereço alvo. No local, foram realizadas buscas que resultaram na apreensão de substância entorpecente, balança de precisão, materiais comumente utilizados para o preparo, embalo e comercialização de drogas, além de aparelhos celulares e outros objetos. O suspeito de 19 anos não estava no local, e é considerado foragido. O nome dele não foi informado.
homem de 27 anos foi autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e munições de uso restrito. Ele foi encaminhado ao sistema prisional.
O assassinato
Rúslei Vieira Maneia tinha 37 anos e foi assassinado a tiros na presença de mulheres e crianças na noite de uma segunda-feira, 29 de dezembro de 2025, na avenida principal de São Gabriel da Palha.
Imagens de videomonitoramento mostram o momento em que a vítima caminha às margens da rodovia, na altura do bairro Cachoeira da Onça, acompanhada de parentes — mulheres e crianças — e, ao tentar atravessar a via, é surpreendida por um homem que estava na garupa de uma motocicleta. De capacete, o suspeito desce e efetua vários disparos contra o jovem, que ainda tenta correr, mas cai. Mesmo com a vítima caída, o atirador continua atirando e, em seguida, foge na moto com o comparsa. Rúslei Vieira Maneia morreu no local.
Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, ao chegarem ao local, os policiais encontraram o jovem caído no asfalto, e um enfermeiro do hospital local constatou a morte. Conforme o registro, a perícia apontou que a vítima apresentava várias perfurações provocadas por arma de fogo calibre 9 milímetros.
Segurança
ES registra 22 mortes em confrontos policiais e reacende debate sobre uso da força


O Espírito Santo já registra 22 mortes em ações policiais entre janeiro e abril de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). Apenas em abril, são cinco casos, que incluem a morte de um adolescente de 16 anos e um homem de 29 anos. Esse número reacende o debate sobre os limites do uso da força por agentes de segurança pública.
Mortes em confrontos policiais
Um adolescente de 16 anos, identificado como Ítalo Corrêa, foi baleado durante uma ação policial foi morto no bairro José de Anchieta, na Serra na quarta-feira (08).
Segundo a PM, o jovem teria ligação com o tráfico de drogas e teria atirado contra os militares. Moradores e familiares contestam a versão e afirmam que ele não estava armado no momento da abordagem.
Na última sexta-feira (3), Pablo Barbosa Meneses, de 29 anos, morreu após ser baleado durante uma ação de policiais militares, no bairro Areinha, em Viana.
De acordo com a Polícia Militar, equipes receberam a informação de que suspeitos armados estariam traficando drogas próximo a uma escadaria conhecida na região.
Durante a aproximação, os suspeitos teriam fugido e, segundo os militares, efetuado disparos contra a equipe, que revidou, e Pablo acabou atingido.
Além dessas situações, em março, dois adolescentes, de 17 anos e 15 anos, foram baleados em confronto com a Força Tática da Polícia Militar no bairro Santos Dumont, em Vitória.
Os policiais relataram que realizavam patrulhamento, quando foram recebidos com tiros. No tiroteio, os dois adolescentes acabaram baleados. Um deles morreu após passar por cirurgia.
Em fevereiro, uma operação na Serra contra o tráfico de drogas terminou com uma pessoa morta. A PM afirmou que foram recebidos com tiros ao se aproximar dos suspeitos, e que, por isso, revidaram. Mesmo assim, os suspeitos conseguiram fugir.
Um homem, identificado como Luiz Fernando Rodrigues da Silva, deu entrada em um hospital com ferimentos de tiros, porém não resistiu.
Debate sobre limites da atuação policial
Os dois episódios mais recentes, embora distintos, reforçam um debate recorrente sobre o papel das forças de segurança e o uso proporcional da força. De acordo com o sociólogo Pablo Lima Rabelo, nada justifica o uso de violência desmedida:
“Não tem justificativa, ainda mais ele fazendo parte da força que é feita para servir e proteger, utilizar de violência desmedida para resolver qualquer questão”.
Especialistas em segurança pública apontam que a discussão envolve não apenas a atuação policial, mas também políticas públicas mais amplas.
A gente precisa acreditar que a segurança pública é feita também com ações sociais, seja com estudo, com lazer, com alimentação adequada, com saúde. A gente consegue ter uma maior estruturação dessas juventudes e assim a gente pode ter um maior enfrentamento à criminalidade.
Nara Borgo, secretária de Estado de Direitos Humanos
*Com informações da repórter Nathalia Munhão, da TV Vitória/Record
Segurança
ES registra 22 mortes em ações policiais e reacende debate sobre uso da força


O Espírito Santo já registra 22 mortes em ações policiais entre janeiro e abril de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). Apenas em abril, são cinco casos, que incluem a morte de duas mulheres e de um adolescente. Esse número reacende o debate sobre os limites do uso da força por agentes de segurança pública.
O cenário ganhou novo destaque após três mortes em menos de 24h na quarta-feira (8), em Cariacica e na Serra, envolvendo agentes da Polícia Militar.
Policial mata duas mulheres em Cariacica
Na manhã de quarta-feira (8), Daniele Toneto Rocha e Francisca Chaguiana Dias Viana foram mortas a tiros no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica. Segundo as investigações, o autor dos disparos é Luiz Gustavo Xavier do Vale, um cabo da Polícia Militar.
De acordo com a corporação, o policial atuava em função administrativa após ter se envolvido, em 2022, em uma ocorrência com resultado de morte durante uma abordagem.
No dia do crime, ele teria acionado colegas para prestar apoio em uma ocorrência envolvendo a ex-companheira. Relatos indicam que o casal mantinha conflitos há cerca de um ano. Para a tia de Daniele, nada justifica a atitude do militar.
Ninguém merece ser morto desse jeito. É quase inaceitável, pois um policial deveria proteger a sociedade.
Tia da Daniele
Mortes em ações policiais
Outro caso envolvendo a Polícia Militar terminou em morte no bairro José de Anchieta, na Serra nesta quarta-feira (08). Um adolescente de 16 anos, identificado como Ítalo Corrêa, foi baleado durante uma ação policial.
Segundo a PM, o jovem teria ligação com o tráfico de drogas e teria atirado contra os militares. Moradores e familiares contestam a versão e afirmam que ele não estava armado no momento da abordagem.
Enquanto instituição, a gente fala que a conduta dele não representa a conduta da Polícia Militar no dia a dia.
Coronel Ríodo Rubim, comandante-geral da PM
Na última sexta-feira (3), Pablo Barbosa Meneses, de 29 anos, morreu após ser baleado durante uma ação de policiais militares, no bairro Areinha, em Viana.
De acordo com a Polícia Militar, equipes receberam a informação de que suspeitos armados estariam traficando drogas próximo a uma escadaria conhecida na região.
Durante a aproximação, os suspeitos teriam fugido e, segundo os militares, efetuado disparos contra a equipe, que revidou, e Pablo acabou atingido.
Além dessas situações, em março, dois adolescentes, de 17 anos e 15 anos, foram baleados em confronto com a Força Tática da Polícia Militar no bairro Santos Dumont, em Vitória.
Os policiais relataram que realizavam patrulhamento, quando foram recebidos com tiros. No tiroteio, os dois adolescentes acabaram baleados. Um deles morreu após passar por cirurgia.
Em fevereiro, uma operação na Serra contra o tráfico de drogas terminou com uma pessoa morta. A PM afirmou que foram recebidos com tiros ao se aproximar dos suspeitos, e que, por isso, revidaram. Mesmo assim, os suspeitos conseguiram fugir.
Um homem, identificado como Luiz Fernando Rodrigues da Silva, deu entrada em um hospital com ferimentos de tiros, porém não resistiu.
Debate sobre limites da atuação policial
Os dois episódios mais recentes, embora distintos, reforçam um debate recorrente sobre o papel das forças de segurança e o uso proporcional da força. De acordo com o sociólogo Pablo Lima Rabelo, nada justifica o uso de violência desmedida:
“Não tem justificativa, ainda mais ele fazendo parte da força que é feita para servir e proteger, utilizar de violência desmedida para resolver qualquer questão”.
Especialistas em segurança pública apontam que a discussão envolve não apenas a atuação policial, mas também políticas públicas mais amplas.
A gente precisa acreditar que a segurança pública é feita também com ações sociais, seja com estudo, com lazer, com alimentação adequada, com saúde. A gente consegue ter uma maior estruturação dessas juventudes e assim a gente pode ter um maior enfrentamento à criminalidade.
Nara Borgo, secretária de Estado de Direitos Humanos
*Com informações da repórter Nathalia Munhão, da TV Vitória/Record
Segurança
Caso do cabo que matou mulheres em Cariacica será encaminhado à Justiça comum
“Não toleramos”, afirma governador do ES sobre cabo que matou mulheres em Cariacica

O governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, afirmou que não vai tolerar comportamentos como o cabo da Polícia Militar, Luiz Gustavo Xavier do Vale, que matou duas mulheres a tiros na manhã de quarta-feira (8), no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica.
Francisca Chaguiana Dias Viana e Daniele Toneto Rocha, que eram casadas, foram mortas a tiros pelo cabo, que estava em serviço no momento do crime. Segundo relatos de testemunhas, o militar foi ao local após ser acionado pela ex-mulher por conta de uma discussão com as vítimas.
Em uma postagem das redes sociais, o chefe do Executivo estadual manifestou indignação com o crime e reforçou que a conduta do militar não representa a instituição. Ferraço destacou que a atuação do cabo da Polícia Militar foi inadmissível.
Manifesto minha profunda indignação diante do duplo homicídio ocorrido hoje em Cariacica. Trata-se de uma conduta inadmissível, que não representa, em hipótese alguma, a postura da nossa Polícia Militar. Não toleramos esse tipo de comportamento dentro da corporação.
Ricardo Ferraço, governador do Espírito Santo
Segundo ele, o policial foi preso logo após o crime pelos próprios colegas e permanece sob custódia do Estado. O caso será encaminhado à Justiça comum, por não se tratar de crime militar.
“Em contato direto com o comando da Polícia Militar, determinei que o caso seja tratado com celeridade e rigor absoluto na apuração, com responsabilização exemplar no que couber ao Estado, para que a justiça seja feita o mais breve possível“, finalizou Ferraço.
Relembre o caso
Duas mulheres foram mortas a tiros na manhã de quarta-feira (8), no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica. As vítimas foram identificadas como Francisca Chaguiana Dias Viana e Daniele Toneto Rocha, que eram casadas.
O autor dos disparos é o cabo da Polícia Militar Luiz Gustavo Xavier do Vale, que estava de serviço no momento do crime. Segundo informações da corporação, ele exercia atividades internas no quartel e não atuava em patrulhamento nas ruas.
De acordo com relatos, a confusão começou após uma discussão entre as vítimas e a ex-companheira do policial, que mora na mesma região. A mulher teria ligado para o militar pedindo ajuda, alegando que estava sendo agredida.
Após o contato, o policial solicitou apoio ao Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), e uma viatura foi enviada ao local. No entanto, o boletim de ocorrência aponta que o cabo não tinha autorização expressa para deixar o posto no batalhão e se deslocar até o endereço.
Quando chegou ao local, houve uma nova discussão. Em seguida, o policial sacou a arma e efetuou vários disparos contra as duas mulheres. Uma das vítimas morreu ainda na calçada, e a outra chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o crime, o militar foi preso em flagrante por outros policiais e encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar. Ele permanece detido enquanto o caso é investigado pelas autoridades.
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