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Política

Um em cada dois deputados estaduais deve trocar de partido

Ao menos 13 parlamentares cogitam mudar de legenda para disputar as eleições de outubro. Troca-troca partidário foca pragmatismo

marcelo

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Um em cada dois deputados estaduais deve trocar de partido
Deputados reunidos em plenário (foto: Lucas Costa /Ales)
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O mapa partidário na Assembleia Legislativa está prestes a ser redesenhado. A menos de três meses do prazo final de filiações para quem quer concorrer nesse ano, quase metade dos deputados estaduais já se movimenta para mudar de legenda.

O dado faz parte de um levantamento feito com os 30 parlamentares do Estado. As articulações para o troca-troca partidário já movimentam os bastidores e focam muito mais no pragmatismo do que na ideologia.

Seja por divergências internas ou para encontrar um abrigo mais confortável para as eleições de outubro, fato é que quando a sobrevivência eleitoral está em jogo, a fidelidade partidária é a primeira a sentar na mesa de negociações.

Alguns parlamentares já costuraram a entrada em outras legendas e anunciaram publicamente. Outros, aguardam o posicionamento de algumas lideranças para tomarem a decisão. Há ainda os que dependem de uma mãozinha do Palácio Anchieta para encontrar uma chapa competitiva. E os que estão agindo em silêncio para não colocar a negociação a perder.

Embora alguns já tenham assinado a ficha de filiação na nova casa, a maioria vai deixar para registrar a mudança durante a janela partidária – que é o período de um mês que antecede a data final de filiação partidária.

Ou seja, entre os dias 6 de março e 5 de abril, os deputados estaduais e federais poderão mudar de partido sem o risco de perder o mandato por infidelidade partidária – uma vez que nas eleições proporcionais, o mandato pertence à legenda.

Equilíbrio de forças em jogo

As mudanças não impactam somente as eleições. Elas respingam também no equilíbrio de forças das bancadas na Assembleia – uma vez que os deputados que trocarem de partido exercerão ao menos nove meses de mandato nas novas legendas.

Isso pode mexer no tamanho da base e da oposição, na composição das comissões e até no resultado de votações de projetos importantes.

No início da atual legislatura, por exemplo, o PL tinha a maior bancada com cinco deputados eleitos. Após três anos, o partido perdeu duas cadeiras e o posto para o Republicanos, que tem hoje o maior número de parlamentares na Ales (5).

Alguns partidos com cadeira única devem perder a representação, como a Rede e o PRD. E o mesmo deve ocorrer com o PSDB, que conta com dois deputados e os dois já decidiram deixar a legenda – até o momento, nenhum parlamentar anunciou que migrará para o ninho tucano.

Outras siglas, porém, devem ganhar representação, como o MDB, partido do vice-governador Ricardo Ferraço, que deve filiar ao menos dois deputados.

Convém lembrar que nem sempre os acordos firmados hoje resistem ao calendário eleitoral. Não à toa, a janela partidária também é conhecida como a “janela da traição”.

Veja abaixo quem são os deputados que cogitam trocar de partido para disputar em outubro:

Adilson Espíndula (PSD)

Adilson Espíndula no plenário / crédito: Lucas S. Costa/Ales

O deputado, que é pré-candidato à reeleição, disse que irá para o PP.

Coronel Weliton (PRD)

Coronel Weliton (foto: Lucas Costa/ Ales)

O deputado disse que deve ir para o Democracia Cristã (DC) ou para o Mobiliza para disputar a reeleição.

Denninho Silva (União)

Denninho Silva (foto: Ales)

É pré-candidato à reeleição e ainda vai definir o partido, seguindo orientação do líder do seu grupo político – o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB).

Bruno Resende (União)

Bruno Resende (foto: Ales)

Já anunciou publicamente que irá trocar de legenda para disputar a Câmara Federal. O deputado vai para o Podemos.

Zé Esmeraldo (PDT)

Zé Esmeraldo (foto: Lucas Costa)

O deputado é pré-candidato à reeleição e ainda não definiu se continuará no PDT ou se trocará de partido.

Fábio Duarte (Rede)

Fábio Duarte / crédito: Ales

O deputado é pré-candidato à reeleição e disse que será muito difícil permanecer na Rede. Ele afirmou que deve buscar um novo partido.

Fabrício Gandini (PSD)

Deputado Fabrício Gandini / crédito: Lucas Costa/Ales

O deputado já anunciou que disputará a reeleição e que irá se filiar ao Podemos.

Hudson Leal (Republicanos)

Hudson Leal

O deputado é pré-candidato à reeleição, vai mudar de partido, mas não revelou o destino.

Marcos Madureira (PP)

Marcos Madureira (foto: Lucas Costa)

O deputado é pré-candidato à reeleição e ainda não definiu se irá permanecer ou deixar o PP.

Mazinho dos Anjos (PSDB)

Mazinho dos Anjos (foto: Ales)

Pré-candidato à reeleição, o deputado deve se filiar ao MDB.

Sergio Meneguelli (Republicanos)

Sergio Meneguelli / crédito: Ales

Pré-candidato ao Senado, o deputado tem ensaiado trocar seu partido pelo PSD.

Vandinho Leite (PSDB)

Vandinho na Assembleia / crédito: Ales

Ex-presidente do PSDB, o deputado deve migrar para o MDB para disputar a reeleição.

Zé Preto (PP)

Deputado Zé Preto / crédito: Ales

O deputado é pré-candidato à reeleição e anunciou recentemente que se filiará ao Mobiliza, ainda neste mês.

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Política

Pazolini deixa o cargo e Cris Samorini é a nova prefeita de Vitória

Cris assinou o termo de posse na manhã deste sábado, após renúncia de Pazolini para disputar as eleições

marcelo

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Cris Samorini assina termo de posse e é a nova prefeita (foto: Leonardo Silveira)
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Na manhã deste sábado (04), a Prefeitura de Vitória formalizou a assinatura do termo de transmissão de cargo do então prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) para a vice, Cris Samorini (PP), que se tornou a primeira mulher a comandar a Capital do Espírito Santo.

O termo foi assinado no gabinete da presidência da Câmara de Vitória, na presença do presidente do Legislativo, Anderson Goggi (Republicanos), e do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso

O ato vem após Pazolini renunciar ao cargo para concorrer nas eleições deste ano – ele é pré-candidato ao governo do Estado. De acordo com o ofício enviado à Câmara, a renúncia foi marcada para hoje.

Segundo Goggi, com a renúncia do prefeito, automaticamente a vice assume. “O ato de posse foi somente para formalizar, porque ela já assume automaticamente, já é a prefeita definitiva. Na segunda, será a solenidade de posse”.

Em nota, Cris disse que o ato garante a continuidade das ações: “Cumprimos uma etapa importante que está dentro do regimento e da lei orgânica, e agora seguimos com uma gestão planejada, garantindo a continuidade das ações. Meu compromisso é manter o ritmo de trabalho, dar sequência ao direcionamento estabelecido e assegurar que as entregas previstas para a cidade sejam concluídas como esperado”.

“Momento importante para a cidade de Vitória, fizemos a transição com gratidão a Deus, a minha família e aos capixabas, com serenidade e sabedoria, com a confiança que a Cris vai continuar e aprimorar esse trabalho, investindo muito na cidade, cuidando das pessoas e com a certeza que Vitória está em ótimas mãos”, destacou Pazolini, também por meio de nota.

A solenidade de posse está marcada para a próxima segunda-feira (06), às 17 horas, na Câmara de Vitória.

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Política

Lucas Polese leva ao TCES denúncia contra diretor do DER-ES em obra de São Mateus

Parlamentar aponta possível favorecimento em desapropriação milionária e cobra apuração sobre alteração do traçado do contorno rodoviário

marcelo

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A cena ocorrida nos degraus do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCES) nesta semana carrega um simbolismo que vai além da política partidária. Quando o deputado estadual Lucas Polese protocolou pessoalmente uma representação contra o diretor do DER-ES, José Eustáquio de Freitas, ele não estava apenas entregando papéis; estava acionando as engrenagens de um sistema desenhado para proteger o cidadão comum.

O Caso em Questão

No centro da denúncia, uma questão de princípios: a obra do contorno de São Mateus. Segundo o parlamentar, há indícios graves de conflito de interesses. A suspeita é de que o traçado da rodovia teria sido alterado para atingir terras pertencentes ao próprio diretor da autarquia, resultando em uma indenização milionária de mais de R$ 3 milhões.

O que torna o relato ainda mais sensível ao olhar humano é a disparidade no tratamento: enquanto o gestor já teria recebido parcelas consideráveis da indenização, outros dez proprietários locais — cidadãos sem cargos de poder — ainda aguardam o início de seus pagamentos.

Para Polese, a questão central não é técnica, mas moral. Em sua visão, mesmo que a desapropriação fosse o único caminho viável, a ética exigiria um distanciamento absoluto do beneficiado. “Não se trata apenas de uma discussão burocrática. Estamos falando de respeito ao contribuinte”, defende o deputado.

Essa postura do mandato reflete um sentimento crescente na sociedade: o desejo de que o agente público não seja apenas eficiente, mas inquestionável em sua conduta.

Fiscalizar é, talvez, a tarefa mais árdua e solitária de um deputado. Ao levar o caso ao TCES, a denúncia sai do barulho das redes sociais e entra no campo da legalidade institucional.

É fundamental lembrar que, em uma democracia saudável, a investigação é o caminho para a verdade:

  • Para o acusado: É a oportunidade de provar a regularidade de seus atos sob o crivo técnico.
  • Para o acusador: É o cumprimento do dever de não se calar diante de dúvidas relevantes.
  • Para a sociedade: É a garantia de que o dinheiro dos seus impostos não está sendo usado para privilegiar poucos em detrimento de muitos.

A expectativa agora recai sobre os órgãos de controle. O que a população capixaba espera não é o espetáculo da condenação antecipada, mas a serenidade da justiça. Ao provocar esse debate, Lucas Polese reafirma que o gabinete parlamentar deve funcionar como um canal aberto para a população — um lugar onde denúncias ganham voz e a transparência se torna a regra, não a exceção.

No fim, a mensagem é clara: o caixa do Estado pertence ao povo, e qualquer um que o gerencie deve estar pronto para prestar contas sob a luz mais forte do tribunal.

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Política

Pazolini e Arnaldinho juntos no Carnaval de Vitória. Juntos também na eleição?

Os dois prefeitos são cotados para disputar o governo do Estado e, até então, estavam em lados opostos

marcelo

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Pazolini e Arnaldinho de braços erguidos no Sambão (foto: Marcos Salles)
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O abre-alas do Carnaval de Vitória 2026 colocou na avenida um fato que não estava no enredo de nenhuma agremiação – nem carnavalesca e nem partidária.

Os prefeitos de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), e o de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), chegaram juntos ao Sambão do Povo, anunciaram investimentos lado a lado e desfilaram pela passarela do samba na mesma cadência.

Demonstrando muito entrosamento e uma aproximação até então jamais vista, os dois cumprimentaram a plateia, bateram ponto nos camarotes e posaram para fotos abraçados e com os braços erguidos.

A cena passaria despercebida se não fosse o fato de que os dois são pré-candidatos ao governo do Estado neste ano e integram grupos opostos – ou pelo menos integravam, até a noite desta sexta-feira (06).

Arnaldinho é (ou era) aliado do governador Renato Casagrande (PSB), adversário de Pazolini. Mesmo após ser deixado na concentração na escolha da sucessão – o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) será o nome apoiado por Casagrande na disputa pelo Palácio Anchieta –, o prefeito reiterou apoio a Casagrande na disputa ao Senado e não recuou, nem um centímetro, em sua pré-candidatura ao governo.

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