Política
Vereadora mais votada da Capital, Karla Coser reconhece vitória de Pazolini e mira Assembleia em 2026
Vereadora desponta como um dos nomes de renovação dentro da Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV).

Articulações em andamento
A semana política no Espírito Santo foi marcada por movimentações estratégicas e posicionamentos claros. Enquanto o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), intensifica sua presença pública e prepara terreno para disputar as eleições, a vereadora Karla Coser (PT) desponta como um dos nomes de renovação dentro da Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV).
O desafio de 2026
Karla terá em 2026 a missão de liderar a chapa da federação rumo à Assembleia Legislativa. O movimento é visto como um teste decisivo para medir seu capital político e abrir caminho para ambições maiores, como uma futura candidatura ao Congresso Nacional.
- Capital eleitoral: Em 2024, foi a vereadora mais votada da Câmara de Vitória.
- Base consolidada: Obteve destaque em bairros como Enseada do Suá, Jardim da Penha e Mata da Praia, regiões de eleitorado crítico e de maior poder aquisitivo.
- Perfil de renovação: Com apenas dois mandatos, representa a aposta do PT em novos quadros, já que nomes tradicionais como João Coser e Iriny Lopes miram a Câmara dos Deputados.
Voz da vereadora
Em entrevista recente, Karla destacou sua motivação:
“Surge esse sonho de chegar à Assembleia Legislativa e ter um espaço representativo para os eleitores.”
Ela também reforçou a inspiração política herdada do pai, o deputado estadual João Coser, e sua postura de oposição firme à gestão Pazolini.
Reconhecimento e Crítica
Mesmo em oposição, Karla demonstrou pragmatismo ao reconhecer o desempenho de Pazolini:
“Sobre Pazolini, virtual candidato ao governo do Estado, a vereadora reconheceu a vitória do prefeito da Capital, mas ponderou que os prefeitos de Cariacica e Vila Velha, Euclério Sampaio (MDB) e Arnaldinho Borgo (PSDB), respectivamente, tiveram desempenhos eleitorais ainda mais expressivos.”
Esse posicionamento mostra sua capacidade de leitura política, equilibrando crítica e reconhecimento.
Estratégia petista
O PT projeta 2026 como um ano de grandes batalhas eleitorais. Entre as prioridades estão:
- A reeleição do presidente Lula.
- A candidatura de Helder Salomão ao governo do Estado.
- A manutenção de Fabiano Contarato no Senado.
- A ampliação das bancadas estadual e federal.
Nesse contexto, a candidatura de Karla é vista como peça-chave para fortalecer a legenda e reduzir o impacto do antipetismo, que ganhou força nos últimos anos.
Histórico favorável
Ex-vereadores campeões de votos em Vitória, como Fabrício Gandini (PSD) em 2016 e Denninho Silva (União Brasil) em 2020, conseguiram converter esse desempenho em cadeiras na Assembleia Legislativa. O mesmo caminho pode se abrir para Karla, que já demonstrou capacidade de diálogo com diferentes segmentos sociais.
Perspectivas
O ano de 2026 será um divisor de águas para Karla Coser. Se conseguir transformar sua popularidade em votos estaduais, poderá consolidar-se como uma das principais lideranças do PT capixaba e pavimentar o caminho para voos mais altos na política nacional.
*Com informações Jornal ES Hoje
Política
Pazolini deixa o cargo e Cris Samorini é a nova prefeita de Vitória
Cris assinou o termo de posse na manhã deste sábado, após renúncia de Pazolini para disputar as eleições

Na manhã deste sábado (04), a Prefeitura de Vitória formalizou a assinatura do termo de transmissão de cargo do então prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) para a vice, Cris Samorini (PP), que se tornou a primeira mulher a comandar a Capital do Espírito Santo.
O termo foi assinado no gabinete da presidência da Câmara de Vitória, na presença do presidente do Legislativo, Anderson Goggi (Republicanos), e do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso
O ato vem após Pazolini renunciar ao cargo para concorrer nas eleições deste ano – ele é pré-candidato ao governo do Estado. De acordo com o ofício enviado à Câmara, a renúncia foi marcada para hoje.
Segundo Goggi, com a renúncia do prefeito, automaticamente a vice assume. “O ato de posse foi somente para formalizar, porque ela já assume automaticamente, já é a prefeita definitiva. Na segunda, será a solenidade de posse”.
Em nota, Cris disse que o ato garante a continuidade das ações: “Cumprimos uma etapa importante que está dentro do regimento e da lei orgânica, e agora seguimos com uma gestão planejada, garantindo a continuidade das ações. Meu compromisso é manter o ritmo de trabalho, dar sequência ao direcionamento estabelecido e assegurar que as entregas previstas para a cidade sejam concluídas como esperado”.
“Momento importante para a cidade de Vitória, fizemos a transição com gratidão a Deus, a minha família e aos capixabas, com serenidade e sabedoria, com a confiança que a Cris vai continuar e aprimorar esse trabalho, investindo muito na cidade, cuidando das pessoas e com a certeza que Vitória está em ótimas mãos”, destacou Pazolini, também por meio de nota.
A solenidade de posse está marcada para a próxima segunda-feira (06), às 17 horas, na Câmara de Vitória.
Política
Lucas Polese leva ao TCES denúncia contra diretor do DER-ES em obra de São Mateus
Parlamentar aponta possível favorecimento em desapropriação milionária e cobra apuração sobre alteração do traçado do contorno rodoviário

A cena ocorrida nos degraus do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCES) nesta semana carrega um simbolismo que vai além da política partidária. Quando o deputado estadual Lucas Polese protocolou pessoalmente uma representação contra o diretor do DER-ES, José Eustáquio de Freitas, ele não estava apenas entregando papéis; estava acionando as engrenagens de um sistema desenhado para proteger o cidadão comum.
O Caso em Questão
No centro da denúncia, uma questão de princípios: a obra do contorno de São Mateus. Segundo o parlamentar, há indícios graves de conflito de interesses. A suspeita é de que o traçado da rodovia teria sido alterado para atingir terras pertencentes ao próprio diretor da autarquia, resultando em uma indenização milionária de mais de R$ 3 milhões.
O que torna o relato ainda mais sensível ao olhar humano é a disparidade no tratamento: enquanto o gestor já teria recebido parcelas consideráveis da indenização, outros dez proprietários locais — cidadãos sem cargos de poder — ainda aguardam o início de seus pagamentos.
Para Polese, a questão central não é técnica, mas moral. Em sua visão, mesmo que a desapropriação fosse o único caminho viável, a ética exigiria um distanciamento absoluto do beneficiado. “Não se trata apenas de uma discussão burocrática. Estamos falando de respeito ao contribuinte”, defende o deputado.
Essa postura do mandato reflete um sentimento crescente na sociedade: o desejo de que o agente público não seja apenas eficiente, mas inquestionável em sua conduta.
Fiscalizar é, talvez, a tarefa mais árdua e solitária de um deputado. Ao levar o caso ao TCES, a denúncia sai do barulho das redes sociais e entra no campo da legalidade institucional.
É fundamental lembrar que, em uma democracia saudável, a investigação é o caminho para a verdade:
- Para o acusado: É a oportunidade de provar a regularidade de seus atos sob o crivo técnico.
- Para o acusador: É o cumprimento do dever de não se calar diante de dúvidas relevantes.
- Para a sociedade: É a garantia de que o dinheiro dos seus impostos não está sendo usado para privilegiar poucos em detrimento de muitos.
Ver essa foto no Instagram
Ver essa foto no Instagram
Ver essa foto no Instagram
A expectativa agora recai sobre os órgãos de controle. O que a população capixaba espera não é o espetáculo da condenação antecipada, mas a serenidade da justiça. Ao provocar esse debate, Lucas Polese reafirma que o gabinete parlamentar deve funcionar como um canal aberto para a população — um lugar onde denúncias ganham voz e a transparência se torna a regra, não a exceção.
No fim, a mensagem é clara: o caixa do Estado pertence ao povo, e qualquer um que o gerencie deve estar pronto para prestar contas sob a luz mais forte do tribunal.
Política
Pazolini e Arnaldinho juntos no Carnaval de Vitória. Juntos também na eleição?
Os dois prefeitos são cotados para disputar o governo do Estado e, até então, estavam em lados opostos

O abre-alas do Carnaval de Vitória 2026 colocou na avenida um fato que não estava no enredo de nenhuma agremiação – nem carnavalesca e nem partidária.
Os prefeitos de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), e o de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), chegaram juntos ao Sambão do Povo, anunciaram investimentos lado a lado e desfilaram pela passarela do samba na mesma cadência.
Demonstrando muito entrosamento e uma aproximação até então jamais vista, os dois cumprimentaram a plateia, bateram ponto nos camarotes e posaram para fotos abraçados e com os braços erguidos.
A cena passaria despercebida se não fosse o fato de que os dois são pré-candidatos ao governo do Estado neste ano e integram grupos opostos – ou pelo menos integravam, até a noite desta sexta-feira (06).
Arnaldinho é (ou era) aliado do governador Renato Casagrande (PSB), adversário de Pazolini. Mesmo após ser deixado na concentração na escolha da sucessão – o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) será o nome apoiado por Casagrande na disputa pelo Palácio Anchieta –, o prefeito reiterou apoio a Casagrande na disputa ao Senado e não recuou, nem um centímetro, em sua pré-candidatura ao governo.







