Política
Vitória com Você encerra 2025 com cerca de 8 mil atendimentos na Ilha das Caieiras
O prefeito Lorenzo Pazolini esteve ao longo de toda a manhã acompanhando a oferta dos serviços e o atendimento à população.

A Ilha das Caieiras recebeu, na manhã deste sábado (13), a última edição do ano do projeto Vitória com Você. Entre 8h e 13h, a iniciativa mobilizou cerca de 50 serviços e registrou aproximadamente 8 mil atendimentos, reunindo moradores em busca de orientações, acolhimento e atendimento a demandas essenciais.
Foram oferecidos serviços como orientações do Procon Vitória, atendimento do Sine Municipal, informações habitacionais, educação bucal, encaminhamentos para cursos de qualificação, ações ambientais, oficinas, vacinação, testagem rápida de ISTs, cabide solidário, atividades esportivas, cadastro para castração de pets e suporte da Casa Rosa e do Cramsv.
O prefeito Lorenzo Pazolini esteve ao longo de toda a manhã acompanhando a oferta dos serviços e o atendimento à população. Ele frisou a importância do projeto para aproximar as comunidades do poder público. “O DNA do Vitória com Você é esse, passar por cada cantinho de Vitória dando esperança para o nosso povo. Ano que vem estaremos mais fortalecendo ainda. Foram mais de 60 mil atendimentos em 2025. Isso mostra que há engajamento, pertencimento e as comunidades abraçam esse projeto que se tornou um grande sucesso”, destacou.
Ao avaliar o impacto da ação, o secretário municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Luciano Forrechi, destacou o compromisso da Prefeitura em facilitar o acesso às políticas públicas.
“Encerrar o ano na Ilha das Caieiras representa muito para nós, porque foi aqui que o projeto começou. Hoje ouvimos as pessoas, percebemos suas necessidades e oferecemos soluções em um único espaço. Esta iniciativa mostra que a gestão pública precisa estar onde o cidadão está, dialogando e construindo resultados reais,” afirmou.
Participação da população
Os moradores também celebraram a iniciativa, avaliando positivamente a possibilidade de resolver questões diversas sem precisar se deslocar para outros bairros da capital. A cozinheira e moradora de Resistência, Rita Quaresma, aproveitou o Cabie Solidário, um dos serviços oferecidos no Vitória com Você. “Esse é um serviço do fundo do coração. Ele ajuda quem precisa. O que não serve pra um, serve para os outros”, contou.
Conclusão de cursos
A manhã também foi marcada pela formatura de alunos que participaram dos cursos ofertados pelos projetos QualificaVix Comunidades e Futuro Brilhante, realizados ao longo deste ano em parceria com Senac e Senai. A ação de qualificação profissional, organizada pela Semcid, celebrou os formandos com a entrega de certificados e o reconhecimento do esforço e da dedicação de quem buscou se preparar para o mercado de trabalho.
Enedina Domingos, de 66 anos, fez dois cursos e vai fazer mais através do Qualifica Vix, outro serviço realizado no Vitória com Você. “Eu fiz um curso de programador de sistemas, de massoterapeuta e vou continuar fazendo os cursos. Peguei meu certificado aqui hoje e estou muito satisfeita. Obrigado por nos oferecer essas oportunidades”, agradeceu.
Violência contra mulher
Durante o evento também foi realizada a ação Meta a Colher, que buscou conscientizar os moradores sobre a violência de gênero e divulgar os canais de acolhimento e denúncia disponíveis à população. A proposta foi reforçar que qualquer pessoa pode “meter a colher” — ouvir, acolher, orientar, denunciar — e contribuir para transformar realidades.
Ainda nessa temática, foi realizada a distribuição dos tradicionais laços brancos para os homens que aderirem à causa. A iniciativa, que marca o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, fez parte da campanha “16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres”.
Balanço
O Vitória com Você já realizou mais de 60 mil atendimentos nas 10 edições realizadas em diferentes áreas, como orientações habitacionais, serviços de empregabilidade pelo Sine Municipal, acolhimento de mulheres, educação ambiental, vacinação e encaminhamentos para cursos de capacitação profissional. Em 2024, foram 47.445 atendimentos prestados.
O resultado reforça o objetivo do projeto, que é promover cidadania por meio de ações integradas em diversos bairros da capital, garantindo atendimento humanizado, acesso à informação e aproximação entre governo e comunidade.
Política
11 governadores e 10 prefeitos de capitais renunciaram de olho nas eleições
Prazo legal de desincompatibilização terminou no fim de semana, a seis meses do pleito eleitoral

Onze governadores e dez prefeitos de capitais deixaram seus cargos para disputar as eleições deste ano, em cumprimento à legislação eleitoral.
O prazo de desincompatibilização terminou no sábado (4), exatamente seis meses antes do primeiro turno, com o objetivo de evitar o uso da máquina pública em favor de candidaturas.
Entre os governadores que renunciaram, dois são pré-candidatos à Presidência da República – Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO). A maior parte, porém, deve concorrer ao Senado, que terá 54 das 81 cadeiras em disputa neste pleito.
Com a saída dos titulares, os vice-governadores assumem os cargos e, em muitos casos, podem disputar a reeleição.
No Rio de Janeiro há uma exceção: como não havia vice no momento da renúncia de Cláudio Castro, será realizada uma eleição para um mandato-tampão até o fim do ano. O modelo, se direto ou indireto, ainda será definido pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O mesmo ocorre com o Amazonas, em que governador e vice renunciaram porque devem disputar outro cargo.
A renúncia é obrigatória para quem pretende concorrer a outro cargo, mas não assegura a candidatura.
A oficialização ocorrerá apenas em agosto, após as convenções partidárias e o registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Já governadores que pretendem a reeleição podem permanecer no cargo, regra que também vale para o presidente da República.
Confira os governadores que deixaram o cargo:
- Acre: Gladson Cameli (PP), deve concorrer ao Senado
- Amazonas: Wilson Lima (União), não decidiu qual cargo vai disputar
- Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB), deve concorrer ao Senado
- Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB), deve concorrer ao Senado
- Goiás: Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência da República
- Mato Grosso: Mauro Mendes (União), deve concorrer ao Senado
- Minas Gerais: Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República
- Pará: Helder Barbalho (MDB), deve concorrer ao Senado
- Paraíba: João Azevêdo (PSB), deve concorrer ao Senado
- Rio de Janeiro: Cláudio Castro (PL), deve concorrer ao Senado
- Roraima: Antonio Denarium (Republicanos), deve concorrer ao Senado
No caso dos prefeitos, a maioria dos que deixaram seus cargos deve disputar o governo de seus estados. Entre eles estão Eduardo Paes, que tentará o comando do estado do Rio de Janeiro e João Campos, o governo de Pernambuco.
Veja a lista:
- Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro, pré-candidato a governador do RJ
- Lorenzo Pazzolini (Republicanos), ex-prefeito de Vitória, deve concorrer ao governo do ES
- João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife, pré-candidato a governador de PE
- Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís, pré-candidato a governador do MA
- Cícero Lucena (MDB), ex-prefeito de João Pessoa, deve concorrer ao governo da PB
- David Almeida (Avante), ex-prefeito de Manaus, deve concorrer ao governo do AM
- Dr. Furlan (PSD), ex-prefeito de Macapá, deve concorrer ao governo do AP
- Tião Bocalom (PSDB), ex-prefeito de Rio Branco, deve concorrer ao governo do AC
- Arthur Henrique (PL), ex-prefeito de Boa Vista, não decidiu qual cargo vai disputar
- João Henrique Caldas (PSDB), ex-prefeito de Maceió, não decidiu qual cargo vai disputar
Política
Pazolini deixa o cargo e Cris Samorini é a nova prefeita de Vitória
Cris assinou o termo de posse na manhã deste sábado, após renúncia de Pazolini para disputar as eleições

Na manhã deste sábado (04), a Prefeitura de Vitória formalizou a assinatura do termo de transmissão de cargo do então prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) para a vice, Cris Samorini (PP), que se tornou a primeira mulher a comandar a Capital do Espírito Santo.
O termo foi assinado no gabinete da presidência da Câmara de Vitória, na presença do presidente do Legislativo, Anderson Goggi (Republicanos), e do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso
O ato vem após Pazolini renunciar ao cargo para concorrer nas eleições deste ano – ele é pré-candidato ao governo do Estado. De acordo com o ofício enviado à Câmara, a renúncia foi marcada para hoje.
Segundo Goggi, com a renúncia do prefeito, automaticamente a vice assume. “O ato de posse foi somente para formalizar, porque ela já assume automaticamente, já é a prefeita definitiva. Na segunda, será a solenidade de posse”.
Em nota, Cris disse que o ato garante a continuidade das ações: “Cumprimos uma etapa importante que está dentro do regimento e da lei orgânica, e agora seguimos com uma gestão planejada, garantindo a continuidade das ações. Meu compromisso é manter o ritmo de trabalho, dar sequência ao direcionamento estabelecido e assegurar que as entregas previstas para a cidade sejam concluídas como esperado”.
“Momento importante para a cidade de Vitória, fizemos a transição com gratidão a Deus, a minha família e aos capixabas, com serenidade e sabedoria, com a confiança que a Cris vai continuar e aprimorar esse trabalho, investindo muito na cidade, cuidando das pessoas e com a certeza que Vitória está em ótimas mãos”, destacou Pazolini, também por meio de nota.
A solenidade de posse está marcada para a próxima segunda-feira (06), às 17 horas, na Câmara de Vitória.
Política
Lucas Polese leva ao TCES denúncia contra diretor do DER-ES em obra de São Mateus
Parlamentar aponta possível favorecimento em desapropriação milionária e cobra apuração sobre alteração do traçado do contorno rodoviário

A cena ocorrida nos degraus do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCES) nesta semana carrega um simbolismo que vai além da política partidária. Quando o deputado estadual Lucas Polese protocolou pessoalmente uma representação contra o diretor do DER-ES, José Eustáquio de Freitas, ele não estava apenas entregando papéis; estava acionando as engrenagens de um sistema desenhado para proteger o cidadão comum.
O Caso em Questão
No centro da denúncia, uma questão de princípios: a obra do contorno de São Mateus. Segundo o parlamentar, há indícios graves de conflito de interesses. A suspeita é de que o traçado da rodovia teria sido alterado para atingir terras pertencentes ao próprio diretor da autarquia, resultando em uma indenização milionária de mais de R$ 3 milhões.
O que torna o relato ainda mais sensível ao olhar humano é a disparidade no tratamento: enquanto o gestor já teria recebido parcelas consideráveis da indenização, outros dez proprietários locais — cidadãos sem cargos de poder — ainda aguardam o início de seus pagamentos.
Para Polese, a questão central não é técnica, mas moral. Em sua visão, mesmo que a desapropriação fosse o único caminho viável, a ética exigiria um distanciamento absoluto do beneficiado. “Não se trata apenas de uma discussão burocrática. Estamos falando de respeito ao contribuinte”, defende o deputado.
Essa postura do mandato reflete um sentimento crescente na sociedade: o desejo de que o agente público não seja apenas eficiente, mas inquestionável em sua conduta.
Fiscalizar é, talvez, a tarefa mais árdua e solitária de um deputado. Ao levar o caso ao TCES, a denúncia sai do barulho das redes sociais e entra no campo da legalidade institucional.
É fundamental lembrar que, em uma democracia saudável, a investigação é o caminho para a verdade:
- Para o acusado: É a oportunidade de provar a regularidade de seus atos sob o crivo técnico.
- Para o acusador: É o cumprimento do dever de não se calar diante de dúvidas relevantes.
- Para a sociedade: É a garantia de que o dinheiro dos seus impostos não está sendo usado para privilegiar poucos em detrimento de muitos.
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A expectativa agora recai sobre os órgãos de controle. O que a população capixaba espera não é o espetáculo da condenação antecipada, mas a serenidade da justiça. Ao provocar esse debate, Lucas Polese reafirma que o gabinete parlamentar deve funcionar como um canal aberto para a população — um lugar onde denúncias ganham voz e a transparência se torna a regra, não a exceção.
No fim, a mensagem é clara: o caixa do Estado pertence ao povo, e qualquer um que o gerencie deve estar pronto para prestar contas sob a luz mais forte do tribunal.

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