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Política

PL avalia lançar candidato a governador do ES. Guerino Zanon cotado

Lançar um candidato próprio seria uma forma de preencher a ausência de um “bolsonarista raiz” no páreo. Ideia ganha força após anúncio de Flávio Bolsonaro.

marcelo

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PL avalia lançar candidato a governador do ES. Guerino Zanon cotado
Guerino Zanon e Magno Malta
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O Partido Liberal (PL) avalia lançar candidatura própria a governador do Espírito Santo. A ideia ganhou força com a indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo pai, Jair Bolsonaro (PL), para ser o candidato dele e do partido à Presidência da República em 2026. Comandado no Espírito Santo pelo senador Magno Malta, o PL passou a cogitar mais fortemente ter um candidato ao Palácio Anchieta para, entre outros motivos, fortalecer a campanha do filho 01 do ex-presidente no Espírito Santo.

Hoje, não existe no Estado um candidato ao governo que seja manifestamente bolsonarista, que represente as aspirações do PL e esteja firmemente comprometido com a agenda prioritária do bolsonarismo (notadamente, a defesa da anistia total de Bolsonaro e do impeachment de ministros do STF). Lançar um candidato próprio seria uma forma de preencher essa lacuna.

Nesse contexto, o nome do ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon passa a ser considerado, em círculos restritos, como esse possível candidato a governador pelo PL.

Hoje, três dos principais pré-candidatos ao Governo do Estado têm perfil de direita, mas nenhum deles é declaradamente bolsonarista. Falamos aqui do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), e do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos). Destes, apenas Pazolini se situa na oposição ao governo Casagrande (onde também está o PL) e mantém algum contato, mesmo que indireto, com o partido de Bolsonaro.

Uma aliança estratégica do Republicanos de Pazolini com o PL chegou a ser cogitada. O principal articulador político-eleitoral de Pazolini, Erick Musso, tem feito das tripas coração para tirar esse projeto do papel e construir uma grade frente de direita em torno da candidatura do prefeito da Capital ao governo, com o Republicanos, o PL e outros partidos de direita.

Nesse esboço de coligação, o PL toparia apoiar a candidatura ao governo de Pazolini, que teria de apoiar Maguinha Malta (PL) ao Senado.

Mas essa articulação esfriou muito e, no momento, parece distante.

Pazolini não tem dado muita bola ao PL e a Magno Malta. Ao longo deste ano, o prefeito até chegou a fazer dois acenos ao bolsonarismo e ao partido liderado pelo senador, contudo muito tímidos. Em abril, ele fez um post no Instagram em defesa da anistia a condenados por atos golpistas. Em julho, numa feira agropecuária em São Gabriel da Palha, ao lado de Erick Musso, fez corpo a corpo com Magno e Maguinha. Mas gestos assim não se repetiram.

No dia 25 de abril, em evento na Câmara de Vitória, ao confirmar a pré-candidatura de Maguinha ao Senado, Magno chegou a declarar que ele mesmo estava disposto a ser candidato a governador, se não identificasse nenhum candidato verdadeiramente comprometido com as pautas prioritárias do PL no Espírito Santo.

No momento, repita-se, não existe esse pré-candidato disposto a vestir com orgulho a camisa de Jair Bolsonaro e, agora, de Flávio Bolsonaro (enfim, a camisa do clã).

Por isso, em rodas de conversa, o nome de Guerino Zanon voltou a ser considerado como alternativa para o PL. Hoje filiado ao PSD, o ex-prefeito de Linhares já foi cotado até para ser candidato a vice-governador de Pazolini (ideia que tampouco foi adiante).

Guerino e Magno privam de excelente relação pessoal. Diferentemente de qualquer outro pré-candidato a governador hoje posto no Espírito Santo, o ex-prefeito de Linhares é um apoiador declarado e fervoroso do ex-presidente da República – como provou em sua campanha a governador do Estado pelo PSD, em 2022.

A bem da verdade, segundo a assessoria de imprensa de Magno Malta, para aquele pleito de 2022, Guerino era a primeira opção do senador para a corrida ao Palácio Anchieta.

Na fase de pré-campanha, Magno chegou a convidar o então prefeito de Linhares para se filiar e se candidatar ao Anchieta pelo PL. Guerino preferiu ir para o PSD. Ao Governo do Espírito Santo, o PL concorreu com Manato, que não era a opção predileta de Magno Malta. Ele e Manato já não eram tão próximos. Hoje, estão rompidos.

O tamanho da “dívida”: aposta e risco para Pazolini

Enquanto Pazolini não tem demonstrado grande empenho pessoal em atrair mais aliados eleitorais, interlocutores do prefeito, sob anonimato, demonstram alguma preocupação, falando em “autossuficiência” e até em “salto alto”.

Ir para uma disputa majoritária contra a máquina estadual com um grupo restrito de aliados pode ser temerário. Mas, se der certo, a compensação política é maior: nesse caso, sem ter feito muitas concessões nem assumido compromissos com muita gente, o candidato eleito chegará ao governo com uma dívida política pequena.

Pouco “endividado”, o governador entrante não terá muitas a contar a pagar na montagem da sua equipe, definição de agenda de governo etc.

Eis o risco. Eis a aposta.

Por Vitor Vogas

 

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Política

11 governadores e 10 prefeitos de capitais renunciaram de olho nas eleições

Prazo legal de desincompatibilização terminou no fim de semana, a seis meses do pleito eleitoral

marcelo

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Urna eletrônica utilizada nas eleições • José Cruz/Agência Brasil
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Onze governadores e dez prefeitos de capitais deixaram seus cargos para disputar as eleições deste ano, em cumprimento à legislação eleitoral.

O prazo de desincompatibilização terminou no sábado (4), exatamente seis meses antes do primeiro turno, com o objetivo de evitar o uso da máquina pública em favor de candidaturas.

Entre os governadores que renunciaram, dois são pré-candidatos à Presidência da República – Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO). A maior parte, porém, deve concorrer ao Senado, que terá 54 das 81 cadeiras em disputa neste pleito.

Com a saída dos titulares, os vice-governadores assumem os cargos e, em muitos casos, podem disputar a reeleição.

No Rio de Janeiro há uma exceção: como não havia vice no momento da renúncia de Cláudio Castro, será realizada uma eleição para um mandato-tampão até o fim do ano. O modelo, se direto ou indireto, ainda será definido pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O mesmo ocorre com o Amazonas, em que governador e vice renunciaram porque devem disputar outro cargo.

A renúncia é obrigatória para quem pretende concorrer a outro cargo, mas não assegura a candidatura.

A oficialização ocorrerá apenas em agosto, após as convenções partidárias e o registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Já governadores que pretendem a reeleição podem permanecer no cargo, regra que também vale para o presidente da República.

Confira os governadores que deixaram o cargo:

  • Acre: Gladson Cameli (PP), deve concorrer ao Senado
  • Amazonas: Wilson Lima (União), não decidiu qual cargo vai disputar
  • Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB), deve concorrer ao Senado
  • Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB), deve concorrer ao Senado
  • Goiás: Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência da República
  • Mato Grosso: Mauro Mendes (União), deve concorrer ao Senado
  • Minas Gerais: Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República
  • Pará: Helder Barbalho (MDB), deve concorrer ao Senado
  • Paraíba: João Azevêdo (PSB), deve concorrer ao Senado
  • Rio de Janeiro: Cláudio Castro (PL), deve concorrer ao Senado
  • Roraima: Antonio Denarium (Republicanos), deve concorrer ao Senado

No caso dos prefeitos, a maioria dos que deixaram seus cargos deve disputar o governo de seus estados. Entre eles estão Eduardo Paes, que tentará o comando do estado do Rio de Janeiro e João Campos, o governo de Pernambuco.

Veja a lista:

  • Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro, pré-candidato a governador do RJ
  • Lorenzo Pazzolini (Republicanos), ex-prefeito de Vitória, deve concorrer ao governo do ES
  • João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife, pré-candidato a governador de PE
  • Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís, pré-candidato a governador do MA
  • Cícero Lucena (MDB), ex-prefeito de João Pessoa, deve concorrer ao governo da PB
  • David Almeida (Avante), ex-prefeito de Manaus, deve concorrer ao governo do AM
  • Dr. Furlan (PSD), ex-prefeito de Macapá, deve concorrer ao governo do AP
  • Tião Bocalom (PSDB), ex-prefeito de Rio Branco, deve concorrer ao governo do AC
  • Arthur Henrique (PL), ex-prefeito de Boa Vista, não decidiu qual cargo vai disputar
  • João Henrique Caldas (PSDB), ex-prefeito de Maceió, não decidiu qual cargo vai disputar
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Política

Pazolini deixa o cargo e Cris Samorini é a nova prefeita de Vitória

Cris assinou o termo de posse na manhã deste sábado, após renúncia de Pazolini para disputar as eleições

marcelo

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Cris Samorini assina termo de posse e é a nova prefeita (foto: Leonardo Silveira)
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Na manhã deste sábado (04), a Prefeitura de Vitória formalizou a assinatura do termo de transmissão de cargo do então prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) para a vice, Cris Samorini (PP), que se tornou a primeira mulher a comandar a Capital do Espírito Santo.

O termo foi assinado no gabinete da presidência da Câmara de Vitória, na presença do presidente do Legislativo, Anderson Goggi (Republicanos), e do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso

O ato vem após Pazolini renunciar ao cargo para concorrer nas eleições deste ano – ele é pré-candidato ao governo do Estado. De acordo com o ofício enviado à Câmara, a renúncia foi marcada para hoje.

Segundo Goggi, com a renúncia do prefeito, automaticamente a vice assume. “O ato de posse foi somente para formalizar, porque ela já assume automaticamente, já é a prefeita definitiva. Na segunda, será a solenidade de posse”.

Em nota, Cris disse que o ato garante a continuidade das ações: “Cumprimos uma etapa importante que está dentro do regimento e da lei orgânica, e agora seguimos com uma gestão planejada, garantindo a continuidade das ações. Meu compromisso é manter o ritmo de trabalho, dar sequência ao direcionamento estabelecido e assegurar que as entregas previstas para a cidade sejam concluídas como esperado”.

“Momento importante para a cidade de Vitória, fizemos a transição com gratidão a Deus, a minha família e aos capixabas, com serenidade e sabedoria, com a confiança que a Cris vai continuar e aprimorar esse trabalho, investindo muito na cidade, cuidando das pessoas e com a certeza que Vitória está em ótimas mãos”, destacou Pazolini, também por meio de nota.

A solenidade de posse está marcada para a próxima segunda-feira (06), às 17 horas, na Câmara de Vitória.

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Política

Lucas Polese leva ao TCES denúncia contra diretor do DER-ES em obra de São Mateus

Parlamentar aponta possível favorecimento em desapropriação milionária e cobra apuração sobre alteração do traçado do contorno rodoviário

marcelo

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A cena ocorrida nos degraus do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCES) nesta semana carrega um simbolismo que vai além da política partidária. Quando o deputado estadual Lucas Polese protocolou pessoalmente uma representação contra o diretor do DER-ES, José Eustáquio de Freitas, ele não estava apenas entregando papéis; estava acionando as engrenagens de um sistema desenhado para proteger o cidadão comum.

O Caso em Questão

No centro da denúncia, uma questão de princípios: a obra do contorno de São Mateus. Segundo o parlamentar, há indícios graves de conflito de interesses. A suspeita é de que o traçado da rodovia teria sido alterado para atingir terras pertencentes ao próprio diretor da autarquia, resultando em uma indenização milionária de mais de R$ 3 milhões.

O que torna o relato ainda mais sensível ao olhar humano é a disparidade no tratamento: enquanto o gestor já teria recebido parcelas consideráveis da indenização, outros dez proprietários locais — cidadãos sem cargos de poder — ainda aguardam o início de seus pagamentos.

Para Polese, a questão central não é técnica, mas moral. Em sua visão, mesmo que a desapropriação fosse o único caminho viável, a ética exigiria um distanciamento absoluto do beneficiado. “Não se trata apenas de uma discussão burocrática. Estamos falando de respeito ao contribuinte”, defende o deputado.

Essa postura do mandato reflete um sentimento crescente na sociedade: o desejo de que o agente público não seja apenas eficiente, mas inquestionável em sua conduta.

Fiscalizar é, talvez, a tarefa mais árdua e solitária de um deputado. Ao levar o caso ao TCES, a denúncia sai do barulho das redes sociais e entra no campo da legalidade institucional.

É fundamental lembrar que, em uma democracia saudável, a investigação é o caminho para a verdade:

  • Para o acusado: É a oportunidade de provar a regularidade de seus atos sob o crivo técnico.
  • Para o acusador: É o cumprimento do dever de não se calar diante de dúvidas relevantes.
  • Para a sociedade: É a garantia de que o dinheiro dos seus impostos não está sendo usado para privilegiar poucos em detrimento de muitos.

A expectativa agora recai sobre os órgãos de controle. O que a população capixaba espera não é o espetáculo da condenação antecipada, mas a serenidade da justiça. Ao provocar esse debate, Lucas Polese reafirma que o gabinete parlamentar deve funcionar como um canal aberto para a população — um lugar onde denúncias ganham voz e a transparência se torna a regra, não a exceção.

No fim, a mensagem é clara: o caixa do Estado pertence ao povo, e qualquer um que o gerencie deve estar pronto para prestar contas sob a luz mais forte do tribunal.

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