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Política

Polícia Civil autoriza férias de Pazolini em abril: caminho livre para a eleição

Prefeito é também delegado licenciado da PC. Pedido de férias é um forte sinal de que deve entrar na corrida pelo Palácio Anchieta

marcelo

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Polícia Civil autoriza férias de Pazolini em abril: caminho livre para a eleição
Lorenzo Pazolini, prefeito de Vitória. Foto: Everton Nunes
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A Polícia Civil deferiu o pedido de férias prêmio protocolado pelo prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) junto ao Departamento de Recursos Humanos da instituição. A partir do dia 6 de abril, Pazolini – que é delegado licenciado – estará de férias remuneradas por três meses.

A data não é aleatória. Cai numa segunda-feira e marca o primeiro dia útil após o fim do prazo legal para a desincompatibilização de ordenadores de despesas que pretendem disputar as eleições deste ano.

O pedido foi feito no último dia 19 e respondido na mesma semana, segundo a assessoria da Polícia Civil. O benefício consiste em conceder ao servidor o direito a 90 dias de afastamento remunerado após cada 10 anos (decênio) de efetivo exercício ininterrupto.

Com isso, caso Pazolini confirme a candidatura ao governo do Estado e renuncie ao cargo de prefeito até o dia 4 de abril, ele não estará desamparado financeiramente e nem precisará se reapresentar à Polícia Civil para cumprir expediente como delegado.

O término do período das férias de Pazolini coincide com o prazo que a legislação impõe para o afastamento do cargo de servidores públicos que desejam disputar cargos eletivos. Encerrado o benefício, Pazolini terá de formalizar um pedido de licença caso queira continuar na corrida eleitoral.

Titular da DPCA

Formado em Direito, Pazolini ingressou na Polícia Civil como delegado em 2007. Foi titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e, em 2019, licenciou-se do cargo após ser eleito deputado estadual.

Na metade do mandato, em 2020, Pazolini se candidatou e foi eleito prefeito de Vitória. Em 2024, foi reeleito e, desde então, não retornou às funções na Polícia Civil.

Embora Pazolini não tenha ainda assumido publicamente a intenção de disputar o Palácio Anchieta, o pedido de férias funciona como um sinal claro de disposição para entrar no jogo.

Mais do que um ato administrativo, é um movimento que elimina obstáculos legais e financeiros – e deixa a decisão política inteiramente nas mãos do prefeito.

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Política

Pazolini deixa o cargo e Cris Samorini é a nova prefeita de Vitória

Cris assinou o termo de posse na manhã deste sábado, após renúncia de Pazolini para disputar as eleições

marcelo

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Cris Samorini assina termo de posse e é a nova prefeita (foto: Leonardo Silveira)
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Na manhã deste sábado (04), a Prefeitura de Vitória formalizou a assinatura do termo de transmissão de cargo do então prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) para a vice, Cris Samorini (PP), que se tornou a primeira mulher a comandar a Capital do Espírito Santo.

O termo foi assinado no gabinete da presidência da Câmara de Vitória, na presença do presidente do Legislativo, Anderson Goggi (Republicanos), e do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso

O ato vem após Pazolini renunciar ao cargo para concorrer nas eleições deste ano – ele é pré-candidato ao governo do Estado. De acordo com o ofício enviado à Câmara, a renúncia foi marcada para hoje.

Segundo Goggi, com a renúncia do prefeito, automaticamente a vice assume. “O ato de posse foi somente para formalizar, porque ela já assume automaticamente, já é a prefeita definitiva. Na segunda, será a solenidade de posse”.

Em nota, Cris disse que o ato garante a continuidade das ações: “Cumprimos uma etapa importante que está dentro do regimento e da lei orgânica, e agora seguimos com uma gestão planejada, garantindo a continuidade das ações. Meu compromisso é manter o ritmo de trabalho, dar sequência ao direcionamento estabelecido e assegurar que as entregas previstas para a cidade sejam concluídas como esperado”.

“Momento importante para a cidade de Vitória, fizemos a transição com gratidão a Deus, a minha família e aos capixabas, com serenidade e sabedoria, com a confiança que a Cris vai continuar e aprimorar esse trabalho, investindo muito na cidade, cuidando das pessoas e com a certeza que Vitória está em ótimas mãos”, destacou Pazolini, também por meio de nota.

A solenidade de posse está marcada para a próxima segunda-feira (06), às 17 horas, na Câmara de Vitória.

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Política

Lucas Polese leva ao TCES denúncia contra diretor do DER-ES em obra de São Mateus

Parlamentar aponta possível favorecimento em desapropriação milionária e cobra apuração sobre alteração do traçado do contorno rodoviário

marcelo

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A cena ocorrida nos degraus do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCES) nesta semana carrega um simbolismo que vai além da política partidária. Quando o deputado estadual Lucas Polese protocolou pessoalmente uma representação contra o diretor do DER-ES, José Eustáquio de Freitas, ele não estava apenas entregando papéis; estava acionando as engrenagens de um sistema desenhado para proteger o cidadão comum.

O Caso em Questão

No centro da denúncia, uma questão de princípios: a obra do contorno de São Mateus. Segundo o parlamentar, há indícios graves de conflito de interesses. A suspeita é de que o traçado da rodovia teria sido alterado para atingir terras pertencentes ao próprio diretor da autarquia, resultando em uma indenização milionária de mais de R$ 3 milhões.

O que torna o relato ainda mais sensível ao olhar humano é a disparidade no tratamento: enquanto o gestor já teria recebido parcelas consideráveis da indenização, outros dez proprietários locais — cidadãos sem cargos de poder — ainda aguardam o início de seus pagamentos.

Para Polese, a questão central não é técnica, mas moral. Em sua visão, mesmo que a desapropriação fosse o único caminho viável, a ética exigiria um distanciamento absoluto do beneficiado. “Não se trata apenas de uma discussão burocrática. Estamos falando de respeito ao contribuinte”, defende o deputado.

Essa postura do mandato reflete um sentimento crescente na sociedade: o desejo de que o agente público não seja apenas eficiente, mas inquestionável em sua conduta.

Fiscalizar é, talvez, a tarefa mais árdua e solitária de um deputado. Ao levar o caso ao TCES, a denúncia sai do barulho das redes sociais e entra no campo da legalidade institucional.

É fundamental lembrar que, em uma democracia saudável, a investigação é o caminho para a verdade:

  • Para o acusado: É a oportunidade de provar a regularidade de seus atos sob o crivo técnico.
  • Para o acusador: É o cumprimento do dever de não se calar diante de dúvidas relevantes.
  • Para a sociedade: É a garantia de que o dinheiro dos seus impostos não está sendo usado para privilegiar poucos em detrimento de muitos.

A expectativa agora recai sobre os órgãos de controle. O que a população capixaba espera não é o espetáculo da condenação antecipada, mas a serenidade da justiça. Ao provocar esse debate, Lucas Polese reafirma que o gabinete parlamentar deve funcionar como um canal aberto para a população — um lugar onde denúncias ganham voz e a transparência se torna a regra, não a exceção.

No fim, a mensagem é clara: o caixa do Estado pertence ao povo, e qualquer um que o gerencie deve estar pronto para prestar contas sob a luz mais forte do tribunal.

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Política

Pazolini e Arnaldinho juntos no Carnaval de Vitória. Juntos também na eleição?

Os dois prefeitos são cotados para disputar o governo do Estado e, até então, estavam em lados opostos

marcelo

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Pazolini e Arnaldinho de braços erguidos no Sambão (foto: Marcos Salles)
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O abre-alas do Carnaval de Vitória 2026 colocou na avenida um fato que não estava no enredo de nenhuma agremiação – nem carnavalesca e nem partidária.

Os prefeitos de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), e o de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), chegaram juntos ao Sambão do Povo, anunciaram investimentos lado a lado e desfilaram pela passarela do samba na mesma cadência.

Demonstrando muito entrosamento e uma aproximação até então jamais vista, os dois cumprimentaram a plateia, bateram ponto nos camarotes e posaram para fotos abraçados e com os braços erguidos.

A cena passaria despercebida se não fosse o fato de que os dois são pré-candidatos ao governo do Estado neste ano e integram grupos opostos – ou pelo menos integravam, até a noite desta sexta-feira (06).

Arnaldinho é (ou era) aliado do governador Renato Casagrande (PSB), adversário de Pazolini. Mesmo após ser deixado na concentração na escolha da sucessão – o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) será o nome apoiado por Casagrande na disputa pelo Palácio Anchieta –, o prefeito reiterou apoio a Casagrande na disputa ao Senado e não recuou, nem um centímetro, em sua pré-candidatura ao governo.

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