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Economia

BRB diz ter encontrado “achados relevantes” sobre caso do Banco Master

marcelo

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BRB diz ter encontrado “achados relevantes” sobre caso do Banco Master
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O Banco Regional de Brasília (BRB) informou nesta terça-feira (3) ter encontrado “achados relevantes” que poderão ajudar as autoridades nas investigações sobre o Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB.

Por meio de nota divulgada nesta terça-feira (3), o banco público ligado ao governo do Distrito Federal explicou que esses achados constam da primeira etapa do relatório preliminar entregue pela auditoria contratada pelo banco, a fim de confirmar “eventuais atos ilícitos”.

  • Diretor do BC diz à PF que Master tinha só R$ 4 milhões em caixa .
  • FGC já pagou R$ 32,5 bilhões a 75% dos credores do Banco Master.
  • Após falta de Ibaneis em CPI, presidente pede convocação do governador.

Segundo o BRB, um relatório já foi entregue à PF, no dia 29 de janeiro, e ao Banco Central (BC), ontem (2).

“O BRB informa que vem adotando inúmeras medidas institucionais, administrativas, extrajudiciais e judiciais relacionadas a fundos de investimentos, garantias e carteiras de crédito, adquiridas pelo BRB, medidas estas que correm, parte em sigilo, e que serão reforçadas por novas medidas, com a maior brevidade possível, para garantir a efetividade da preservação dos interesses do Banco”, informou o banco.

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Banco Master e Reag

A liquidação do Banco Master foi decretada pelo BC em novembro de 2025. Já a da gestora de investimentos Reag, na quinta-feira (15).

Os casos revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro, envolvendo suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos e tentativas de socorro via banco público.

Controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, o Master cresceu rapidamente ao oferecer Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima da média do mercado.

Para sustentar o modelo, segundo investigadores, o banco passou a assumir riscos excessivos e a estruturar operações que inflavam artificialmente seu balanço, enquanto a liquidez real (dinheiro imediatamente disponível para ressarcir os investidores) se deteriorava.

Fonte: Agência Brasil

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Economia

Bolsa bate recorde e aproxima-se dos 186 mil pontos

marcelo

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Bolsa bate recorde e aproxima-se dos 186 mil pontos
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Em mais um dia de otimismo, a bolsa brasileira bateu mais uma vez recorde e aproximou-se da marca inédita de 186 mil pontos. O dólar teve pequeno recuo e fechou praticamente estável.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta terça-feira (3) aos 185.674 pontos, com alta de 1,58%. O indicador foi sustentado por ações de mineradoras e com a confirmação de que o Banco Central (BC) pretende cortar os juros, divulgada na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

  • CNI aponta juros como responsáveis por desaceleração da indústria.
  • BC confirma corte da Selic em março, mas manterá juros restritivos.
  • Mercado reduz previsão da inflação para 3,99% este ano.

O mercado de câmbio teve um dia de mais oscilações. Após queda expressiva durante a manhã, o dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,25, com recuo de apenas 0,15%. A moeda estadunidense cai 4,38% em 2026.

Na mínima do dia, por volta das 11h30, a cotação chegou a R$ 5,20, mas reduziu o ritmo de queda durante a tarde em meio à redução do otimismo no mercado externo e a especulações sobre os futuros diretores do Banco Central (BC).

Em entrevista a uma rádio na manhã desta terça, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que enviou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a indicação do economista Guilherme Mello para a Diretoria de Política Econômica do BC e do professor Tiago Cavalcanti, da Fundação Getulio Vargas, para a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro.

Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda desde 2023, Mello enfrenta resistências do mercado financeiro por posições consideradas heterodoxas. As indicações para o BC estão sob análise de Lula, que ainda não definiu os nomes.

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

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Economia

Turismo de experiência ganha força nas redes e redefine o jeito de viajar

marcelo

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Turismo de experiência ganha força nas redes e redefine o jeito de viajar
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Para entender como esse movimento se reflete nas redes sociais, o Sebrae/ES realizou uma pesquisa com base em 4.011 publicações no Instagram e no X (Twitter). A análise revela não apenas o que os turistas estão buscando, mas também como empreendedores e destinos estão se posicionando digitalmente para atender a essa nova demanda. “Mais do que vender serviços, é necessário destacar os benefícios da vivência, como aprendizado, bem-estar, conexão com a cultura local e transformação pessoal”, destaca o superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo.

“O uso estratégico das redes sociais, aliado a uma presença digital consistente e à valorização das experiências locais, contribui para fortalecer a competitividade dos pequenos negócios e impulsionar o turismo no Espírito Santo. Com o comportamento do turista cada vez mais digital, é nas redes sociais que ele busca informações, se inspira e decide sua viagem”, analisa Rigo. Os dados mostram que 62% das publicações analisadas estão no Instagram, reforçando o papel da plataforma como principal espaço de inspiração e decisão de viagem.

Mais da metade dos conteúdos (50,6%) é produzida por empresas ou empreendedores do setor. O tom predominante é positivo: 71,3% das publicações exaltam o turismo de experiência, com entusiasmo, valorização cultural e convites diretos ao público.

Nesse contexto, a analista de Relacionamento do Sebrae/ES Regina Paixão destaca que a presença digital precisa ser planejada e constante. “Na prática, a orientação é manter perfis atualizados, com informações claras e conteúdos frequentes, facilitando o acesso e a confiança do público. Mostrar a experiência, com registros de bastidores, processos produtivos, histórias, pessoas e saberes locais, ajuda a tornar a comunicação mais próxima e autêntica”, explica.

Produtos feitos em Venda Nova do Imigrante, Capital Nacional do Agroturismo, atraem visitantes. Foto: Mosaico Imagem

A gastronomia também se consolida como um dos principais vetores da experiência turística. “Valorizar a cultura, a natureza, a gastronomia e os modos de vida do território também é uma forma de destacar o diferencial do negócio”, reforça Regina. Segundo ela, o turista quer entender a origem do que consome, conhecer histórias e se conectar com quem produz.

Turismo com propósito

A pesquisa evidencia uma mudança clara no comportamento do viajante. Se antes predominava o desejo genérico por “conhecer coisas novas”, agora a busca é por experiências bem definidas, microvivências e rituais marcantes. Destinos considerados “fora do óbvio” ganham força por oferecerem o chamado “efeito descoberta”, gerando no turista a sensação de ter encontrado uma “joia escondida”, o que amplia o alcance orgânico nas redes sociais.

Outro ponto central do estudo é a valorização do bem-estar e da transformação pessoal. As publicações associam o turismo à desaceleração, à saúde mental e à reconexão com a natureza. Nesse cenário, cresce o papel do empreendedor como especialista, responsável por transmitir organização, confiança e segurança.

Clique aqui para acessar a pesquisa completa.

Fonte: Agência Sebrae – ES

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Economia

Indústria fecha 2025 com alta de 0,6%, pressionada pelos juros altos

marcelo

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Indústria fecha 2025 com alta de 0,6%, pressionada pelos juros altos
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A pressão causada pelos juros altos fez a indústria brasileira perder ritmo nos últimos meses do ano e fechar 2025 com crescimento de 0,6%. Apesar da desaceleração na reta final do ano, o resultado marca o terceiro ano seguido de expansão da produção industrial brasileira.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

  • Novas regras de segurança do Pix entram em vigor; veja mudanças.
  • Mercado reduz previsão da inflação para 3,99% este ano.
  • Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda.

Em 2024, o avanço foi de 3,1%; e em 2023, de 0,1%. A perda de ritmo em 2025 é fácil de ser percebida quando são comparados dados do primeiro e do segundo semestres.

Até junho, a produção indústria acumulou crescimento de 1,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já nos últimos seis meses do ano, a variação foi nula (0%) nesse mesmo tipo de comparação. Especificamente de setembro até dezembro, o resultado foi recuo de 1,9%.

O IBGE apurou que em dezembro a produção das industrias do país caiu 1,2%, o pior resultado desde julho de 2024 (-1,5%). Dos últimos quatro meses do ano, três foram queda e um (outubro) teve variação nula.

O desempenho de 2025 coloca a indústria em um patamar 0,6% acima do período pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 16,3% abaixo do ponto mais alto já alcançado, em maio de 2011.

Setores

No ano passado, a indústria apresentou crescimento em duas das quatro grandes categorias econômicas:

  • bens de consumo duráveis: 2,5%
  • bens intermediários (componentes ou produtos transformados usados para fabricar outros bens): 1,5%
  • bens de consumo semi e não duráveis: -1,7%
  • bens de capital (máquinas e equipamentos): -1,5%

Das 25 atividades pesquisadas pelo IBGE, 15 apresentaram avanço, com destaque para indústrias extrativas (4,9%) e produtos alimentícios (1,5%). Em 2025, foi registrada alta na produção em 49,6% dos 789 produtos pesquisados pelo IBGE.

Efeito dos juros

De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, o motivo para a indústria patinar no fim do ano é a política monetária restritiva, ou seja, o patamar elevado da taxa básica de juros da economia, a Selic.

“Os juros altos têm esse caráter de diminuir a intensidade da economia, e o setor industrial está nesse contexto”, analisa.

Macedo explica que com juros em patamar elevado, há um adiamento das decisões das empresas de fazer investimentos.

Ele acrescenta que a política monetária restritiva também tem reflexo no consumo das famílias, que significou “desaceleração importante” no segmento de bens duráveis nos últimos meses de 2025.

“Afeta, por parte das famílias, as decisões em relação ao consumo”, aponta.

O gerente da pesquisa chama atenção também para a elevação dos níveis de inadimplência, uma vez que o juro alto deixa os empréstimos mais caros.

Um retrato em dezembro foi a produção de veículos automotores, que recuou 8,7% – maior pressão negativa na passagem de novembro para dezembro. Ele indica que o último mês de 2025 teve maior presença de paralisações e férias coletivas nas fábricas.

Preocupação com inflação

Em setembro de 2024, preocupado com a trajetória crescente da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciou uma escalada da taxa básica de juros da economia, a Selic, então em 10,5% o ano, elevando-a até 15% em junho de 2025.

A meta de inflação do governo é de 3% no acumulado de 12 meses, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos.

O índice oficial de inflação (IPCA), chegou a ficar 13 meses fora do intervalo de tolerância, praticamente 2025 inteiro. 

>> Leia aqui: BC mantém juros básicos em 15% ao ano pela quinta vez seguida

A Selic influencia todas as demais taxas de juros do país e, quando elevada, age na economia de forma restritiva, ou seja, encarece operações de crédito e desestimula investimentos e consumo.

O impacto esperado é menor procura por produtos e serviços, esfriando a inflação. O efeito colateral é que economia em marcha lenta tende a diminuir a geração de empregos.

Apesar da pressão restritiva, 2025 terminou com mínima já registrada na taxa de desemprego, conforme divulgou o IBGE na última sexta-feira (30).

Fonte: Agência Brasil

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