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BloCão reúne pets e tutores em folia neste sábado

marcelo

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BloCão reúne pets e tutores em folia neste sábado
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O Boulevard Shopping Vila Velha realiza, neste sábado (14), às 15 horas, o BloCão Boulevard Pet Folia”, evento de Carnaval voltado para pets e seus tutores. A programação inclui desfile de fantasias, brincadeiras, concurso com premiação, sorteio e até fanfarra. A entrada é entrada gratuita, mediante inscrição prévia no site.

O BloCão já se consolidou como uma das atrações mais aguardadas do calendário de Carnaval do shopping, reunindo grande adesão do público. Durante o evento, pets e tutores participam de um animado desfile pelos corredores do centro de compras, transformando o espaço em uma verdadeira folia pet.

“Os pets são sempre bem-vindos no Boulevard Shopping Vila Velha, que é um espaço pet friendly e promovemos com frequência eventos voltados para os animais e seus tutores. Além disso, conta com o Parcão, uma área ao ar livre dedicada especialmente a eles, onde podem interagir com outros pets e circular com segurança ao lado de seus responsáveis”, destaca Carlos Oliveira, gerente de marketing do centro de compras.

Ação solidária

A participação no evento será solidária. É que os foliões devem doar um item pet, como ração, brinquedos ou roupinhas em bom estado, que serão destinados a instituições e iniciativas ligadas à causa animal.

Serviço

BloCão Boulevard Pet Folia

Data: 14/02 (sábado)

Horário: a partir das 15 horas

Local: Boulevard Shopping Vila Velha, em Itaparica

Entrada gratuita mediante inscrição prévia no site e doação de um quilo de ração.

Classificação livre.

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Carnaval de Vitória abre Série Ouro com brilho

marcelo

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BARREIROS

Abrindo os desfiles da série Ouro desta sexta-feira (13), a Unidos de Barreiros levou para a avenida, através do enredo  “Baobá: A Árvore da Vida”, uma reflexão sobre a ancestralidade africana e sua profunda influência na formação cultural brasileira, especialmente no Nordeste.

O baobá, árvore sagrada e símbolo de vida, memória e resistência, representa a permanência das raízes diante do tempo e das adversidades, dialogando diretamente com a trajetória de povos que construíram sua história a partir da luta, da fé e da coletividade.

Ao estabelecer um diálogo simbólico entre África e Nordeste brasileiro, o enredo exaltou a resistência cultural, a identidade negra e a força comunitária presentes nesses territórios. Assim como o baobá cria raízes profundas mesmo em solo árido, o povo nordestino transforma a escassez em força, preservando sua identidade por meio da oralidade, da religiosidade e das tradições populares.

Com 600 componentes, divididos em 13 alas e com 2 alegorias, a proposta para 2026 reforçou a essência da Unidos de Barreiros: uma escola que nasce da comunidade, se sustenta pela memória coletiva e atravessa gerações com firmeza e resistência. Ao levar o baobá para a avenida, a agremiação reafirmou seu compromisso com a valorização das raízes, da ancestralidade e da cultura popular, mantendo viva a história de um povo que resiste ao tempo e floresce na coletividade.

Carnaval de Vitória abre Série Ouro com brilho
Barreiros. Foto: Marcos Salles

CHEGA MAIS

Chega Mais foi a segunda escola a entrar na avenida nesta sexta-feira (13), contando o enredo “Iabassés, cozinhando para os orixás, voduns e inkices o alimento sagrado”. A escola teve a participação de 600 componentes, divididos em 19 alas, três alegorias, dois tripés  e um pede passagem.

O enredo deste ano buscou destacar a figura das Iabassés  mulheres escolhidas pelos próprios orixás para guardar e transmitir a sabedoria de transformar grãos, vegetais, caças, minerais e especiarias em alimentos sagrados. Além das Yaôs e Ebomis, responsáveis por um conhecimento ancestral que atravessa gerações.

O enredo exaltou a fé das mulheres negras e a dimensão espiritual do ato de cozinhar, compreendido como uma forma de doação, gratidão e conexão entre o mundo material e o sagrado. Na tradição das religiões de matriz africana, o alimento é elemento essencial de comunicação entre humanos e divindades, utilizado para agradecer, pedir proteção e fortalecer vínculos espirituais.

Ao retratar o processo que vai da escolha e separação dos grãos ao preparo final dos alimentos ofertados aos orixás, a Chega Mais celebrou saberes ancestrais, histórias e fundamentos que se espalharam de norte a sul do país.

Carnaval de Vitória abre Série Ouro com brilho
Chega Mais. Foto: Marcos Salles

INDEPENDENTE DE EUCALIPTO

Chega Mais foi a segunda escola a entrar na avenida nesta sexta-feira (13), contando o enredo “Iabassés, cozinhando para os orixás, voduns e inkices o alimento sagrado”. A escola teve a participação de 600 componentes, divididos em 19 alas, três alegorias, dois tripés e um pede passagem.

O enredo deste ano buscou destacar a figura das Iabassés mulheres escolhidas pelos próprios orixás para guardar e transmitir a sabedoria de transformar grãos, vegetais, caças, minerais e especiarias em alimentos sagrados. Além das Yaôs e Ebomis, responsáveis por um conhecimento ancestral que atravessa gerações.

O enredo exaltou a fé das mulheres negras e a dimensão espiritual do ato de cozinhar, compreendido como uma forma de doação, gratidão e conexão entre o mundo material e o sagrado. Na tradição das religiões de matriz africana, o alimento é elemento essencial de comunicação entre humanos e divindades, utilizado para agradecer, pedir proteção e fortalecer vínculos espirituais.

Ao retratar o processo que vai da escolha e separação dos grãos ao preparo final dos alimentos ofertados aos orixás, a Chega Mais celebrou saberes ancestrais, histórias e fundamentos que se espalharam de norte a sul do país.

Carnaval de Vitória abre Série Ouro com brilho
Independente de Eucalipto. Foto: Marcos Salles

TRADIÇÃO SERRANA

Tradição Serrana foi a penúltima escola a desfilar nesta sexta-feira (13), com o enredo “A Cor da Liberdade é Preta – O Legado de Queimado”, que tem como eixo central a Revolta de Queimado, ocorrida em 1849 e liderada por Chico Prego.

Com 450 componentes, divididos em 17 alas e 1 alegoria, a proposta da escola revisita um dos mais significativos levantes de pessoas escravizadas no Espírito Santo, resgatando uma narrativa historicamente silenciada e reafirmando o protagonismo da população negra na luta por liberdade.

O enredo destacou a revolta como um movimento coletivo e organizado, que rompeu com a lógica da submissão e afirmou que a liberdade não seria concedida, mas conquistada. Ao relacionar o episódio histórico com a realidade contemporânea, a escola propôs uma reflexão sobre as permanências do racismo estrutural, da desigualdade social e da violência que ainda atingem majoritariamente a população negra.

A narrativa traçou paralelos entre as senzalas do século XIX e os territórios periféricos atuais, reconhecidos como espaços de resistência, solidariedade e criação cultural. O samba surgiu como linguagem central do desfile, compreendido não apenas como expressão artística, mas como instrumento político e de organização coletiva, historicamente associado à sobrevivência e à afirmação da cultura negra.

O enredo também se posiciona contra a intolerância religiosa, valorizando as religiões de matriz africana e o direito ao sagrado negro, entendendo a fé como herança ancestral e projeto de futuro. Ao longo do desfile, a escola exalta manifestações culturais negras que vão do samba ao funk, do rap ao grafite, reforçando a cultura como tecnologia de resistência.

Ao projetar um futuro afrofuturista, a Tradição Serrana encerrou o desfile com a imagem de uma “Constelação Negra”, na qual crianças, lideranças e símbolos da realeza afirmam o direito de sonhar, existir e ocupar espaços de poder. Com isso, a escola transforma a avenida em território de memória, denúncia e esperança, reafirmando que o legado de Queimado permanece vivo na luta cotidiana da população preta.

Carnaval de Vitória abre Série Ouro com brilho
Tradição Serrana. Foto: Marcos Salles

SÃO TORQUATO

Fechando os desfiles desta sexta-feira (13), a Independente de São Torquato levou apostou no enredo “Ewê Ossain, plantas que curam o corpo e a alma” para a disputa do título.

A escola retratou os povos detentores dos conhecimentos curativos das plantas que, através de seus antepassados, adentram a mata, colhendo ervas e preparando seus unguentos e garrafadas, comercializadas em beiras de estradas e feiras. Além disso, a São Torquato mostrou como a destruição, a ganância e o poder contribuem para que, num futuro não muito distante, as matas possam ser destruídas e, com isso, toda sua magia se perderá nas chamas e desmatamento.

Com muito orgulho, a escola desfilou mesmo diante da baixa de componentes e fantasia e entregou um show de dedicação, atravessando a avenida com muita emoção.

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Independentes de São Torquato. Foto: Marcos Salles

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Sergio Sampaio: depois que botou, ninguém mais tirou o bloco da rua

marcelo

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Sergio Sampaio: depois que botou, ninguém mais tirou o bloco da rua
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Três décadas após a morte de Sérgio Sampaio, sua obra continua a produzir um tipo de presença rara na cultura brasileira: aquela que não se resolve nem pela consagração fácil, nem pelo esquecimento completo. Há artistas que o tempo acomoda em prateleiras estáveis, com rótulos nítidos e biografias domesticadas. Sampaio, ao contrário, persiste como fricção. Seu canto, entre o deboche e a súplica, entre a marcha carnavalesca e a confissão ferida, segue desafiando o bom-tom e a lógica de mercado que costuma decidir, com pressa, o que “fica” e o que “passa”.

Nascido no Espírito Santo, ele construiu uma trajetória marcada pela recusa do enquadramento. Sua música tocou a canção popular, o rock, o samba, a marcha-rancho, o blues e a sátira, sem pedir autorização aos gêneros. Por isso, foi muitas vezes empurrado para a categoria dos “malditos”, um rótulo ambíguo, que reconhece a originalidade, mas também serve como álibi para a indústria cultural desistir de sustentar carreiras que não se ajustam à normalização estética. O resultado é conhecido: Sampaio tornou-se uma referência decisiva, enquanto o sistema que o cercou insistiu em tratá-lo como exceção incômoda.

Mas há um dado que impede o epitáfio confortável: Sérgio Sampaio não ficou congelado no passado. Sua obra continua circulando porque continua sendo gravada, e isso é um termômetro objetivo de permanência. “Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua”, por exemplo, atravessou décadas em múltiplas leituras, regravada por artistas e grupos de vertentes muito diferentes, de Elba Ramalho e Margareth Menezes a Tom Zé, Ney Matogrosso, Mart’nália, Monobloco, Casuarina, Pitty e BaianaSystem.

Esse arco de reinterpretações não é apenas um inventário de versões: é a prova de que a canção se mantém aberta, capaz de ser reativada em novos contextos sociais, estéticos e geracionais.

Outras regravações também ajudam a desmontar a ideia de “compositor de uma música só”. O Dicionário Cravo Albin registra que Zizi Possi regravou com sucesso “Meu Pobre Blues” ainda na década de 1970, um sinal de como a potência do repertório de Sampaio excedia o hit do carnaval de 1973. E a cada novo ciclo de redescoberta , impulsionado por shows-tributo, festivais e acervos digitais, reaparecem gravações, citações e leituras que reafirmam sua relevância para além da nostalgia.

Sergio Sampaio: depois que botou, ninguém mais tirou o bloco da ruaHá, ainda, um elemento capixaba que precisa ser dito sem folclore: a relação de Sérgio Sampaio com Vitória e com a Universidade Federal do Espírito Santo integra a memória viva de sua circulação artística. Em 1993, ele realizou um show no Cine Metrópolis, espaço cultural da UFES, registro que segue disponível em vídeo e funciona como documento raro de performance, repertório e presença de palco em seus últimos anos. Esse material não vale apenas como curiosidade: ele devolve corpo ao artista e restitui, com nitidez, a dimensão de intérprete , a força de quem fazia da canção um acontecimento, não um produto.

Quando se fala em Sérgio Sampaio, é tentador repetir a fórmula do “gênio incompreendido”. Ela parece elogiosa, mas muitas vezes serve para aliviar responsabilidades: se ele foi incompreendido, a culpa é abstrata; se foi “difícil”, o problema era dele. Trinta anos sem ele deveriam nos levar a uma pergunta menos ornamental: que tipo de ecossistema cultural o Brasil oferece ,especialmente fora do eixo hegemônico , para artistas que recusam a pasteurização? E o que a história de Sampaio revela sobre como o país administra (ou desperdiça) suas próprias singularidades?

É aqui que seu legado se torna mais atual. A obra de Sérgio Sampaio não conforta. Ela pede escuta atenta para o desajuste, para a derrota, para a ironia como forma de sobrevivência. Sua canção expõe o sujeito quebrado sem romantizá-lo e transforma o riso em instrumento de crítica , uma crítica que não se limita à política institucional, mas alcança a moral social, as promessas de sucesso, a falsidade das conciliações fáceis. Em tempos de padronização acelerada e consumo musical guiado por fórmulas, a permanência de Sampaio é uma espécie de recusa: ele lembra que a arte viva raramente é dócil.

Por isso, lembrar Sérgio Sampaio hoje não é apenas reverenciar um capixaba brilhante. É insistir que a cultura brasileira precisa comportar o risco, o excesso, o erro, o conflito e o que não se adapta. E é reconhecer que certas obras não se tornam grandes apesar de estarem à margem, mas justamente porque a margem lhes deu linguagem, tensão e verdade.

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Endi articula dança, audiovisual e acessibilidade em nova fase de produção autoral

marcelo

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Endi articula dança, audiovisual e acessibilidade em nova fase de produção autoral
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A pesquisadora em dança, artista multimídia e produtora cultural Endi, de Vitória, vive um momento de expansão em sua trajetória. Com atuação que atravessa corpo, performance e linguagem audiovisual, a criadora capixaba consolida uma nova etapa com o lançamento da marca Ocito, plataforma sob a qual passa a reunir e organizar seus projetos autorais.

Pessoa com deficiência — tem visão monocular —, Endi desenvolve desde 2016 uma investigação artística centrada no corpo como território de tensão e possibilidade. Sua produção parte da experiência física como espaço de embate entre normas sociais e impulsos de autonomia, dialogando com temas como dissidência, espiritualidade e perspectivas de futuro. Em sua pesquisa, o movimento não aparece apenas como recurso estético, mas como ferramenta crítica e campo de elaboração política.

Formada em Dança Contemporânea pela FAFI, teve passagem pela Licenciatura em Dança da UFBA e iniciou sua trajetória no balé ainda na infância. Ao longo dos anos, integrou diferentes coletivos de pesquisa e criação. Entre 2015 e 2017, participou do grupo Marés – Pesquisa em Dança. Desde 2018, atua no Corpocêntrica – Grupo de Experimentações do Corpo, onde permanece desenvolvendo investigações práticas. Também esteve envolvida em ações de produção cultural na Casa Caos, espaço independente localizado no Centro de Vitória.

Um dos projetos em curso é a websérie documental “Sou um corpo que dança”, dedicada a artistas da dança que atuam na capital capixaba. A produção combina depoimentos e videodança, buscando construir um registro sensível sobre diferentes trajetórias e modos de criação na cidade. A direção é assinada por Endi em parceria com Marcus Supeleto. Dois episódios já estão disponíveis no YouTube, e o terceiro — que encerra a primeira temporada — será lançado no dia 15 de fevereiro, no canal vinculado à Ocito.

Outra frente de trabalho é o espetáculo “Célula”, atualmente em processo de montagem, com estreia prevista para o fim de março de 2026. O projeto parte da pesquisa de Endi sobre corpo e movimento e se desenvolve como criação coletiva. A obra dialoga com conceitos como “corpo dócil” e “corpo sem órgãos” para refletir sobre os modos de organização do sistema produtivo contemporâneo e sobre os impactos subjetivos gerados pela busca constante de adequação às exigências do capitalismo. A produção é assinada pela Ocito em parceria com a Cafetinaria Produções.

Também em fase de desenvolvimento está o curta-metragem “.zero” (ponto zero), obra de ficção científica que combina cinema e dança. O filme tem direção compartilhada entre Endi e Marcus Supeleto e encontra-se na etapa de pós-produção, ainda sem data definida para lançamento. A escolha pelo gênero dialoga com uma dimensão recorrente na pesquisa da artista: a ideia de futuridades.

Os três projetos — a websérie, o espetáculo e o curta — são realizados com recursos do Funcultura, programa de incentivo da Secretaria da Cultura do Espírito Santo (Secult-ES). Ao concentrar suas criações sob a marca Ocito, Endi organiza um núcleo próprio de produção, articulando investigação teórica, prática corporal e audiovisual. Com atuação que transita entre palco, câmera e bastidores, a artista reafirma a dança como linguagem capaz de dialogar com questões sociais contemporâneas, tensionando estruturas e ampliando os modos de presença do corpo na cena cultural capixaba.

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