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Exposição “Arte em todos os sentidos” no MAES entre fevereiro e abril

Entre fevereiro e abril, o Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (MAES), no Centro de Vitória, abre suas salas para uma exposição que propõe ao público um encontro ampliado com a produção artística moderna e contemporânea brasileira a partir de um recorte singular: o olhar construído ao longo de décadas por um colecionador privado. A mostra Arte em Todos os Sentidos apresenta 41 obras de 36 artistas capixabas e nacionais, reunidas a partir de um acervo particular que, pela primeira vez, passa a ser compartilhado de forma sistemática com o grande público.
A exposição integra o projeto Acervo RDA – Preservação e Difusão do Acervo Ronaldo Domingues de Almeida na Midiateca Capixaba, iniciativa voltada à preservação, organização e disponibilização pública de um conjunto expressivo de obras de arte. O projeto foi contemplado no Edital nº 18/2024 da Secretaria da Cultura do Espírito Santo e conta com recursos do Funcultura e da Política Nacional Aldir Blanc, do Ministério da Cultura, articulando ações de difusão cultural, memória e acesso democrático à arte.

O recorte apresentado no MAES evidencia a diversidade de linguagens, suportes e gerações que atravessam a coleção. Pinturas, gravuras, desenhos, fotografias e esculturas compõem um percurso que permite observar aproximações e contrastes entre diferentes momentos da arte brasileira, sem a pretensão de estabelecer uma narrativa linear ou cronológica. A exposição propõe, antes, uma leitura aberta, em que obras e artistas se colocam em relação a partir da experiência sensível do visitante.
A curadoria parte da compreensão de que uma coleção privada, quando exposta publicamente, deixa de operar apenas como expressão de um gosto individual e passa a atuar como dispositivo cultural. Nesse deslocamento, o acervo assume caráter público e contribui para a construção de repertórios compartilhados, ampliando o debate sobre memória, território e produção artística.

Um dos eixos centrais da mostra é a convivência entre artistas amplamente reconhecidos no cenário nacional e nomes fundamentais da produção capixaba. No caso dos artistas do Espírito Santo, a seleção privilegia obras que revelam facetas menos evidentes de suas trajetórias. Já a presença de artistas de outros estados — alguns deles raramente exibidos em Vitória — amplia o campo de referências e insere a produção local em diálogo com contextos mais amplos da arte brasileira.
O título Arte em Todos os Sentidos nasce a partir de uma obra de Paulo Bruscky, integrante do acervo, e funciona como chave conceitual da exposição. A escolha aponta para a ideia de arte como experiência que ultrapassa o campo visual, envolvendo comunicação, percepção e reflexão.
A abertura do acervo ao público é resultado de um processo de amadurecimento do próprio colecionador, Ronaldo Domingues de Almeida, que atua como curador adjunto da exposição. Em seu depoimento, ele destaca que a coleção não foi pensada como projeto desde o início, mas se constituiu de maneira espontânea, a partir do convívio cotidiano com a arte e das relações estabelecidas com artistas ao longo do tempo.
“Nunca planejei formar um acervo ou me tornar colecionador. Queria apenas conviver com arte no meu espaço cotidiano. Foi pelas pessoas — amigos, artistas, visitas — que me vi reconhecido como colecionador, antes mesmo de assumir essa condição para mim”, afirma.

Segundo Almeida, o crescimento do acervo esteve sempre ligado à experiência proporcionada por cada obra, combinando interesse estético, reflexão e uma dimensão afetiva que orientou suas escolhas. Com o passar dos anos, no entanto, a permanência das obras restrita ao espaço privado passou a ser questionada.
“Com o tempo, a pergunta tornou-se inevitável: qual o sentido de manter tantas obras restritas a poucos? Dessa inquietação nasceu a vontade de partilhar, de transformar o privado em público”, relata.
Esse desejo de compartilhamento se concretiza agora em duas frentes complementares: a exposição física no MAES e a digitalização das obras para inserção na Midiateca Capixaba. Para o colecionador, mesmo em um contexto em que a obra de arte circula como mercadoria, ela preserva uma dimensão simbólica que exige circulação, encontro e fruição coletiva para cumprir plenamente sua função social.
O acervo de Ronaldo Domingues de Almeida reúne centenas de obras de aproximadamente 100 artistas, entre modernos e contemporâneos, com forte presença de artistas capixabas. Integram esse conjunto nomes históricos como Homero Massena, Levino Fânzeres e Álvaro Conde, além de artistas contemporâneos como Hilal Sami Hilal, Andreia Falqueto, Júlio Tigre, Sandro Novaes, Claudia Colares, Orlando de Faria Rosa, Lando, Didico e Rick Rodrigues. O diálogo com a produção nacional se estabelece por meio de obras de artistas como Amilcar de Castro, Tomie Ohtake, Cildo Meireles, Alex Vallauri, Sante Scaldaferri e Antônio Poteiro.
Ao apresentar um fragmento desse acervo ao público, Arte em Todos os Sentidos convida o visitante a refletir sobre o papel das coleções privadas na construção da história da arte e sobre a importância de transformar patrimônios individuais em bens culturais compartilhados.
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Carnaval de Congo de Roda D’Água já te programação em homenagem à padroeira do ES

O Carnaval de Congo de Máscaras de Roda D’Água já está chegando! A festa acontece na segunda-feira (13), dia de Nossa Senhora da Penha, das 8h às 18h, no Campo do América, na Estrada de Roda D’Água, e terá entrada gratuita. A programação conta com cortejo, show e um grande encontro de bandas de Congo de todo o Estado.
O evento é promovido pela Associação de Bandas de Congo de Cariacica e em parceria com a Prefeitura do município. A festividade começa com a concentração das bandas e tem a saída do cortejo até o Campo do América, área principal do carnaval, com cânticos sendo entoados sob sons de tambores e casacas, em homenagem à Nossa Senhora da Penha.
Confira a programação:
– 8h: Início da concentração das bandas de congo na Casa do Congo de Mestre Tagibe
– 9h40: Saída do cortejo da Casa de Mestre Tagibe para o local do evento, campo do América
– 10h30: Celebração Congueira e benção do Carnaval de Congo no Campo do América
– 12h: Show da Banda Cia Cumby.
– 13h30: Show Afrocongobeat – Música e Ancestralidade, com Fábio Carvalho
– 14h30: Encontro de Bandas de Congo
– 18h: Encerramento com o canto tradicional “Iaiá você vai à Penha” e show pirotécnico
Serviço:Data: 13 de abril (segunda-feira)
Horário: Das 8h às 18h
Local: Estrada de Roda D’Água, s/nº, Campo do América, Roda D’Água
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Quatro artistas levam grafite e fé para a subida do Convento da Penha

Entre os passos de fé e as orações dos devotos que estão subindo a ladeira do Convento da Penha, a arte urbana é mais um instrumento de inspiração. O muro da subida recebeu o trabalho de quatro artistas capixabas: Fred Farias, Anderson Moska, Alexandra Baum e Cláudio Tripa. Juntos, eles traduziram em imagens o tema da festa deste ano: “Fazei de nós instrumentos da paz”.
A intervenção artística acompanha o calendário da Festa da Penha 2026, que começou nesse domingo (5) e segue até o dia 13 de abril. Considerada a terceira maior celebração mariana do Brasil, dedicada a Nossa Senhora da Penha, padroeira do Espírito Santo, a Festa da Penha terá mais de 50 missas, 14 romarias e uma série de manifestações religiosas e culturais.
“O caminho até o Convento sempre foi um espaço de oração e reflexão, e a presença desses artistas amplia essa experiência. A arte tem a capacidade de tocar quem passa, de chamar um olhar mais atento e de ajudar cada pessoa a viver esse percurso de forma profunda. É um encontro entre fé, cultura e vida”, destaca o guardião do Convento da Penha, Frei Gabriel Dellandrea.
Os artistas
Fred Farias, artista visual ligado à cultura Hip Hop, levou para o espaço a alegria como expressão de fé e a defesa dos direitos humanos. Anderson Moska, grafiteiro com mais de 20 anos de trajetória e passagens por diversos países, propôs a força da arte urbana para dialogar com a espiritualidade. Alexandra Baum, a Alex, traduz em suas obras a essência feminina, a maternidade e a conexão com a natureza. Já Cláudio Tripa, artista com forte ligação com o Convento, é conhecido por levar a imagem do local para diferentes partes do mundo.
Estudante de Serviço Social, Fred Farias é artista visual e grafiteiro e encontrou na cultura hip-hop seu ponto de partida. Leva para o muro muito mais do que tinta: carrega em sua arte a defesa dos direitos humanos e a força das raízes canela-verde. Crescido entre manifestações populares e religiosas, como a romaria dos conguistas, Fred transforma sua memória afetiva em expressão. Em seu mural, a fé surge leve, quase sorrindo.
Inspirado nos ensinamentos do Papa Francisco e na oração de São Tomás Moro, ele pintará a imagem do pontífice que nos deixou em 2025 e a frase “Concede-me a graça de compreender os sorrisos, para que conheça na vida um pouco de alegria”.
Com mais de duas décadas dedicadas ao grafite, Anderson Moska traz na bagagem não só a vivência das ruas, mas também experiências que atravessaram fronteiras. De Cachoeiro de Itapemirim para o mundo, sua arte já passou por países como Uruguai, Argentina, Chile, México e Senegal. Agora, encontra no Convento um novo território de diálogo.
Para Moska, pintar esse muro é mais do que um trabalho, é uma honra. Sua arte retrata a imagem de São Francisco de Assis envolto por pássaros, trazendo à cena valores como paz, amor à natureza e simplicidade, criando um encontro simbólico entre a arte urbana e a devoção.
Ao retratar São Francisco de Assis envolto por pássaros, a obra leva ao público valores como paz, amor à natureza e simplicidade, criando um encontro simbólico entre a arte urbana e a devoção.
A sensibilidade de Alexandra Baum, a Alex, também ganha forma nesse percurso. Autodidata, começou a desenhar ainda na infância e nunca mais parou. Em suas obras, a essência feminina pulsa em profunda conexão com a natureza, seus ciclos e, mais recentemente, com a maternidade. No muro, ela assina uma obra que traduz o amor de mãe como extensão da fé, num elo invisível que acolhe, protege e sustenta. No centro da composição, o Convento da Penha.
Em sua obra, à direita, Nossa Senhora com o Menino Jesus no colo; à esquerda, mãos em posição de oração. Sobre tudo, pássaros cruzam um céu azul, costurando a cena com leveza e espiritualidade. Em tempos de tantas tensões, Alex reconhece na proposta da festa uma mensagem urgente: a paz como prática cotidiana – que ultrapassa crenças e se fortalece no respeito e na convivência.
Já Cláudio Tripa tem uma relação que vai além da arte e se aproxima de uma devoção cotidiana. Autodidata, começou pintando pranchas de surf aos 15 anos e hoje mistura técnicas, materiais e inspirações. Frequentador assíduo do Convento, onde vai rezar quase todos os dias, construiu uma trajetória profundamente ligada à imagem do local. Seus quadros com o Convento da Penha já cruzaram oceanos e hoje estão espalhados pelos quatro cantos do mundo.
No muro, Tripa retorna às origens e vai retratar São Francisco, a cruz, os animais e a frase símbolo do santo católico: “Senhor, fazei-me instrumento de Vossa paz”. Imagens que dialogam com sua fé e com sua história. Mais do que convidado, ele se sente parte dessa construção, tendo acompanhado e incentivado a presença da arte no espaço ao longo dos anos.
Além dos murais individuais, os quatro artistas também se uniram em uma obra coletiva, reforçando, na prática, o espírito do tema deste ano: a construção conjunta da paz.
Até a próxima edição, em 2027, quem subir até o Convento da Penha encontrará pelo caminho não apenas um muro pintado, mas histórias de artistas locais, de fé, de memória e de pertencimento. E talvez, entre uma subida e outra, encontre também um pouco de si refletido nas cores que agora habitam esse percurso sagrado.
A Festa da Penha 2026, com o tema “Fazei de nós instrumentos da paz”, é promovida pela Mitra Arquidiocesana de Vitória, Convento da Penha e Associação dos Amigos das Obras Franciscanas. A Festa é realizada com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Vila Velha.
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Com homenagem a mestre Ciça, Viradouro é campeã e conquista o 4º título no Carnaval do Rio

A Unidos do Viradouro é a grande campeã do Carnaval 2026 do Rio de Janeiro. É a quarta vez que a escola conquista o título na Marquês de Sapucaí desde que foi fundada, em 1946.
A escola emocionou ao levar para a avenida o enredo “Pra cima, Ciça”, em homenagem ao mestre de bateria que soma 15 anos de história na agremiação.
Na apuração, realizada na tarde desta quarta-feira (18) na Marquês de Sapucaí, a agremiação teve notas perfeitas em todos os quesitos e totalizou 270 pontos, apenas 0,1 ponto à frente de Beija-Flor e Vila Isabel.
A Viradouro é uma escola de samba de Niterói, mas há muitos anos participa do Carnaval na cidade do Rio. Possui três títulos de campeã do Grupo Especial, conquistados nos anos de 1997, 2020 e 2024.
Na última vez em que foi campeã, a agremiação fez um desfile tecnicamente perfeito ao levar para a Sapucaí o enredo “Arroboboi, Dangbé”, sobre o culto vodum às serpentes.
Durante a apuração do Grupo Especial, a torcida da Unidos do Viradouro tomou a Cidade do Samba e fez festa a cada nota 10 anunciada para a escola de Niterói.
Assim que o locutor anuncia a pontuação máxima, o espaço em vermelho e branco explodia em gritos e bandeiras agitadas. Um coro puxava o ritmo da comemoração: “Olê, olê, olê, olê, olá… Ciça, Ciça!”.
Terceira a desfilar na madrugada de terça-feira (17), segundo dos três dias de apresentações do Grupo Especial do Rio, a Viradouro emocionou a Sapucaí.
Com homenagem a Ciça, mestre da bateria da própria escola, que também teve passagens pela Estácio de Sá, Unidos da Tijuca, Grande Rio e União da Ilha, a escola reuniu mestres de bateria de outras agremiações em uma alegoria. Selminha Sorriso e Claudinho, há 30 anos na Beija-Flor, desfilaram como destaque. A porta-bandeira e o mestre-sala estavam ao lado de Ciça, em 1992, pela Estácio, quando ela foi campeã naquele ano.
O ponto mais alto da noite foi quando a Viradouro recriou a ação inovadora do desfile de 2007, do carnavalesco Paulo Barros, ao levar toda a bateria sobre um carro. Ciça subiu a escadaria que levava ao topo da alegoria de mãos dadas com Juliana Paes, rainha de bateria há 20 Carnavais.
“Eu acho que posso morrer feliz”, disse Paulo Barros. O carnavalesco desfilou em outro carro, intitulado Jogada de Mestre, chorando e acenando ao público presente.
CLASSIFICAÇÃO FINAL DO CARNAVAL RIO 2026
1º – Viradouro – 270
2º – Beija-Flor – 269,9
3º – Vila Isabel – 269,9
4º – Salgueiro – 269,7
5º – Imperatriz Leopoldinense 269,4
6º – Mangueira – 269,2
7º – Unidos da Tijuca – 268,7
8º – Grande Rio – 268,7
9º – Tuiuti – 268,5
10º – Portela – 267,9
11º – Mocidade – 267,4
12º – Acadêmicos de Niterói – 264,6
O carro que levou a bateria tinha um enorme coração na frente que, ao brilhar, mostrava a silhueta de uma caveira, apelido de Ciça. Ao final do desfile, foi realizada uma paradinha, e os surdos da bateria simulavam o batimento cardíaco. O público cantou os versos do enredo da escola: “Se for para morrer, que seja do samba”.
“Sou enredo no maior Carnaval do mundo. A emoção é triplicada, um momento único da minha vida”, afirmou Ciça.
Durante o desfile, Ciça participou da comissão de frente e, depois, trocou de roupa para levar a bateria do recuo.
Outro destaque da escola foi o abre-alas, com um enorme leão que rugia, além de patas e cabeça móveis e uma coroa giratória. A alegoria, de 15 metros, simbolizava a Estácio de Sá.
Com 12 mil lâmpadas de LED, o carro representava a favela que virava tambores; nas janelas, telas mostravam sambistas como Dominguinhos do Estácio e Luiz Melodia.
Uma ala tinha 50 mulheres fantasiadas de Luma de Oliveira, recriando a fantasia que ela usou com uma coleira com o nome do então marido. No desfile deste ano, a coleira tinha o nome de Ciça.
A Viradouro recebeu penalidade por excesso de pessoas com camisetas nas laterais e na parte da frente da escola durante o desfile. A punição foi apenas financeira, sem desconto de pontos na apuração.

TODAS AS CAMPEÃS DO CARNAVAL DO RIO DE JANEIRO
Portela – 22 títulos
Mangueira – 20
Beija-Flor – 15
Salgueiro – 9
Império Serrano – 9
Imperatriz Leopoldinense – 9
Mocidade Indep. de Padre Miguel – 6
Unidos da Tijuca – 4
Viradouro – 4
Vila Isabel – 3
Unidos da Capela – 2
Estácio de Sá – 1
Prazer da Serrinha – 1
Vizinha Faladeira – 1
Recreio de Ramos – 1
Acadêmicos do Grande Rio – 1
Fonte: Liesa (Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro)
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – ALÉXIA SOUSA
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