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Itapemirim vai receber Festival Beira-Mar de Teatro em dezembro
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Espetáculos teatrais, contações de histórias, oficinas artísticas, debates, roda de capoeira, e até uma feira de adoção de animais. Essas são algumas das atrações do Festival Beira-Mar de Teatro, que vai acontecer entre os dias 18 e 21 do próximo mês de dezembro, em tenda montada em Itaoca, balneário de Itapemirim, cidade do litoral sul do Espírito Santo. A programação, gratuita, tem produção do grupo teatral Boyásha.
Esta será a primeira edição de um festival de teatro em Itapemirim, com apresentações preparadas por artistas de diferentes cidades do Espírito Santo e de outros estados. Um dos destaques da programação é o espetáculo do Grupo Galpão, de Belo Horizonte (MG), uma das companhias mais populares do Brasil, com apresentações realizadas em diversos cantos do país e também do exterior.
Em Itaoca, a companhia mineira vai apresentar “De Tempo Somos – Um Sarau do Grupo Galpão”. Reunindo canções, poesia e festa, o espetáculo apresenta 25 músicas do repertório do grupo – de montagens antigas até trabalhos recentes -, além de textos sobre a passagem do tempo e o processo de criação artística.
Também de fora do Espírito Santo, o Circo Dux, do Rio de Janeiro (RJ), vai marcar presença com o seu “Mix Dux”, uma miscelânea de seus melhores números teatrais em mais de 18 anos de pesquisa cênica.
Dentre os artistas capixabas que vão marcar presença, o tradicional Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira, de Guaçuí, vai encenar “A Lenda de um Homem sem Nome”, espetáculo sobre um homem sovina e interesseiro que oculta um passado misterioso com forças sobrenaturais. Já a Imprópria Trupe, da Serra, colocará em cena “O Menino do Dedo Verde”, peça sobre um garoto de oito anos que descobre que possui um polegar verde com poderes especiais.
Dois grupos ficarão responsáveis por contações de histórias mais voltadas ao público infantil. A Cia NÓS de Teatro, de Cachoeiro de Itapemirim, apresentará “Um Cesto de Histórias”, sessão de narrativas inspiradas em lendas do folclore brasileiro. Já o Ato Falho Coletivo, de Vila Velha, vai apresentar “Se Nós Fôssemos Peixes”, sobre um cardume que arma uma espécie de motim contra o “Sr. Barão” no fundo do mar.
Também haverá duas apresentações de artistas solo. Gab Kruger, de Guarapari, vai encenar “Giros”, espetáculo sobre uma carismática artista itinerante que viaja de cidade em cidade montando seu acampamento para contar suas histórias. Já Chris Estéticah, de Vitória, se apresentará com a performance “Não Recomendada”, sobre corpos que não se enquadram nos padrões ditos “normais”.
“Subvertendo a lógica social contemporânea, os festivais de rua devolvem ao espaço público seu legítimo caráter de fruição e compartilhamento dos acontecimentos artísticos populares. Nesse sentido, o Festival Beira-Mar de Teatro busca uma relação democrática com o público, proporcionando atrações para crianças, jovens e adultos, de forma a desconstruir barreiras etárias, sociais e culturais”, afirma João Paulo Stein, integrante do grupo Boyásha e diretor de produção do festival.

Debates, oficinas, capoeira
Ao final de cada apresentação, será realizado um bate-papo entre os artistas e o público presente. O Fórum Livre da Cultura de Itapemirim também vai organizar um debate especial sobre políticas públicas culturais.
Está prevista, ainda, a oferta de três oficinas abertas ao público: “Iniciação à Palhaçaria”, com o Circo Dux; “Contação de Histórias”, com a Cia NÓS de Teatro; e “Preparação Vocal”, ministrada pelo grupo Boyásha.
Outra atração prevista é uma roda de capoeira e maculelê com a Academia de Capoeira Guerreiros da Arte, entidade sem fins lucrativos de Itapemirim que desenvolve ações regulares de formação cultural e cidadã junto a moradores de todas as idades, incluindo pessoas com deficiência.
Homenagem a cão famoso
O nome do festival é uma homenagem singela ao cachorro Beira-Mar, que ficou conhecido como o “Guardião da Praia de Itaoca”. O vira-lata adotou a praia como sua residência após a morte por afogamento de seu tutor. Apesar das diversas tentativas de adotá-lo, ele sempre retornava para o mesmo local. Por ali, fazia a alegria de moradores e turistas, especialmente das crianças, e também costumava nadar até o fundo do mar.
Morto em 2023, o cão deixou marcas sensíveis na comunidade de Itapemirim. Como forma de homenageá-lo e de estimular a conscientização sobre os direitos dos animais, será realizada ao longo do evento a “Feira Beira-Mar”.
O intuito da feira é arrecadar alimentos para cães e gatos resgatados pela ONG Patrulha Animal – Associação de Proteção Animal de Itapemirim, que foi a responsável por zelar pela saúde de Beira-Mar enquanto ele estava vivo. Também serão oportunizadas adoções responsáveis de animais resgatados nas ruas do município.
“Trazendo em seu escopo um desejo incontrolável de compartilhamento e de apropriação do espaço público, o Festival Beira-Mar de Teatro estabelece eixos que se sustentam em uma ampla rede de transferência de saberes entre artistas, técnicos e gestores locais, regionais e nacionais – sempre acionando mecanismos de diálogo com a diversidade cultural do território sul capixaba”, comenta Murilo Iglesias, integrante do Boyásha e diretor artístico do festival.
A programação detalhada do evento será divulgada em breve. O Festival Beira-Mar de Teatro conta com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), por meio de edital da Secretaria de Estado da Cultura (Secult-ES). O festival também tem o apoio da Secretaria de Cultura de Itapemirim, da empresa Events Macchina e da ONG Patrulha Animal.
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Sambão do Povo: o palco do carnaval que nasceu da força popular
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44 minutos atrásem
4 de fevereiro de 2026
Principal símbolo do Carnaval de Vitória, o Sambão do Povo só existe graças à mobilização direta da comunidade carnavalesca da capital capixaba. Oficialmente chamado de Complexo Cultural Walmor Miranda, em homenagem a um dos mais tradicionais reis momo do Espírito Santo, o espaço é conhecido popularmente por um nome que reflete sua origem: Sambão do Povo.
O espaço que receberá nesta sexta (6) e sábado o desfile 2026 do grupo especial, é parte fundamental da história deste que virou o terceiro mais importante evento de carnaval do país.
Localizado no bairro Mário Cypreste, na região da Grande Santo Antônio, em Vitória, o sambódromo capixaba foi inspirado na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. O projeto foi apresentado por Sinval Siri, então secretário municipal de Turismo, durante a gestão do ex-prefeito de Vitória, Hermes Laranja, como alternativa definitiva para sediar os desfiles das escolas de samba da capital.
Comunidade garantiu a construção do Sambão do Povo
A previsão inicial era que o Sambão do Povo fosse concluído ainda em 1986, após o sucesso do desfile realizado na Avenida Nossa Senhora da Penha, uma das principais vias de Vitória. No entanto, atrasos na obra colocaram em risco a realização do Carnaval de Vitória de 1987.

Diante da possibilidade de a capital ficar sem desfile, sambistas, moradores e lideranças comunitárias se uniram em um grande mutirão popular. Liderado por Sinval Siri, o esforço coletivo permitiu que o Sambão do Povo fosse construído em menos de 120 dias, um feito histórico para a cultura do Espírito Santo. A inauguração oficial ocorreu em 27 de fevereiro de 1987.
Interrupção dos desfiles e retomada do Carnaval em Vitória
O Sambão do Povo foi palco dos desfiles do Carnaval de Vitória até 1992. Naquele ano, diversas escolas de samba decidiram não desfilar em protesto contra a falta de apoio financeiro da Prefeitura de Vitória e da iniciativa privada, responsáveis pelo custeio das agremiações.
Além disso, o sambódromo enfrentava problemas estruturais, incluindo a demolição de parte da arquibancada para a construção de uma quadra que nunca foi executada. Com isso, os desfiles no Sambão do Povo foram interrompidos até 2001.

Mesmo fora do sambódromo, o Carnaval não deixou de acontecer na capital. Em 1998, os desfiles voltaram às ruas de Vitória, com apresentações na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro, em formato de exibição, sem competição.
Após reformas estruturais, já na gestão do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (2001–2004), o desfile das escolas de samba retornou definitivamente ao Sambão do Povo, onde permanece até hoje como o principal palco do Carnaval do Espírito Santo e um dos maiores símbolos da cultura popular de Vitória.
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Emerson Xumbrega é o intérprete mais antigo em exercício no Carnaval de Vitória
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11 horas atrásem
3 de fevereiro de 2026
Numa festa que celebra tradição, ritmo e juventude, há uma figura que tem atravessado gerações com a mesma energia de sempre: Emerson Magno Santana Ribeiro, o Emerson Xumbrega, intérprete oficial e presidente da Escola de Samba Independente de Boa Vista, atual campeã do Carnaval de Vitória. Aos 48 anos, e com 24 anos de avenida, ele é hoje considerado o intérprete de samba-enredo mais antigo ainda em atividade no Carnaval capixaba, mantendo o fôlego e a voz que fazem o público levantar no Sambão do Povo ano após ano.
Xumbrega, como é carinhosamente chamado, começou sua ligação com a Boa Vista ainda na infância e, segundo registros, assumiu o microfone oficial no carro de som da escola em 2002, um papel que mantém há mais de duas décadas. Desde então, ele se tornou uma referência não só pelo timbre marcante, mas também pela capacidade de conduzir multidões pelo samba-enredo como poucos conseguiram em meio século de Carnaval.
DA RESISTÊNCIA À LENDA VIVA DO SAMBA CAPIXABA
A Independente de Boa Vista, com sede em Cariacica, é tradicional no grupo especial do Carnaval de Vitória desde os anos 1980, conquistando seu primeiro título em 2010 e acumulando várias coroas, incluindo a mais recente em 2025.
Neste ano, a escola disputa novamente o título com o enredo “João do Congo — A Voz Que Dança Nas Folhas da Resistência”, um tributo à herança cultural afro-capixaba que tem sido um dos temas mais comentados nas rodas de samba e comunidades. A escolha reforça o caráter de resistência cultural, exatamente o espírito que Xumbrega encarna como intérprete veterano.
Além de sua função no carro de som, Emerson Xumbrega também é compositor, cantor solo e protagonista de uma carreira que ultrapassa o circuito carnavalesco. Ele lançou CDs e um DVD comemorativo de seus 15 anos de samba, com participações especiais e misturando samba de raiz, pagode e influências locais, um trabalho apoiado pela Lei Rubem Braga de incentivo à cultura.
Sua trajetória inclui ainda turnês fora do Espírito Santo, levando a estética e o repertório capixaba para plateias em São Paulo e Belo Horizonte, ampliando a presença do samba de Vitória além das fronteiras estaduais.
O CARNAVAL, A HISTÓRIA E O FATOR HUMANO
Enquanto muitos intérpretes bem-sucedidos migram para outras funções ou aposentam o microfone com o passar dos anos, Xumbrega representa uma exceção viva à regra: o sambista que permanece ativo não só pelo talento, mas pela ligação visceral com sua escola e comunidade.
Essa história vai além de um título ou curiosidade estatística, ela dá voz a um protagonista que simboliza resistência, memória e identidade cultural. Em tempos em que tradições se reinventam, o fato de um veterano manter seu lugar de destaque na avenida é, sem dúvida, rico e inspirador.
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Bloco Balança Penha será destaque do “Prainha Vive” no final de semana
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20 horas atrásem
3 de fevereiro de 2026
O projeto Prainha Vive está de volta com edição especial de verão e programação gratuita no próximo sábado (7) e domingo (8), a partir das 15 horas, no estacionamento do Parque da Prainha. A iniciativa reúne shows musicais, feira criativa e atividades para toda a família, com foco na valorização da cultura capixaba e do empreendedorismo local.
Ao longo dos dois dias, o público poderá acompanhar apresentações que transitam por diferentes estilos musicais, como samba, funk retrô, rock e música brasileira, além de aproveitar a Feira Maré Criativa, com expositores de artesanato e produtos da economia criativa do Espírito Santo.
Programação musical
No sábado (7), a programação começa com o Bloco Balança Penha, que leva à Prainha o clima do carnaval capixaba. Em seguida, o palco recebe o cantor Frazão. O encerramento da noite fica por conta de Jefinho Faraó, com repertório voltado ao funk retrô. Nos intervalos, quem comanda o som é o DJ Vinny.
No domingo (8), o evento recebe o primeiro show da turnê de Ronnie Silveira, Vitu & Moreatti, em uma apresentação conjunta. Na sequência, sobe ao palco a cantora Dona Fran, referência do rock capixaba. O encerramento da edição será com um tributo musical apresentado por Cadu Caruzo. Durante os intervalos, a discotecagem fica por conta do DJ Ralph Pitanga.
Estrutura e serviços
O Prainha Vive contará com estrutura completa para o público, incluindo praça de alimentação, um espaço kids – com brinquedos voltados ao público infantil, entre outras atrações. A entrada é gratuita, e o evento é aberto a todos os públicos.
Serviço
Prainha Vive – Edição de Verão
Local: Estacionamento do Parque da Prainha, Vila Velha
Datas: Sábado (7) e domingo (8)
Horário: A partir das 15 horas

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