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Instituto Cultural das Montanhas abre calendário anual em Afonso Cláudio

marcelo

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Instituto Cultural das Montanhas abre calendário anual em Afonso Cláudio
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O Instituto Cultural das Montanhas inicia suas atividades em 2026 ampliando as ações de formação musical no município de Afonso Cláudio, na Região Serrana do Espírito Santo. A aula inaugural vai acontecer no dia 23 de fevereiro, a partir das 8h, na sede do Instituto, com a participação de 360 alunos inscritos nos projetos de Musicalização Agrícola, Corais das Montanhas e Orquestra Jônice Tristão.

Os projetos Musicalização Agrícola e Corais das Montanhas têm patrocínio da EDP, distribuidora de energia elétrica do Espírito Santo, por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC) do governo do Estado. O projeto Orquestra Jônice Tristão, primeiro grupo de cordas friccionadas da cidade e região, se mantém com patrocínio direto do Grupo Tristão.
Todas as ações são gratuitas e destinadas a estudantes a partir dos seis anos, sem limite de idade. Participam do projeto crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos e pessoas com deficiência.

Concertos e aulas abertas
De acordo com o coordenador Marcelo Dutra Coutinho, o Instituto Cultural das Montanhas preparou um calendário amplo e diversificado para 2026. Estão previstos concertos e aulas abertas voltadas às famílias, além de apresentações ao ar livre em diferentes pontos da cidade de Afonso Cláudio, promovendo o acesso da comunidade às ações culturais.

“A programação inclui ainda um intercâmbio do Coro Jovem com outros corais do Espírito Santo, recital de encerramento do ano aberto ao público, além da realização de masterclasses durante todo o ano com profissionais renomados do Espírito Santo”, destaca o coordenador.

Fortalecimento de vínculos
Na área de gestão, o Instituto traz novidades em sua estrutura administrativa, visando ao aperfeiçoamento da educação musical dos alunos. Neste ano, a instituição passa a acolher o serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, por meio de uma parceria com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Afonso Cláudio.

O Instituto também está com edital aberto para 50 alunos, que receberão uma bolsa-auxílio de R$ 185. Uma das novidades para 2026 é a oferta de seis vagas de monitores, com bolsas entre R$ 400 e R$ 810, destinadas a alunos com idade superior a 16 anos. “Acreditamos que a monitoria é mais do que uma oportunidade de aprendizagem. É um passo na formação de jovens protagonistas, que permanecem mais tempo na instituição, aprofundam seus aprendizados e passam a contribuir ativamente com o desenvolvimento de outros alunos. É assim que fortalecemos vínculos, criamos pertencimento e geramos transformação social dentro do próprio território&rd quo;, afirma Marcelo Dutra.

O coordenador lembra que o foco na proteção social e na cidadania está no DNA do Instituto Cultural das Montanhas. Uma das ações nesse sentido é a distribuição de cestas básicas para as famílias dos beneficiários inscritas no CadÚnico do governo federal. “Entre os anos de 2023 e 2025, foram distribuídas cerca de cinco toneladas de alimentos; em 2026, temo s a previsão de entregar 270 cestas básicas para mais de 60 famílias”, pontua.

Musicalização
As aulas de musicalização contemplam instrumentos de iniciação, como chocalhos e tambores musicalizadores, além do ensino técnico de flauta transversal, clarinete, saxofone, trompete, trombone, percussão, violão, violino, viola, violoncelo e contrabaixo acústico.

O Projeto Corais das Montanhas oferece aulas de capacitação musical em oficinas práticas de canto coral, com 150 vagas, em média. Já a Orquestra Jônice Tristão conta com 60 integrantes e foi criada por Marcelo Dutra em homenagem ao empresário Jônice Siqueira Tristão (1930-2021), um dos maiores nomes do ramo de exportação de café do país.
A maior parte das vagas estão preenchidas, porém as famílias de Afonso Cláudio que quiserem participar das atividades podem inscrever as crianças e adolescentes no cadastro de reserva do Instituto, por meio do WhatsApp (27) 99699-6584. “Embora as vagas sejam prioritariamente destinadas a famílias em vulnerabilidade social, o Instituto também oferta oportunidades para a sociedade em geral”, informa Marcelo Dutra.

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Moda sustentável, rework e figurinos autorais com foco em processos manuais

marcelo

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Moda sustentável, rework e figurinos autorais com foco em processos manuais
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A estilista, figurinista e produtora de moda Joelma Silva tem consolidado sua atuação no campo da moda sustentável a partir de um trabalho centrado no reaproveitamento têxtil, na pesquisa de técnicas manuais e na criação de peças autorais fora da lógica tradicional das coleções sazonais. Fundadora do projeto CriaUpcycling, ativo desde 2020, ela desenvolve criações que articulam rework, bordado manual, crochê e intervenções em jeans e outros tecidos, priorizando processos de transformação e exclusividade.

O CriaUpcycling nasceu como uma plataforma de experimentação e pesquisa em torno do vestir entendido não apenas como produto de consumo, mas como linguagem cultural. Desde então, o projeto tem se estruturado como marca autoral com desenvolvimento contínuo de peças sustentáveis, produzidas a partir de materiais reaproveitados. A proposta parte do princípio de que roupas descartadas ou tecidos remanescentes podem ser ressignificados por meio de técnicas artesanais, resultando em novas construções estéticas.

Moda sustentável, rework e figurinos autorais com foco em processos manuaisAo trabalhar com rework — prática que envolve desconstrução e reconstrução de peças já existentes — Joelma transforma jeans usados, retalhos e diferentes bases têxteis em criações únicas. Cada peça passa por processos de corte, reconfiguração de modelagem, aplicação de bordados à mão ou inserção de crochê, o que elimina a padronização industrial e reforça o caráter exclusivo das produções. A não-sazonalidade também integra a proposta: em vez de lançar coleções vinculadas a calendários fixos, a marca mantém fluxo contínuo de desenvolvimento, respondendo à disponibilidade de materiais e às pesquisas em curso.

Além da linha autoral, Joelma atua na criação de figurinos para performances artísticas e espetáculos culturais. Seu trabalho nesse campo inclui desde a concepção estética até ajustes e transformações de peças, sempre considerando o contexto cênico e a identidade dos artistas envolvidos. A atuação envolve alinhamento visual com direções artísticas, estudo de movimento e adaptação das roupas para atender às demandas de palco, iluminação e narrativa.

Nos figurinos, o reaproveitamento também ocupa papel central. Peças já existentes podem ser transformadas para adquirir novos significados em cena, seja por meio de aplicações, intervenções estruturais ou sobreposições. O processo inclui pesquisa de referências, diálogo com performers e experimentação em ateliê, buscando integrar funcionalidade e expressão visual.

Moda sustentável, rework e figurinos autorais com foco em processos manuaisParalelamente à produção, Joelma desenvolve oficinas e participa de editoriais e projetos colaborativos que discutem sustentabilidade na moda. As atividades formativas abordam técnicas de reaproveitamento têxtil, noções de design consciente e estímulo à autonomia criativa. O objetivo é ampliar o acesso a práticas de reconfiguração de roupas, incentivando alternativas ao descarte e à produção em larga escala.

O CriaUpcycling se insere em um contexto mais amplo de questionamento sobre os impactos ambientais da indústria da moda. Nesse cenário, iniciativas voltadas ao upcycling — termo utilizado para designar a transformação de materiais descartados em produtos de maior valor agregado — têm ganhado espaço tanto em circuitos independentes quanto em debates acadêmicos e culturais.

Ao associar técnicas manuais tradicionais a uma estética contemporânea, o projeto também dialoga com discussões sobre memória e identidade no vestir. Bordado e crochê, historicamente vinculados ao trabalho doméstico e à transmissão intergeracional de saberes, são incorporados como elementos estruturais das peças, e não apenas como ornamento. A presença desses recursos reforça a dimensão processual do trabalho e evidencia o tempo investido em cada criação.

Moda sustentável, rework e figurinos autorais com foco em processos manuaisNo campo dos figurinos, a experiência em moda sustentável amplia possibilidades de experimentação visual em produções culturais, sobretudo em contextos independentes, onde o reaproveitamento pode reduzir custos e ampliar soluções criativas. A construção de looks completos, ajustes personalizados e transformação de acervos existentes compõem parte significativa dessa atuação.

Com base em ateliê próprio, o CriaUpcycling mantém produção autoral de pequena escala, priorizando exclusividade e desenvolvimento contínuo. As criações transitam entre o cotidiano e a cena, mantendo como eixo comum o reaproveitamento têxtil e a valorização do fazer manual.

Ao longo dos últimos anos, a marca tem ampliado sua presença por meio de oficinas, parcerias e projetos colaborativos, consolidando uma atuação que articula moda, sustentabilidade e processos artísticos. Em um mercado ainda fortemente pautado pela produção acelerada e pelo descarte, iniciativas como a de Joelma apostam na permanência, na transformação e na construção de novos sentidos para o vestir contemporâneo.

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Unidos de Barreiros vence Série Ouro e garante presença no Grupo Especial

marcelo

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Unidos de Barreiros vence Série Ouro e garante presença no Grupo Especial
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A Unidos de Barreiros é a grande campeã da Série Ouro do Carnaval de Vitória em 2026. Com o resultado, a escola assegurou presença no grupo especial no próximo ano, consolidando o trabalho desenvolvido pela comunidade e reafirmando sua força na avenida.

Abrindo os desfiles da Série Ouro, a agremiação levou ao Sambão o enredo “Baobá: A Árvore da Vida”, que propôs uma reflexão sobre a ancestralidade africana e sua profunda influência na formação cultural brasileira, especialmente no Nordeste. A apresentação destacou o baobá como símbolo de vida, memória e resistência, representando a permanência das raízes diante do tempo e das adversidades.

O desfile também construiu uma ponte simbólica entre África e Nordeste, exaltando a resistência cultural, a identidade negra e a força comunitária. A escola ressaltou como o povo nordestino transforma a escassez em força e preserva sua identidade por meio da oralidade, da religiosidade e das tradições populares.

Ao todo, cerca de 600 componentes participaram da apresentação, distribuídos em 13 alas e duas alegorias. A proposta reforçou a essência da agremiação, marcada pela ligação com a comunidade e pela valorização da memória coletiva.

A vitória representa um marco para a Unidos de Barreiros, que agora se prepara para o novo desafio no grupo de acesso, levando consigo o reconhecimento conquistado com um desfile que celebrou a ancestralidade, a resistência e a cultura popular.

Unidos de Barreiros vence Série Ouro e garante presença no Grupo Especial
Foto: @wellfilmss
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Projeto Abá Sepiákatu realiza formação audiovisual para população indígena

marcelo

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Projeto Abá Sepiákatu realiza formação audiovisual para população indígena
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Estão abertas até o dia 27 de fevereiro as inscrições para as oficinas formativas do projeto Abá Sepiákatu – Mostra Audiovisual Indígena, iniciativa voltada à formação de jovens e adultos indígenas das aldeias de Aracruz. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por meio do formulário online. O início das atividades será no dia 5 de março.

O objetivo é selecionar participantes para as três oficinas audiovisuais que integram o projeto, que irá culminar na produção de curtas-metragens realizados pelos próprios participantes, a serem exibidos durante a Teia Nacional dos Pontos de Cultura, que acontece entre 24 e 29 de março em Aracruz.

Cada oficina oferece 15 vagas e o preenchimento delas seguirá a ordem de inscrição. Em caso de alta procura, poderá ser formada lista de espera ou realizado redirecionamento para outras oficinas do projeto, conforme a organização.

O Abá Sepiákatu propõe a formação em técnicas audiovisuais com orientação de profissionais da área e mestres indígenas, estimulando o protagonismo juvenil, a valorização dos saberes ancestrais e a produção de narrativas sobre a natureza, a cultura e os desafios contemporâneos vividos pelas comunidades.

Projeto Abá Sepiákatu realiza formação audiovisual para população indígena

As oficinas abordarão Introdução ao Audiovisual, com foco em Linguagem e Território; Produção e Direção; e Edição e Finalização de Curtas-Metragens. Entre os professores está o cineasta tupinikim T-Kauê (Tiago Mateus), que já produziu diversos filmes a partir de seu território.

O projeto é realizado pelo Núcleo de Projetos da Associação Indígena Tupinikim e Guarani (AITG), e foi selecionado por edital da Prefeitura Municipal de Aracruz, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Mais informações também podem ser acompanhadas no Instagram: https://www.instagram.com/aitg.indigena. Para dúvidas, também está disponível o telefone (27) 99669-1998.

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