Agro
Perspectivas positivas para o mercado do boi gordo em 2026, segundo análise do Cepea

O setor pecuário brasileiro deve enfrentar um 2026 com demanda aquecida pela carne bovina, tanto no consumo doméstico quanto nas vendas ao exterior, enquanto a disponibilidade de animais tende a permanecer restrita. Essa é a visão de especialistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Esalq/USP, que enxergam um período de dificuldades para os produtores, mas com cotação mais favorável para o boi gordo.
No cenário interno, o consumo pode ganhar impulso com uma maior movimentação de renda ao longo do ano. Eventos como as eleições gerais e a Copa do Mundo tendem a incentivar os gastos das famílias, incluindo com produtos alimentícios como a carne. No entanto, os pesquisadores alertam que dívidas e compromissos financeiros ainda podem frear parte dessa expansão no poder de compra.
No que diz respeito à produção, o maior obstáculo está na escassez de animais magros para engorda e confinamento. Além da quantidade menor disponível, a qualidade desses bovinos tem gerado preocupações no campo, impactando a eficiência dos sistemas de terminação e elevando os custos operacionais.
No âmbito internacional, a oferta global de carne bovina deve continuar apertada, o que ajuda a manter os preços elevados no mercado mundial. Isso beneficia as exportações brasileiras, favorecidas também pela taxa de câmbio com o dólar acima de R$ 5, tornando nossa proteína mais atraente para compradores estrangeiros. Em 2025, o Brasil já consolidou a liderança como maior produtor mundial de carne bovina, superando os Estados Unidos, conforme dados do USDA.
Diante desse equilíbrio entre demanda robusta e suprimento limitado, o Cepea prevê que as cotações do boi gordo sejam bem sustentadas em 2026, criando um ambiente mais rentável para o pecuarista que conseguir navegar pelos desafios da reposição de rebanho. Para o produtor rural, o momento pede atenção redobrada à gestão de custos e à produtividade, aproveitando o ciclo favorável para os preços.

Agro
Alta do feijão se intensifica no início de fevereiro, aponta indicador CNA/Cepea
Combinação entre menor oferta e postura mais firme dos produtores tem sustentado os preços

Brasília (09/02/2025) – O movimento de valorização observado no mercado de feijão ao longo de janeiro ganhou força neste início de fevereiro, com destaque para o feijão carioca, segundo o indicador CNA/Cepea.
Os preços médios calculados pelo índice atingiram os maiores patamares da série histórica iniciada em setembro de 2024, tanto para os grãos de nota 9 ou superior quanto para os de notas 8,0 e 8,5. No caso do feijão preto, as cotações também avançaram, alcançando os níveis mais elevados desde março de 2025.
A combinação entre menor oferta e postura mais firme dos produtores tem sustentado as altas. A conclusão da colheita no Paraná, aliada às chuvas no Cerrado, reduziu a disponibilidade do produto nas principais regiões produtoras.
Ao mesmo tempo, produtores demonstram menor interesse em negociar, enquanto a indústria mantém ritmo cauteloso de compras, aguardando sinais mais claros sobre a capacidade de repasse dos preços ao atacado e ao varejo.
Feijão carioca – nota 9 ou superior: segue como o mais demandado, mas permanece escasso. Entre 29 de janeiro e 5 de fevereiro, a maior alta semanal foi registrada no Leste Goiano, com valorização de 12,6%, reflexo do atraso da colheita provocado pelas chuvas. O movimento também foi observado no Noroeste de Minas Gerais, em Curitiba (PR) e em Itapeva (SP), onde a oferta de lotes de alta qualidade continua bastante limitada.
Feijão carioca – notas 8,0 e 8,5: as altas foram generalizadas. O maior avanço ocorreu na capital paulista, com elevação de 17,5%, impulsionada pela maior presença de lotes de coloração mais clara, classificados como nota 8,5. As regiões do Sul e do Leste Goiano também registraram valorizações expressivas, superiores a 14%, sustentadas pela demanda sobre poucos lotes novos de boa qualidade e pelo produto armazenado da safra irrigada.
Feijão preto – tipo 1: as variações foram mais moderadas, diante de um abastecimento relativamente mais confortável para a indústria e da menor presença de compradores. Ainda assim, o encerramento da colheita no Paraná contribuiu para a predominância de altas.
Na Metade Sul do estado, os preços avançaram 3,5% no período analisado. Em Curitiba, porém, a maior preferência pelo feijão carioca resultou em leve recuo de 1,6% na cotação média.
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