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Casa das Rosas inaugura exposição que reforça papel de museu e observatório da cidade

No dia em que São Paulo celebra seus 472 anos, a Casa das Rosas – equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Organização Social Poiesis – inaugura uma exposição que é um marco no processo de consolidação institucional de um dos últimos casarões remanescentes da Avenida Paulista. “Mirante da Paulista” abre ao público no dia 25 de janeiro e fica em cartaz até 26 de abril, com entrada gratuita.
A mostra não é um evento isolado. Ela nasce de uma pesquisa inédita, fruto da Bolsa Ramos de Azevedo, oferecida pela Casa das Rosas, que revelou um dado arquitetônico significativo: a casa, projetada e construída entre as décadas de 1920 e 1930, possui um elemento estrutural originalmente concebido como um mirante voltado para a Avenida Paulista.
Plantas originais do projeto, analisadas na pesquisa, mostram que este não era um simples detalhe decorativo, mas um mirante/depósito de ferramentas com vista para eventos e festas cívicas realizadas na Avenida Paulista, evidenciando uma intenção clara de fazer da residência um ponto privilegiado de observação da vida urbana.
“A Casa das Rosas é um museu-casa, um equipamento público de cultura com pesquisa, acervo e uma programação estruturada – um espaço de preservação e reflexão”, explica Renata Cittadin, museóloga responsável pelos museus Casa Das Rosas, Casa Guilherme de Almeida e Casa Mário de Andrade.
“Esta exposição reforça a premissa de que os museus-casas são espaços do presente, em permanente relação com a cidade, a memória, a produção cultural e os debates contemporâneos. A Casa das Rosas, como um ente que testemunhou e continua testemunhando as mudanças na cidade, convida o público a este diálogo”, complementa Cittadin, ecoando reflexões presentes também na primeira edição da recém-lançada Revista dos Museus-Casas.
A exposição ocupará seis ambientes do casarão, convidando o público a percorrer seus espaços e descobrir diferentes camadas de história. Entendendo o museu-casa como um palimpsesto – onde diferentes camadas de história, arquitetura e memória se sobrepõem -, a curadoria foi desenvolvida pela área de exposições e programação cultural dos museus, representando um exercício autoral importante para a equipe técnica na releitura crítica e propositiva do acervo e da arquitetura.
Dois elementos tecnológicos, desenvolvidos em parceria com artistas e educadores, serão destaques da mostra. O primeiro é uma maquete holográfica, criada pelo artista Andy Barac, que desmonta virtualmente a arquitetura da Casa das Rosas. O trabalho permite visualizar camadas, percursos e as transformações físicas do edifício ao longo das décadas, facilitando a compreensão do conjunto e de seus detalhes construtivos para o público.
O segundo será uma animação digital que dará vida a fotografias e pinturas históricas da Avenida Paulista. Desenvolvida pelo arte-educador Alex Sandro Moletta, da Fábrica de Cultura de Diadema, a peça utiliza imagens de acervos como o da própria Casa das Rosas, do Museu do Ipiranga, do Museu da Cidade de São Paulo e registros clássicos do fotógrafo Guilherme Gaensly. A animação mostrará a evolução da paisagem urbana, contrastando a fluidez da metrópole com a permanência serena do casarão.

Além desses recursos, a exposição apresentará um rico material documental, incluindo plantas arquitetônicas dos acervos da FAU/USP e do Museu da Energia e fotografias do Instituto Moreira Salles. A narrativa também será costurada por memórias afetivas, como uma emocionante entrevista em vídeo com Antônio Rodrigues Velame, o “Toninho”, que não apenas morou na casa como trabalhou como seu jardineiro por impressionantes 31 anos, sendo testemunha viva de incontáveis transformações.
Mais que uma efeméride
O aniversário da cidade atrai o olhar do público para pontos emblemáticos de São Paulo, e a Casa das Rosas ocupa esse lugar com propriedade, mas a exposição também é a âncora de um ano que promete ser de intensa atividade e reposicionamento para os três museus-casas geridos pela Poiesis.
Enquanto a Casa das Rosas reafirma a consolidação de seu papel, a Casa Mário de Andrade se prepara para lançar sua próxima exposição, focada no legado do modernista para a cidade, e para estruturar a “Rede Mário”, uma articulação nacional junto às instituições detentoras de acervos do autor.
Já a Casa Guilherme de Almeida iniciará um profundo trabalho de pesquisa e reorganização de seu vasto acervo, além de dar início ao “Objeto 360”, projeto que destacará peças específicas da coleção. Para fomentar essas pesquisas, o programa de bolsas será expandido: em 2026, serão quatro bolsas de pesquisa (Ramos de Azevedo e Haroldo de Campos, na Casa das Rosas; Mário de Andrade; e Guilherme e Baby de Almeida), consolidando as instituições também como incentivadoras da produção do conhecimento.
“Em 2026, reafirmamos nosso compromisso com a preservação dos patrimônios que nos foram confiados, entendendo esse cuidado como base fundamental para todas as nossas ações e garantia do acesso pelos públicos. Ao mesmo tempo, avançamos na implantação de novas tecnologias e na qualificação dos serviços, com o objetivo de tornar os museus mais acessíveis, eficientes e conectados com os públicos e suas demandas.
Nosso plano de trabalho também prioriza a melhoria da experiência dos visitantes, ampliando programas e ações educativas que fortalecem o vínculo entre os museus, seus acervos e a cidade. Ao investir na ampliação e diversificação dos públicos, buscamos consolidar os museus como espaços vivos, inclusivos e relevantes, capazes de acolher diferentes olhares e promover experiências significativas para todos.”
Casa das Rosas 90 anos
Inaugurada em 1935, a edificação da Casa das Rosas completa 90 anos como um dos mais emblemáticos exemplares da arquitetura paulista do início do século 20. Projetado por Ramos de Azevedo e localizado na Avenida Paulista, o casarão atravessou diferentes momentos da história da cidade, preservando sua relevância arquitetônica e simbólica.
Ao longo do tempo, o edifício foi ressignificado como espaço cultural dedicado à literatura, à poesia e à experimentação artística, consolidando-se como um importante ponto de encontro entre memória, criação e contemporaneidade. A celebração dos 90 anos da edificação reafirma seu valor como patrimônio histórico e cultural de São Paulo.
Fonte: Agência – SP
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Censo de saneamento rural: saiba como identificar um agente

Com o avanço do Projeto Brotar, que realiza o censo de saneamento nas áreas rurais de 371 municípios do estado de São Paulo, é importante que as comunidades das áreas contempladas pela pesquisa saibam fazer a identificação correta dos recenseadores que visitam as propriedades rurais.
O censo começa com um formulário, que deverá ser respondido pela população das residências mapeadas, cujas informações são essenciais para direcionar os investimentos e obras necessárias em cada região. Esse formulário é intermediado por um entrevistador de campo, que estará sempre identificado.
Como identificar os recenseadores
Para garantir a segurança das comunidades, todos os profissionais em campo devem seguir rigorosamente o padrão visual estabelecido:
- Vestimenta: Uso obrigatório de colete e boné com a logomarca oficial do “Projeto Brotar”.
- Identificação: Crachá visível contendo nome, foto e identidade visual do programa.
- Equipamento: Coleta de dados realizada digitalmente via aplicativo em dispositivos móveis.
Parceria com a Polícia Militar
A operação conta com o suporte direto da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo para levar clareza às áreas recenseadas. A estratégia de proteção inclui:
- Canais de Comunicação: Divulgação de informações oficiais em grupos de WhatsApp das comunidades rurais.
- Vizinhança Solidária: Apoio do programa da Polícia Militar e dos Conselhos Comunitários de Segurança (CONSEGs) para validar a presença das equipes.
- Orientação: A população deve responder ao formulário apenas para agentes devidamente caracterizados.
O censo deve ocorrer até dezembro de 2026 e é o primeiro passo para levar rede de água e esgoto a mais de 820 mil domicílios que antes não eram atendidos pela Sabesp por questões contratuais. A presença dos agentes é essencial para mapear as soluções tecnológicas de saneamento que serão instaladas em cada propriedade, visando a universalização do serviço. Cabe ressaltar que o ano de 2033 é a data limite para a universalização do saneamento básico no Brasil.
No entanto, a Sabesp decidiu pela antecipação deste prazo para 2029 nos municípios atendidos pela companhia. O Brotar é executado pela Sabesp, junto com o Laboratório de Informações Estratégicas Agroambientais do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da APTA, o órgão de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Fonte: Agência – SP
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Com 96 equipes e mais de 2 mil jogadores, Taça Paulistana de Futebol Amador tem início no dia 11

A bola vai rolar para a Taça Paulistana de Futebol Amador 2026. Apoiado pela Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, o campeonato tem a sua primeira rodada marcada para o próximo dia 11.
Serão 96 equipes de futebol amador de todas as regiões da capital paulista e mais de 2 mil jogadores envolvidos. O formato de disputa prevê grupos com quatro times cada, onde os dois melhores se classificam para a fase eliminatória. Todos os jogos acontecem em um único campo, o CDC Jardim São José, em Pirituba, zona oeste da capital. A final acontece em 12 de julho.
“A Taça tem como principal objetivo incentivar a prática do futebol amador como ferramenta de transformação, promovendo integração social e qualidade de vida”, afirma Rodolfo Dalonso, presidente do Instituto Esporte e Cidadania, entidade responsável por organizar o torneio.
O acesso a todas as partidas da Taça é gratuito. O CDC Jardim São José fica na Rua Dom Manuel D’Elboux, 30, Vila Pereira Cerca – Pirituba.
Lei Paulista de Incentivo ao Esporte
Regulamentada pelo decreto 55.636 de 26/03/2010, a Lei Estadual de Incentivo ao Esporte de São Paulo contempla projetos vinculados às áreas educacional, formação desportiva, rendimento, sociodesportivo, participativa, gestão e desenvolvimento e infraestrutura. Ela possibilita à iniciativa privada o apoio a projetos esportivos elaborados por entidades privadas sem fins lucrativos de natureza esportiva ou por Prefeituras no Estado de São Paulo.
Fonte: Agência – SP
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USP oferece curso de extensão sobre economia, cultura e poder na internet

A disciplina de pós-graduação Economia, Cultura e Poder na Internet agora também será ofertada como curso de extensão para pessoas externas à USP. As aulas acontecerão entre 11 de março e 1º de julho de 2026, às quartas-feiras, das 9h às 12h, no Auditório do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, na Cidade Universitária, em São Paulo. São 40 vagas destinadas a profissionais, pesquisadores e demais interessados nos impactos sociais, econômicos e políticos da internet. As inscrições vão até o meio-dia de 20 de fevereiro, neste link, com confirmação da matrícula a partir de 2 de março.
Coordenado por Pablo Ortellado (EACH-USP e IEA-USP) e Luiz Fernando Martins Castro (NIC.br), o curso tem como objetivo apresentar uma análise crítica e interdisciplinar das transformações promovidas pelo ambiente digital. A programação aborda desde os fundamentos técnicos e a história da internet até temas contemporâneos como economia de dados, governança digital, inteligência artificial, regulação jurídica, polarização política nas redes sociais e os efeitos culturais das tecnologias digitais.
O curso é uma realização da Cátedra Oscar Sala, parceria do IEA com o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). O objetivo é qualificar o debate acadêmico e público sobre as dimensões técnicas, econômicas, políticas, jurídicas e culturais da internet, contribuindo também para a formulação de políticas públicas na área.
Para aprovação, os participantes deverão cumprir frequência mínima de 75% e apresentar um trabalho final em formato de artigo voltado ao público amplo.
Mais informações e inscrições estão disponíveis aqui.
Fonte: Agência – SP







