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Segurança

Defa prende três integrantes de organização criminosa que aplicava golpe do bilhete premiado

Em novembro de 2025, o grupo atuou no Espírito Santo e causou um prejuízo total de R$ 202 mil a, pelo menos, três vítimas de estelionato.

marcelo

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Defa prende três integrantes de organização criminosa que aplicava golpe do bilhete premiado
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A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa), subordinada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), prendeu, no último dia 21, um homem de 36 anos, e duas mulheres, de 24 e 37 anos, investigados por integrarem uma organização criminosa responsável pela aplicação do golpe do bilhete premiado.

Em novembro de 2025, o grupo atuou no Espírito Santo e causou um prejuízo total de R$ 202 mil a, pelo menos, três vítimas de estelionato. Após serem identificados, os suspeitos retornaram ao Estado para aplicar novos golpes e foram presos por policiais civis da Defa, no bairro Jardim da Penha, em Vitória.

Outras informações serão repassadas em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (29), na Chefatura da Polícia Civil, em Vitória.

Segundo o adjunto da Defa, delegado Jonathan Lana, a investigação teve início a partir do registro de três boletins de ocorrência. Com base nos dados levantados, a equipe policial identificou o veículo utilizado nos crimes e os autores envolvidos.

“Identificamos outros três autores participando do golpe em um esquema de rodízio, com alternância de equipes. A partir disso, ficou caracterizada a atuação de uma organização criminosa”, explicou o delegado.

Com o avanço das investigações, os suspeitos passaram a ser monitorados. No mês de janeiro, a Defa identificou que o grupo havia retornado ao Espírito Santo, repetindo o mesmo modo de atuação registrado em novembro.

“Assim que tomamos conhecimento, realizamos a abordagem e localizamos um documento falso utilizado na prática criminosa, além de um aparelho telefônico empregado em um dos golpes”, detalhou Jonathan Lana.

As apurações apontaram três vítimas, todas idosas, com idades entre 73 e 84 anos. O primeiro caso foi registrado em novembro, no bairro Jardim da Penha, em Vitória. Os outros dois ocorreram no bairro Praia da Costa, em Vila Velha. Uma vítima, de 81 anos, teve prejuízo de R$ 3 mil; outra, de 84 anos, perdeu R$ 70 mil; e a terceira, de 73 anos, chegou a perder R$ 129 mil.

“De acordo com a investigação, o golpe era aplicado em etapas. Na fase inicial, uma mulher, aparentando ser religiosa e oriunda do interior, abordava a vítima utilizando nome falso e perguntava sobre a localização de um escritório de advocacia. Em seguida, um segundo estelionatário se aproximava e passava a conversar de forma amistosa com ambas”, disse o delegado.

Durante a conversa, a suspeita afirmava ter um bilhete premiado e dizia ter ido à capital para resolver a situação. O segundo indivíduo se apresentava como médico e oferecia ajuda, alegando conhecer um suposto funcionário de um banco federal.

Na ligação telefônica, um terceiro integrante confirmava falsamente que o bilhete estaria premiado no valor de R$ 3 milhões, informando que seriam necessárias duas testemunhas para a liberação do prêmio, devido à falta de documentação.

“Convencida, a vítima era induzida a entrar no veículo dos suspeitos, dando início à segunda etapa do golpe. Durante o trajeto, os criminosos reforçavam a narrativa, afirmando que o prêmio teria origem no jogo do bicho e que, por motivos religiosos, a suposta ganhadora não poderia receber o dinheiro, sugerindo que a vítima ficasse com o valor”, contou Lana.

Nesse momento, os suspeitos solicitavam à vítima algum bem ou quantia em dinheiro como garantia da transação. O dinheiro da vítima era então entregue aos criminosos sob a falsa promessa de retorno com o valor do prêmio.

“Na última etapa, após o saque dos valores, os golpistas criavam uma justificativa para o atraso no pagamento, afirmando que o dinheiro seria liberado em até dois dias após procedimentos jurídicos. Em alguns casos, a suspeita simulava uma distração, como pedir à vítima para comprar um absorvente, e o grupo fugia do local”, completou o delegado.

Os três detidos foram indiciados pelo crime de organização criminosa e estelionato. As investigações continuam com o objetivo de identificar e responsabilizar outros envolvidos.


Fonte: Polícia Civil – ES

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Pai e filho morrem após serem esfaqueados durante briga em Aracruz

Suspeito de 25 anos, que tentou se passar por testemunha, foi preso em flagrante por homicídio qualificado

marcelo

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Briga generalizada que terminou em morte de pai e filho esfaqueados em Aracruz
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Uma briga generalizada terminou com pai e filho mortos na madrugada de segunda-feira (16), no bairro Segatto, em Aracruz, no litoral do Espírito Santo. O filho, identificado como Jocktan Souza, de 33 anos, morreu no local, já o pai Enock de Souza, de 59 anos, foi socorrido e levado para um hospital da região, mas morreu na tarde de segunda-feira (17).

Uma câmera de segurança registrou o momento em que uma das vítimas aparece sendo agredida por três homens. Após as agressões, o homem ficou caído no meio da rua. Em seguida, os suspeitos fugiram em um carro vermelho.

Um suspeito de 25 anos foi preso. Segundo a Polícia Militar, ele inicialmente se apresentou como testemunha do caso, mas foi reconhecido pelos policiais como um dos agressores.

Polícia Civil informou que ele foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima. O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional.

Os corpos de pai e filho foram encaminhados à Seção Regional de Medicina Legal (SML), em Linhares, no Norte do Estado.

O caso seguirá sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Aracruz.

*Com informações da TV Vitória/Record.

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Segurança

Jovem de 26 anos é morto a tiros em Linhares; suspeito é primo da companheira da vítima

marcelo

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Jovem de 26 anos é morto a tiros em Linhares; suspeito é primo da companheira da vítima
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Um jovem de 26 anos foi morto a tiros no bairro Humaitá, em Linhares, no Norte do Espírito Santo, na noite de domingo (15). De acordo com a Polícia Militar, ele foi encontrado sem vida, caído ao lado de um bar. O nome da vítima não foi divulgado. O suspeito do crime é o primo da companheira do jovem.

A mulher relatou à PM que o casal estava no bar quando o suspeito se aproximou e começou a fazer ameaças, acusando o jovem de tentar assumir o controle do tráfico de drogas na região. Em seguida, o homem disparou várias vezes contra a vítima. A companheira afirmou ainda que o jovem não tinha envolvimento com drogas. O corpo foi levado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML) de Linhares.

A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Linhares. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

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Segurança

Delegado da Polícia Civil é preso suspeito de importunação sexual contra adolescente em carnaval no ES

marcelo

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Um delegado da Polícia Civil do Espírito Santo de 40 anos, identificado como Adhemar Pereira Fully, foi preso na noite deste domingo (15), suspeito de importunação sexual contra uma adolescente de 14 anos durante um evento de carnaval no Centro de Apiacá, cidade do Sul do Estado. Adhemar teria resistido à ação de policiais militares, que narram no boletim de ocorrência obtido pela reportagem terem tido de usar a força para detê-lo.

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Segundo a PM, equipes faziam policiamento na festa de carnaval da cidade quando foram solicitadas por um homem relatando a presença de um indivíduo armado envolvido em uma briga na multidão. O homem que chamou a PM disse que a confusão começou quando o suspeito importunou uma menor de idade e, com isso, foi confrontado por parentes da vítima.
De acordo com o boletim da PM, o delegado apresentava “nítidos sinais de embriaguez alcoólica, manifestados por marcha cambaleante, alteração das funções psicomotoras, hiperemia conjuntival (olhos vermelhos), fala arrastada e forte odor etílico no hálito”. O delegado, segundo o documento, ofereceu resistência durante toda a ação policial “investindo fisicamente” contra os policiais, ora com golpes no tórax, ora com empurrões, “na tentativa de impedir a ação policial”, diz o boletim. Ao mesmo tempo, o delegado teria xingado os agentes com palavras de baixo calão, afirmando que não seria conduzido.
Diante da situação, os policiais militares tiveram de usar a força para imobilizar o delegado. Durante a busca pessoal, foi encontrada uma arma — pistola Glock — acompanhada de munições e de um carregador com patrimônio da Polícia Civil do Estado, ou seja, a arma de trabalho do servidor.
Consta no boletim que foi feito contato com o delegado-chefe da 7ª Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim para dar ciência da condução. Também foi feito o uso de algemas diante do “acentuado estado de beligerância apresentado pelo conduzido”. Já no camburão da viatura, o delegado teria dito frases como: “eu vou prendê-los, vou procurar vocês depois”; “vou fazer de tudo para vocês perderem a farda”.
Após deter o suspeito, os policiais ouviram a menina de 14 anos, que detalhou a importunação. Segundo o relato da adolescente, o delegado teria se aproximado dela e dito: “gata, eu quero você, eu não quero saber, eu quero você”. A menina disse aos policiais ter sido perseguida pelo homem, chegando a informar sua idade e a ausência de consentimento, repelindo a investida. O suspeito teria respondido com indiferença, insistindo na aproximação. O delegado passou a seguir a garota na festa, cessando a conduta somente ao ver o pai da menor na praça.
O boletim da PM detalha que o delegado foi levado à 7ª Delegacia Regional por uma viatura da própria Polícia Civil e que a arma funcional foi entregue diretamente ao delegado plantonista. Os PMs narram que as escoriações e lesões superficiais apresentadas por Adhemar decorreram estritamente de sua resistência ativa. O Conselho Tutelar foi acionado por envolver crime contra menor de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Ecriad).
A Polícia Civil informou que o delegado “foi autuado em flagrante por importunação sexual. O servidor foi encaminhado ao presídio Alfa 10, unidade destinada a policiais civis. A arma que estava em sua posse foi apreendida”. A instituição declarou que “não compactua com qualquer prática ilícita e que todas as condutas de seus integrantes são rigorosamente apuradas. A Corregedoria-Geral instaurará os devidos procedimentos administrativos internos”.
Segundo o Portal da Transparência do governo capixaba, Adhemar é delegado desde maio de 2012 e tem salário bruto de R$ 36.889,10.
A reportagem tenta localizar a defesa do delegado preso. O espaço segue aberto para posicionamento.
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